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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

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Sexta-feira, 08.05.09

Almargem acusa obras de descaracterizarem Sé de Faro

Associação diz que obras de restauro estão a ser feitas «fruto de um improviso» e que têm falta de coerência. Diocese do Algarve refuta acusações e garante que Igespar está a acompanhar os trabalhos.


O que deveria ser uma simples obra de restauro da Sé de Faro está a causar polémica. O Departamento de Arqueologia e Património da associação Almargem acusa as intervenções que estão a ser feitas no edifício com 800 anos de estarem a descaracterizá-lo.


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As obras de substituição de rebocos, cornijas e pavimentos estão a ser feitas, segundo garante a associação, com cimento, cal hidráulica e areia, ao invés de utilizarem cal aérea, gesso e areia, como seria adequado.

«Estas alterações estão a ser feitas fruto de um improviso, e existe falta de coerência», acusa Fernando Nogueira, membro da Almargem.

Fernando Silva Grade, também ele membro da associação, foi quem alertou para a situação e, depois de contactar a Direcção Regional de Cultura, que lhe terá dado «respostas evasivas», levou o caso à Assembleia Municipal de Faro.

«Os partidos mostraram-se perplexos e mostraram a preocupação com o caso», garante.

O artista plástico considera que, «se este é um caso de reabilitação do património, está muito mal», considerando a situação como «escandalosa». «Não é um pormenor, é uma situação óbvia. Está a ser feito um reboco completamente diferente, moderno», acusa.

Segundo a Almargem, também «as cornijas existentes estão a ser substituídas por outras de forma completamente dissonante em termos de perfil e aspecto», enquanto alguns pavimentos estão a ser substituídos utilizando ladrilho inadequado e, após a substituição dos rebocos existentes, estão a ser deixadas partes da estrutura com pedra à vista, conferindo alterações no aspecto plástico final da fachada.

Além da descaracterização do edifício, que Fernando Silva Grade diz ter «uma tendência de pastiche, que faz com que um edifício de 800 anos perca o seu carácter», também a estrutura poderá vir a sofrer danos com a colocação de cimento, acusa a Almargem.

«A grande diferença é que a argamassa original é permeável, enquanto a argamassa bastarda que está a ser empregue é impermeável e mais resistente e, quando se deteriora, dada a sua resistência, danifica a base onde se encontra aplicada».

O «barlavento» contactou a Diocese do Algarve, responsável pelas obras. O padre Miguel Neto, do departamento de comunicação, garantiu que «o Igespar – Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico está a acompanhar e a vistoriar a obra, que está a ser feita de acordo com os critérios do instituto».

A Diocese nega ainda que esteja a ser utilizado cimento, apesar de haver sacos de cimento à vista no local da obra, como o «barlavento» constatou. «Para a obra está a ser utilizada cal hidráulica e tinta de silicatos. Cimento não».

Miguel Neto considera ainda a posição da Almargem inadequada. «A Sé está a ser restaurada. Os senhores da associação deviam era preocupar-se com outras igrejas que também são património, que se estão a degradar e em relação aos quais ninguém faz nada, como a Sé de Silves, por exemplo».


Fonte: Nuno Costa (7 Mai 2009). O Barlavento, on line: http://www.barlavento.online.pt/index.php/noticia?id=32869

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por noticiasdearqueologia às 23:48

Sábado, 01.12.07

Faro: Autarquia avança para remodelação e ampliação do Museu Municipal

A Câmara Municipal de Faro vai promover uma avaliação prévia para caracterizar o potencial arqueológico do subsolo da área do Museu Municipal, no âmbito do projecto de remodelação e ampliação da estrutura.
A execução do projecto num terreno situado no centro histórico da cidade apresenta, segundo informa a edilidade em comunicado, “riscos de impacte arqueológico, uma vez que afecta directamente o subsolo”.


Museu de Faro vai ser remodelado



Tendo em conta “a natureza da obra e o potencial arqueológico da área, inserida numa zona de extrema sensibilidade arqueológica”, a câmara entendeu como necessário “proceder a uma avaliação prévia para caracterizar os vestígios arqueológicos do local”.
A localização dos trabalhos de sondagem – a decorrer até final do primeiro semestre de 2008 – “será articulada com os elementos histórico-arqueológicos disponíveis, nomeadamente cartografia antiga e escavações anteriores realizadas na zona”.
O Serviço de Arqueologia Municipal realizou em 2001 as primeiras sondagens de minimização de impacto, cujos resultados contribuíram para o enriquecimento da história da cidade e permitiram uma leitura do local desde o século IV a.C. até ao século XX.
O projecto de remodelação e ampliação do Museu Municipal de Faro, aprovado há cerca de um ano em reunião de câmara, assenta, de acordo com a autarquia, em quatro eixos-base: revitalização urbana; valorização patrimonial (móvel e imóvel), acessibilidade cultural e criação de novos públicos.


