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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

O Património é um bem comum... Preservá-lo só depende de cada um de nós...


Quinta-feira, 19.08.10

O maior depósito de marfim do país foi descoberto em Reguengos de Monsaraz


Mais de 300 elementos referentes a diversos objectos e animais.


Numerosas peças arqueológicas, de um realismo inédito e com 5500 anos, foram encontradas no Complexo dos Perdigões, em Reguengos de Monsaraz.





O que terá ocupado os 16 hectares do Complexo Arqueológico dos Perdigões, em Reguengos de Monsaraz, Évora, há 5500 anos? Um povoado ou um meeting point, parecido com o Stonehenge inglês? A resposta não é consensual, mas uma coisa é certa: o espaço reuniu muita gente, com conhecimentos astronómicos e técnicos avançados, e poderá ter funcionado como ponto de passagem para o comércio do marfim entre a Península Ibérica e o Norte de África.
As escavações mais recentes indicam que os dois sepulcros já estudados nos Perdigões têm o maior depósito de marfim do país. Os arqueólogos, que investigam o local desde 1997, registaram 300 elementos referentes a diversos objectos, sobretudo figuras de animais.
"Encontrámos estatuetas com um realismo notável, que reproduzem animais em tamanho pequeno, quando noutras comunidades predominava a arte esquemática", frisa António Valera, arqueólogo da ERA Arqueologia, a empresa responsável pelas escavações, em parceria com a empresa de vinhos Esporão. "A variedade destes animais é inédita em território nacional", sublinha. O passo seguinte é apurar a proveniência do marfim. Se for de origem indiana, comprova "a rede de contactos em que se integrava a Península Ibérica" no Calcolítico (3000 anos a.C.), disse o responsável, numa conferência, anteontem, em Lisboa.
O estudo dos rituais funerários daquela época está na base das escavações, desenvolvidas inicialmente numa zona de necrópole. Há três anos, os arqueólogos dedicaram-se aos fossos que delimitam o complexo. Nos dois locais encontraram ossadas humanas e animais, e nos últimos dias acharam esqueletos incinerados. "A diversidade na gestão da morte é uma das questões centrais para entender o que foi este local pré-histórico, ao longo dos 1500 anos em que esteve ocupado", diz Valera.
As pesquisas, em que participam investigadores de várias universidades internacionais, fornecem dados também sobre a organização social dos habitantes dos Perdigões. Por exemplo, para a escavação de cada um dos fossos, foi necessário retirar 55 toneladas de rocha. "Tudo isso escavado à mão ou apoiados com pedra, hastes e animais. Isso exige uma grande organização social e logística", explica Valera. Além disso, o complexo circular e com 500 metros de diâmetro está construído "com uma orientação astrológica e cosmológica". As portas, localizadas a nordeste e a sudeste, coincidem com os solstícios de Verão e de Inverno.

Uma escavação arqueológica fora do comum
A investigação em curso nos Perdigões pouco tem a ver com as escavações arqueológicas tradicionais. Este é um projecto de "arqueologia em construção", afirma Miguel Lago, administrador da Era Arqueologia. Qual a diferença? "Não queremos apresentar um trabalho final após a escavação, mas sim inserir a população no processo de interpretação à medida que vamos descobrindo novos elementos", explica.
A Era Arqueologia e a Esporão, empresa de vinhos que adquiriu a Herdade dos Perdigões em 1996, querem tirar partido do potencial cultural do complexo, promovendo visitas guiadas aos locais das escavações.
Para isso, João Roquette, presidente da Comissão Executiva da Esporão, está à procura de parceiros que financiem o projecto. A ideia é criar um "pacote" que inclua turismo, gastronomia e vinhos, tirando partido dos empreendimentos turísticos em construção na zona do Alqueva. O objectivo é avançar em breve, depois de uma análise dos investimentos e infra-estruturas necessárias, garantem os responsáveis.


