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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

O Património é um bem comum... Preservá-lo só depende de cada um de nós...


Quarta-feira, 15.01.14

Memória e intervenção: a propósito dos 150 anos da Associação dos Arqueólogos Portugueses (1863-2013)

Fundada em 22 de Novembro de 1863, por Possidónio da Silva, ao longo deste século e meio de existência, a Associação dos Arqueólogos Portugueses (AAP) foi evoluindo, de forma a corresponder às mudanças ocorridas neste período de grandes transformações económicas, sociais e políticas.

Em meados do século XIX, numa altura em que o património histórico, artístico e arqueológico do país se encontrava num desolador estado de abandono, após décadas de instabilidade, provocada pela Guerra Peninsular e pela Guerra Civil que se seguiu, esta associação cedo se transformou na primeira associação de defesa do património do país, conseguindo obter o apoio da Casa Real e das personalidades mais destacadas do regime liberal para a salvaguarda do património cultural em risco, num altura em que o Estado não dispunha ainda de nenhuma estrutura capaz de o acautelar.

Na sua fase inicial, uma das mais importantes contribuições da AAP para a causa pública foi a elaboração das primeiras listas de edifícios a proteger e a classificar como Monumentos Nacionais, e o salvamento de importantes obras de arte em risco de destruição, constituindo com elas o que é hoje o mais antigo museu de História de Arte e Arqueologia do país, instalado num monumento de elevado valor histórico, artístico e simbólico, as ruínas da antiga Igreja do Carmo, que resgatou de uma utilização indigna, como estrumeira da então Guarda Municipal.

Com o advento da I República, a AAP perdeu, é certo, o título de “Real” que lhe havia sido concedido pelo Rei D. Luiz, mas ganhou prestígio suficiente para congregar um grupo de arquitectos, arqueólogos, historiadores de arte e outros cidadãos ilustres como Rosendo Carvalheira, José Pessanha, Adães Bermudes, Gustavo de Matos Sequeira, José Queiroz e dezenas de outros, espalhados pelo país, através dos quais foi definida e posta em prática pela República uma política coerente de defesa e valorização do património da nação, através das Comissões dos Monumentos.

O golpe militar do 28 de Maio de 1926, a criação da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais em 1929, e a instauração do Estado Novo, em 1933, afastaram a AAP do processo decisório referente à gestão dos monumentos do país, que passou a ser efectuada pela DGEMN, e remeteram-na para funções de investigação e de consultoria arqueológica e histórica e de comemoração de efemérides passadas.

Com a chamada “Primavera Marcelista”, a AAP começou a despertar para uma nova vida, depois de um longo período de letargia, sob a dinâmica introduzida pelo prof. Fernando de Almeida, abrindo as portas da AAP às novas gerações de arqueólogos.

A revolução do 25 de Abril e a restauração do regime democrático trouxe de novo a AAP para o centro da actividade arqueológica, tornando-a num local de debate dos problemas do sector, e de apresentação dos resultados das investigações arqueológicas que começaram a proliferar por todo o país, em jornadas, colóquios e em sessões normais de trabalho das suas secções especializadas, sendo publicados com regularidade.

A liderança da luta pela defesa do complexo de Arte Rupestre do Côa, em 1994, reforçou o seu antigo prestígio e espírito de militância, que utilizou, logo no ano seguinte, em defesa da sua própria sede, o edifício histórico do Carmo, ameaçado pela construção de novas linhas do Metropolitano de Lisboa. Conseguiu-se assim, com o apoio da imprensa e da opinião pública, que fossem tomadas pelas entidades responsáveis todas as medidas necessárias à preservação e consolidação daquele monumento nacional, e à remontagem do museu nele instalado desde 1864.

Nas últimas duas décadas, a AAP tem prosseguido com firmeza e independência a sua missão de promotora da investigação arqueológica e da defesa, valorização e divulgação do património do país, através do diálogo com as entidades oficiais responsáveis pela sua gestão, da organização de reuniões científicas para apresentação dos resultados de investigações em curso, da realização de uma série de actividades destinadas a vários tipos de públicos, e da dinamização do Museu Arqueológico do Carmo (MAC), completamente renovado e reaberto ao público em 2001.

O vasto programa de comemorações que se desenvolveu ao longo de todo o ano de 2013 inclui a exposição Memória e Intervenção – 150 Anos da Associação dos Arqueólogos Portugueses, que estará patente na Biblioteca Nacional de Portugal, Campo Grande, Lisboa, até 31 de Janeiro de 2014, e na qual se procura apresentar a forma como esta associação e o seu museu foram evoluindo ao longo de século e meio de intervenção na sociedade, e o modo como encara a sua acção no futuro.

