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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

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Quarta-feira, 22.10.08

Continuam por decifrar as inscrições da lápide com a mais antiga escrita da Península Ibérica

foto noticia


O significado das inscrições na lápide funerária encontrada em Almodôvar ainda não foi decifrado pelos arqueólogos, mas a descoberta é considerada um “grande contributo” para desvendar os mistérios da Escrita do Sudoeste.


Na peça – denominada Estela das Mesas de Castelinho -, encontrada no início de Setembro durante a campanha arqueológica que decorreu na estação com o mesmo nome, em Almodôvar (Beja), reside a maior inscrição daquele tipo de escrita até agora encontrada na Península Ibérica.

Supõe-se que a lápide tumular, característica de algumas regiões do Sul de Portugal e Espanha e encontrada praticamente intacta por uma equipa de arqueólogos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, date de há cerca de 2.500 anos, altura que coincide com a primeira Idade do Ferro.

“Nós conseguimos ler os textos, o problema reside em saber o seu significado concreto”, afirmou o arqueólogo Amílcar Guerra, coordenador das escavações levadas a cabo na estação situada na freguesia de Santa Clara-a-Nova, onde foi localizada a peça.

É que apesar da área gravada ser muito extensa – ao contrário de peças achadas anteriormente, que estavam muito fragmentadas -, uma das dificuldades na descodificação do significado do texto deve-se ao facto deste ser contínuo e de não haver separadores entre as palavras.

Segundo aquele investigador, não é com este achado que se vai encontrar a solução para o problema da interpretação dos textos em si, embora a extensão das inscrições seja considerada um “grande contributo” para se poder ir “mais além”.

Amílcar Guerra falava no Museu da Escrita do Sudoeste, na vila alentejana de Almodôvar, durante a apresentação pública da lápide, cujas inscrições estão gravadas naquela que é considerada a mais antiga escrita da Península Ibérica.

Pensa-se que as estelas funerárias fossem colocadas nos túmulos de pessoas mais abastadas, já que na Idade do Ferro eram escassos aqueles que sabiam ler e escrever, pelo que seria necessária disponibilidade financeira para mandar fazer as inscrições, explicou o investigador.

Segundo Amílcar Guerra, a equipa de arqueólogos que se tem dedicado a desvendar os mistérios da Escrita do Sudoeste já conseguiu identificar nas inscrições gravadas em diferentes peças, cerca de uma dezena de nomes de pessoas.

A utilização deste tipo de escrita abrangeu os povos que habitaram durante a primeira Idade do Ferro as regiões do Baixo Alentejo, Algarve, Andaluzia Ocidental e Sul da Estremadura.

No museu dedicado à Escrita do Sudoeste, inaugurado há um ano em Almodôvar, estão expostas cerca de um quarto (vinte) das estelas encontradas em Portugal e uma boa parte das mais significativas, segundo o arqueólogo que lidera as escavações.

Os investigadores já conseguiram descodificar em vários exemplares uma sequência repetida com frequência, que se pensa ser uma fórmula funerária equivalente a “Aqui Jaz” ou “Aqui está Sepultado”.

Na peça encontrada há um mês estão presentes cerca de noventa caracteres, sendo que apenas dois ou três são difíceis de identificar, acrescenta o arqueólogo, que realça as semelhanças entre esta escrita e a Fenícia.

Fonte: (10 Out 2008). Lusa / Algarve Press:  http://www.algarvepress.net/conteudo.php?menu=-1&cat=Cultura&scat=Evento&id=2769

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por noticiasdearqueologia às 22:15

Sexta-feira, 19.09.08

Descoberta perto de Almodôvar a mais extensa inscrição em escrita do sudoeste

Investigadores classificam o achado como "excepcional", sublinhando

que os 86 caracteres decifráveis da estela funerária agora descoberta

poderão permitir reconstituir o seu texto

Uma equipa da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa descobriu

na última sexta-feira, na estação arqueológica da Mesas do Castelinho,

em Santa Clara-a-Nova, no concelho alentejano de Almodôvar, uma estela

funerária em xisto datada da primeira Idade do Ferro, situada entre os

séculos VIII e V a.C.

