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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

O Património é um bem comum... Preservá-lo só depende de cada um de nós...


Quinta-feira, 05.12.13

Esqueleto da era romana é encontrado em fossa na Grã-Bretanha

 

Um esqueleto humano, provavelmente da época da ocupação romana na Grã-Bretanha, foi descoberto em uma fossa de esgoto na região de Yorkshire, norte da Inglaterra.

Empreiteiros da companhia de água Yorkshire Water estavam trabalhando em instalações de esgoto em uma rua quando encontraram os ossos.

Segundo Chris Pole, arqueólogo da Northern Archaeological Associates que acompanhou a obra, o local da descoberta teria sido um antigo cemitério romano.

— Nós estávamos monitorando a escavação depois de uma pesquisa ter mostrado que a área abrigava um cemitério romano; vários túmulos tinham sido descobertos durante a construção da igreja de St. Peter, no século 19.

O esqueleto, considerado 'surpreendentemente intacto', foi retirado e deve passar por exames que vão determinar o sexo, idade e, se possível, causa da morte.

— O esqueleto foi colocado na cova em uma posição fetal, possivelmente simbolizando o nascimento. Apesar de ter sido encontrado dentro dos limites de um cemitério romano, [o esqueleto] tem semelhanças com enterros pré-históricos. Não foram colocados objetos no túmulo.

Segundo Chris Pole, o antigo cemitério romano estava localizado à beira de uma antiga estrada que ligava um forte construído pelos colonizadores da época a um assentamento chamado Derventio.

O arqueólogo afirma que os corpos naquela época não eram sepultados dentro dos limites das cidades por uma questão de higiene.

Fonte: (05.12.2013). R7 Notícias: http://noticias.r7.com/internacional/esqueleto-da-era-romana-e-encontrado-em-fossa-na-gra-bretanha-05122013

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por noticiasdearqueologia às 21:29

Quinta-feira, 25.07.13

Estudante de arqueologia encontra cabeça de deus romano com 1800 anos

Um estudante de arqueologia descobriu uma cabeça de pedra com cerca de 1800 anos. A peça poderá ter pertencido a uma estátua de um deus romano, venerada no nordeste de Inglaterra. Veja o vídeo.

Um estudante de arqueologia encontrou uma cabeça de pedra, com 20 centímetros de altura, alegadamente pertencente a uma estátua de um deus romano, venerado no século II ou III dC como fonte de inspiração para a guerra.

Alex Kirton, com apenas 19 anos e estudante de arqueologia do primeiro ano, encontrou a cabeça enquanto analisava o que seria, em tempos, um depósito de lixo ancestral. "Como estudante de arqueologia isto é uma das melhores e mais excitantes coisas que poderiam ter acontecido".

Um professor de arqueologia na Universidade de Durham, David Petts, comentou o achado: "Nós encontramos a cabeça Binchester perto do local onde um altar romano foi encontrado, há cerca de dois anos. Pensamos que possa estar associado a um pequeno santuário dentro de uma casa de banho, destruída, provavelmente, no século IV, DC."

Porém, no ano de 1862, uma cabeça semelhante a esta havia sido encontrada em Newcastle, Inglaterra. O artefacto vinha com uma inscrição identificando-o como Antenociticus, um deus de origem celta, adoptado por alguns britânicos e romanos.

Fonte: 05.07.2013. Jornal de Notícias: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=3305580

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por noticiasdearqueologia às 22:02

Quarta-feira, 20.02.13

Arqueologia das emoções" para perceber as sociedades antigas

A identificação de Ricardo III trouxe a público uma questão: os achados arqueológicos podem ser uma janela para as vivências emocionais dos tempos remotos? Falámos com uma pioneira desta nova abordagem

