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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

O Património é um bem comum... Preservá-lo só depende de cada um de nós...


Terça-feira, 29.11.11

Arquipélagos dos Açores, Madeira e Canárias querem criar carta arqueológica



"Defendemos como necessária uma carta arqueológica dos três arquipélagos atlânticos, que defina os mesmos princípios e critérios de representação dos achados", disse à Lusa o arquiteto Luís Bettencourt, da organização do encontro.


Luís Bettencourt, que é presidente da Agência para o Desenvolvimento da Cultura nos Açores (ADCA), considerou ser fundamental "catalogar os achados destinados à investigação científica e ao turismo".


Fonte: (08 Nov 2011). Agência Lusa: http://noticias.sapo.pt/nacional/artigo/arquipelagos-dos-acores-madeira-e-canarias-querem-criar-carta-arqueologica_13319907.html


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por noticiasdearqueologia às 13:03

Sábado, 04.07.09

Madeira: Estrada sacrifica património

José Luis remete para o empreiteiro explicações sobre paradeiro das pedras.

A construção da via expresso que liga a Fajã da Ovelha à Ponta do Pargo pôs fim à existência de dois antigos moinhos de água. A população quer a estrada mas lamenta o desrespeito pelo património histórico da Fajã da Ovelha.

A questão foi já aflorada no programa 'P'la Madeira Dentro', transmitido pela TSF/DIÁRIO. Mas o descontentamento de alguns populares da Fajã da Ovelha mantém-se. Os moinhos de água são das poucas relíquias do património de arqueologia industrial madeirense que têm de ser conservado, conforme decreto legislativo regional.







Onde estão as pedras?

Os dois exemplares da zona das Faias, que já se encontravam fragmentados, terão pura e simplesmente desaparecido com a construção da via expresso, investimento das 'Estradas da Madeira', a cargo do consórcio 'Avelino Farinha & Agrela' e 'Tecnovia'.

Todos desconhecem o destino que foi dado às pedras. No local, apenas ficou uma vasta área terraplanada para ser coberta de betão, pronta a unir caminhos, via túnel, a toda a velocidade.

Os populares que alertaram o DIÁRIO pedem também responsabilidades às entidades locais "que deveriam zelar pelo pouco património da freguesia, também votado ao abandono." O presidente da Junta de Freguesia da Fajã da Ovelha lamenta o desaparecimento dos resquícios dos moinhos de água mas remete as responsabilidades para o empreiteiro da obra. "Devia-se guardar as pedras, sem dúvida, mas o empreiteiro é que teve culpa", argumenta José Luís.

O presidente da Junta de Freguesia também considera que não se pode daqui inferir que não há respeito pela memória histórica rural. Além de sublinhar que "apenas existiam algumas pedras dos moinhos", também esclarece que "o património histórico da freguesia, composto basicamente pela antiga Fábrica de Manteiga, pela Capela de São Lourenço e pela Igreja de São João Baptista, continua na freguesia e precisam sim é de quem mostre interesse em recuperar estes edifícios, alguns deles muito degradados."

Junto da população, o DIÁRIO foi informado de que a DRAC-Direcção Regional dos Assuntos Culturais fez o levantamento dos moinhos de pedra da Calheta, incluindo as Faias, não se compreendendo por isso que tudo tenha desaparecido. A técnica da DRAC, Diva Freitas, disse desconhecer o caso em concreto, uma vez que implicava uma consulta à base de dados da instituição, pelo que preferiu não prestar declarações sobre o assunto. Acrescentou que continua a ser feito o levantamento dos moinhos na Calheta e que, de uma forma geral, tem verificado "uma adulteração destas peças" arquitectónicas tradicionais, entretanto alvo de "lajes e de outros acrescentos por parte da população." Uma realidade "bem diferente de Santana, sublinha, onde ainda é possível encontrar os genuínos moinhos de água."


 


 


 


 


Conciliar cultura com progresso

Entidades ligadas à defesa do património insular já não se admiram com a destruição de alguns exemplares da História regional e dizem mesmo tratar-se de "uma batalha perdida." Desde logo, a exemplo da própria população da Fajã da Ovelha que faz os alertas, também os técnicos de património escusam identificar-se sob pena de sofrerem "dissabores." Mas lamentam que "os nossos governantes não tenham uma consciência cultural, no sentido de procurar conciliar o desenvolvimento com a memória histórica colectiva." Quando não é possível manter os exemplares patrimoniais como os moinhos de água, por razões que se prendem com o traçado da estrada a construir, "então há que pensar em transplantá-los para as chamada áreas públicas de lazer e essa preocupação deveria pertencer às câmaras e juntas de freguesia."



Moinhos destruídos são privados

Nas Faias, onde está a ser construída a rotunda da via expresso Fajã da Ovelha-Ponta do Pargo, desapareceram os dois moinhos de pedra mas por lá continua uma pequena área ajardinada, com chafariz, sobre uma pedra típica dos moinhos como é resgistada pela objectiva do fotógrafo. Sinal de que se trata de peças que guardam muitas histórias do concelho da Calheta.

O que ainda restava dos desaparecidos moinhos de água, segundo nos foi dito pelo presidente da Junta de Freguesia, José Luís, é propriedade de particulares, emigrados no estrangeiro.

Élvio Sousa, conhecido também pela defesa que tem feito do património cultural, desconhece o caso em concreto. Lembra, porém, que estas empreitadas exigem a realização prévia de um estudo de impacto ambiental, que tem sempre uma componente de preservação do património histórico e etnográfico.

Para estes casos, em que o trajecto da estrada apanhou os moinhos, Élvio Sousa recomenda que as entidades competentes façam um levantamento prévio dos exemplares em questão para memória futura, desconhecendo se esse percurso foi ou não seguido na obra em curso na Fajã da Ovelha.

Fonte: Rosário Martins (2 Jul 2009). Diário de Notícias:http://www.dnoticias.pt/default.aspx?file_id=dn04010201020709

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por noticiasdearqueologia às 16:40


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