O arqueólogo Rui Cortês disse ao PÚBLICO que o vestígio arqueológico

agora descoberto é de "excepcional importância", por se encontrar

intacto e por apresentar um total de 86 caracteres que abrem as portas

para que a chamada "escrita do Sudoeste" venha a ser decifrada.

A estela funerária não se encontrava numa necrópole e foi descoberta

por mero acaso pelos arqueólogos envolvidos em mais uma campanha de

escavações na Mesa do Castelinho, numa zona já prospectada, numa rua

romana, com as inscrições viradas para baixo. Do conjunto das 16

estelas que se encontram depositadas no Museu da Escrita do Sudoeste

de Almodôvar (ver caixa), a que acaba de ser descoberta "é um exemplar

muito vistoso e apelativo e com um texto enorme".

A estela de maior relevo anteriormente descoberta num território da

serra do Caldeirão que abrange parte do Baixo Alentejo e do Algarve,

conhecida com Estela de S. Martinho, apresenta 60 caracteres

epigrafados e também foi descoberta por acaso. O achado foi feito

durante os trabalhos de escavação para a instalação de um tanque de

água num local onde não havia mais pedras.

A pedra encontrada ficou então abandonada até que o proprietário do

terreno revelou a Rui Cortês, na sequência de um trabalho de

investigação que o arqueólogo efectuava em Silves, que tinha em

determinado sítio uma pedra "com letras".

A "escrita do Sudoeste", também conhecida como tartéssica, "é a mais

antiga da Península Ibérica e uma das mais antigas da Europa", explica

o arqueólogo. Na sua origem encontra-se a influência fenícia nos

tartessos, nome pelo qual os gregos conheciam a primeira civilização

do Ocidente, que se terá desenvolvido nas actuais regiões da Andaluzia

espanhola e do Baixo Alentejo e Algarve.

Tal como a maior parte das outras escritas paleo-hispânicas, à

excepção do alfabeto greco-ibérico, a escrita tartéssica apresenta

signos que representam consoantes e vogais, como os alfabetos, e

signos que representam sílabas, como os silabários.

A sua utilização é conhecida entre os séculos VIII e V a.C. no

Sudoeste da Península Ibérica e envolveu os povos que habitaram,

durante a primeira Idade do Ferro, as regiões do Baixo Alentejo,

Algarve, Andaluzia ocidental e Sul da Estremadura (estas duas últimas

no actual território espanhol). A escrita dos tartessos, que receberam

influências culturais de egípcios e fenícios, é distinta das dos povos

vizinhos, é mais complexa e permanece indecifrável até à actualidade.

Os seus textos apresentam-se quase sempre da direita para a esquerda

sobre estelas. O achado agora descoberto vai ficar exposto no Museu da

Escrita do Sudoeste de Almodôvar a partir do dia 25 deste mês.

A Câmara de Almodôvar abriu ao público em Setembro de 2007, no antigo

cineteatro municipal, um museu onde estão expostos os vestígios de uma

das maiores e mais importantes concentrações de "escrita do Sudoeste"

da Península Ibérica. O novo espaço museológico apresenta um espólio

de 16 estelas achadas no concelho de Almodôvar. Ao todo, conhecem-se

75 exemplares deste géneros em território português e 90 na Península

Ibérica. As estelas funerárias ali exibidas são pedras tumulares de

xisto com inscrições da Idade do Ferro.

Fonte: Carlos Dias (15 Set 2008). Público:

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por noticiasdearqueologia às 22:20

Sábado, 20.10.07

Património: Museu da Escrita do Sudoeste abre sexta-feira em Almodôvar

Uma estela funerária com uma das maiores inscrições da escrita tartéssica é um dos tesouros do museu que será inaugurado sexta-feira em Almodôvar (Beja), para desvendar achados epigrafados com a mais antiga escrita da Península Ibérica.


Após uma sessão solene, às 15:00, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, a cerimónia de inauguração do Museu da Escrita do Sudoeste, como também é conhecida a escrita tartéssica, está agendada para as 16:00 e vai ser presidida pela ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima.

