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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

O Património é um bem comum... Preservá-lo só depende de cada um de nós...


Quarta-feira, 17.02.10

Piso romano musealizado na Prebenda


Um piso de ladrilhos romanos vai ser musealizado num imóvel que a Câmara Municipal está a requalificação, na Prebenda, no âmbito das acções que foram atribuídas à SRU – Sociedade de Reabilitação Urbana de Viseu. Os trabalhos foram visitados pelos presidentes desta sociedade, Américo Nunes, e da autarquia viseense, Fernando Ruas, numa fase em que se ultimam os toscos para dar início aos trabalhos mais ‘finos’.


Tudo deverá ficar concluído no início de 2010. O achado obrigou a reanalisar todo o processo do imóvel. O arqueólogo Pedro Sobral, disse que faria parte de um piso pertencente à sala de uma casa da época romana. As obras, orçadas em 430 mil euros, tiveram uma ‘derrapagem assumida’ de 89 mil euros, elevando os custos finais para mais de meio milhão de euros. ‘É mais um contributo para a regeneração do Centro Histórico’, frisou Américo Nunes, também vice-presidente da Câmara Municipal de Viseu. Para o arqueólogo Pedro Sobral, que não tem dúvidas em afirmar que a cidade romana se localizava nesta zona da cidade, estamos perante ‘um casamento feliz entre o passado e o futuro. Um investimento na memória’.


O piso em questão ‘é composto por um ladrilho em cerâmica que é pouco comum encontrar-se’. Esta ‘pequena amostra permita que seja feita a reconstituição de todo o ladrilho’, o que vai acontecer. ‘As peças que faltam para que o pavimento fique completo, vão ser feitas numa olaria típica’, adiantou. Sem dúvida que estamos perante ‘mais uma peça do puzzle que nos permite conhecer a cidade de Viseu na época romana’, defendeu o arqueólogo. O imóvel vai ter duas componentes distintas: habitacional e serviços. A primeira, com três apartamentos; a outra, destinada a serviços. Quando as obras o permitirem será ali instalada a sede da AHRESP - Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal.


Fonte: (28 Jan 2010). Notícias de Viseu: http://www.noticiasdeviseu.com/index.php?option=com_content&view=article&id=1064:piso-romano-musealizado-na-prebenda&catid=52:local&Itemid=53

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por noticiasdearqueologia às 22:45

Quarta-feira, 10.09.08

Achados arqueológicos onde estão?

Ruas pretende construir o Museu da História da Cidade, mas antes quer saber onde pára o espólio resultante das escavações feitas pelos arqueólogos. A empresa que mais tem trabalhado na área diz que "está todo guardado".



O presidente da Câmara de Viseu, Fernando Ruas, quer saber onde estão os achados arqueológicos resultantes de todas as escavações feitas na cidade. "Nunca perguntei por eles, mas acho que chegou a hora de saber onde param", afirmou o autarca, que pretende avançar, a prazo, com a criação do Museu da História da Cidade, cujo projecto está a ser estudado por uma 'comissão de sábios'.


Ruas lembra que todas as obras feitas no Centro Histórico, "têm sido acompanhadas pelos arqueólogos". E que em quase todas elas tem ouvido falar em "relevantes descobertas".


"Eu nunca as vi, mas é preciso saber onde estão", sublinha, sem contudo pôr em causa o paradeiro dos achados. "Parto do princípio que devem estar por aí bem guardados", diz, acrescentando que a Câmara já gastou "uma pequena fortuna" com as escavações até hoje realizadas.


O autarca admite desconhecer a legislação que regula a propriedade dos vestígios encontrados pelos arqueólogos, mas considera que a lei deve ao menos prever que esse espólio permaneça nas localidades onde foi encontrado.


"É que já ouvi dizer que uns achados de Viseu foram para Conímbriga para ser catalogados, e não sei se já regressaram", lembra Fernando Ruas.


Pedro Sobral, arqueólogo e sócio da Arqueohoje, uma empresa que faz escavações em Viseu desde 1997, diz que tem "imensos" achados nos depósitos da firma.


"Temos muita coisa depositada, mas são materiais que carecem de tratamento e de restauro", explica, lembrando que a lei obriga o arqueólogo a depositar os achados no museu mais próximo ou nos armazéns do Igespar. "Como o Ippar andava em reformulação, resolvemos levar o material para os nossos depósitos. Está lá tudo", assegura Pedro Sobral, disponibilizando-se para fazer a entrega dos achados à Câmara. "Essa questão nunca nos foi posta, mas quando for, só temos de informar o Igespar e este que decida", acrescenta o arqueólogo, que nos concelhos onde tem trabalhado, conseguiu com que as câmaras construíssem núcleos museológicos.



