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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

O Património é um bem comum... Preservá-lo só depende de cada um de nós...


Quarta-feira, 29.01.14

Arpão com 35 mil anos descoberto em Timor

Uma equipa de arqueólogos liderada pela australiana Sue O'Connor encontrou em Timor um arpão com 35 mil anos, noticiou a edição de janeiro do Jornal da Evolução Humana.

"O artefacto, talhado a partir de um osso, é notável pelo seu 'design', a sua complexidade sugere que os humanos na região faziam armas sofisticadas mais cedo do que o que se acreditava", refere a notícia, acrescentando que aqueles arpões serviam para se pescar peixes grandes em barcos.

Segundo a notícia, a "noção de que os nossos antecessores estavam equipados para fazer refeições de animais marinhos há 35 mil anos não é surpreendente".

Fonte: 23.01.2014. Destak/Lusa:http://www.destak.pt/artigo/185065-arpao-com-35-mil-anos-descoberto-em-timor

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por noticiasdearqueologia às 12:59

Terça-feira, 07.01.14

Arqueologia: Neandertais praticavam incesto e sexo interespécies

Reprodução de família de Neandertais (Foto: Jaroslav A. Polák/Flickr/Creative Commons)

(foto:Jaroslav A. Polák/Flickr/CreativeCommons)

 

Cientistas e antropólogos da Universidade de Berkeley, na Califórnia, concluíram o mais completo e detalhado sequenciamento de DNA do Homem de Neandertal e descobriram que os primeiros Homo Sapiens, os Neandertais, os Denisovans (um terceiro grupo, uma subespécie do humano que conhecemos hoje) e um quarto grupo de hominídeos costumavam se reproduzir entre si - ou seja, a reprodução interespécies era bem comum. Além disso, a análise revelou que os Neandertais costumavam se reproduzir com familiares.

A sequência de DNA analisada vem do osso do dedão do pé de uma mulher Neandertal que viveu há cerca de 50 mil anos. Ela, inclusive, era filha de um homem e uma mulher que eram parentes - possivelmente meio irmãos que dividiam a mesma mãe, ou eram tio e sobrinha, avô e neta.

O genoma foi comparado com o DNA dos humanos modernos, dos Denisovans e de uma quarta espécie hominídea, ainda misteriosa, descoberta recentemente por cientistas. A pesquisa estima que entre 1,5% e 2% dos DNA modernos de humanos não-Africanos possam ser conectados aos Neandertais.

Com a comparação, os cientistas descobriram que os Neandertais e os Denisovans eram bem próximos geneticamente, e que seu ancestral comum se separou do dos ancestrais dos humanos modernos cerca de 400 mil anos atrás. O estudo constatou que pelo menos 87 genes específicos dos humanos hoje são bem diferentes dos genes correspondentes nos Neandertais e Denisovans - e aí pode residir a explicação sobre o fato de nós termos permanecido no planeta e eles terem sido extintos.

Fonte: (19 Dez 2013). Revista Galileu: http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Arqueologia/noticia/2013/12/neandertais-praticavam-incesto-e-sexo-interespecies.html

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por noticiasdearqueologia às 13:17

Segunda-feira, 20.05.13

Estudo do DNA demonstrou que houve migrações importantes tanto do Oeste Europeu como da Eurásia

Muitas vezes, os dentes de restos humanos pré-históricos são usados para obter uma amostra de DNA. Imagem da arcada dentária de uma mulher utilizada na investigação (ACAD)

 

Pesquisadores analisaram o DNA de esqueletos de mais de sete mil anos encontrados na Alemanha e descobriram que pelo menos parte dos europeus sofreu uma alteração genética radical e inexplicável entre quatro a cinco mil anos atrás, segundo a Universidade de Adelaide.

O estudo de DNA publicado em 24 de abril mostrou que houve importantes migrações tanto do Oeste Europeu como da Eurásia.

A equipe usou o DNA de ossos e dentes pré-históricos dos esqueletos que provêm de 7.500 anos atrás. Acredita-se que o DNA matriz que existia naquela época esteja em cerca de 45% dos europeus.

O material genético revelou que os agricultores da Europa Central receberam uma contribuição genética significativa há 7.500 anos de uma migração da Turquia e do Leste próximo, diz o autor do estudo, Dr. Paul Brotherton, da Universidade de Huddersfield no Reino Unido.

