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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

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Sexta-feira, 07.06.13

Objetos arqueológicos "únicos na Península Ibérica" entregues a Mogadouro

A Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN) vai ceder ao município de Mogadouro quatro dezenas de objetos arqueológicos "únicos na Península Ibérica" nos termos de um protocolo assinado hoje pelas duas entidades.

Os objetos arqueológicos, que foram achados naquele concelho, remontam a um período cronológico que se situa ente os séculos primeiro antes de Cristo e o primeiro da nossa era.

"Trata-se, ao que tudo indica, de elementos funerários que estão situados num período histórico de mudança de era", disse à Lusa o técnico da DRCN Paulo Amaral.

Agora, a Câmara de Mogadouro e DRCN vão iniciar um conjunto de escavações arqueológicas na freguesia de Castro Vicente, que se situa cerca de 30 quilómetros dos locais onde em 1995 foram encontradas as primeiras peças deste conjunto arqueológico.

"Para o verão de 2014 e 2015 está programado um conjunto de escavações para se perceber se estas peças estão inseridas num contexto sepulcral e para se apurar com mais exatidão a sua época cronológica", frisou o arqueólogo.

Os achados foram descobertos no Salgueiral, um sítio arqueológico situado nas imediações da vila de Mogadouro, aquando da construção de um bairro residencial.

Por seu lado, o presidente da Câmara de Mogadouro, Moraes Machado, disse que as peças são de elevado valor e que vão enriquecer o espólio do futuro Museu de Mogadouro cujo projeto está ser elaborado pela DRCN.

O Museu Arqueológico e Etnográfico de Mogadouro vai nascer num conjunto de imóveis situados junto ao castelo medieval e que foram cedidos à autarquia por particulares.

Já Paula Silva, responsável pela DRCN, acrescentou que "as parcerias com o município de Mogadouro no campo arqueológico, na recuperação de imóveis de interesse histórico, ou monumentos nacionais vem já de algum tempo", sendo por isso "importante manter estas parcerias", através da elaboração do projeto do futuro Museu daquele concelho nordestino.

"As peças agora cedidas foram objeto de investigação e recuperação por parte de técnicos da DRCN", concluiu a responsável.

 Fonte: (05 Jun 2013). RTP/Lusa: http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=657021&tm=4&layout=121&visual=49

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por noticiasdearqueologia às 00:46

Terça-feira, 28.08.12

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Um grupo de arqueólogos ao serviço da EDP está a colocar a descoberto, na zona do Baixo Sabor que ficará submersa após a construção da barragem, uma série de "importantes de achados arqueológicos" que vêm provar que aquela região já era ocupada desde o Paleolítico Superior.



Os arqueólogos estão a descobrir milhares de placas de pedra com gravuras, pertencentes à chamada "arte rupestre móvel", principalmente no sítio arqueológico da ribeira do Medal, situado na freguesia de Meirinhos, concelho de Mogadouro, que tem vindo a revelar-se um importante ponto arqueológico do Paleolítico Superior.

"Apesar de esta unidade arqueológica não estar no seu sítio original, já que foi deslocada pela ação do tempo, os instrumentos e arte encontrados encontram-se bem preservados e os fragmentos achados são aos milhares", disse a arqueóloga Joana Carrondo.


A arte encontrada é, quase toda ela, é feita por incisões em placas de xisto móveis que podiam ser transportadas de um lado para o outro, estando situada cronologicamente entre 10 mil e 15 mil anos antes de Cristo.


"Já foram encontradas mais de um milhar de placas com gravuras de arte figurativa, das quais uma centena são zoomorfos, ou seja, representam animais, como cavalos ou auroques", acrescentam os arqueólogos no local.


O sítio arqueológico é já considerado pelos especialistas, como "o maior local" de descoberta de elementos representativos da chamada arte rupestre móvel do Paleolítico Superior em todo a região do Baixo Sabor.


As escavações revelam que o sítio do Medal foi importante em toda a região do Baixo Sabor, no que diz respeito à ocupação de comunidades pré-históricas de caçadores-recoletores.


Segundo a arqueóloga e consultora da EDP Maria de Jesus Sanches, o sítio arqueológico do Medal é, ao longo de todo o trajeto do rio Sabor, desde a nascente à foz, o único local que se conhece em que as comunidades do Paleolítico Superior pararam, não só para gravarem as rochas, mas também manterem outras atividades coletivas como a caça ou recoleção de outros alimentos.


"Trata-se sem dúvida de um acampamento onde houve muita atividade" acrescentou a investigadora.


Agora os arqueólogos só esperam que os milhares de fraguentos já encontrados "colem entre si" para poderem ser comparados com a "panóplia de gravuras descobertas no vizinho vale do rio Côa", um outro afluente do Douro e na região espanhola de Siega Verde.


"A importância deste sítio arqueológico depende de outros, para se poderem comparar com outros locais já bem datados cronologicamente", frisou Maria de Jesus Sanches.


"Agora é importante analisar os fragmentos para se poder comparar esta arte com outros exemplares encontrados um pouco por toda a Europa", acrescentou a investigadora.


A informação recolhida está inscrita em relatórios que são enviados mensalmente para a tutela do IGESPAR.


Os trabalhos de arqueologia decorrem na área da albufeira que abrange os quatro concelhos da região do Baixo Sabor (Mogadouro, Macedo de Cavaleiros Alfandega da Fé e Torre de Moncorvo) que ficará submersa aquando do enchimento da albufeira da barragem do Baixo Sabor, programado para 2013.


Fonte: (16 Ago 2012). RTP: http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=579728&tm=4&layout=121&visual=49


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por noticiasdearqueologia às 13:32

Terça-feira, 19.07.11

Mogadouro: Castro “descoberto” em Vilarinho

A Câmara de Mogadouro, em parceria com a Universidade do Minho (UM), pretende pôr a descoberto uma antiga fortificação da Idade do Ferro, situada em Vilarinho dos Galegos.
Segundo António Dinis, o arqueólogo da UM, a antiga fortificação remonta à era Pré-Romana e tinha como função defender um enorme povoado existente no local, com mais de 2.500 anos.
A prospecção arqueológica está orçada em cerca de 108 mil euros, financiados por fundos da autarquia, e conta com a colaboração técnica da UM, que destacou para o chamado Castelo dos Mouros, um grupo de estudantes de Arqueologia acompanhados por um arqueólogo sénior.
“O sistema defensivo é de difícil acesso, composto por um campo de pedras fincadas, fosso escavado na rocha e um enorme conjunto de muralhas com seis metros de altura e outros tantos de largura, o que constituía um obstáculo para quem pretendesse atacar o povoado vindo”, explicou o investigador.
De acordo com os estudiosos, pouco se sabia da história relacionada com a fortificação, que é a primeira de um conjunto de duas ou três no concelho de Mogadouro, que vão ser alvo de investigação nos próximos anos.
“Nos próximos anos queremos apostar no turismo cultural e a conservação deste tipo de sítios é fundamental para a nossa estratégia”, frisou o presidente da Câmara Municipal de Mogadouro, Moraes Machado,.
O Castro de Vilarinho dos Galegos faz parte da Rota dos Castros e Berrões, juntamente com outras fortificações peninsulares da região de Salamanca, Ávila, Miranda do Douro e Penafiel.


Fonte: (19 Jul 2011). Jornal do Nordeste: http://www.jornalnordeste.com/noticia.asp?idEdicao=375&id=16137&idSeccao=3378&Action=noticia

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por noticiasdearqueologia às 13:31


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