Fonte: Marisa Soares (30 Ago 2010). Público: http://www.publico.pt/Local/o-maior-deposito-de-marfim-do-pais-foi-descoberto-em-reguengos-de-monsaraz_1449387



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por noticiasdearqueologia às 13:51

Quarta-feira, 14.07.10

Sabugal: Descoberto povoado do Calcolítico em Aldeia da Ponte

Arqueólogos da Câmara do Sabugal concluíram as escavações de um «importante» povoado do período do Calcolítico descoberto no sítio do Alto de Santa Bárbara, em Aldeia da Ponte, naquele concelho, disse hoje à Lusa fonte da autarquia.

 


Segundo Marcos Osório, coordenador do Gabinete de Arqueologia da Câmara do Sabugal, as prospeções arqueológicas realizadas entre fevereiro de 2009 e maio deste ano, no local onde vai ser construída uma moradia, revelaram um sítio arqueológico «muito importante na região».


 Segundo o responsável, a intervenção incidiu num terreno de 1 200 metros quadrados mas «ela corresponderá, muito provavelmente, a um décimo da área total do povoado», admitindo que «há muito mais para ser escavado naquele sítio».


Fonte: (30 Jun 2010). Diário Digital / Lusa: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=4&id_news=457840

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por noticiasdearqueologia às 12:55

Quinta-feira, 11.02.10

Arqueologia: Povoado de Porto Torrão é o maior do calcolítico achado em Portugal

O povoado de Porto Torrão, que está a ser escavado perto de Ferreira do Alentejo, é o maior do período calcolítico achado em Portugal e vai "revolucionar" e "reescrever" a pré-história do Baixo Alentejo, asseguram arqueólogos.



O sítio arqueológico, com cinco mil anos e uma área de cerca de 100 hectares "superior" à vila de Ferreira do Alentejo (Beja), "é o maior do calcolítico" em Portugal, disse à Agência Lusa a arqueóloga Ana Rodrigues.



As escavações no povoado, conhecido desde os anos 80 do século XX, começaram em 2008 através de uma intervenção de emergência para salvaguarda dos vestígios através de registo e graças a achados durante obras do Alqueva.


Fonte: (10 Fev 2010). Lusa/Visão. http://aeiou.visao.pt/arqueologia-povoado-de-porto-torrao-e-o-maior-do-calcolitico-achado-em-portugal=f547542

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por noticiasdearqueologia às 22:01

Quinta-feira, 09.10.08

Túmulo megalítico de Santa Rita revela hábitos com 4500 anos

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Filipe AntunesVer Fotos »


Túmulo megalítico de Santa Rita


Recentes sondagens arqueológicas permitiram recolha de materiais e ossos que vão agora ser estudados pela Universidade de Coimbra e permitirão desvendar mistérios da pré-historia no Algarve.


Foi construído por povos pré-históricos, há cerca de 4500 anos, mas a verdade é que já revela sinais de cuidados estéticos e até dá indícios da presença de alguma estratificação social.

Se os factos descritos por si só já são importantes para um livro, maior é o significado quando um túmulo megalítico com estas características está localizado em solo algarvio e se encontra em bom estado de conservação.

Descoberto há sete anos por uma equipa de arqueólogos, a dois passos da aldeia de Santa Rita (Vila Real de Santo António), o achado já foi alvo de duas campanhas de escavação, a última das quais terminou na semana passada e trouxe uma série de novos dados.

Depois de um primeiro trabalho de limpeza, entre Junho e Setembro de 2007, as sondagens iniciadas em Julho deste ano permitiram uma intervenção no interior da antiga sepultura, o que possibilitou a recolha de inúmeras ossadas.

Em declarações ao «barlavento», o responsável pela intervenção arqueológica Nuno Inácio explicou que os restos mortais vão agora ser investigados pelo departamento de antropologia da Universidade de Coimbra, prevendo-se que o seu estudo se prolongue durante um ano e meio.

Segundo Inácio, este trabalho vai permitir encontrar respostas para dúvidas que ainda subsistem, como seja a determinação do sexo dos cadáveres ou mesmo o tipo de doença com que terão padecido.

Enquanto a investigação laboratorial não começa, há pormenores que já puderam ser observados durante a fase de escavações e que dizem sobretudo respeito a ritos funerários e à forma como os restos mortais se encontravam dispostos na câmara interior do túmulo.

