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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

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Terça-feira, 31.08.10

Ocupação romana no Castelo

Escavações arqueológicas em Crestuma revelam construções.

O desvendar do enigma do castelo de Crestuma, que vive na memória lendária da freguesia de Gaia, está mais perto. As escavações arqueológicas no Parque do Castelo, que terminam depois de amanhã, confirmam a ocupação romana daquele local.



A equipa de arqueólogos, coordenados por Gonçalves Guimarães e António Manuel Silva e patrocinados pelo Parque Biológico de Gaia, descobriram uma grande quantidade e variedade de vestígios, nomeadamente pedaços de cerâmica, oriunda da Fóssia, vidro romano, bocados de telhas, pedras trabalhadas e alinhamentos de construções antigas.


Os especialistas escavaram numa área no alto do parque do Castelo (na cota mais alta do cabeço) e na praia de Favaios, junto ao Douro.


Embora o espólio encontrado tenha de ser tratado durante os próximos meses pelos arqueólogos tarefeiros que prestam serviço no Solar Condes de Resende, já é possível confirmar que, de facto, existiu uma construção (uma espécie de fortificação romana) no alto do Castelo que teria como função o controlo das travessias do Douro. Certo é que esta campanha (à qual deverão seguir-se outras) prova a importância e o valor da estação arqueológica do Castelo de Crestuma na história do Vale do Douro nos períodos tardo-romano e altimediévico até à Idade Média.


O Parque Biológico de Gaia dá conta de que foram encontrados, ainda, vestígios romanos de grande porte que poderão estar relacionados com uma estrutura portuária e que toda a área do monte do lugar do Castelo acolheu construções no passado. “Tudo indica que terá sido ocupada ao longo de várias épocas”, especificou, ao JN, Nuno Gomes Oliveira, presidente da Empresa Municipal do Parque Biológico de Gaia.


Os alinhamentos de construções, descobertos no subsolo do Parque do Castelo, continuarão à vista. Para que os utentes possam compreender as descobertas, será colocada informação que incluirá uma planta muito sumária do núcleo de construções que terá existido naquele local, especifica Nuno Gomes Oliveira.


Após o trabalho de laboratório no Solar Condes de Resende, será desenvolvido um estudo científico sobre o lugar do Castelo, em Crestuma, nas áreas de arqueologia, geomorfologia, arqueobotânica, entre outras ciências.


Fonte: Carla Sofia Luz (24 Ago 2010). Jornal de Notícias:  http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Vila%20Nova%20de%20Gaia&Option=Interior&content_id=1647676



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por noticiasdearqueologia às 13:37

Terça-feira, 18.08.09

Águas do Algarve deu um vizinho do século XXI ao Castelo de Aljezur

O Castelo de Aljezur, que já carrega séculos de história, tem agora um novo vizinho, construído pela empresa Águas do Algarve, numa obra que causou o descontentamento da Associação de Defesa do Património de Aljezur.


«É uma obra do século XXI, feita no perímetro de influência do Castelo, que nada tem a ver com o monumento», explicou ao «barlavento» José Marreiros, presidente da associação.

Este responsável garante mesmo que, durante a obra, foi aberta uma vala com uma máquina, «onde ficaram à vista vestígios arqueológicos», aos quais não foi dada a devida importância.


Foto


«Para evitar mais prejuízos, pedimos para deslocar essas terras para junto da Escola em Aljezur, onde funciona o Clube de Arqueologia», revelou ainda.

Acabou por ser o presidente da Câmara Manuel Marreiros a enviar um camião para transportar as terras. Quando as aulas abrirem, pelo menos os alunos membros do Clube de Arqueologia terão com que se entreter.

Os vestígios que terão sido encontrados durante a abertura da vala são «provavelmente da Idade do Ferro» e há também «cerâmicas islâmicas, segundo um arqueólogo a quem nós pedimos a opinião», explicou ainda o presidente da Associação de Defesa do Património.

Contactada pelo «barlavento», a porta-voz da Águas do Algarve rejeitou que tivessem sido encontrados quaisquer vestígios. «Tivemos uma equipa da empresa Nova Arqueologia a acompanhar a obra e nunca foi encontrado nada. Se tivesse sido encontrado algum vestígio, teríamos parado a obra de imediato», garantiu.

Por outro lado, quanto ao pequeno edifício construído para albergar um ponto de entrega do sistema multimunicipal de abastecimento de água a Aljezur, ainda pode haver soluções para atenuar a descaracterização do local, evidente aos olhos de quem visita e passa pelo Castelo.

«Já tivemos conhecimento das opiniões das associações», mas a obra está «aprovada pela Câmara e pelo Igespar». A única solução «para atenuar o impacto visual é revestir a construção a pedra», disse a porta-voz das Águas do Algarve.

É que o pequeno edifício fica situado a pouco mais de dez metros das muralhas do castelo, numa zona que servia de estacionamento.