Sarah Tarlow, pioneira da "arqueologia das emoções", dá hoje à tarde, na sua Universidade de Leicester, no Reino Unido, uma conferência sobre o tema. Por pura coincidência, a palestra acontece numa altura particularmente oportuna: poucas semanas após a identificação do corpo do rei Ricardo III de Inglaterra por uma equipa da mesma universidade - descoberta que pôs logo uma série de especialistas a falar em "reavaliar" a personalidade do monarca, até aqui visto como o mais malévolo e maquiavélico da história britânica.
Sarah Tarlow não participou na procura de Ricardo III. Mas estuda, desde metade dos anos 1990, como fazer para "desenterrar", com rigor científico, a partir do material arqueológico - ossadas, construções, utensílios e outros objectos - os sentimentos e as emoções dos nossos antepassados.
Há 20 anos, isso não passaria pela cabeça de ninguém - ou quase. Considerava-se simplesmente impossível deduzir dos achados fosse o que fosse sobre as experiências afectivas nas civilizações antigas. Mas, hoje, a ideia começa a vingar.
"Acho importante estudar a arqueologia das emoções porque são elas que dão força e significado a tudo o que fazemos", disse Sarah Tarlow ao PÚBLICO em conversa telefónica. "A arqueologia não consiste apenas em escavar objectos; isso é só o começo. O que importa são as experiências humanas do passado. As emoções podem e devem ser estudadas" neste contexto.
Porém, não se trata de determinar emoções individuais, mas sim de perceber o tipo de sociedade em que esses indivíduos viviam. "Mais interessante do que saber se sentiam raiva é percebermos se viviam numa sociedade onde a raiva era ou não valorizada", frisa Sarah Tarlow. E dá um exemplo concreto: se se encontrar uma peça de calçado numa escavação arqueológica, será totalmente desinteressante daí deduzir que os humanos tinham pés - isso já é sabido, tal como se sabe que sentiam medo, alegria, raiva, desgosto, inveja... O que conta é que a as características do calçado nos informam sobre um modo de vida que nos é, a priori, estranho. Como também não se trata de descobrir "a verdade", salienta, mas de construir uma "narrativa plausível".
Nesse sentido, a arquitectura, em particular, permite determinar o "clima emocional" de uma sociedade: "uma construção com muitas entradas e controlos de acesso sugere uma sociedade hierarquizada, onde existia um clima de desconfiança", salienta a cientista.
E no caso de Ricardo III? "É um belo exemplo", responde-nos. "Sabemos pelo esqueleto que padecia de uma grave escoliose. Portanto, como sofria sem dúvida de dores crónicas, é provável que tivesse mau feitio. E também complexos com o seu corpo, que não era muito masculino: tinha ossos muito pequenos."
Mas o que mais intriga Sarah Tarlow é o que aconteceu ao corpo do rei após a morte, porque "isso fala-nos da raiva de algumas pessoas à sua volta." Então era mesmo assim tão mau? Nem por isso: "Também recebeu um enterro digno, o que significa que nem toda a gente o odiava. O passado é um lugar complicado, onde não devemos procurar respostas simples".
Sarah Tarlow está, aliás, a analisar o tratamento dado aos cadáveres de criminosos executados nos séculos XVIII e XIX. "No Reino Unido, esses cadáveres eram dissecados nas aulas de anatomia ou expostos em público, já em descomposição, em gaiolas penduradas à beira das estradas", explica.
"Era uma maneira de prolongar o castigo, mas não era racional. Não encaixava no pensamento religioso, que só se preocupava com a alma, nem no pensamento científico, que via o corpo como uma máquina. Acho fascinante o quão contraditórias podem ser as pessoas." Algo que, ao que tudo indica, o tempo não alterou.

Fonte:  (19/02/2013). Público: http://www.publico.pt/ciencias/jornal/arqueologia-das-emocoes-para-perceber-as-sociedades-antigas-26086794

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por noticiasdearqueologia às 23:04

Quarta-feira, 26.10.11

Barco funerário viking é encontrado no Reino Unido

Arqueólogos britânicos descobriram os vestígios de um barco funerário viking nas terras altas escocesas, que, afirmam, é um dos mais importantes já encontrados no Reino Unido.