“O que é interessante é que os marcadores genéticos da primeira cultura pan-europeia, que tiveram claramente um grande sucesso, foram logo substituídos cerca de 4.500 anos atrás, e não sabemos pelo quê. Algo importante ocorreu”, disse Brotherton, observando que é necessário investigar isso agora.

Concluiu-se que a Europa moderna estabeleceu sua base genética no período Neolítico Médio, no entanto, essas mesmas bases genéticas foram modificadas por uma “mudança drástica” há 4.000 anos, disse o Dr. Wolfgang Haak do Centro Australiano para DNA Antigo (ACAD) de Adelaide, quando receberam migrações da Ibéria e do Leste Europeu.

Desde 2.800 a.C., a região da Ibéria recebeu uma nova e importante migração, que centenas de anos mais tarde chegou à Alemanha, explicou Brotherton. “Esse é um grupo muito interessante, pois se relaciona com a expansão das línguas celtas ao longo da costa do Atlântico e na Europa Central.”

Esse foi o primeiro estudo da população antiga da Europa que usou um grande número de genomas mitocondriais, destacou a Universidade. “O primeiro registro de alta definição genética para essa linhagem.” Os arqueólogos de DNA acreditam agora que podem determinar a dimensão da população e sua evolução num escala de tempo mais precisa.

“O presente trabalho mostra o poder da arqueologia e do DNA antigo para reconstruir a história evolutiva humana através do tempo. Atualmente estamos ampliando essa abordagem em toda a Europa”, disse o Prof. Kurt Alt da Universidade de Mainz, Alemanha, integrante do estudo recém-publicado.

Fonte: (19.05.2013). Epoch Times publica http://www.epochtimes.com.br/dna-dos-europeus-mudou-drasticamente-ha-4-500-anos/

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por noticiasdearqueologia às 23:12

Terça-feira, 12.02.13

Pesquisa questiona história da evolução humana na Península Ibérica

Equipa internacional fez novas datações de dois locais arqueológicos de neandertais. Os resultados reveleram que os vestígios são mais antigos, o que pode alterar os livros sobre a Pré-História.

Os europeus e os asiáticos têm uma pequena percentagem de ADN de neandertal Neanderthal Museum.

 

Quando é que viveram os últimos neandertais da Península Ibérica? Uma teoria defende que se mantiveram até há cerca de 30.000 anos. O reduto final desta população seria a sul do rio Ebro e da cordilheira Cantábrica até Gibraltar. Estas populações teriam estado em contacto com o homem moderno, com a possibilidade teórica de as duas espécies se terem reproduzido.

Mas novas medições de carbono 14 feitas em dois sítios arqueológicos onde se encontram vestígios de neandertais mostram que os nossos parentes extintos estiveram nestes locais até há cerca de 45.000 anos, extinguindo-se muito antes do que se esperava.

O artigo, publicado na revista norte-americana Proceedings of the National Academy of Science, questiona o último acto da história da evolução humana na Península Ibérica. E põe a hipótese de ter havido um período de interregno na colonização desta região, em que durante alguns milhares de anos nenhuma espécie humana viveria cá. 

A ascensão e queda do Homo neanderthalensis é um dos temas mais fascinantes da evolução humana. O motivo para o interesse talvez seja o mais simples: por que sobrevivemos nós ao tempo e não eles?

O neandertal terá evoluído há menos de 300.000. Expandiu-se por toda a Europa e por parte da Ásia. Os últimos vestígios de ossos têm cerca de 30.000, na Croácia, apesar de, no Sul de Gibraltar, haver vestígios com 25.000 anos que alguns cientistas defendem poder estar associados a esta espécie.

Há várias teorias que tentam explicar o desaparecimento desta espécie, a colonização e sobreposição do homem moderno na Europa é uma delas.

Apesar disso, em 2010, um estudo comparativo entre o genoma do Homo sapiens e do Homo neanderthalensis – que foi reconstituído a partir de fósseis – mostrou que os europeus e os asiáticos têm entre 1% e 4% de genoma de neandertal. Provavelmente há cerca de 80.000 anos, algures no Médio Oriente, os primeiros homens modernos cruzaram-se com os neandertais e produziram descendência até hoje.

