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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

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Terça-feira, 11.09.07

Corpo de rainha viking exumado na Noruega

Arqueólogos exumaram o corpo de uma rainha viking para tentar descobrir se a mulher sepultada a seu lado há cerca de 1.200 anos foi sacrificada para ser uma espécie de dama de companhia de além-túmulo.

Corpo de rainha viking exumado na Noruega             Corpo de rainha viking exumado na Noruega







Uma hipótese menos macabra é de que as duas mulheres sepultadas num pequeno monte gramado Oseberg, sul da Noruega, sejam rainha e filha, mortas pela mesma doença por volta de 834.

«Vamos fazer exames de DNA para tentar descobrir. Não sei de nenhum esqueleto viking que tenha sido analisado como pretendemos», disse à Reuters Egil Mikkelsen, director do Museu de História Cultural de Oslo.


À chuva, quatro homens cavaram cerca de metro e meio e ergueram um caixão de alumínio que contém os ossos das duas mulheres, que originalmente estavam sepultadas num espectacular barco viking.




As mulheres e o barco de 22 metros, cuja proa curva feita de carvalho permanece intacta, foram descobertos em 1904 na colina de cinco metros de altura, cercada de milharais.

O achado foi uma das grandes sensações arqueológicas do século XX.


O chamado barco de Oseberg está actualmente num museu em Oslo, mas os ossos voltaram a ser enterrados em 1948. Cerca de 200 pessoas, inclusive estudantes, assistiram à exumação.


«Não sabemos quem são as mulheres», disse Mikkelsen, acrescentando que o ADN vai esclarecer se eram parentes.


«A análise de ADN pode provar se eram mãe e filha. Mas sempre achei que eram rainha e sua criada», acrescentou.


A criada pode ter sido sacrificada, talvez degolada, num ritual para acompanhar a rainha ao Valhalla, o paraíso dos vikings.


Num túmulo viking na Dinamarca, por exemplo, um idoso sepultado ao lado de um jovem tinha sido decapitado.


Uma nova análise química aos ossos também pode dizer o que as pessoas comiam.


Na época dos vikings, a carne de alce, por exemplo, era muito valorizada, enquanto que os pobres comiam peixe.


«Se elas eram mãe e filha, provavelmente comiam a mesma comida. Se uma das mulheres era uma criada, elas teriam dietas diferentes», disse Mikkelsen.


O caixão de alumínio será levado a Oslo e aberto para as análises, que deverão durar um ano.


(11 Set 2007). Reuters/SOL:


http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=54952

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por noticiasdearqueologia às 22:22


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