Foto



Criado pelo município de Almodôvar no edifício do antigo Cine-Teatro Municipal, no centro histórico da vila, o museu abriu provisoriamente no fim-de-semana de 18 e 19 de Setembro, durante as Jornadas Europeias do Património, voltando a encerrar até à inauguração oficial, sexta-feira.
O arqueólogo e coordenador científico do projecto, Amílcar Guerra, explicou à agência Lusa que o núcleo museológico vai "expor alguns dos mais importantes achados arqueológicos epigrafados com caracteres da Escrita do Sudoeste".
Trata-se sobretudo de estelas funerárias, ou seja, colunas tumulares em pedra de xisto, nas quais os antigos faziam inscrições e eram colocadas ao alto nas sepulturas.
A instalação do museu em Almodôvar, segundo o arqueólogo, justifica-se "plenamente", porque este concelho "é uma das áreas da Península Ibérica com uma das maiores e das mais importantes concentrações" daqueles achados.
O museu, que abre com 20 peças, inclui um espólio permanente de 16 estelas achadas no núcleo arqueológico de Almodôvar.
Este espólio, acrescentou, "deverá ser variado com a exposição de outras estelas descobertas fora do núcleo de Almodôvar, que são também muito interessantes e diversificadas".
As 16 estelas epigrafadas com Escrita do Sudoeste achadas no concelho de Almodôvar fazem parte das 75 estelas descobertas em território português e de um total de 90 conhecidas na Península Ibérica.
Entre o espólio inicial do museu, Amílcar Guerra destacou a Estela de São Martinho, achada no sítio arqueológico com o mesmo nome na freguesia de São Marcos da Serra, no concelho algarvio de Silves.
"É uma estela notável, não apenas pelas suas dimensões, mas especialmente pela extensão do seu texto, com cerca de 60 signos identificados, o que permite considerá-la uma das inscrições mais extensas de escrita tartéssica", precisou.
Em termos de interesse científico, o arqueólogo destacou ainda a Estela da Abóbada, achada no sítio arqueológico com o mesmo nome na freguesia de Gomes Aires, em Almodôvar.
"É uma estela particularmente interessante e fora do comum por ser uma das poucas com figuras", salientou, frisando tratar-se de "um exemplo ilustrativo do interesse da escrita tartéssica".
A Escrita do Sudoeste ou Tartéssica, da I Idade do Ferro no Sul de Espanha e Portugal, foi desenvolvida pelos Tartessos, o nome pelo qual os gregos conheciam a primeira civilização do Ocidente, que se terá desenvolvido nas zonas das actuais regiões da Andaluzia espanhola e Baixo Alentejo e Algarve.
A escrita dos Tartessos, que tiveram influências culturais de Egípcios e Fenícios, explicou Amílcar Guerra, "é distinta das dos povos vizinhos, complexa e permanece indecifrável até à actualidade".

In: (17 Out 2007). O Barlavento, on line:http://www.barlavento.online.pt/index.php/noticia?id=19041&tnid=5


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por noticiasdearqueologia às 00:26

Domingo, 23.09.07

ALMODÔVAR: Abertura de novo museu no Alentejo

A abertura de um museu dedicado à mais antiga escrita da Península Ibérica, visitas guiadas a monumentos, concertos, conversas e exposições vão marcar o "diálogo" dos alentejanos com o património, entre 28 e 30 deste mês.

As iniciativas são os "contributos" de 14 municípios do Alentejo para as Jornadas Europeias do Património (JEP), que se realizam em todo o país, centradas no tema "Património em Diálogo", para sensibilizar os povos para a importância da salvaguarda dos monumentos.


O Museu da Escrita do Sudoeste abre dia 29, em Almodôvar (Beja), para desvendar achados epigrafados com a mais antiga escrita da Península Ibérica, como uma estela funerária com uma das maiores inscrições da também conhecida como escrita tartéssica.


(cont.) In: (21 Set 2007). RTP: http://www.rtp.pt/index.php?article=299096&visual=16 

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por noticiasdearqueologia às 00:06


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