O barco-túmulo, de 5 metros de comprimento, continha os restos de um guerreiro de alto escalão que foi enterrado com um machado, uma espada, uma lança, um escudo e um broche de alfinete na jazida de Ardnamurchan, de mais de mil anos de antiguidade, segundo a Universidade de Manchester, uma das instituições que participam das escavações.


Além disso, também foram encontrados no túmulo, que utilizou em sua construção 200 rebites britânicos, uma faca, o que poderia ser a ponta de um chifre de bronze utilizado para beber, uma pedra para amolar norueguesa, cerâmica viking e diversas peças de ferro que não foram identificadas.


Especialistas em vikings da Universidade de Glasgow acreditam que este barco-túmulo possa datar do século X (AFP, Dan Addisson)


A co-diretora do projeto, Hannah Cobb, professora de Arqueologia da Universidade, qualificou a descoberta de "apaixonante".


"Um barco funerário viking é uma descoberta incrível, mas, além disso, os artefatos e o estado de conservação fazem dele um dos túmulos nórdicos mais importantes já escavados no Reino Unido", acrescentou Cobb, que trabalhou durante seis anos com especialistas da Universidade de Leicester e outros arqueólogos escoceses.


Os vikings, como são conhecidos os povos germânicos navegantes e guerreiros procedentes da Escandinávia que se lançaram à conquista da Europa entre o fim do século VIII e meados do XI, utilizavam os barcos como túmulos para enterrar personalidades da época com suas posses.


Especialistas em vikings da Universidade de Glasgow acreditam que este barco-túmulo possa datar do século X.


Fonte: (20 Out 2011). O Povo: http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5h47Rm4twUr1jBHjid8G5HlBGdrXQ?docId=CNG.bf438ceebfcae23b017d8fd8aa063b0e.211


 

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por noticiasdearqueologia às 13:36

Segunda-feira, 26.07.10

'Irmão gémeo' de Stonehenge descoberto mesmo ao lado


'Irmão gémeo' de Stonehenge descoberto mesmo ao lado


O Stonehenge tem um 'irmão gémeo' ao lado, anunciaram hoje arqueólogos de uma equipa internacional que estão a examinar os terrenos ao lado da famosa estrutura neolítica nas ilhas britânicas.




Os arqueólogos encontraram vestígios de um fosso circular a apenas 900 metros de Stonehenge, que, acreditam, foi a base de uma estrutura de madeira semelhante à feita em pedra há mais de 5 mil anos.
O fosso está segmentado, aparentando ter entradas a nordeste e sudoeste.


'É uma descoberta fantástica, que vai modificar tudo o que pensamos acerca do terreno em redor de Stonehenge', disse ao jornal Guardian o professor Vince Gaffney, da universidade de Birmingham.


'Antes pensávamos que Stonehenge era o maior monumento da sua época, existindo em total isolamento', continuou. 'Pensávamos que aqui não havia mais nada do que terreno vazio, afinal encontrámos um novo monumento', concluiu.


A descoberta foi feita em apenas duas duas semanas, parte de uma investigação profunda à área circundante da famosa estrutura que durará três anos. Fazem parte dela cientistas da Áustria, Alemanha, Noruega e Suécia, além de britânicos.


Fonte: (22 Jul 2010). Diário de Notícias: http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/Interior.aspx?content_id=1624193&seccao=Biosfera




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por noticiasdearqueologia às 13:04

Sexta-feira, 25.09.09

Descoberto em Inglaterra o maior tesouro anglo-saxónico

Descoberto em Inglaterra o maior tesouro anglo-saxónico




O maior tesouro anglo-saxónico jamais visto, constituído por mais de 1500 peças de ouro e prata e datado do século VII, foi descoberto, de forma fortuita, num campo de Inglaterra, noticiou hoje a BBC.


Segundo a cadeia pública de televisão britânica, a impressionante colecção, encontrada com um detector de metais num prado de propriedade privada, no condado de Staffordshire, compreende sobretudo armas, tais como espadas com punhos de ouro e incrustações de pedras preciosas.


Terry Herbert, responsável pelo achado, classificou-o como "o sonho de qualquer amante da detecção de metais".


