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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

O Património é um bem comum... Preservá-lo só depende de cada um de nós...


Quarta-feira, 19.09.12

Ossadas humanas a descoberto em Castro de Avelãs

Ossadas humanas e vestígios de edifícios estão agora a descoberto em Castro de Avelãs, no concelho de Bragança. Estes achados são fruto das escavações arqueológicas que estão a decorrer há três meses.Neste momento já é possível ver uma vasta área de necrópole, no lugar da Torre Velha.A responsável pelas escavações, Clara André, diz que “estes achados vêm confirmar a importância do local” onde estão a ser feitas as escavações. “Encontramos uma extensa área de necrópole, com uma intensa ocupação, restos e vestígios de alguns edifícios, e um conjunto significativo de objectos associados ao quotidiano de quem aqui viveu e morreu”, explicou.A arqueóloga, Sofia Tereso, conta que os achados já têm alguns séculos de existência, mas a cronologia exacta só poderá saber-se depois de serem feitas análises em laboratório. “Vão ser feitas análises químicas aos ossos, já que estes enterramentos não têm materiais associados que nos disponibilizam datações”, revelou.Daniela Simões é aluna de Arqueologia e foi a primeira vez que descobriu ossadas humanas. Uma experiência importante para o percurso como arqueóloga. “Achar o primeiro esqueleto inteiro e ter a possibilidade de o levantar de ver como é que são as condições é logo um sentimento de alegria”, afirmou a estudante.


Até agora foram feitas quatro sondagens e descobertas 19 ossadas humanas.


Fonte: (19-Ago-2012). Rádio Brigantia: http://www.brigantia.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=7902&Itemid=43

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por noticiasdearqueologia às 22:46

Segunda-feira, 02.07.12

Mosteiro de Castro de Avelãs...mais antigo que Portugal...




Castro de Avelãs, em Bragança, é local de umas ruínas arquitectónicas de enorme valor, exemplo único de um património moçárabe que durante anos confundiu os especialistas.  


 




O mosteiro beneditino do Castro de Avelãs é monumento nacional e exemplar único do estilo arquitectónico românico-moçárabe em Portugal, em que sobressai a traça com tijolo maciço herdada da vizinha região espanhola de Castela e Leão.
“É único em Portugal. Não há outro de tijolo maciço, este tipo de construção vem directamente de Castela e Leão, onde há muitos exemplos. A construção data de 1145, é natural que existisse anteriormente, mas há documentos com referências a essas datas. Funcionou durante 400 anos e depois foi fechado”, explica Paula Silva, directora regional de Cultura do Norte.
As edificações existentes eram um enigma para os especialistas pois não condiziam com o que devia ser o monumento, até que escavações arqueológicas recentes revelaram as ruínas do mosteiro original.
“Sabia-se que devia haver um mosteiro, mas não se sabia onde era. Esta escavação arqueológica pôs à vista as ruínas. Temos o claustro, temos a sala do capítulo e começámos a perceber que era uma estrutura grande. Foi uma descoberta importante”, explica.
A Direcção Regional de Cultura do Norte (DRCN) promete agora fazer uma conservação das ruínas e avançar com um programa, em articulação com a Diocese de Bragança-Miranda, a proprietária, e com a Câmara de Bragança, que proteja estas ruínas, as musealize e lhes dê alguma visibilidade.
D. José Cordeiro mostra-se satisfeito com o património descoberto e manifesta o desejo de o ver valorizado: “É motivo de grande alegria e orgulho para estas terras ver conservado o seu património, mas mais que isso dar-lhe uma articulação maior com o turismo religioso e de natureza e com esta investigação feita a nível arqueológico e histórico”.
O mosteiro de Castro de Avelãs, em Bragança, é um monumento único em Portugal que se acredita ser anterior à nacionalidade.

Fonte: Olímpia Mairos (04 Jun 2012). Rádio Renascença.