No entanto, José Marreiros acredita que a melhor opção é «construir, em frente à nova casa, um mural que esteja enquadrado com o Castelo. Seria o ideal, porque taparia uma obra feia e que é do século XXI».

O mural, defendeu, teria de ser feito por «artistas plásticos, mas teria também que estar em concordância com a história do Castelo, podendo vir até a atrair mais visitantes», acrescentou.

O «barlavento» tentou, até ao fecho desta edição, na terça-feira, contactar a Direcção Regional da Cultura do Algarve, mas tal não foi possível.

Este é o organismo responsável pelo Castelo, enquanto monumento nacional, mas, segundo José Marreiros, desde que começaram as obras das Águas do Algarve, e apesar dos insistentes pedidos da associação, nunca nenhum técnico daquela entidade se deslocou até Aljezur.


Fonte: ana sofia varela (16 Ago 2009). O Barlavento, on line: http://www.barlavento.online.pt/index.php/noticia?id=35378

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por noticiasdearqueologia às 23:07

Sexta-feira, 27.03.09

Protocolo assegura obras no Castelo de Abrantes

A Câmara Municipal de Abrantes assinou um protocolo de colaboração com a Direcção Regional de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo (DRC-LVT) para a realização de obras no troço da muralha do castelo que está em risco de ruína eminente. A Câmara será a dona da obra, e já assinou o contrato de adjudicação para a primeira fase, o escoramento do troço da muralha onde foram descobertas fissuras, uma intervenção classificada de “urgente”.

Numa segunda fase, a elaboração do projecto de reconstrução da muralha e o acompanhamento técnico dos trabalhos serão assegurados pela DRC-LVT. A cedência num troço da muralha foi detectada há cerca de dois meses pelo arqueólogo municipal. Na semana passada, e depois de uma visita ao local, os técnicos da autarquia isolaram de imediato a zona para eliminar o risco de acidentes.

A autarquia acordou com a DRC dividir as despesas de investimento inicial, que se cifram em 80 mil euros.


Fonte: (20 Mar 2009). O Ribatejo: http://www.oribatejo.pt/index.php?lop=conteudo&op=e4da3b7fbbce2345d7772b0674a318d5&id=acdf41d32cf1b09427f1cd18ac660b6e&drops[drop_edicao]=0

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por noticiasdearqueologia às 23:29

Domingo, 28.12.08

Protocolo assegura obras no Castelo de Abrantes

A Câmara Municipal de Abrantes assinou um protocolo de colaboração com a Direcção Regional de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo (DRC-LVT) para a realização de obras no troço da muralha do castelo que está em risco de ruína eminente. A Câmara será a dona da obra, e já assinou o contrato de adjudicação para a primeira fase, o escoramento do troço da muralha onde foram descobertas fissuras, uma intervenção classificada de “urgente”.

Numa segunda fase, a elaboração do projecto de reconstrução da muralha e o acompanhamento técnico dos trabalhos serão assegurados pela DRC-LVT. A cedência num troço da muralha foi detectada há cerca de dois meses pelo arqueólogo municipal. Na semana passada, e depois de uma visita ao local, os técnicos da autarquia isolaram de imediato a zona para eliminar o risco de acidentes.

A autarquia acordou com a DRC dividir as despesas de investimento inicial, que se cifram em 80 mil euros.


Fonte: (19 Dez 2008). O Ribatejo: http://www.oribatejo.pt/index.php?lop=conteudo&op=e4da3b7fbbce2345d7772b0674a318d5&id=acdf41d32cf1b09427f1cd18ac660b6e&drops[drop_edicao]=0

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por noticiasdearqueologia às 22:43

Sábado, 15.03.08

Recuperação do castelo e muralhas de Serpa custa 1,5 ME, suportados pela Câmara

O castelo e as muralhas da cidade alentejana de Serpa (Beja), classificadas como Monumento Nacional, vão receber obras de beneficiação num investimento de 1,5 milhões de euros, suportados pelo município local, disse hoje à agência Lusa fonte da autarquia.

O avanço das obras está previsto num protocolo de colaboração que será celebrado segunda-feira entre a Câmara Municipal de Serpa e o Ministério da Cultura.

Além da beneficiação e valorização do castelo e das muralhas, o projecto prevê ainda a reabilitação do Museu Municipal de Arqueologia, instalado na antiga casa do governador na Praça de Armas do castelo.


De acordo com a mesma fonte, o município compromete-se a custear o valor de 1,5 milhões de euros, enquanto ao Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) cabe coordenar e elaborar e acompanhar os projectos.


O protocolo, que será assinado segunda-feira de manhã nos Paços do Concelho de Serpa, prevê a conclusão das obras em 2001, indicou a fonte.


O município alentejano considera que se reveste de "capital interesse para o desenvolvimento sustentado da cidade" a recuperação do castelo e das muralhas da cidade, além da requalificação do museu.


Os projectos articulam-se entre si, tendo em vista, segundo a autarquia, soluções integradas que potenciem a valorização do património e a realização de actividades artísticas e culturais.