Uma das actividades mais importantes integradas nas comemorações foi, porém, oI Congresso da Associação dos Arqueólogos Portugueses, sem dúvida a maior reunião científica até agora realizada em Portugal no domínio da Arqueologia: foram apresentadas cerca de 150 comunicações e posters, da autoria de 260 arqueólogos de todo o país, abordando uma enorme diversidade de temas, demonstrando a vitalidade da Arqueologia em Portugal, a capacidade de mobilização da AAP, a relevância desta actividade científica e cultural, o seu elevado valor identitário e económico, e a sua potencial contribuição para o desenvolvimento sustentável do país, na actual conjuntura.

Fonte: J. M. Arnaud (18.12.2013) Publico: http://www.publico.pt/cultura/noticia/memoria-e-intervencao-a-proposito-dos-150-anos-da-associacao-dos-arqueologos-portugueses-18632013-1616649

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por noticiasdearqueologia às 13:21

Quarta-feira, 15.05.13

Belize: Empreiteiro destrói pirâmide milenar para construir estrada

São mais de dois milénios de história deitados abaixo para a construção de uma estrada. Um empreiteiro precisava de pedra para a execução da infraestrutura e extraiu-a de uma das maiores pirâmides Maias de Belize, na América do sul.

A povoação Maia de Nohmul, local onde o monumento está situado, fica em terreno particular, mas a lei do país prevê a proteção do Estado a qualquer vestígio arqueológico pré-hispânico.

Para os arqueólogos a situação é dramática: “Ter de ver as imagens da destruição em Nohmul é, em muitos aspetos, provavelmente, um dos piores golpes que já senti, filosófica e profissionalmente, o que aconteceu tem tanto de deplorável como de imperdoável”, afirma Jaime Awe, Responsável pelo Instituto de Arqueologia de Belize.

Para as autoridades, o empreiteiro não podia confundir a pirâmide, que se destaca na paisagem, com uma rocha de origem natural. A polícia está a vigiar o local e a investigar o incidente.

Fonte (15 Mai 2013). Euronews.  http://pt.euronews.com/2013/05/15/belize-empreiteiro-destroi-piramide-milenar-para-construir-estrada/

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por noticiasdearqueologia às 21:01

Terça-feira, 19.07.11

18 de Julho a 12 de Agosto escavações na Cividade de Terroso


A partir desta 2ª feira, dia 18 de Julho e até 12 de Agosto decorrem os trabalhos arqueológicos na Cividade de Terroso, Póvoa de Varzim.


O objectivo da intervenção deste Verão é continuar a investigação no local que o ano passado revelou dois fragmentos de uma achado arqueológico e que permitiu criar uma perspectiva sobre a identidade da pessoa que habitou os 100m2 onde decorriam as escavações.


O objectivo é dar continuidade ao trabalho efectuado o ano passado.


A Cividade de Terroso é uma das mais importantes estações arqueológicas da Cultura Castreja do Noroeste Peninsular.


Fonte: (14 Jul 2011). Rádio Mar: http://www.radiomar.com/2011/07/11/18-de-julho-a-12-de-agosto-escavacoes-na-cividade-de-terroso/


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por noticiasdearqueologia às 13:38

Segunda-feira, 25.10.10

Descoberta sugere que humanidade já comia pão há 30.000 anos


Amido descoberto em pedras de moer de 30.000 anos indica que o homem pré-histórico já comia uma forma primitiva de pão, contrariando a imagem popular do home das cavernas primariamente carnívoro.


A descoberta, publicada no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), indica que os europeus do Paleolítico moíam raízes semelhantes à batata para fazer farinha, que depois era usada numa massa. 


"É como pão sírio, como uma panqueca feita só de água e farinha", disse Laura Longo, pesquisadora do Instituto Italiano de Pré-História e História Primitiva.


"Você faz um tipo de pão achatado e cozinha no forno", disse ela, descrevendo como sua equipe replicou o processo de cozimento. O produto final era "crocante como um biscoito, mas não muito saboroso".


As pedras, cada uma das quais cabe confortavelmente na palma da mão de uma pessoa adulta, foram descobertas em sítios arqueológicos da Itália, Rússia e República Checa.


Os pesquisadores disseram que a descoberta lança o primeiro uso conhecido da farinha mais 10.000 anos para o passado. A evidência mais antiga anterior, de 20.000 anos, é de Israel.