Há 18 anos praticante desta actividade, Herbert deu com o tesouro quando, com um detector de metais, passava "a pente fino" o terrreno de um amigo.


Um perito em antiguidades, Kevin Leahy, que actualmente está a catalogar o tesouro, assegurou que os arqueólogos ficaram "impressionados" com a qualidade do material encontrado.


A colecção, já certificada como tesouro por um magistrado, inclui cinco quilos de ouro e dois quilos e meio de prata, o que faz dela a mais importante do período anglo-saxónico desde a descoberta, em 1939, de 1,5 quilos de ouro em Sutton Hoo, no condado oriental de Norfolk.


Depois de mostrado ao público, o tesouro será guardado "a sete chaves" enquanto uma comissão independente de avaliação determina o seu valor.


Leslie Webster, antiga responsável do departamento de Pré-História e Europa no Museu Britânico de Londres, declarou à BBC que o achado poderá mesmo "alterar radicalmente" a percepção que hoje se tem do mundo anglo-saxónico.


Fonte: (25 Set 2009). Diário de Notícias: http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/Interior.aspx?content_id=1371224



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por noticiasdearqueologia às 21:46

Segunda-feira, 25.08.08

Descobertos restos de "villa" da época romana na ilha de Wight

Uma equipa de arqueólogos britânicos descobriu os restos de uma espectacular "villa" da época romana na ilha de Wight, no sul de Inglaterra.


Construída há cerca de 1800 anos, segundo os peritos, a "villa" tem o tamanho de uma piscina olímpica - mede 15 metros de largura e 45 de comprimento - e a forma de uma igreja, com uma nave central e duas laterais.


"É um edifício impressionante, absolutamente magnífico. Devia ser visível várias milhas em redor", descreve hoje no diário "The Times" Barry Cunliff, professor de arqueologia em Oxford encarregado das escavações.


O edifício teria mais de seis metros de altura e estaria apoiado em colunas de madeira, precisou Cunliff, segundo o qual poderia comparar-se a um grande salão medieval.


A parte destinada a residência tinha um sistema de aquecimento debaixo do solo e, na parte destinada a usos comunais, faziam-se reuniões e dirimiam-se disputas legais ou relacionadas com limites de terrenos.


A "villa", recentemente descoberta, é comparável em escala a outra situada nas imediações da localidade de Pulborough e à sala do palácio romano de Fishbourne, ambas situadas perto de Chichester, no condado de West Sussex, também no sul de Inglaterra.


Perto dela fica a "villa" de Brading, descoberta na ilha de Wight em 1879 e famosa pelos seus famosos mosaicos representando pavões reais, símbolos da vida eterna, Orfeu domando as feras e tritões transportando ninfas às costas.


Crê-se que esta última "villa" pertenceu a Allectus, que, no ano 293 d.C., assassinou Carausius, comandante das hostes romanas que se tinha proclamado imperador da província da Bretanha (Britannia em latim).


Fonte: (19 Ago 2008). Lusa/RTP: http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=359581&visual=26&tema=5


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por noticiasdearqueologia às 18:50

Sábado, 28.06.08

Nuevos hallazgos confirman que los neandertales fabricaban utensilios sofisticados