In: (30 Nov 2007). Região Sul: http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=79332

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por noticiasdearqueologia às 00:24

Quinta-feira, 15.11.07

Faro: Descoberta sepultura romana com cerca de 2.000 anos

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Sondagens arqueológicas em busca dos


romanos no Largo das Mouras Velhas


Uma sepultura romana com cerca de dois mil anos foi descoberta esta manhã num largo situado no centro de Faro quando se procediam a obras de requalificação urbana, disse à Lusa fonte do município.


A sepultura, situada no Largo 25 de Abril, faz parte da antiga necrópole (cemitério) da cidade romana de Ossónoba, activo entre os séculos I e IV dC (depois de Cristo), que ocupa boa parte da actual baixa de Faro, disse à Lusa a directora do Museu Municipal da capital algarvia, Dália Paulo.
O túmulo, em pedra trabalhada, deverá ser retirado do local e exumado no início da próxima semana, mas os passos a dar agora deverão ser decididos numa reunião entre técnicos da Câmara e do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar).
Depois o sepulcro deverá ser estudado e fotografado, após o que passará a fazer parte do espólio do Museu Municipal de Faro.
O achado segue-se a outros que têm ocorrido pontualmente na zona da necrópole romana, que se situa entre a actual Pontinha e o Largo das Mouras Velhas, a oeste do Largo 25 de Abril.
Em Julho deste ano foram descobertas outras três sepulturas - dos séculos III e IV - no Largo das Mouras Velhas, durante as escavações arqueológicas que antecedem a construção de um parque de estacionamento subterrâneo, que ali terá lugar.
O maior achado ocorreu durante a construção da cave de um edifício entre o Largo 25 de Abril e o Largo da Pontinha, há cerca de três anos, que se consubstanciou em 87 sepulturas, disse à Lusa um especialista no local.
Curiosamente, observou, durante a construção do parque de estacionamento subterrâneo da Pontinha, a escassos metros daqueles edifícios, não foi descoberto qualquer túmulo.
Antes, em 1878, o arqueólogo Estácio Veiga descobriu no mesmo local 38 sepulturas e cerca de 60 anos mais tarde foi Abel Viana que escavou mais sete túmulos daquela necrópole, na Rua D. João de Castro.
Estendendo-se no triângulo definido pela Vila Adentro (cidade velha), zona ribeirinha e Largo das Mouras Velhas, a cidade de Ossónoba era a mais importante do sul lusitano entre Cadiz e Lisboa (Olissipo).


In: Hugo Rodrigues (15 Nov 2007). Barlavento, on line / Lusa:


http://www.barlavento.online.pt/index.php/noticia?id=19669

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por noticiasdearqueologia às 23:21

Segunda-feira, 01.10.07

Museus de Albufeira, Tavira, Faro e Portimão ganham candidaturas para livro e jogo pedagógico


O Museu Municipal de Arqueologia de Albufeira apresentou duas candidaturas em conjunto com os museus da região que integram a Rede Portuguesa de Museus: Museu Municipal de Tavira, Museu Municipal de Faro e Museu Municipal de Portimão.

Uma das candidaturas consiste na edição de uma publicação bilingue (em português e inglês) sobre os quatro museus: “Quatro Museus do Algarve, Quatro Edifícios com História”, com vista à promoção e divulgação das referidas instituições museológicas.
A segunda candidatura, intitulada “Caixa – Viagem pelas histórias do Algarve”, é um recurso educativo (jogo pedagógico) sobre o Algarve, que permitirá uma diversificação na oferta educativa dos museus envolvidos.
O júri do Programa de Apoio a Museus da Rede Portuguesa de Museus – ProMuseus – deliberou aprovar ambas as candidaturas, com a atribuição máxima do financiamento (50% do valor total).

In: Elisabete Rodrigues (29 Set 2007). O Barlavento, on line:

http://www.barlavento.online.pt/index.php/noticia?id=18588&tnid=5

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por noticiasdearqueologia às 23:39


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