Fonte: (05 Set 2008). Jornal de Notícias:http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Viseu&Concelho=Viseu&Option=Interior&content_id=1009441

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por noticiasdearqueologia às 19:59

Domingo, 18.05.08

VISEU: Património histórico reunido em livro do Governo Civil

 


O património arqueológico e artístico  mais relevante do distrito encontra-se acessível a todos os cidadãos através da obra "Distrito de Viseu - Tesouros e Arte e de Arqueologia", apresentado dia 5 , no Museu Grão Vasco. O livro é da autoria dos professores Fátima Eusébio e Jorge Adolfo que esperam que o trabalho editado constitua "um ponto de partida" para novas investigações e estudos.




 



Dividido em duas partes, uma referente à história da arte e outra sobre os tesouros de arqueologia, o livro revela o património cultural e artístico mais significativo do distrito, sem, contudo, assumir-se como um inventário de todo o património existente na região. "Pensámos organizar o livro em monografias referentes aos 24 concelhos, mas, dessa forma, não atingíamos os objectivos a que nos propunhamos, até porque já existem monografias por concelhos", explica Fátima Eusébio. A obra estruturada em termos cronológicos permite, segundo os autores, "estabelecer conexões com o património existente a nível nacional". " A obra tem de ser analisada pela sua representatividade. Foi verdadeiramente angustiante seleccionar os conteúdos", refere a autora, sublinhando que "depois de percorridos milhares de quilómetros e arquivadas mais de 3000 fotografias" a selecção impunha-se para que o livro não se tornasse "intragável à leitura".Para além do levantamento do património, os autores admitem a apresentação de alguns dados inéditos em "Distrito de Viseu - Tesouros de Arte e Arqueologia".


No campo da História de Arte, da responsabilidade de Fátima Eusébio, a autora efectuou uma abordagem do panorama artístico no "sentido da evolução estilística", com o intuito de demonstrar como a região recebeu as influências artísticas e como estas foram aplicadas no distrito com traços distintivos". Espaços de espiritualidade, arquitectura profana e a transfiguração espacial através da arte são alguns dos campos em que a autora incide a sua reflexão.


 


O professor Jorge Adolfo, responsável pelo domínio arqueológico, analisa as riquezas arqueológicas desde a Pré-História, passando pela Proto-História, pelo Domínio Romano à Antiguidade Tardia, até à Idade Média. Consciente de que a obra permite a "preservação da memória colectiva", Jorge Adolfo salienta que o trabalho é um contributo para a "difusão de ideias" entre os diversos investigadores.


Os autores acreditam que a publicação irá ajudar na dinamização da região, uma vez que o livro dá a conhecer aldeias e vilas isoladas do distrito, que possuem um vasto património cultural que pode ser reaproveitado em termos de turismo.


 


"Distrito de Viseu - Tesouros de Arte e Arqueologia" é uma obra com 340 páginas, da responsabilidade do Governo Civil de Viseu. Segundo o governador civil, Acácio Pinto, a obra vai ser enviada para todas as bibliotecas publicas do distrito, e para as bibliotecas do ensino superior.



 


Fonte: Ana Filipa Rodrigues (9 Mai 2008). Jornal do Centro: http://www.jornaldocentro.pt/index.php?lop=conteudo&op=f73b76ce8949fe29bf2a537cfa420e8f&id=84846ca9435252790f0e076d7d5d29df&drops[drop_edicao]=109


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por noticiasdearqueologia às 14:47

Quinta-feira, 23.08.07

ViseuPolis na recuperação da secular Cava de Viriato (Viseu)

A sociedade ViseuPolis SA adjudicou a empreitada de recuperação e arranjo paisagístico de parte do monumento nacional da Cava de Viriato, orçada em aproximadamente dois milhões de euros. A Cava de Viriato, que há mais de dois mil anos terá albergado legiões romanas em Viseu, é um gigantesco octógono com cerca de 32 hectares, desenhado por uma trincheira de terra batida que seria cercada por um fosso de água.



O objectivo da ViseuPolis SA (que se encontra em liquidação) é, segundo um comunicado hoje divulgado, que a Cava de Viriato, considerada um "expoente máximo da secular história da cidade", volte "a gozar da dignidade que um monumento nacional exige".


A empreitada, adjudicada à empresa Obrecol - Obras e Construções S.A., integra trabalhos de "limpeza e reformulação de parte do talude do monumento, a criação de uma praça entre as ruas do Picadeiro e do Coval e a execução de redes enterradas de infra-estruturas e pavimentação das ruas do Picadeiro, Coval e Plátanos".


A ViseuPolis está convencida de que, após esta intervenção, "este património de Viseu e de Portugal será um novo pólo de atracção na cidade", em articulação com outras intervenções do Programa Polis que já foram finalizadas ou estão para ser lançadas.


São exemplos destas intervenções a reestruturação viária, com a construção do túnel de Viriato finalizado em 2004 que permitiu criar uma nova praça junto à estátua de Viriato, e a instalação de um funicular que ligará a zona da Cava de Viriato ao centro histórico, cuja adjudicação deverá acontecer até ao final do ano.


AMF (23 Ago 2007). Lusa: http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/ls2kPDTEZaQ2ah8Y3RxSaQ.html


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por noticiasdearqueologia às 21:42


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