Na Península Ibérica, os primeiros vestígios do homem moderno têm cerca de 42.000 anos. Estes vestígios ficam a norte do rio Ebro e da cordilheira Cantábrica e são posteriores ao desaparecimento do neandertal daquela região. A sul, datações feitas em vários sítios arqueológicos de neandertais mostram que viveram até uma altura mais recente.

Mas muitos investigadores não confiam totalmente nos métodos aplicados ou no material recolhido para se fazer a datação. Uma equipa internacional com investigadores da Espanha, do Reino Unido e da Austrália utilizou um método mais certeiro para a datação de colagénio – material orgânico que existe nos ossos dos fósseis – com o método do carbono 14.

A particularidade desta metodologia deve-se à lavagem mais intensa do material, que retira partículas contaminantes que se entrarem na leitura alteram os resultados para datas mais recentes. A equipa recolheu material de 11 sítios arqueológicos, mas só conseguiu obter material em quantidade suficiente para analisar de dois locais: Jarama VI, em Valdesotos, na província de Guadalajara, e Zafarraya, na Andaluzia.

As análises foram feitas a ossos de animais com marcas de uso humano que se encontravam nos locais arqueológicos produzidos por culturas neandertais. Os resultados da nova datação mostraram que estes ossos eram de animais mortos há mais de 45.000 anos. Antes, as datações feitas para estes locais eram cerca de 10.000 anos mais recentes.

Apesar de não terem sido feitas novas datações de outros sítios arqueológicos no centro e Sul da Península Ibérica, a equipa considera que as datações existentes têm vários problemas metodológicos. E as novas medições para Jarama VI e Zafarraya reforçam os seus argumentos.

“É improvável que o último neandertal do centro e do Sul da Península Ibérica tenha persistido até tão recentemente como há 30.000 anos, como pensávamos antes de estas novas datas terem aparecido”, defende Jesús Jordá Pardo, do departamento de Pré-História e Arqueologia da Universidade Nacional de Estudo à Distância, em Madrid, um dos membros da equipa que conta com investigadores da Universidade Nacional da Austrália, da Universidade de Oxford, no Reino Unido.

Segundo declarações que o investigador deu em comunicado, estes novos resultados indicam que o neandertal e o homem moderno não viveram ao mesmo tempo na Península Ibérica: “Os livros sobre a Pré-História precisam de ser revistos.” Resultados "inconsequentes"

Para João Zilhão, arqueólogo e especialista sobre o Paleolítico na Península Ibérica, o estudo é “inconsequente”, disse num texto enviado ao PÚBLICO e a outros jornais. “A data obtida para o sítio arqueológico Jarama VI não é do nível mais recente, por isso não refuta os resultados existentes para esse nível e Zafarraya é um sítio em que o material está muito misturado, por isso a maioria dos investigadores ibéricos tirou há mais de uma década este sítio da lista dos locais ibéricos mais recentes [com vestígios de homens-de-neandertal]”, explica o investigador do Instituto Catalão de Investigação em Estudos Avançados e professor da Universidade de Barcelona.

Fonte: Nicolau Ferreira (04-02-2013). Público: http://www.publico.pt/ciencia/noticia/na-peninsula-iberica-entre-o-ultimo-neandertal-e-o-primeiro-homem-moderno-1583280

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por noticiasdearqueologia às 20:14

Sexta-feira, 10.09.10

Escavações arqueológicas em Lousada prosseguem em Setembro




Para o Prof. Eduardo Vilar, Vereador do pelouro da Arqueologia, “ a salvaguarda do potencial patrimonial e natural da Serra dos Campelos é um pressuposto que defendemos materializado no projecto de investigação, valorização e divulgação da Necrópole Megalítica da Serra dos Campelos que tomará corpo com a construção do Centro Arqueoambiental da Serra dos Campelos (CASC)”.


Fonte: Fátima Anjos. (06 Ago 2010). Rádio Vizela: http://www.radiovizela.pt/noticias/regional/4417-Escavaes-arqueolgicas-Lousada-prosseguem-Setembro.html


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por noticiasdearqueologia às 13:56

Sexta-feira, 29.01.10

Neanderthal 'make-up' containers discovered

Neanderthal (Science Photo Library)


Scientists claim to have the first persuasive evidence that Neanderthals wore "body paint" 50,000 years ago.


The team report in Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) that shells containing pigment residues were Neanderthal make-up containers.


Scientists unearthed the shells at two archaeological sites in the Murcia province of southern Spain.


