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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

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Domingo, 26.07.09

Arqueologia: Flautas com 35.000 anos descobertas em gruta alemã

Velhas flautas de marfim com mais de 35.000 anos foram encontradas no sudoeste da Alemanha, constituindo os mais velhos instrumentos musicais conhecidos do Paleolítico Superior, segundo um estudo revelado hoje na revista Nature.


Doze pedaços de uma flauta em osso, de 21,8 centímetros de comprimento e oito de diâmetro, foram encontrados em Setembro de 2008 na gruta alemã de Hohle Fels, podendo atingir idades entre os 37.000 e os 29.000 anos.


O instrumento é talhado em osso de asa de abutre-fouveiro, também conhecido por grifo, revelam Nicholas Conard e Susanne Münzel, da Universidade de Tübingen, e Maria Malina, da Academia das Ciências de Heidelberg.



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por noticiasdearqueologia às 23:04

Sábado, 27.06.09

Descoberta de uma flauta com cerca de 35 mil anos

Gruta de Hohle Fels revela início da cultura musical do «homo sapiens sapiens».



Flauta com 35 mil anos
Flauta com 35 mil anos

Uma equipa de arqueólogos anunciou a descoberta, no passado Outono, de uma flauta em osso e dois fragmentos de flautas de marfim. A descoberta foi feita em Hohle Fels, a gruta no Sul da Alemanha (Ulm) onde em Maio foi encontrada uma escultura feminina, intitulada imediatamente de Vénus de Hohle Fels e que é considerada a mais antiga representação humana.

A flauta em osso com cinco orifícios é o instrumento musical mais completo encontrado numa caverna, numa região onde nos anos mais recentes foram encontrados vários fragmentos deste instrumento.

Uma flauta de três orifícios feita de marfim de mamute, bem como duas flautas feitas de osso das asas de cisne-branco e várias esculturas de animais foram descobertas há alguns anos atrás numa outra gruta. Mas, até agora, os artefactos eram raros e não estavam datados com precisão suficiente para suportar teorias mais vastas sobre o início de uma tradição musical. Os primeiros indícios sólidos de instrumentos musicais vieram de França e da Áustria, mas a sua datação é muito mais recente do que 30 mil anos.

A equipa de arqueólogos, liderada por Nicholas J. Conard, da Universidade de Tübingen, na Alemanha, acreditam que esta descoberta demonstra a existência de uma bem estabelecida tradição musical no momento em que os seres humanos modernos colonizaram a Europa.

A datação por carbono 14 indica data anterior a 30 mil anos mas não é muito precisa. Por isso, vários materiais associados à descoberta foram testados em dois laboratórios independentes – em Inglaterra e na Alemanha – sendo utilizados métodos diferentes. Os cientistas chegaram a uma conclusão semelhante – a flauta tem pelo menos 35 mil anos. Nicholas J. Conard acredita mesmo que deverá ter perto de 40 mil anos e provavelmente data da colonização daquela região. Nos sedimentos em que se encontravam as flautas estavam também objectos líticos e artefactos de marfim, bem como lascas de pedras e ossos de animais capturados.

Tudo indica que este local foi habitado logo no início da colonização da Europa pelo homo sapiens sapiens entre 40 mil e 10 mil anos antes do homem de Neandertal, nativo daquela zona, se extinguir. Ao contrário do ser humano moderno, não existe nenhuma evidência de que os Neandertais tivessem uma cultura musical.

A característica mais significativa deste artefacto é o material de que é feito: uma cavidade óssea de um grifo. De resto, não é raro encontrar esqueletos de grifo nestas cavernas. A flauta tem 21,6 centímetros e está praticamente completa, inclui mesmo a extremidade onde se sopra. Faltam, contudo, 5 centímetros correspondentes à extremidade inferior.

Já em 2004, o investigador tinha descoberto uma flauta de marfim de 17 centímetros com três orifícios na gruta Geissenklösterle também perto de Ulm. Friedrich Seeberger, de uma empresa alemã especializada em música antiga, reproduziu em madeira esta flauta de marfim. Nas experiências com a réplica, descobriu que a antiga flauta produzia uma série de notas comparáveis às flautas modernas. Não foi ainda feita uma réplica da actual descoberta, mas os arqueólogos acreditam que pelas suas características terá ainda uma gama maior de possibilidades harmónicas.

Os arqueólogos sugerem que a música naquela época poderia ter contribuído para a manutenção de grandes redes sociais e talvez tenha ajudado a facilitar a expansão demográfica e territorial do homem moderno.


Fonte: (25 Jun 2009). Ciência Hoje: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=32758&op=all

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por noticiasdearqueologia às 00:54


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