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por noticiasdearqueologia às 21:59

Sexta-feira, 02.05.08

IGESPAR quer divulgar Castro de Avelãs

Está concluída a primeira fase de intervenção no Mosteiro de Castro de Avelãs, em Bragança, um dos monumentos mais emblemáticos do Nordeste Transmontano e do Norte do país. Ainda assim pouco divulgado e conhecido, apesar de ter sido classificado como Monumento Nacional há várias décadas. A primeira fase da intervenção realizada no local, iniciada em 2005 já terminou, as obras e as escavações arqueológicas revelaram um conjunto de construções pertencentes às várias alas e ao antigo claustro do mosteiro até agora desconhecidas e que permitem aprofundar o conhecimento sobre o que seria o edifício religioso. Foi ainda encontrado um conjunto de peças que remetem para a vivência monástica dos períodos medieval e moderno. A intervenção naquele que é o único mosteiro beneditino, com origem medieval, que existe em Trás-os-Montes custou 300 mil euros, dos quais 75% fundos comunitários, e 25% de fundos do PIDDAC.
O Mosteiro de Castro de Avelãs é o único construído com tijolo em toda a região Norte, um tipo de construção muito frequente em Espanha. O antigo mosteiro não sofria qualquer intervenção há mais de 30 anos, a última data de 1975, apesar de a de maior envergadura ter acontecido já em 1952, quando foram realizadas grandes obras de conservação e restauro nos paramentos e cobertura. Nos últimos anos o edifício apresentava-se em avançado estado de degradação no interior e no exterior da igreja, com problemas na cobertura e infiltrações de vária ordem. A igreja e a Casa Paroquial apresentavam problemas, sendo que a última ameaçava ruir.
Durante uma apresentação pública das obras realizadas, Paulo Amaral, arqueólogo do IGESPAR, na passada sexta-feira, 18, explicou que a intervenção realizada ao nível da cobertura e reparação de rebocos, foi uma obra de manutenção que permitiu melhorar o aspecto do edifício, mas não é suficiente. As obras foram realizadas por uma equipa multidisciplinar, constituída por exemplo por arquitectos, arqueólogos, historiadores, museólogos, técnicos de restauro, entre outros.  
Está prevista a realização da segunda fase de intervenção que deverá passar pela construção de uma estrutura de acolhimento aos turistas. Aliás, o IGESPAR quer apostar na divulgação do Mosteiro de Castro de Avelãs, pelo que vai criar vário material para o efeito, nomeadamente uma monografia, folhetos, um videograma, CD, DVD e um audioguia. O mosteiro vai ainda ser inscrito na Federação de Sítios Cluny para uma maior divulgação.
Aquele responsável, defendeu a realização de uma Plano de Pormenor para toda a aldeia de Castro de Avelãs, uma vez que a localidade dispõe de património interessante ao nível arquitectónico. Porque “Nenhum monumento faz sentido sem as populações locais e este mosteiro está no meio da aldeia”, referiu. Devendo apostar-se na criação de uma zona de protecção especial do monumento e da sua área visual, uma vez que a aldeia ainda dispõe de bons exemplares de arquitectura.
As referências à igreja do mosteiro datam já do século XII, e em 1387 o mosteiro terá alojado o duque de Lencastre, que terá vindo a Babe acordar o matrimónio de sua filha, D. Filipa de Lencastre, com o rei português D. João I, um acordo que terá ficado conhecido como o Tratado de Babe. Referencias históricas que dão conta da importância do mosteiro beneditino.
Para o futuro propõe-se uma gestão integrada do património, a reconciliação do Estado com o património e a compatibilização património e turismo. O IGESPAR aponta a criação de redes de divulgação, uma local, que apostaria na arquitectura em tijolo, integrando o Mosteiro de Castro de Avelãs e várias igrejas de Bragança, como São Francisco, São Vicente, São Bento, e Santa Maria. Por outro lado, far-se-ia a aposta numa rede mais alargada criando uma Rota do Património Medieval no distrito. Aquele mosteiro seria o pólo difusor, cuja rede começaria na zona raiana e se prolongaria até ao sul do distrito, incluindo monumentos religiosos importantes como as Igrejas de Adeganha (Moncorvo), Algosinho e Azinhoso em Mogadouro, Srª da Hera (Bragança), e São Facundo (Mogadouro), ou a Santa Cruz (derruida) em Moncorvo, templos emblemáticos da região.
Paulo Amaral frisou o facto de Castro de Avelãs não ter capacidade para suportar grandes massas de turistas, pelo que é preciso cuidado e trabalhar de acordo com as especificidades do local, respeitando a escala.
Fonte: G.L. (29 Abr 2008). O Informativo: http://www.o-informativo.com/content/view/1619/50/