The team says its find buries "the view of Neanderthals as half-wits" and shows they were capable of symbolic thinking.



Professor Joao Zilhao, the archaeologist from Bristol University in the UK, who led the study, said that he and his team had examined shells that were used as containers to mix and store pigments.


Black sticks of the pigment manganese, which may have been used as body paint by Neanderthals, have previously been discovered in Africa.


"[But] this is the first secure evidence for their use of cosmetics," he told BBC News. "The use of these complex recipes is new. It's more than body painting."


The scientists found lumps of a yellow pigment, that they say was possibly used as a foundation.


They also found red powder mixed up with flecks of a reflective brilliant black mineral.





Pigment-coated ancient shell


The shells were coated with residues of mixed pigments




Some of the sculpted, brightly coloured shells may also have been worn by Neanderthals as jewellery.


Until now it had been thought by many researchers that only modern humans wore make-up for decoration and ritual purposes.


There was a time in the Upper Palaeolithic period when Neanderthals and humans may have co-existed. But Professor Zilhao explained that the findings were dated at 10,000 years before this "contact".


"To me, it's the smoking gun that kills the argument once and for all," he told BBC News.


"The association of these findings with Neanderthals is rock-solid and people have to draw the associations and bury this view of Neanderthals as half-wits."


Professor Chris Stringer, a palaeontologist from the Natural History Museum in London, UK, said: "I agree that these findings help to disprove the view that Neanderthals were dim-witted.


But, he added that evidence to that effect had been growing for at least the last decade.


"It's very difficult to dislodge the brutish image from popular thinking," Professor Stringer told BBC News. "When football fans behave badly, or politicians advocate reactionary views, they are invariably called 'Neanderthal', and I can't see the tabloids changing their headlines any time soon."


Fonte: (09 Jan 2010). BBC News: http://news.bbc.co.uk/2/hi/science/nature/8448660.stm

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por noticiasdearqueologia às 23:30

Sexta-feira, 29.01.10

Ancient hominids may have been seafarers

Hand axes excavated on Crete suggest hominids made sea crossings to go 'out of Africa'.


Human ancestors that left Africa hundreds of thousands of years ago to see the rest of the world were no landlubbers. Stone hand axes unearthed on the Mediterranean island of Crete indicate that an ancient Homo species — perhaps Homo erectus — had used rafts or other seagoing vessels to cross from northern Africa to Europe via at least some of the larger islands in between, says archaeologist Thomas Strasser of Providence College in Rhode Island.

Several hundred double-edged cutting implements discovered at nine sites in southwestern Crete date to at least 130,000 years ago and probably much earlier, Strasser reported January 7 at the annual meeting of the American Institute of Archaeology. Many of these finds closely resemble hand axes fashioned in Africa about 800,000 years ago by H. erectus, he says. It was around that time that H. erectus spread from Africa to parts of Asia and Europe.

Until now, the oldest known human settlements on Crete dated to around 9,000 years ago. Traditional theories hold that early farming groups in southern Europe and the Middle East first navigated vessels to Crete and other Mediterranean islands at that time.

“We’re just going to have to accept that, as soon as hominids left Africa, they were long-distance seafarers and rapidly spread all over the place,” Strasser says. The traditional view has been that hominids (specifically, H. erectus) left Africa via land routes that ran from the Middle East to Europe and Asia. Other researchers have controversially suggested that H. erectus navigated rafts across short stretches of sea in Indonesia around 800,000 years ago and that Neandertals crossed the Strait of Gibraltar perhaps 60,000 years ago.

Questions remain about whether African hominids used Crete as a stepping stone to reach Europe or, in a Stone Age Gilligan’s Island scenario, accidentally ended up on Crete from time to time when close-to-shore rafts were blown out to sea, remarks archaeologist Robert Tykot of the University of South Florida in Tampa. Only in the past decade have researchers established that people reached Crete before 6,000 years ago, Tykot says.

Strasser’s team cannot yet say precisely when or for what reason hominids traveled to Crete. Large sets of hand axes found on the island suggest a fairly substantial population size, downplaying the possibility of a Gilligan Island’s scenario, in Strasser’s view.

In excavations conducted near Crete’s southwestern coast during 2008 and 2009, Strasser’s team unearthed hand axes at caves and rock shelters. Most of these sites were situated in an area called Preveli Gorge, where a river has gouged through many layers of rocky sediment.