A descoberta poderá incomodar os fãs da chamada dieta paleolítica, que segue os resultados de pesquisas anteriores que sugeriam que os humanos primitivos comiam uma dieta centrada em carne.


Também conhecida como dieta do homem das cavernas, o regime condena os alimentos baseados em carboidratos, como massas, cereais e pães. Os aderentes  modernos comem apenas carne magra, legumes e frutas.



 Fonte:  (18 Out 2010). Estadão.com: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,descoberta-sugere-que-humanidade-ja-comia-pao-ha-30000-anos,626464,0.htm

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por noticiasdearqueologia às 13:58

Quinta-feira, 19.08.10

Arqueólogos descobrem templo budista no Afeganistão

Em meio aos conflitos que assolam o país, arqueólogos encontram um sítio budista repleto de relíquias ao sul da capital Cabul


Buda de Bamyan

Uma das estátuas dos Budas de Bamyan, na região central do Afeganistão, desfigurada pelo regime do Talibã que governou o país entre os anos de 1996 e 2001 (DeA Picture Library)





Dentro do templo existem belas salas, murais artísticos coloridos e moedas




Arqueólogos afegão encontraram restos da era budista ao sul de Cabul. Mohammad Nader Rasouli, chefe do departamento de arqueologia do Afeganistão, disse nesta terça-feira, em entrevista à agência de notícias Reuters, que foi encontrado um templo repleto de estátuas e ornamentos em ouro.

 

As autoridades do país informaram que algumas relíquias datam do ano 500, mas há indícios de que muitos objetos sejam pré-históricos. Rasouli disse que o país precisa de ajuda internacional para manter a integridade dos objetos e realizar mais escavações.

 

Os arqueólogos disseram que dentro do templo existem belas salas, murais artísticos coloridos e moedas. O sítio arqueológico tem mais de 12 quilômetros e está na região de Aynak, um pouco ao sul da capital Cabul.

 

O lugar é próximo do local onde a China vem extraindo cobre, parte de um investimento bilionário no Afeganistão. Rasouli disse ainda que a extração de cobre não prejudicou as escavações, mas desde que o governo deu início às escavações, há um ano, algumas relíquias foram roubadas ou destruídas por contrabandistas.

 

Relíquias budistas correm perigo dentro do Afeganistão. O Talibã, regime mulçumano que governou o país durante os anos de 1996 e 2001, destruiu os gigantescos budas de Bamyan, por entenderem que as estátuas representavam uma ameaça ao Islã. O Afeganistão, atualmente quase todo muçulmano, já passou por diferentes dominações de credo como o hinduísmo, o budismo e o zoroastrismo — uma religião monoteísta fundada na antiga Pérsia, atual Irã.

 

Rasouli concluiu dizendo que o governo afegão não possui recursos para levar as relíquias para um local mais seguro. A intenção do chefe do departamento de arqueologia do Afeganistão é construir um museu onde o templo foi encontrado.

Fonte: (17 Ago 2010). Veja.com: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/arqueologos-descobrem-templo-budista-no-afeganistao

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por noticiasdearqueologia às 13:48

Terça-feira, 13.07.10

Arqueólogos estudam práticas sexuais de civilizações pré-colombianas

Ensaios revelam que práticas como homossexualidade e masturbação estavam ligadas a ritos de passagem e fertilização da terra.



Um grupo de arqueólogos mexicanos publicou uma série de ensaios sobre os costumes sexuais das civilizações pré-colombianas do México e da América Central, revelando segredos que permaneceram ocultos por quase 500 anos.


Os documentos apontam para práticas que escandalizaram os espanhóis, que chegaram à região no século 16.


O conceito de sexualidade dos habitantes originais das Américas era muito diferente do europeu, que tinha uma visão moral e religiosa sobre o tema. Nas culturas mesoamericanas (como eram conhecidas as civilizações indígenas da região que vai do centro do México à América Central), o sexo era um elemento de ordem social, explica Enrique Vale, editor da revista Arqueologia Mexicana, que publicou os ensaios.


"A sexualidade ia além da função reprodutiva, era vista como uma maneira de assegurar a marcha do mundo", disse Vale à BBC.


 


Salão secreto


Durante centenas de anos, as práticas sexuais das civilizações mesoamericanas foram praticamente ocultadas, e mesmo na época moderna o tema foi abordado sob um ponto de vista moral.


Em 1926, por exemplo, o antropólogo Ramón Mena reuniu uma mostra de esculturas fálicas e outros objetos das civilizações pré-colombianas que faziam referência à sexualidade.


A coleção, no entanto, nunca foi aberta ao público e permaneceu escondida durante várias décadas em um salão secreto do antigo Museu Nacional de Antropologia na Cidade do México.


