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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

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Segunda-feira, 30.07.12

Arqueólogos encontram barca funerária da 1ª dinastia de faraós do Egito

Objeto era enterrado ao lado dos mortos para que eles pudessem usar na outra vida


Esqueleto de um barco de madeira recém-descoberto no complexo arqueológico Abu Rawash, a oeste do Cairo

                         Resquícios de um barco funerário feito de madeira, recém-descoberto no complexo arqueológico Abu Rawash, a oeste do Cairo (AFP).




Uma equipe de arqueólogos encontrou no Egito uma barca funerária de madeira que pode ter ido usada durante a era do Faraó Den (também chamado de Udimu), na primeira dinastia, em torno do ano 3.000 a.C.


O ministro egípcio de Antiguidades, Mohammed Ibrahim, disse em comunicado que a barca está em bom estado e foi encontrada no sítio arqueológico de Abu Rawash, na província de Guiza, a oeste de Cairo.


Uma equipe de pesquisadores do Instituto Francês de Arqueologia Oriental escavava o local quando encontrou vestígios da barca. São 11 tábuas de madeira, cada uma com seis metros de comprimento e 1,5 m de largura. As peças eram colocadas ao lado dos túmulos para que os mortos pudessem utilizá-la em outra vida, disse Hussein Abdel Basir, do Museu Nacional da Civilização Egípcia.


As peças arqueológicas foram levadas para a restauração e, depois, serão expostas no Museu Nacional da Civilização Egípcia, na sala dedicada ao Rio Nilo.


Em fevereiro, arqueólogos iniciaram os trabalhos para extrair centenas de peças de madeira da segunda barca solar do mais poderoso dos faraós egípcios, Keops (2609-2584 a.C.), pertencente à IV dinastia faraônica.


Fonte: (26 Jul 2012). EFE/Veja: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/arqueologos-encontram-barca-funeraria-da-1a-dinastia-faraonica-no-egito

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por noticiasdearqueologia às 12:48

Quinta-feira, 12.05.11

Encontrado mausoléu do século II d.C. em Itália



A polícia italiana encontrou um mausoléu romano, com cerca de dois mil anos, debaixo de 58 toneladas de lixo de um aterro ilegal em Pozzuoli, uma cidade pequena na região de Nápoles.



Local está fechado e a ser investigado

Local está fechado e a ser investigado (Reuters)




“Há coisas que só acontecem em Itália. No bem e no mal”, disse ao “El País” Michele Ciarla, comandante da Guardia di Finanza de Pozzuoli. O monumento era desconhecido das autoridades e estava até hoje escondido num aterro coberto de pneus velhos.
“Sou um grande estudioso e apaixonado por arte antiga, ainda nem acredito no que vi”, continuou o comandante.
Segundo as autoridades italianas, o mausoléu de 15 metros quadrados com arcos e voltas bem definidos e decorado com estuques e rastos de cor nas paredes, é um monumento funerário da época romana, construído no século II d.C.
A zona onde o monumento foi encontrado é uma área descampada, onde é proibido construir devido à história daquela rua. Na época romana, a Via Domiziana passava por ali e era o caminho para Roma.
A descoberta só agora se deu porque as autoridades foram ao local para uma rusga, depois de denúncias relacionadas com o aterro. Ao vasculhar o aterro e o lixo com máquinas, as autoridades acabaram por descobrir a entrada para o monumento.
De acordo com o comandante, o monumento foi propositadamente escondido. “Foi claro de imediato que por ali tinham passado ‘tombaroli’ [ladrões de antiguidades] ”, disse Michele Ciarla, explicando que “muitas estátuas de estuco tinham sido removidas”.
O proprietário do terreno, que está agora a ser investigado, é acusado de violar o meio ambiente e de violar as leis de conservação arqueológica.

Fonte: 20 Abril 2011). PÚBLICO: http://www.publico.pt/Cultura/encontrado-mausoleu-do-seculo-ii-dc-em-italia_1490704



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por noticiasdearqueologia às 13:59

Segunda-feira, 28.02.11

Google Earth revela milhares de tumbas desconhecidas no deserto saudita

Pouco se sabe sobre a arqueologia na Arábia Saudita, pois o governo historicamente proíbe fotografias aéreas da região. Fora isso, melindres religiosos tornam perigoso o acesso à região por terra.