At Preveli Gorge, Stone Age artifacts were excavated from four terraces along a rocky outcrop that overlooks the Mediterranean Sea. Tectonic activity has pushed older sediment above younger sediment on Crete, so 130,000-year-old artifacts emerged from the uppermost terrace. Other terraces received age estimates of 110,000 years, 80,000 years and 45,000 years.

These minimum age estimates relied on comparisons of artifact-bearing sediment to sediment from sea cores with known ages. Geologists are now assessing whether absolute dating techniques can be applied to Crete’s Stone Age sites, Strasser says.

Intriguingly, he notes, hand axes found on Crete were made from local quartz but display a style typical of ancient African artifacts.

“Hominids adapted to whatever material was available on the island for tool making,” Strasser proposes. “There could be tools made from different types of stone in other parts of Crete.”

Strasser has conducted excavations on Crete for the past 20 years. He had been searching for relatively small implements that would have been made from chunks of chert no more than 11,000 years ago. But a current team member, archaeologist Curtis Runnels of Boston University, pointed out that Stone Age folk would likely have favored quartz for their larger implements. “Once we started looking for quartz tools, everything changed,” Strasser says.

Fonte: Bruce Bower (08 Jan 2010). Science News.

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por noticiasdearqueologia às 23:25

Quinta-feira, 28.01.10

Homem de Neandertal desapareceu há 37 mil anos

Homem de Neandertal desapareceu há 37 mil anos




Nem há 28 mil, nem há 34 mil anos. Os neandertais desapareceram da face da terra há 37 mil anos.


A nova datação foi feita por uma equipa de investigadores liderada pelo arqueólogo e investigador português João Zilhão, da Universidade britânica de Bristol, com base em achados do lugar de Pego do Diabo, em Loures, perto de Lisboa.


A novidade, que é publicada hoje na revista científica PloS ONE, clarifica de uma vez por todas uma questão que estava em aberto - a da altura em que os neandertais deixaram de existir - e traz uma nova luz à compreensão das características morfológicas mistas (de neandertal e homem moderno) apresentadas pelo menino do Lapedo, descoberto há uma década no Lagar Velho, perto de Leiria.


Já se sabia que foi aqui, na Península Ibérica, a sul da fronteira natural traçada pelo vale do Ebro, que persistiram os últimos neandertais. A tese foi aliás proposta pelo próprio arqueólogo português há cerca de 20 anos e desde então aceite pela comunidade científica. Até agora, no entanto, não se sabia exactamente até quando duraram aqueles últimos resistentes nestas paragens.


A datação por radiocarbono de restos de fauna e de dentes que foram encontrados no Pego do Diabo, realizada por investigadores da Universidade de Viena, em colaboração com a equipa de João Zilhão, permitiram concluir que a data-limite para a persistência dos neandertais não pode ter sido mais recente do que 37 mil anos.


"Desde que se tornou claro, há cerca de 20 anos, a persistência tardia [dos neandertais a sul dos Pirenéus], a opinião da generalidade dos investigadores era que essa persistência não teria ultrapassado um intervalo de tempo impreciso, entre 34 mil e 38 mil antes do presente", adiantou ao DN o arqueólogo português. "Os novos resultados vêm, por um lado, trazer maior precisão a estas estimativas, colocando o limite em cerca de 37 mil, e, por outro, demonstrar de forma concludente o carácter infundado das especulações à volta de uma possível sobrevivência dos neandertais em Gibraltar até há cerca de 24 mil ou 28 mil anos", adiantou ainda João Zilhão. Esta descoberta vem contribuir também para compreender melhor a criança do Lapedo, da qual o arqueólogo português foi também um dos descobridores, em 1998.


O estudo do esqueleto e dentes da criança, que tinha cinco anos na altura da sua morte, ocorrida há 30 mil anos, revelou que o menino tinha características do homem moderno, mas também de neandertal, o que abalou o mundo da arqueologia e tem, desde então, sido motivo de debate por parte da comunidade científica.


Nunca antes do achado do menino do Lapedo tinha sido encontrada uma prova material de miscenização entre homens modernos e neandertais. Para João Zilhão, ao confirmar-se agora que deixaram de existir neandertais há 37 mil anos, "confirma-se também que o mosaico de características neandertais e modernas que caracteriza a criança do Lapedo, que data de há 30 mil anos, não pode ser interpretado como resultado de um evento de hibridação anedótico entre progenitores de espécies distintas (um neandertal, o outro moderno)". Como sublinhou ao DN, essa mistura de características "reflecte, assim, necessariamente um processo de miscigenação extensiva dos dois tipos de populações à época do contacto".