Sim, restos. É que, segundo Nuno Inácio, o antigo túmulo não se destinava ao enterro directo dos mortos, estimando-se que funcionasse mais como um ossário.

«Pensa-se que as pessoas eram primeiro enterradas ao ar livre e apenas quando os ossos secavam é que eram transferidos para parte mais ampla da câmara», explicou o também investigador da Universidade de Huelva, durante uma visita pública ao local das escavações, na passada semana.

No entanto, nem todos os habitantes da comunidade teriam acesso ao túmulo, uma vez que o número de ossadas encontrado foi reduzido, o que poderia indiciar algum tipo de estratificação social.

Uma particularidade que vem levantar novas questões, visto que este foi um monumento cuja construção exigiu o esforço de uma comunidade inteira, tendo sido realizado sem recurso a grande tecnologia.

«Trata-se de uma estrutura escavada praticamente à força de pedra, já que estas eram populações que não conheciam o ferro e possuíam conhecimentos muito superficiais sobre metais como o cobre», avançou Nuno Inácio.

Outra das curiosidades do achado histórico reside no facto de os materiais utilizados – arenitos, xistos e calcários – possuírem contrastes entre si, o que desde logo pode dar indícios de alguns cuidados estéticos.

Uma particularidade também visível junto de alguns dos ossos encontrados, que se faziam acompanhar por objectos do quotidiano.

«Eram populações que acreditavam na vida depois da morte e, por isso, eram colocados juntos aos ossos objectos como contas de colares, vasos de cerâmica ou mesmo lâminas de sílex», remata o responsável pela intervenção.


Fonte: Filipe Antunes: (5 Out 2008). O Barlavento, on line:  http://www.barlavento.online.pt/index.php/noticia?id=27447&tnid=5

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por noticiasdearqueologia às 21:16

Domingo, 20.04.08

Câmara de Portimão comemora Dia dos Monumentos permitindo entulhamento de sítio pré-histórico


A Câmara de Portimão «comemorou» o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios deixando o construtor de uma moradia entulhar um sítio pré-histórico classificado, em Alcalar, denunciaram os arqueólogos Rui Parreira e Elena Móran, autores de trabalhos de investigação sobre o Povoado Calcolítico de Alcalar.


Os investigadores consideram mesma esta uma «forma curiosa», de proteger a área envolvente de uma moradia em construção no perímetro do Povoado Calcolítico de Alcalar, cujo edital de classificação (proposta como Monumento Nacional, atendendo à relevância histórica deste património) foi recentemente publicitado, tal como o semanário «barlavento» deu conta na sua última edição.

