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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

O Património é um bem comum... Preservá-lo só depende de cada um de nós...


Segunda-feira, 28.02.11

Descoberta de pinturas rupestres na ermida de Nossa Senhora da Lapa (Alegrete)

Um ano depois da descoberta das pinturas rupestres na gruta existente na ermida de nossa Senhora da Lapa, em plena Serra de São Mamede, junto a Alegrete, no concelho de Portalegre, foi encontrado, durante as investigações, um novo altar primitivo datado do século. XVI.


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De acordo com o professor Jorge Oliveira, que está a coordenar os trabalhos de investigação, as descobertas remontam á pré – história.


Jorge Oliveira avançou ainda á Rádio Portalegre estar convicto de que existirão mais grutas naquela zona.Recorde-se que há um ano atrás, foi descoberta uma gruta, com pinturas rupestres, cujo acesso se faz por uma passagem secreta situada sob o altar da capela de Nossa senhora da Lapa, em Alegrete.


Por seu turno, o Presidente da Junta de freguesia de Alegrete avançou que estão a preparar candidaturas para concorrer aos fundos comunitários para que os trabalhos continuem e sejam reforçados. António Chaparro, disse ainda que a sinalização de acesso á capela foi também aumentada, pois houve um acrescimo de pessoas a visitar aquele local.


Há cerca de um ano atrás, uma série de pinturas rupestres, datadas entre o Neolítico e o Calcolítico, foram descobertas, na ermida de Nossa Senhora da Lapa, em plena serra de São Mamede, junto a Alegrete, concelho de Portalegre.O achado arqueológico está numa gruta cujo acesso se faz através de uma antiga passagem secreta situada sob o altar do templo.


As pinturas rupestres foram descobertas pela equipa de licenciatura e mestrado em Arqueologia da Universidade de Évora, coordenada pelo professor Jorge Oliveira.


Fonte: Susana Mourato (23 Fev 2011). Rádio Portalegre: http://www.radioportalegre.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=3575&Itemid=1

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por noticiasdearqueologia às 13:39

Sábado, 07.11.09

Caravela seiscentista jaz no estuário do Cávado

No estuário do Cávado, mesmo em frente a Esposende, jaz o que resta de uma caravela do tempo dos Descobrimentos. Carbono 14 datou-a de 1548. Parte do navio foi encontrado em dragagens, realizadas há já duas décadas.



Uma caravela de 13 metros de comprimento e com capacidade para transportar até 40 toneladas de carga naufragou no estuário do Cávado em meados do século XVI. Transportaria uma elevada quantidade de cerâmica, ao que tudo indica proveniente de Barcelos. Os motivos do naufrágio são, ainda, desconhecidos da comunidade científica.


Há duas décadas, uma dragagem no estuário poria a descoberto um conjunto de madeiras e de peças de cerâmica - muitas delas inteiras. Porém, as peças trazidas à superfície não despertariam, então, a curiosidade do achador, que julgou tratar-se do local de naufrágio de barco que comercializasse na feira de Barcelos. Só uma década depois é que os achados seriam comunicados à Capitania e ao então Centro Nacional de Arqueologia Náutica e Subaquática (CNANS). Porém, a proximidade a que os vestígios se encontravam da superfície (apesar de cobertos por metros de sedimentos) motivaria alguma reserva da informação, "para que se salvaguardasse o achado", revela João Baptista, presidente da associação Barcos do Norte, entidade que há muito acompanha o processo.


Segundo o responsável, o CNANS promoveria, em 2000 e 2002, duas campanhas no local. Contudo, não viria a ser possível a localização exacta do sítio do naufrágio. As missões incidiriam na zona do Varadouro, a juzante da ponte de Fão, local do estuário do Cávado onde, noutros tempos, as embarcações fundeavam e onde se crê que a caravela tenha naufragado. Um fragmento dos madeiramentos trazidos à superfície e pertencentes à parte da ré do navio (o cadaste, ver foto) viria a ser datado, através de carbono 14, do ano de 1548, testes estes realizados em universidade dos Estados Unidos. Quanto às cerâmicas ali descobertas, João Baptista assinala que, dadas as suas formas e características, seriam provenientes de Barcelos, asseverando, a propósito, que "são em tudo semelhantes a peças descobertas em Aveiro, no local onde foi encontrado o astrolábio em ouro".


Defendendo a valorização e musealização do achado arqueológico, considerou que um estudo aprofundado permitiria "reescrever" uma parte da história: "Trata-se de reavivar uma importante parte da nossa herança e, no nosso entender, não há dinheiro que pague isso", vaticinou.


Fonte: LUÍS HENRIQUE OLIVEIRA (2 Nov 2009). Jornal de Notícias: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Braga&Concelho=Esposende&Option=Interior&content_id=1407571


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por noticiasdearqueologia às 15:57

Sábado, 22.03.08

Escavações revelam muralha do séc. XVI


 


 


 


 


Achados arqueológicos vão obrigar a desviar o traçado inicialmente previsto para a conduta da Simtejo, que deu origem às escavações




 


 


 



Os arqueólogos que estão a fazer escavações no Largo do Chafariz de Dentro, em Alfama, para aferir do estado de conservação de uma muralha (a fernandina, do século XIV) "esbarraram" numa outra, construída no século XVI e até agora totalmente desconhecida. Foram ainda achadas loiças, cerâmicas e vidros de luxo, uma espécie de "brindes" inesperados, que vão agora engrossar o espólio do Museu da Cidade.
A substituição de uma conduta de saneamento da Simtejo - que obrigaria a esventrar o Largo do Chafariz de Dentro - foi a oportunidade de ouro para os arqueólogos partirem para o estudo da Muralha Fernandina. "Já se sabia que seria interceptado um troço na obra de saneamento. O que ninguém sabia era o estado de preservação, uma vez que parte foi desmantelada em 1765 para a construção do edifício da Alfândega de Lisboa", explicou ao JN Rodrigo Banha da Silva, do serviço de arqueologia do Museu da Cidade.
Afinal, a Muralha Fernandina encontra-se em bom estado de preservação. Além desta, do século XIV, os arqueólogos detectaram outra, do século XVI, erguida para servir de reforço à original. "Foi uma surpresa. Isto demonstra que Lisboa foi, de facto, um império à escala mundial. Essa época de esplendor trouxe melhoramentos ao nível das infra-estruturas. As muralhas não foram excepção. Além de terem uma função defensiva eram portas de entrada", explica o arqueólogo.
Segundo o responsável, a muralha do século XVI está assente em barrotes de madeira e ainda permanece no local a cofragem de madeira que serviu de alicerce à Muralha Fernandina. "Ficámos também muito surpreendidos com a variedade, quantidade e exuberância dos materiais encontrados, tais como cerâmicas, loiças e vidros de luxo", salientou.
Uma vez que a Muralha Fernandina está bem preservada, optou-se por alterar o traçado da conduta da Simtejo, para minimizar os danos na infra-estrutura classificada como monumento nacional. A muralha atravessa o Largo de uma ponta à outra, seguindo o eixo da Rua dos Remédios. A ideia é desviar a conduta (para o lado do rio Tejo) de forma a causar o mínimo de destruição.
Fonte: Telma Roque, Bruno Castanheira (15 Mar 2008): Jornal de Notícias: http://jn.sapo.pt/2008/03/15/pais/escavacoes_revelam_muralha_sec_xvi.html


 


 


 


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por noticiasdearqueologia às 00:14


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