A permanência tardia dos neandertais nesta região deverá ter estado relacionada com factores climáticos.


Fonte: (27 Jan 2010). Diário de Notícias. http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/Interior.aspx?content_id=1479734



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por noticiasdearqueologia às 10:45

Domingo, 10.01.10

Dentes do fóssil encontrado em Leiria dão forma ao passado


Cientistas voltam a estudar o menino do Lapedo, o fóssil de uma criança com 30 mil anos descoberto em Portugal em 1998.









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<p style="text-align: justify"><span style="font-size: small"><span>Cientistas voltam a estudar o menino do Lapedo, o fóssil de uma criança com 30 mil anos descoberto em Portugal em 1998.</span></span></p>
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<div style="text-align: justify" id="news-detail-obj-cuerpo" class="entity"><span style="font-size: small">O menino do Lapedo tinha dentes incisivos iguais aos dos neandertais e molares semelhantes aos dos homens modernos. O fóssil descoberto em 1998 no Abrigo do Lagar Velho, na região do vale do Lapedo, Leiria, voltou a ser estudado por uma equipa internacional de investigadores. As conclusões vêm consolidar a tese da miscigenação entre o homem de Neandertal e o <i>Homo sapiens</i>, que terá acontecido há cerca de 35 mil anos. Esta corrente propõe o cruzamento destas subespécies como a origem do homem actual.<br />
O resultado da nova análise foi publicado esta semana na revista científica &quot;Proceedings of the National Academy of Sciences&quot; (PNAS). Os peritos centraram-se desta vez na dentição, encontrada praticamente intacta.<br />
Através de técnicas de microtomografia, semelhantes às TAC utilizadas na medicina mas com uma resolução dez a 100 vezes superior, a análise liderada pelo Museu Nacional de História Natural de França procurou perceber a estrutura interna dos dentes da criança com 30 mil anos encontrada em Portugal há 11 anos. João Zilhão, um dos investigadores por detrás da descoberta do fóssil e que também participou neste estudo, explica ao <i>i</i> que foi analisada a maturação da dentição durante a infância, uma vez que o menino do Lapedo é dos poucos fósseis conhecidos com dentes de leite e dentes definitivos - na altura da morte estaria no quinto ano de vida. &quot;Concluiu-se primeiro que alguns aspectos da dentição são desconhecidos nas populações humanas actuais e são iguais nos neandertais&quot;, explica Zilhão, professor de Arqueologia Paleolítica na Universidade de Bristol, no Reino Unido. &quot;Noutros aspectos são idênticos ao que se conhece em alguns homens modernos do Paleolítico Superior, com 12 a 15 mil anos de idade&quot;, adianta. <br />
Contudo, o principal contributo é a consolidação de uma história da evolução que inclua o cruzamento proposto por vários académicos. &quot;Só podemos avaliar probabilidades, e todos os resultados são cada vez mais a favor de que a miscigenação aconteceu&quot;, diz.<br />
</span></div>
<div style="text-align: justify" class="entity"><span style="font-size: small"><strong>Sisos desaparecem</strong> </span></div>
<div style="text-align: justify" class="entity"><span style="font-size: small">O menino do Lapedo é um dos poucos fósseis que permitem o estudo do desenvolvimento da dentição nos homens modernos.<br />
Para João Zilhão, as leituras acabam por poder ser transportadas para o presente: &quot;A tendência para a diminuição do tamanho dos dentes, conhecida hoje em muitas populações urbanas, e até o desaparecimento dos sisos, são provavelmente o reflexo no presente de uma tendência evolutiva de longo prazo&quot;, explica. &quot;As mudanças na alimentação, por exemplo, têm impacto no esqueleto. Já víamos isso acontecer no passado, e é em boa parte a razão pela qual as dentições dos neandertais de há 100 mil anos são diferentes das de há 10 ou 20 mil anos.&quot; </span></div>
<p><span style="font-size: xx-small">Fonte: Marta F. Reis (09 Jan 2010). I, on line:http://www.ionline.pt/conteudo/41050-dentes-do-fossil-encontrado-em-leiria-dao-forma-ao-passado </span></p>