O Museu Municipal de Arqueologia, instalado no castelo, irá ser transformado num museu aberto, que abrangerá outros espaços interiores e exteriores na periferia da alcáçova.


Desta forma, será criado um percurso expositivo que proporcionará a fruição de peças, de locais historicamente significativos e de espaços públicos.


Fonte: (12 Mar 2008). Lusa/Fim / RTP: http://www.rtp.pt/index.php?article=332644&visual=26

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por noticiasdearqueologia às 22:07

Quarta-feira, 05.09.07

Escavações arqueológicas em Celorico da Beira


 Desde o passado dia 20 de Agosto encontra-se a decorrer a segunda campanha de escavações arqueológicas, no sítio arqueológico da Soida, que se estenderá até ao dia 9 de Setembro sob a direcção da Professora Catarina Tente da Universidade Nova de Lisboa.



Os trabalhos que se encontram a decorrer pretendem dar continuidade aos trabalhos realizados no ano transacto quando foi identificado o risco de destruição do sítio arqueológico por veículos de todo terreno que por ali costumam circular.


Em 2006 o agora extinto IPA (Instituto Português de Arqueologia) procedeu a realização das primeiras sondagens arqueológicas com o objectivo de preservar e salvaguardar o registo arqueológico do local, os primeiros resultados evidenciaram a presença de um Povoado da Alta Idade Média (sécs. VI a X).


As particularidades deste povoado e a sua cronologia de ocupação levaram a Dra. Catarina Tente, especialista neste período histórico a prolongar a investigação no local com o objectivo de compreender que tipo de habitat aqui se estabeleceu e qual o motivo de fixação de populações neste local. Inserido no seu projecto de doutoramento denominado “O Alto Mondego na Alta Idade Média”, os resultados das escavações podem ajudar a compreender a forma como se geriu a ocupação do território antes da fundação de Portugal nesta região.


Os trabalhos de escavação que se encontram a decorrer a bom ritmo, contam com a participação de estudantes do curso de Arqueologia da Universidade Nova de Lisboa e com o apoio algumas instituições como a Fundação de Ciência e Tecnologia, Município de Celorico da Beira e Junta de Freguesia da Rapa.


N: (04 Set 2007). Diário da Guarda:  


http://www.diariodaguarda.com/modules.php?p=modload&name=PagEd&file=index&topic_id=3&page_id=669


Notícia relacionada: http://www.jornalaguarda.com/index.asp?idEdicao=214&id=9480&idSeccao=2457&Action=noticia

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por noticiasdearqueologia às 00:50

Terça-feira, 07.08.07

Castelo de Alter do Chão está a ser adaptado a unidade museológica


 O castelo de Alter do Chão, monumento nacional é o mais emblemático da vila alentejana do distrito de Portalegre, está a ser adaptado a unidade museológica, num investimento de 900 mil euros, disse hoje fonte do município. A vereadora da cultura do município, Ana Mafalda Sadio, adiantou à agência Lusa que a autarquia apresentou o projecto de adaptação do castelo de Alter do Chão a unidade museológica" ao Programa Operacional da Cultura, devido ao estado de degradação em que o monumento se encontrava.




O investimento para a requalificação do castelo, segundo a autarca, ronda os 900 mil euros, contando o município com uma comparticipação de 50 por cento através do POC. De acordo com a autarca, a Câmara Municipal de Alter do Chão e a Fundação da Casa de Bragança, proprietária do castelo, estabeleceram um acordo para o município efectuar as obras de requalificação do monumento e ter o seu usufruto e exploração durante 30 anos.


O castelo de Alter do Chão, mandado construir por D. Pedro I, no século XIV, está fechado há mais de duas décadas, devido ao seu estado de degradação.


O projecto, de acordo com a vereadora, prevê a criação de duas salas de exposições temporárias para mostras de obras de arte e outras manifestações artísticas.


Naquele espaço vai ser exposto o espólio histórico, arqueológico e artístico do concelho e poderão ser apreciados os trabalhos de artistas convidados.


O novo espaço será ainda composto de um Centro Interpretativo do Castelo, que vai incluir um variado leque de informação, sobretudo registos da sua história e arquitectura.


Haverá ainda um pátio interno, ajardinado, no rés-do-chão, que poderá vir a ser aproveitado para actividades culturais, e um elevador panorâmico, que transportará os visitantes para os diferentes pisos.


As obras de recuperação do monumento, que constituem a primeira fase do projecto, iniciaram-se, segundo a autarca, em Junho de 2006 e devem ficar concluídas até ao final deste ano. A autarca indicou que a segunda fase, a da montagem da unidade museológica, decorre depois, mas não adiantou a data prevista para a sua conclusão.


Lusa (6 Ago 2007): http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/04NM9bMuPx8jY8QuXiGAyQ.html


Foto: http://www.gt.estt.ipt.pt/techne%20on-line/castelosportugal/castelo%202.jpg 



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por noticiasdearqueologia às 14:47


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