Nuevos hallazgos confirman que los neandertales fabricaban utensilios sofisticados Los neandertales europeos fueron seres humanos inteligentes, capaces de elaborar sofisticados utensilios para cazar grandes animales cuando la situación lo requería. Así lo confirman las piezas de sílex halladas por el arqueólogo Matthew Pope, de Colegio Universitario de Londres, en un yacimiento situado al oeste de Sussex, en Inglaterra. El lugar fue descubierto en 1900. Durante la construcción de una casa monumental conocida como Beedings salieron a la luz unos 2.300 utensilios de piedra perfectamente conservados. Durante mucho tiempo se pensó que se trataba de falsificaciones. Tantos estas piezas como los sedimentos entre los que se hallaban fueron conservados en un museo y sólo recientemente se ha conocido su importancia para conocer el desarrollo tecnológico de los neandertales en el norte de Europa en la última etapa de su existencia. Investigadores españoles, expertos en estos antepasados europeos, recuerdan que herramientas similares, e incluso más sofisticadas, ya se han encontrado en zonas más al sur del continente, entre ellas la cornisa cantábrica, si bien no habían aparecido en Reino Unido. Fue el investigador Roger Jacobi, del Proyecto Británico sobre Antiguas Ocupaciones Humanas, el primero que demostró que parte del material de Beedings tiene fuertes similitudes con otras herramientas encontradas en Europa y datadas hace entre 35.000 y 42.000 años. En aquellas lejanas fechas no hay indicios de que el "Homo sapiens" hubiera llegado hasta las islas británicas, por lo que todo apunta a que eran utensilios realizados por neandertales sólo unos milenios antes de su desaparición definitiva. De hecho, las piezas más sofisticadas estaban laminadas, como fileteadas, como si fueron puntas de lanza; pero en el mismo lugar había también herramientas más antiguas, como cabezas de hacha, más típicas de los neandertales. Para el paleontólogo español, José Carrión, de la Universidad de Murcia, el anuncio de este hallazgo por parte de la universidad inglesa "no tiene nada de particular, salvo que se trata de Reino Unido y que confirma que aquellas poblaciones humanas eran más inteligentes de lo que se creía". Carrión explica que en aquella época, los neandertales se movían de sur a norte, en función de los cambios en el clima. "Está claro que evolucionaron en ambos lugares para adaptarse a un entorno en el que cada vez había menos bosques y los animales eran más grandes, como mamuts o rinocerontes lanudos, por lo que necesitaban armas pequeñas que pudieran lanzar sin ser olidos, como también haría el "Homo sapiens".


Fonte: Tritán, Rosa M. (24 Jun 2008). El Mundo.es (digital).

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por noticiasdearqueologia às 19:41

Sexta-feira, 11.04.08

Arqueologia: pedras azuis podem guardar um dos mistérios de Stonehenge

Especialistas vão voltar a escavar no monumento


 

O misterioso monumento Stonehenge, na Inglaterra, vai ser palco de novas escavações arqueológicas, que começam hoje e duram duas semanas. Depois de quarenta anos, estes são os primeiros trabalhos realizados dentro do círculo de pedras, noticiou a BBC. Descobrir alguns dos mistérios do local e a data precisa da sua construção são os objectivos das escavações, lideradas por dois professores britânicos especialistas no Stonehenge: Tim Darvill, da universidade de Bournemouth e Geoff Wainwright, da Society of Antiquaries.
As pedras azuis, localizadas dentro dos pilares maiores, são um dos pontos fortes das escavações. Os investigadores acreditam que estas pedras guardam uma das características atribuídas a Stonehenge: ser um local de cura milagrosa.
A hipótese é levantada com base em restos humanos encontrados na região. Alguns demonstram sinais de ossos partidos e outros vestígios de operações ao crânio. Além disso, inscrições neolíticas encontradas no local de origem das pedras azuis (Preseli Hills) indicam que os povos acreditavam que as rochas eram mágicas e que as águas dos rios tinham propriedades curativas.
Os investigadores traçaram o caminho das pedras centrais de Stonehenge, que têm um matiz azulado. Elas foram trazidas de Preseli Hills, tenho sido transportadas das montanhas de Gales até a Planície de Salisbury, onde fica o monumento. "Isto é um processo [transporte de pedras] que aconteceu em vários monumentos da Europa", explicou ao PÚBLICO o arqueólogo Vítor Gonçalves, da Universidade de Lisboa. "As pedras azuis foram levadas para Stonehenge mas não são as mais antigas da construção", disse.
As escavações vão tentar descobrir quando é que o círculo de Stonehenge, constituído pelas pedras azuis, foi edificado. Outros estudos realizados na década de 1990 concluíram que o círculo foi feito por volta de 2500 antes de Cristo (a.C.), mas não foi possível chegar a uma data mais exacta.
O projecto é apoiado pela “English Heritage”, instituição pública promove a história do país, e vai ser acompanhado, com cobertura multimédia, pela BBC.