Foto


O caso tem a ver com uma moradia que está a ser construída na zona, aproveitando a ruína de uma antiga casa rural.
A obra , situada em pleno povoado calcolítico de Alcalar, foi licenciada com apertadas condicionantes patrimoniais, que obrigavam a uma intervenção de arqueologia preventiva.
De tal forma que os antigos proprietários acabaram por vender o terreno, sem que o Instituto do Património ou a Câmara Municipal de Portimão se disponibilizassem a exercer o seu direito de preferência na aquisição.
Os novos proprietários promoveram a demolição da ruína da casa rural até à cota de soleira (sem escavação) e a nova construção foi levantada em aterrro (com o embasamento da construção coincidente com a construção antiga e apoiado sobre o seu antigo pavimento), com compactação mas sem alicerces escavados no terreno.
Sendo assim, a cota de soleira da nova moradia ficou cerca de 80 centímetros elevada em relação à anterior, sem causar danos para o património arqueológico, designadamente para as numerosas pré existências do 3º milénio antes de Cristo.
Segundo Rui Parreira e Elena Móran, estas operações foram efectuadas «com o devido acompanhamento arqueológico e mediante autorização concedida pela autarquia para que a cota de soleira da moradia e da área mais imediatamente envolvente pudesse ser alteada, mantendo a mesma implantação planimétrica».
Está igualmente assegurado que «as ligações das diversas infraestruturas às respectivas redes públicas se façam com o devido acompanhamento arqueológico».
Só que, numa recente reviravolta nestes procedimentos cautelares, os arqueólogos responsáveis pela investigações sistemáticas realizadas no sítio, constataram, «com surpresa e raiva», esta sexta-feira, 18 de Maio, Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, que o empreiteiro procedeu, durante a semana, à deposição de entulhos (terra, pedras, lixo...) sobre mais de metade da superfície da propriedade rural, numa área com cerca de 50 por 50 metros, «sem que nem a fiscalização, nem a área de património cultural da Autarquia tivessem impedido esta acção».
Os arqueólogos sublinham que «a ocultação da superfície do terreno por baixo de um espesso depósito de entulhos inviabiliza praticamente um futuro alargamento da área já escavada nesta parcela».
Mas, em contrapartida, «abre a possibilidade de os futuros usuários da nova moradia poderem implantar uma área agradavelmente ajardinada, sem quaisquer contingências do ponto de vista da arqueologia, dado que o espesso manto de entulhos lhes assegura a almejada tranquilidade relativamente aos «fundamentalistas» do património...»
«Curiosa forma de proteger o património arqueológico, perante a extraordinária inoperância, dos serviços autárquicos! Será falta de vontade? Ou é só desleixo?», interrogam ainda Rui Parreira e Elena Móran.
O local onde mais este atentado ao património se deu «vem sendo estudado sistematicamente desde há cerca de 11 anos» por uma equipa internacional de arqueólogos, com prospecções geofísicas, escavações e estudos especializados no campo das arqueociências.
Revelou «um vasto espaço habitacional directamente relacionado com a conhecida necrópole megalítica de Alcalar, cujos túmulos monumentais, dispondo já de um centro interpretativo, integra uma selecta e recentemente constituída rede europeia de sítios megalíticos, juntamente com Stonehenge, Avebury, os monumentos do Vale do Boinne (como Newgrange) e os alinhamentos de Carnac, entre outros», acrescentam os arqueólogos.
Uma importância internacional que tornam o entulhamento das estruturas arqueológicas feito na semana passada ainda mais grave.
O presidente da Câmara de Portimão Manuel da Luz cumpre hoje o seu segundo dia de «presidência aberta» na freguesia da Mexilhoeira Grande, onde se encontra o complexo megalítico de Alcalar.




Fonte: Rodrigues, Elisabete (19 Abr 2008). O Barlavento, on line: http://www.barlavento.online.pt/index.php/noticia?id=23624

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por noticiasdearqueologia às 13:40

Segunda-feira, 07.04.08

Tondela: Gravuras rupestres dadas a conhecer por caçador após 15 anos de segredo

 


Gravuras de arte rupestre, cuja origem se situará no Período do Calcolítico e Bronze Inicial, foram encontradas num eucaliptal de Vilar de Besteiros, concelho de Tondela, por um caçador, que as manteve em segredo durante 15 anos.