Muitas peças eram falsas, mas as que tiveram sua legitimidade confirmada foram distribuídas depois em mostras das diferentes culturas pré-colombianas.


 


Rito de passagem


Os ensaios publicados na revista Arqueologia Mexicana revelam, por exemplo, que a homossexualidade era uma prática comum na civilização maia.


Este era um elemento a mais na formação dos jovens, explicam os antropólogos Stephen Houston e Karl Taube no ensaio "A sexualidade entre os antigos maias".


"As relações entre pessoas do mesmo sexo eram próprias do tempo dos ritos de passagem, em que um menino se transformava em um homem", explicam.


A homossexualidade está presente em quase todas as culturas pré-colombianas, mas foi abordada de maneiras diferentes pelas diferentes civilizações.


Por exemplo, entre os astecas, que dominavam a região central do que é hoje o México, as relações entre pessoas do mesmo sexo não eram bem vistas.


Este elemento se refletia também nas divindades pré-colombianas, muitas das quais tinham, em maior ou menor escala, aspectos femininos e masculinos, explica o historiador Guilhem Olivier em seu ensaio "Entre o pecado nefando e a integração. A homossexualidade no México antigo".


 


Masturbação ritual


Em algumas culturas, a masturbação era um tema vinculado à fertilização da terra.


Os maias, como outras civilizações mesoamericanas, praticavam a masturbação como uma maneira de fecundar a terra, que em algumas civilizações era considerada um símbolo feminino.


"Há indícios de que os maias tinham objetos sexuais de madeira, usados como consolos e descritos pudicamente em um relatório arqueológico como uma efígie fálica", afirmam.


A atitude frente à masturbação é uma das práticas que torna mais evidente a diferença entre as culturas pré-colombiana e espanhola, diz Vela.


Há ainda outro elemento: em algumas culturas mesoamericanas, o erotismo não era um elemento central na sexualidade, mas era visto como uma forma de ordenar o planeta, que tem um lado feminino e um lado masculino, assim como existia o em cima e o embaixo, afirma o editor.


 


Fogo e sal contra os adúlteros


Em termos gerais, as transgressões sexuais eram castigadas com severidade nas culturas mesoamericanas.


O adultério, por exemplo, era castigado com a morte em algumas civilizações, e em outras, como a dos astecas, permitia ao marido traído arrancar a mordidas o nariz dos adúlteros.


Os purepechas tinham outro castigo: no caso dos adúlteros terem assassinado o marido, o amante era queimado vivo enquanto água com sal era jogada sobre ele até sua morte.


O adultério era castigado por uma forte razão: em algumas culturas, acreditava-se que a prática causava desequilíbrio para a comunidade e o cosmos, destacam Miriam López e Jaime Echeverría em seu ensaio "Transgressões sexuais no México antigo".


A presença do transgressor provocava desgraças, como a perda de colheitas ou a morte de crianças, e em alguns casos chegava-se a acreditar que ela poderia provocar o fim de uma época.


 Como exemplo, eles citam que o líder asteca Moctezuma destruiu um local de prostituição, porque acreditava que as transgressões públicas das prostitutas teriam feito com que os deuses permitissem que os espanhóis chegassem e impusessem seu domínio. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.



Fonte: (13 Jul 2010). Estradão.com: http://www.estadao.com.br/noticias/geral,arqueologos-estudam-praticas-sexuais-de-civilizacoes-pre-colombianas,580460,0.htm

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por noticiasdearqueologia às 13:08

Domingo, 10.01.10

Descoberto túmulo gigante perto do Cairo

Descoberto túmulo gigante perto do Cairo



Arqueólogos acreditam que túmulo tem mais de 2500 anos e contém artefactos importantes.


Um novo túmulo gigante foi descoberto na antiga necrópole de Sakkara, perto do Cairo. Os arqueólogos egípcios garantem que o túmulo tem mais de 2500 anos e contém artefactos importantes, entre os quais águias mumificadas.

Este é um dos dois túmulos descobertos recentemente por esta equipa de arqueólogos que está a trabalhar junto à entrada de Sakkara.

O túmulo consiste num longo corredor escavado na pedra. Tem ainda inúmeras salas e passagens onde foram descobertos caixões, esqueletos e vasos bem conservados, bem como as águias mumificadas.




