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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

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Segunda-feira, 03.08.09

Na Mata da Machada – Barreiro: Descoberto novo Forno de Cerâmica da época dos Descobrimentos

Abordada a importância de ser efectuada uma profunda discussão sobre a gestão da Mata da Machada, se deve, ou não, passar para a responsabilidade da Câmara Municipal do Barreiro

No decorrer da reunião pública da Câmara Municipal do Barreiro, realizada ontem, em Coina, o Vereador Bruno Vitorino, revelou que foi “achado” um novo forno de cerâmica na Mata da Machada.

Esta nova descoberta está a ser investigada pelo Núcleo do Património e Arqueologia da Câmara Municipal do Barreiro e terá sido comunicado ao IPAR, tendo por objectivo ser efectuada uma avaliação da nova descoberta, reconhecida como sendo de grande valor patrimonial para o Barreiro e para o país.


Bruno Vitorino salientou que esta nova descoberta arqueológica é mais um importante contributo para o reconhecimento da Mata da Machada, quer para a história do concelho, quer para a história do país.

O novo achado, sublinhou, vem enriquecer o património arquitectónico da Mata da Machada, onde, nos anos 80, foram desenvolvidos diversos trabalhos de intervenção arqueológica, nos Fornos de Cerâmica, ali localizados, datados dos anos 1450 a 1530, sendo classificados como das poucas olarias conhecidas em Portugal no período dos descobrimentos.



Mata da Machada gerida pela Câmara

Bruno Vitorino, na circunstância, colocou a necessidade de ser aprofundada a discussão sobre a gestão da Mata da Machada, matéria que já foi objecto de apresentação de um relatório.

O autarca referiu que esta deve ser “uma discussão séria, profunda que a Câmara deve fazer”, dado que, neste momento “temos uma oportunidade para decidir”, porque, “havendo abertura do Governo não podemos desperdiçar esta oportunidade”.

“É a Câmara Municipal do Barreiro quem mais investe naquele espaço” – salientou Bruno Vitorino.

O autarca sublinhou que a Mata da Machada para além do seu valor ambiental e valor patrimonial – “é um pólo de dimensão económica para o concelho”.



Uma discussão que tem que ser séria e profunda

O Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto, sobre esta matéria, referiu que de facto “é a Câmara Municipal do Barreiro quem mais investe na Mata da Machada, não sendo esta da sua competência”.

O autarca reconheceu que a decisão de autarquia assumir a gestão da Mata da Machada deve ser “uma discussão que tem que ser séria e profunda”, acrescentando que tem que ser “uma decisão ponderada”.


Fonte: (30 Jul 2009). Rostos.pt: http://www.rostos.pt/inicio2.asp?cronica=142851&mostra=2&seccao=autarquias&titulo=Na-Mata-da-Machada-Barreiro-%0ADescoberto-novo-


30.7.2009 - 0:36

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por noticiasdearqueologia às 23:09

Segunda-feira, 18.08.08

2.000 anos de conservas em Peniche: Campanha arqueológica nos fornos romanos do Morraçal da Ajuda

Está a decorrer no Museu Municipal de Peniche uma nova campanha de trabalhos arqueológicos de laboratório, referentes ao espólio encontrado na escavação dos fornos romanos do Morraçal da Ajuda.



A campanha está a ser levada a cabo por um grupo de estudantes das Universidades Clássica e Nova de Lisboa, do Instituto Superior de Artes Decorativas, e por doutorandos da Universidade Lusíada, tendo como fim a realização do inventário do referido espólio e dos consequentes trabalhos de desenho, fotografia e digitalização. A coordenação dos trabalhos está a cargo da equipa dos arqueólogos responsáveis pelo projecto dos fornos romanos do Morraçal da Ajuda.

O grupo começou os trabalhos no passado dia 14 e os mesmos prolongaram-se até ao passado dia , com uma continuação prevista, para o próximo ano na Páscoa e no período de Verão. Em 1998, as obras de construção de um conjunto de campos de ténis em terreno camarário situado no Morraçal da Ajuda puseram a descoberto vestígios de um forno de cerâmica da época romana. As subsequentes escavações arqueológicas desenvolvidas com o apoio da Câmara Municipal de Peniche possibilitaram a identificação de um complexo oleiro que terá laborado entre os finais do século I aC e IV da nossa era, centrando a sua produção no fabrico de ânforas, os contentores cerâmicos, por excelência, utilizados no comércio da antiguidade.

O estudo dos materiais anfóricos recolhidos permite afirmar que esta olaria alimentaria uma importante produção conserveira, possivelmente na área do actual concelho de Peniche, já que as ânforas aqui produzidas destinar-se-iam essencialmente ao envase de conservas de peixe, facto que demonstra a antiguidade desta, ainda hoje, importante indústria local. Aquele projecto de investigação, em curso desde 1998, conta com o apoio logístico da Câmara Municipal de Peniche, contemplando para o presente ano um investimento a rondar os oito mil euros, facto que atesta o interesse da autarquia pelo estudo e valorização deste importante sítio arqueológico, testemunho de uma notável herança cultural historicamente ligada ao mar.

O complexo oleiro tem sido tema de artigos científicos e comunicações em vários congressos e encontros de Arqueologia em Portugal e além fronteiras, facto que comprova a relevância deste sítio arqueológico no panorama do estudo da presença romana na Península Ibérica.


Fonte: (13 Ago 2008) Badaladas: http://www.badaladas.pt/site/php/noticia.php?ide=2743&idr=300003&idn=31

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por noticiasdearqueologia às 21:02


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