Local com forte "carga de sagrado"
Stonehenge guarda cinzas de mais 250 corpos. Era um local de culto, de adoração dos ancestrais e comunhão com os mortos. Isto faz com que o monumento seja considerado o maior cemitério da Grã-Bretanha antiga. Mesmo assim, a função original de Stonehenge ainda suscita muitas teorias.
"É um momumento fantástico. É uma série de monumentos que foram sendo construídos ao logo do tempo, o que vemos hoje é da Idade do Bronze", contou Vítor Gonçalves. "As primeiras construções no local datam de 4000 a.C.", referiu.
No ano passado, escavações arqueológicas feitas perto da Planície de Salisbury encontraram vestígios de casas antigas que, ao que as provas científicas demonstram, eram usadas para a realização de festas e cerimónias fúnebres. "Há espaços que têm uma carga de sagrado muito forte e acabam por ser conservados" durante os tempos, como o Stonehenge.
De acordo com o director do Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa, existem mais monumentos semelhantes ao Stonehenge naquela região da Grã-Bretanha. Para além de locais sagrados, estas construções também foram usadas para a observação astronómica.
Se o local é já considerado um espaço de culto aos mortos e de religiosidade, as novas escavações pretendem descobrir se Stonehenge foi também um local de peregrinação para salvar vidas ou curar doenças. O local já foi escavado e estudado "durante muito tempo", pelo que Vítor Gonçalves pensa que é "difícil" saber-se mais do que se sabe agora.

Fonte: (31 Mar 2008). Público: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1324264&canal=14

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por noticiasdearqueologia às 12:57

Quarta-feira, 23.01.08

La mayor concentración de hachas de la Edad de Bronce (Inglaterra)

La mayor concentración de hachas de la Edad de Bronce fue hallada esta semana por un conductor de ómnibus en el condado de Dorset, en el sur de Inglaterra.
    El conductor Tom Pierce, que esperaba fuera del vehículo a que regresara un grupo de niños de una fiesta en una granja inglesa, pidió al dueño del establecimiento agrícola prestarle un detector de metales para investigar el lugar.
    En pocos minutos, el hombre de 60 años detectó una concentración de metales en el lugar y halló la serie de hechas de la Edad de Bronce.
    Durante los próximos tres días, Peirce y dos expertos con detectores de metales lograron desenterrar unos 500 objetos de metal de ese período hace 3.000 años, incluidas 268 cabezas de hacha en perfecto estado.
    Los hallazgos, descubiertos en tres sitios distintos a una distancia de 50 metros cada uno, podría valer ahora miles de dólares.
    Peirce dijo que compartirá el dinero con el dueño de la granja, Alfie O'Connell.



Hachas Bronce



    Las hachas de hierro habrían sido utilizadas en rituales como ofrendas a los dioses.
    El conductor, un aficionado a los detectores de metales, declaró que nunca imaginó hallar un tesoro semejante.
    "Fuimos muy afortunadas porque no había mucho más en ese campo. Si hubiéramos intentado en otro sitio, no habríamos encontrado nada. Fue un descubrimiento único", destacó.
    Las hachas de la Edad de Bronce, que están siendo estudiadas por expertos del Museo Británico, en Londres, podrían ser adquiridas ahora por esa institución inglesa.
    Por su parte, el juez de instrucción de Bournemouth, Poole y East Dorset tiene previsto abrir una causa en la que se espera que declare las cabezas de hachas como tesoros históricos.
    En ese caso, el granjero O'Connell y Peirce recibirán una paga que refleje el valor de mercado por dichos objetos arqueológicos. (ANSA). MRZ


Fonte: MRZ (22 Jan 2008). ANSA: http://www.ansa.it/ansalatina/notizie/rubriche/variedades/20080122135534573995.html


Foto: http://www.flickr.com/photos/terraeantiqvae/2211665941/


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por noticiasdearqueologia às 23:38


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