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por noticiasdearqueologia às 17:06

Terça-feira, 01.09.09

Ministro quer sociedade anónima a gerir o Museu do Côa


Pinto Ribeiro propôs, no Côa, três modelos diferentes para a instituição que irá gerir o parque e o museu



O ministro da Cultura anunciou ontem a criação de uma sociedade anónima para gerir o Parque e o novo Museu do Côa, que deverá integrar dez municípios, quatro ministérios e um número indeterminado de privados. "Espero conseguir consensualizar com as câmaras municipais que compõem a Associação de Municípios do Vale do Côa, com os agentes económicos do vale do Côa e com os departamentos do Estado envolvidos uma solução até final de Outubro", disse José António Pinto Ribeiro, citado pela Lusa, após a visita ao museu, cuja inauguração, previu, deverá ocorrer no início de Outubro, após as eleições legislativas.

O ministro, que terminou ontem uma deslocação de dois dias ao vale do Côa, onde visitou alguns núcleos de gravuras e se inteirou do andamento dos trabalhos no museu, começou por sugerir uma solução tripartida, que englobaria os Ministérios da Cultura e do Ambiente e as dez autarquias da região. Mais tarde acrescentou ao lote o Ministério da Economia, o que o obrigou a redistribuir as quotas a atribuir a cada parceiro, que passariam a ser 30 por cento para o Ministério da Cultura, outros 30 para o conjunto das autarquias e, finalmente, 20 por cento para cada um dos outros dois ministérios.

Antes de deixar o Côa, Pinto Ribeiro propôs, finalmente, uma terceira solução, esta com uma arquitectura um pouco mais ampla: as autarquias e uma sociedade de privados (que, naturalmente, ainda não existe) teriam, em conjunto, 50 por cento das quotas, cabendo os restantes 50 por cento ao Estado, através dos quatro ministérios que o titular da Cultura gostaria de envolver no projecto e que, segundo afirmou, estão "dispostos a isso".

O ministro insistiu também que a gestão executiva deveria caber, sobretudo, aos agentes locais. "Isto é vosso, e se não for feito por vocês, e apropriado pelas pessoas daqui, não será nada", sublinhou.

O prazo que o governante prevê para a constituição formal da futura sociedade de gestão do museu e do vale do Côa é de seis meses. Ou seja, na próxima legislatura. Durante esse período, o ministro admite "uma solução puramente provisória, para permitir a abertura do museu".

A actual responsável do Parque do Côa, a arqueóloga Alexandra Cerveira Lima, não comentou em detalhe as novas perspectivas que se abrem para a instituição que dirige, mas destacou "o papel central que uma estrutura como o Museu do Côa , desde que dotada de uma equipa sólida e de uma programação criativa, poderá desempenhar na dinamização da região e na internacionalização da arte do Côa, fazendo jus ao seu valor patrimonial e científico de dimensão mundial".



 Manuel Maria Carrilho, o ex-ministro da Cultura que lançou o projecto do Parque do Côa e a sua bem-sucedida candidatura a Património Mundial, mostra-se perplexo com as medidas que o seu sucessor ontem anunciou. "O momento parece-me impróprio, atendendo ao contexto quase eleitoral em que estamos, os objectivos são insólitos, à luz das exigências de protecção de um património mundial, e toda essa conversa das percentagens parece-me também um bocado obscura", afirmou Carrilho. O actual embaixador de Portugal na UNESCO recorda ainda que "o Estado português assumiu compromissos muito claros em relação ao raríssimo e valiosíssimo património paleolítico do Côa" e sublinha que a maior parte dos sítios que hoje correm riscos de desclassificação o devem, justamente, a questões relacionadas com os respectivos modelos de gestão.

Carrilho reconhece que o Côa tem "problemas evidentes", mas assaca-os ao "abandono a que o projecto foi votado a partir de 2001", lembrando que "o parque tem hoje metade dos guias de que dispunha nessa data, quando o que estava previsto era ter o quádruplo", e que a sua frota de jipes nunca foi renovada. "É isso que deve ser alterado", diz, "mas sem que o Estado se demita de responsabilidades que em exclusivo lhe cabem".


Fonte: Luís Miguel Queirós (30 Ago 2009). Público.

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por noticiasdearqueologia às 23:26


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