 As gravuras, que representarão o culto da fecundidade, só agora foram dadas a conhecer, depois de o caçador ter contado o seu segredo a um professor da Escola Secundária de Tondela, que desde há 20 anos se dedica à investigação do património megalítico.
Em mais um dia de caça, há 15 anos, António Ferreira passou no local onde já tinha estado várias vezes e decidiu sentar-se para descansar, no cimo de uma formação rochosa.
«Primeiro localizei um buraco maior, depois comecei a notar que havia mais aprofundamentos na rocha, levantei as pernas e vi mais», contou, acrescentando que, entusiasmado, se levantou, começou a limpar o musgo que cobria a rocha e viu «que fazia um conjunto».
«Apercebi-me de que poderia haver aqui uma coisa com bastante significado», recordou, enquanto apontava para as gravuras, entretanto já traçadas a giz, que mostram o que parecem ser duas serpentes, uma imagem feminina com um recém-nascido a sair-lhe do ventre e outra masculina a oferecer algo aos deuses.
No entanto, como não conhecia arqueólogos ou alguém que se dedicasse ao estudo destas matérias, achou que o melhor que podia fazer «era guardar em segredo», para que o local «não fosse visitado por vândalos que estragassem uma coisa que, aparentemente, tinha algum significado».
Revelou o segredo apenas a um filho seu, com receio de que lhe acontecesse alguma coisa e «não houvesse um herdeiro conhecedor deste achado», e visitava-o com muita frequência, para ter a certeza de que continuava intacto.
Até que, há poucos meses, Jorge Gomes, professor da Escola Secundária de Tondela, foi ao Centro de Ovinicultura do Tojal Mau, onde trabalhava, para saber informações sobre uma mamoa (monumento megalítico) que aí teria existido, a maior da Região Centro, destruída em 1961.
«Logo naquelas palavras percebi que o senhor professor era a pessoa certa para eu contar o segredo», disse António Ferreira, explicando que, após uma visita, o docente confirmou que se tratava de «um achado excepcional».
O que de imediato chamou a atenção a Jorge Gomes foi uma das serpentes - com a cabeça a terminar em «covinha» (cup-marks ou fossettes) - que simboliza a sexualidade e a fecundidade feminina.
Parte das gravuras já terá estalado devido ao calor e à chuva, mas, na sua opinião, o que resta deste exemplar de «arte naturalista» não deixa dúvidas.
«Estas gravuras representam o culto da fecundidade, pela posição das imagens», afirmou, esclarecendo que a imagem masculina supostamente estaria a oferecer aos deuses, em agradecimento pelo nascimento, um machado, que seria um dos objectos mais importantes da época.
No período do Calcolítico e Bronze Inicial, as pessoas continuavam a viver da pastorícia e da agricultura, mas começavam a aparecer os primeiros metais, como o cobre e o bronze, e, com eles, surgia a diferenciação social.
Além das «covinhas» nas cabeças das serpentes, há outras isoladas, que, «ainda que não haja unanimidade sobre o que representam, podem ser delimitações geográficas ou de santuários, de pontos onde se pode ir para zonas transcendentais».
O docente identificou o período em que terão sido feitas as gravuras, que foi recentemente confirmado por um especialista do Parque Arqueológico do Vale do Côa que visitou o local.
«Este tipo de imagem é extremamente raro neste período. Geralmente aparecem cenas de caça, de equitação, ligadas à agricultura, mas relativamente ao culto da fecundidade é extremamente raro», frisou.
Defende, por isso, que se trata de uma descoberta «extremamente importante não só em termos da arte da Europa Atlântica, como inclusive da arte galaico-portuguesa, também denominada noroeste peninsular».
Segundo Jorge Gomes, «este achado legitima e confirma o que os especialistas têm defendido: que estas civilizações davam uma importância extrema ao culto da fertilidade».
O estudioso considera que o local foi escolhido para fazer as gravuras pelo tipo de pedra, «extremamente fácil de trabalhar», e também por esta estar ligeiramente em declive e ter uma vegetação rasteira, com o Rio Dinha ao fundo.
«Poderia, eventualmente, servir para santuário devido à sua morfologia. E, inclusive, está direccionada para leste, ou nascente, o que prova, em parte, o culto solar», explicou, acrescentando que «as pessoas podiam ter acesso a estas gravuras, que seriam facilmente localizáveis nas primeiras horas do dia».
Jorge Gomes disse já ter feito algumas descobertas arqueológicas na região, como várias mamoas, mas nunca ter encontrado algo desta importância.
O achado já foi dado a conhecer aos serviços regionais do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) e à Câmara Municipal de Tondela, que prometeram preservá-lo e «fazer um estudo exaustivo ao local».
Até lá, António Ferreira e Jorge Gomes fazem questão de tapar o painel com folhas de eucalipto sempre que terminam a visita, temendo que os vândalos descubram o local, porque, como justifica o professor, «a população ainda não está inteiramente educada e não compreende o valor que (o achado) tem».

Fonte: (7 Mar 2008). Lusa / SOL: http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=87855



Notícia relacionada: Ana Filipa Rodrigues (28 Mar 2008). Jornal do Centro: http://www.jornaldocentro.pt/?lop=conteudo&op=dc912a253d1e9ba40e2c597ed2376640&id=37c77fc83549b5204e788fb979887c92

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por noticiasdearqueologia às 12:15

Sexta-feira, 28.03.08

Gravuras rupestres descobertas no concelho de Tondela

 É difícil acompanhar os passos apressados, mesmo até entusiasmados, do professor de história da Escola Secundária de Tondela, Jorge Humberto Gomes, enquanto este percorre parte dos caminhos isolados do Lugar de Fial, também conhecido como monte dos Fiais, na freguesia de Vilar de Besteiros. Dirige-se para junto do novo achado arqueológico do concelho, do qual teve conhecimento no início do ano, através de um caçador residente no concelho. "Trata-se da descoberta inédita de património arqueológico de gravuras rupestres", explica o professor, à medida que se embrenha no denso eucaliptal do Lugar de Fial.