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por noticiasdearqueologia às 23:22

Domingo, 20.04.08

Obras revelam alas do mosteiro de Castro de Avelãs

Está concluída a primeira fase de intervenção no Mosteiro de Castro de Avelãs, em Bragança, um dos monumentos mais emblemáticos do Nordeste Transmontano. As obras e as escavações arqueológicas revelaram um conjunto de construções pertencentes às várias alas e ao claustro do mosteiro, classificado como monumento nacional, bem como um conjunto de peças que remetem para a vivência monástica dos períodos medieval e moderno.
A intervenção naquele que é o único mosteiro beneditino, com origem medieval, que existe em Trás-os-Montes custou 300 mil euros, dos quais 75% fundos comunitários. O Mosteiro de Castro de Avelãs é o único construído com tijolo em toda a região Norte, mas não sofria qualquer intervenção há mais de 30 anos, apesar de apresentar em avançado estado de degradação no interior e no exterior do edifício principal, com problemas na cobertura e infiltrações de vária ordem. A igreja e a Casa Paroquial apresentavam problemas, sendo que a última ameaçava ruir.
Durante uma apresentação pública das obras realizadas, Paulo Amaral, arqueólogo do IGESPAR, explicou que a intervenção realizada ao nível da cobertura e reparação de rebocos, foi uma obra de manutenção que permitiu melhorar o aspecto do edifício, mas não é suficiente. Aquele responsável, defendeu a realização de uma Plano de Pormenor para toda a aldeia de Castro de Avelãs, uma vez que a localidade dispõe de património arquitectónico interessante.
Para o futuro propõe-se uma gestão integrada do património e a criação de redes de divulgação, uma local, que apostaria na arquitectura em tijolo, integrando o Mosteiro de Castro de Avelãs e várias igrejas de Bragança. Por outro lado, far-se-ia a aposta numa rede mais alargada criando uma Rota do Património Medieval no distrito.


Fonte: Lopes, Glória (20 Abri 2008): Jornal de Notícias:  http://jn.sapo.pt/2008/04/19/norte/obras_revelam_alas_mosteiro.html

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por noticiasdearqueologia às 13:59

Sábado, 13.10.07

Castelos do distrito de Bragança vão integrar a Rota Transmontana dos Castelos


Todos os castelos e fortalezas do distrito de Bragança vão integrar a Rota Transmontana dos Castelos. Um instrumento de promoção turística que está a ser dinamizado pela Associação Portuguesa Amigos dos Castelos juntamente com as autarquias. A iniciativa foi anunciada durante as comemorações em Bragança do Dia Nacional dos Castelos, no passado sábado.


O objectivo desta rota é fazer com que os turistas, ao visitar um dos monumentos, conheçam todos os castelos da região despertando-lhe o interesse em visitá-los, como explica Jorge Novo, o presidente da Junta de freguesia de Santa Maria, um dos dinamizadores na iniciativa: “ Se o castelo de Outeiro estivesse em rede com os outros castelos, quem viesse a Bragança saberia que existia um castelo em outeiro, e então teriam mais um motivo para ficarem no nosso concelho e irem conhecer o castelo de Outeiro”.


O autarca fala ainda de algumas actividades que podem complementar esta rota: “ Seria interessante em redor desta rota haver um curso de verão para discutir a recuperação do património existente nos castelos e nas fortalezas, seria interessante fazer cursos de aguarela para as pessoas pintarem os castelos”.


Esta rota será articulada entre câmaras municipais, juntas de freguesia, Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Associação Portuguesa dos Amigos dos Castelos que já estão a trabalhar na implementação, embora ainda não haja previsão de quando vai estar concluído o trabalho.


A distribuição de folhetos informativos em todos os castelos, a criação de um site específico para esta rota e a realização de um documentário são algumas das medidas que vão ser implementadas para aproveitar este potencial turístico da região.


In: (8 Out 2007). Radio Brigantia: http://www.brigantia.net/index.php?option=com_content&task=view&id=3324&Itemid=72

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por noticiasdearqueologia às 02:08


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