Mas o Google Earth está mudando essa situação. Imagens de satélite disponíveis pelo programa de visualização 3D baseado na web demonstram que grandes porções do território saudita revelam grande riqueza de restos arqueológicos anteriores ao Islã e podem ter vários milhares de anos de existência.Imagens de tumbas sauditas vistas pelo Google Earth (via Space.com) / Reprodução


Pesquisadores recentemente descobriram quase 2.000 tumbas apenas observando por uma "janela" em alta resolução enquadrando um campo de lava rochosa a leste da cidade de Jedá - tudo isso sem precisar por um pé no deserto saudita.


"A julgar pelo número de ruínas de pedra identificadas na Arábia Saudita, bem como em outras áreas pesquisadas na Jordânia, pode haver cerca de um milhão de sítios arqueológicos espalhados pela península arábica", diz David Kennedy, arqueólogo da Universidade de West Australia, ao site "Space.com".


Kennedy passou os últimos 35 anos pesquisando sítios arqueológicos jordanianos, em sua maioria a partir de sobrevoos. Trata-se de uma técnica em que arqueólogos têm confiado há décadas para identificar e mapear sítios não facilmente identificáveis a partir do solo.


Usando essa técnica de sobrevoo, os arqueólogos normalmente se aproveitam dos períodos logo após o amanhecer e logo antes do por do sol, horários em que o sol fica próximo ao horizonte e, por esse motivo, projeta sombras mais longas de elevações no terreno, que podem ou não significar pistas para novas pesquisas in loco, abrindo caminho para novos achados.


O cientista australiano encontrou diversos sítios interessantes próximo à fronteira com a Arábia Saudita, mas limitou-se a imaginar o que existiria do outro lado.


Nos anos 1970 e 1980, o governo saudita comissionou uma ampla pesquisa arqeuológica que revelou cerca de 1.800 tumbas e outros sítios em todo o país. No entanto, proibiu seus próprios pesquisadores de efetuar levantamentos fotográficos aéreos.


Juris Zarins, arqueólogo que trabalhou na Arábia Saudita durante 15 anos e conduziu parte dos levamentamentos nacionais, sugere que sensibilidades religiosas têm peso especial nas restrições impostas pelo governo à arqueologia na região.


"Eles não querem pessoas fuçando Pré-história adentro pois sabem que ela contradiz o Alcorão em muitos pontos, do mesmo modo que cristãos fundamentalistas não gostam muito que alguém diga que algo é mais antigo do que seis mil anos", declarou Zarins ao site "LiveScience".


Com a gradual popularização das imagens de satélite, especialmente após 2005, quando foi lançado o Google Earth, muitos arqueólogos têm usando essas novas ferramentas para procurar por ruínas em várias regiões inóspitas do globo. Há cerca de dois anos, algumas imagens da Arábia Saudita com boa resolução foram divulgadas pelo site, permitindo a Kennedy dar as primeiras olhadelas no solo saudita.


"Graças ao Google Earth, fui capaz de enxergar além da fronteira que antes não pude cruzar. E o que vi foi maravilhoso. Eram milhares de sítios apenas naquelas poucas janelas de terreno de que dispúnhamos", conta o pesquisador.


Kennedy e um colaborador saudita começaram a varredura com um estudo preliminar em uma pequena área 400km ao norte do sítio em Jedá. Lá eles encontraram centenas de grandes estruturas de pedra, que, acreditam os cientistas, eram usadas para encurralar animais.


Para o estudo mais recente, publicado em 28 de janeiro passado no "Journal of Archaeological Science", Kennedy e um colega, M.C. Bishop, fizeram uma varredura mais metódica de uma janela de terreno de cerca de 1.200 kilômetros quadrados próxima a Jedá. Eles localizaram 1.977 estruturas construídas com pedra basáltica retirada de campos de lava próximos. A maior parte dessas estruturas era circular - remanescentes de tumbas desabadas similares às encontradas na Jordânia e o Iêmen. E também os chamados "pendants", que são empilhamentos de pedras que formam linhas que adentram até quase 5km no deserto.


Alguns dos monumentos funerais são isolados, outros são construídos uns em cima dos outros; alguns são alinhados, outros espalhados aolongo da região. A maioria deles foi pilhada há muitos anos, segundo Kennedy.


Fonte: Carlos Alberto Teixeira (21 Fev 2011). O Globo: http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2011/02/18/google-earth-revela-milhares-de-tumbas-desconhecidas-no-deserto-saudita-923840973.asp

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por noticiasdearqueologia às 13:51


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