Cerca de 15 minutos após o início da caminhada, o achado arqueológico aparece sobe um afloramento granítico, que Jorge Humberto tapara com vegetação. "Eu escondi as gravuras, pois era uma pena serem vandalizadas", afirma. O painel de arte rupestre, para já classificada como sendo do período Calcolítico ou Idade do Cobre, delimitado cronologicamente no III milénio antes de Cristo, revela quatro figuras ligadas ao campo mágico e religioso, bem como sinalética circular (cupmarks) que, para o professor, poderiam representar "delimitações territoriais" a nível sagrado ou geográfico. "Pensa-se que estas ‘covinhas’ marcassem zonas transcendentais, do infinito, mas não existe unanimidade quanto à sua explicação", refere. Jorge Humberto Gomes, que se encarregou de limpar as gravuras e de traçar os seus contornos a giz, salienta que a primeira figura que lhe chamou a atenção foi o desenho de uma serpente, um símbolo habitual nas culturas dos povos deste período. "A serpente não tinha o cariz negativo que a cultura cristã lhe atribui posteriormente. Este animal era visto como um símbolo ligado ao campo sexual, à fecundidade feminina e, em alguns casos, ligado à imortalidade".


No achado arqueológico é ainda possível visualizar duas figuras humanas esquematizadas num contexto de postura espiritual. Investigador, há já 20 anos, da cultura Megalítica, que abarca o período Neolítico e Calcolítico, o professor de história defende que o painel revela uma figura feminina, com a cabeça em forma de auréola, e uma figura masculina. "Julgo que se trata de um painel de agradecimento ao culto da fecundidade. O desenho com a cabeça em forma de aureola confere à figura uma postura santificada. Poderiam estar a realizar um ritual religioso. A figura masculina encontra-se numa posição de oferecer algo a uma divindade". Jorge Humberto Gomes não exclui a hipótese de se tratar da representação de um parto ou da celebração do nascimento. As gravuras foram elaboradas na pedra através de raspagem e fricção. Apesar de a laje se encontrar num estado de conservação razoável, a inclinação do afloramento granítico faz com que o escoamento da precipitação seja encaminhado para cima do achado arqueológico. "Julgo que parte do desenho já terá estalado com o frio e com o calor que a pedra sofreu".


Para o investigador, as gravuras constituem "uma forma de conhecer o universo religioso do período calcolítico", tratando-se de mais um documento precioso, de elevado valor histórico, que permite abrir uma janela de conhecimento para o mundo simbólico, ritual e mítico dos antepassados agro-pastoris. Segundo o professor de história, o Instituto Português do Património Arqueológico já foi alertado para a existência das gravuras, bem como já enviou as fotografias do local para alguns arqueólogos que se dedicam ao estudo da cultura megalítica. No dia 30, irá deslocar-se ao local, o arqueólogo André Santos, em funções no Parque Arqueológico do Vale do Côa, para fazer a classificação final das gravuras. Para já a única certeza de ambos os investigadores, é que se trata de um "achado arqueológico relevante".Jorge Humbero Gomes espera que o painel depois de classificado seja preservado e aproveitado, não só para estudo, mas também para fins turísticos.


Fonte: Ana Filipa Rodrigues (28 Mar 2008). Jornal do Centro: http://www.jornaldocentro.pt/?lop=conteudo&op=dc912a253d1e9ba40e2c597ed2376640&id=37c77fc83549b5204e788fb979887c92

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por noticiasdearqueologia às 21:09

Domingo, 27.01.08

Huelva.- Unas excavaciones confirman que el Dolmen de Soto es "una de las mayores" construcciones me

La campaña de excavación arqueológica que lleva a cabo la Consejería de Cultura para la puesta en valor del Dolmen de Soto, en Trigueros (Huelva), cuya primera fase ha concluido recientemente, ha revelado la existencia de nuevos datos sobre el monumento que lo convierten en "una de las mayores construcciones megalíticas de Europa Occidental".


   Según indicó en una nota la Junta, los investigadores han descubierto el anillo perimetral que rodeaba al túmulo que cubre la sepultura, que está formado por grandes bloques de caliza y conglomerados policromos y tiene un diámetro de 80 metros, lo que revela el tamaño del complejo. Asimismo, se ha comprobado que el túmulo estaba rematado por una cubierta de piedras de cuarzo blancas.


   Con estos nuevos elementos, el monumento "se configura como una de las obras de mayor belleza y complejidad técnica de la época, con un diseño claramente orientado a perpetuarse en el tiempo y el espacio, y a generar un intencionado impacto visual en el paisaje por sus volúmenes y color".


   De la misma forma, las investigaciones han permitido fijar por primera vez de forma científica --mediante dataciones de carbono 14-- la fecha de construcción del dolmen a finales del tercer milenio antes de Cristo, hace unos 4.200 años, lo que se ha conseguido con los análisis realizados en niveles del túmulo preservados hasta el momento, que han permitido obtener registros arqueológicos sobre las condiciones ambientales de la época de su construcción.


   La cronología, el diseño y el formato constructivo del dolmen lo sitúan como heredero directo de las tumbas megalíticas del Andévalo, construidas 1.000 años antes. Sin embargo, el enorme esfuerzo humano requerido para transportar y manipular los varios cientos de toneladas de los elementos que lo conforman, la complejidad ideológica que denota su formato exterior, los grabados interiores, las áreas de actividad situadas frente a su acceso y su ubicación respecto a otras tumbas de menor tamaño situadas a su alrededor muestran que Soto fue la tumba central de una de las últimas grandes necrópolis de las primeras sociedades jerarquizadas de Europa Occidental.


   Las conclusiones científicas del programa de intervenciones arqueológicas de la Consejería de Cultura en el Dolmen de Soto permiten no sólo un mayor conocimiento del monumento sino también contar con la base para abordar trabajos de conservación y restauración y la difusión de la importancia del mismo a través del centro de interpretación anexo.
Fonte: (25 Jan 2008). Europapress: http://www.europapress.es/00279/20080125134907/huelva-excavaciones-confirman-dolmen-soto-mayores-construcciones-megaliticas-europa.html

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por noticiasdearqueologia às 09:08

Sexta-feira, 02.11.07

Descubren una tumba con 4.500 años antigüedad en el centro de Potsdam

Arqueólogos alemanes han descubierto en el centro de la ciudad de Potsdam, junto a Berlín, un enterramiento datado hace unos 4.500 años, con un esqueleto relativamente bien conservado y varias ofrendas.


El antiguo habitante de Brandeburgo vivió en el paleolítico tardío o el principio de la edad de bronce y podría ser un personaje noble de la época, según explica la arqueóloga Jana Vogt en el rotativo 'Berliner Zeitung'.


alemania bronce 01 TerraeAntiqvae


Ello se desprende de las ofrendas que acompañaban el cuerpo del difunto, que fue encontrado junto con ocho puntas de flecha de pedernal tallado y los restos de una vasija que se presume contenía alimentos para su viaje al mas allá.


Los restos arqueológicos fueron descubiertos durante una excavación preventiva en los terrenos donde se va a construir la nueva central para los bomberos de Potsdam.


El esqueleto, que se encontró prácticamente completo y en buen estado de conservación, será retirado a lo largo del día para su traslado a un centro de investigación y restauración arqueológica de Cottbus, al sureste de Berlín.


Los expertos destacaron que el hallazgo se ha producido en una zona de relativa riqueza arqueológica, que va desde la ribera del río Havel a los terrenos del antiguo palacio real de Potsdam.


In: EFE (2 Nov 2007). El Mundo.es: http://www.elmundo.es/elmundo/2007/11/02/cultura/1193991461.html?a=517c30d7e0b26770bf7e792978a9296e&t=1193995159


Foto: Joachim Liebe

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por noticiasdearqueologia às 10:20


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