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por noticiasdearqueologia às 17:24

Quinta-feira, 28.02.08

BELMONTE: Arqueologia vai ter centro de estudos

Um centro de estudos dedicado à arqueologia vai ficar instalado na Casa da Torre de Caria. O concurso para as obras de recuperação do espaço histórico já abriu.
A Câmara de Belmonte abriu concurso público para realização da empreitada de recuperação e valorização da Casa da Torre de Caria, onde pretende instalar um Centro de Estudos e Tratamento de Espólio Arqueológico. Pretende-se que o local se constitua como um verdadeiro Centro Cultural e é composto por um pequeno auditório, salas de exposições e outros estruturas de apoio.
O centro de estudos vai ser constituído por várias salas, destinadas a reserva, tratamento, conservação e estudo de materiais arqueológicos, provenientes não só do concelho, mas de toda a região, bem como de uma biblioteca especializada. O centro disporá, também, de alojamentos para investigadores que pretendam efectuar trabalhos de pesquisa.
Situada em pleno centro histórico de Caria, a Casa da Torre é um dos monumentos mais emblemáticos da vila e do concelho de Belmonte. Data do século XVIII e é composto por três corpos, tendo sido aproveitada para corpo central uma torre da época medieval e apresentando ao seu redor vestígios de muralhas, uma cisterna e um lagar.
Localizado num local estratégico, entre duas ribeiras, tem amplo controlo visual e com domínio sob vasta área agrícola, apresentando condições ideais para a ocupação humana. No entanto, apesar das várias fontes documentais referirem uma ocupação pré-histórica e romana no local, as escavações arqueológicas não identificaram elementos concretos que a atestassem.
As duas campanhas arqueológicas efectuadas no local permitiram, até agora, identificar duas fases principais de ocupação; séculos XII – XIII e séculos XIV – XVI, ambas representadas por extenso e diversificado material de diferentes tipologias (cerâmica, objectos metálicos, vidros, moedas, entre outros), associado a algumas estruturas que contribuíram para a compreensão da evolução histórica do local. Das estruturas registadas, destaca-se um possível forno, escavado no afloramento rochoso, composto por um canal e uma câmara de combustão de formato circular, possivelmente destinado ao fabrico de material cerâmico.

Fonte: (28 Fev 2008). Diário As Beiras: http://www.asbeiras.pt/?area=cbranco&numero=56270&ed=28022008

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por noticiasdearqueologia às 20:21

Sexta-feira, 21.12.07

Arqueólogos acusam «caçadores de tesouro» de violar sítios

Os principais sítios arqueológicos de Trás-os-Montes, região nordeste de Portugal, estão sendo danificados por «Indianas Jones à portuguesa» que perseguem supostos tesouros, denunciou nesta terça-feira à Lusa o arqueólogo Luís Pereira, pesquisador do Instituto de Gestão do Patrimônio Arquitetônico e Arqueológico (Igespar).
Segundo o arqueólogo, neste afã aventureiro, os "caçadores de tesouros", munidos de detectores de metais e pás, partem à procura de riqueza deixando para trás vestígios de destruição que começam a causar muitas preocupações.
O responsável pela extensão do Igespar em Trás-os-Montes garante já ter encontrado sinais desta prática em locais onde o único valor existente é o testemunho histórico.
Um dos pontos mais atacados nos últimos tempos é uma gruta conhecida como Lorga de Dine, no Parque Natural de Montesinho, um dos locais mais representativos do Período Calcolítico e da Idade do Bronze em Portugal. Segundo o arqueólogo, as salas e galerias da gruta têm sido vandalizadas à procura de tesouros.
A Câmara de Vinhais, onde se encontra a gruta, está desenvolvendo um projeto de valorização do local, mas sua proteção é complicada. Ali habita uma colônia de morcegos protegidos, que precisam sair à noite, o que não permite que o acesso ao local seja fechado.
O comando da polícia da região garantiu à Lusa não ter registrado nenhuma queixa sobre esta atividade de roubo arqueológico, embora seja do conhecimento geral que algumas pessoas procurem e encontrem objetos antigos. O problema, segundo admitem as autoridades, é que estes sítios e descobertas são encarados como "propriedade de ninguém".
Luís Pereira garante ter encontrado vários sítios escavados no trabalho de levantamento e inventário do patrimônio arqueológico de Trás-os-Montes, que coordena há dez anos.
Para ele, as peças que são encontradas por leigos nestes locais não têm qualquer valor econômico, mas fariam os arqueólogos "dar pulos de alegria" por conterem vestígios do modo de vida, dos hábitos e de outras características de sociedades antigas.
Na região, predominam os povoados abandonados ao longo da história pelas mutações demográficas.
Os estudos prévios e de impacto de grandes obras, como barragens, têm contribuído para novas descobertas, a mais recente delas no vale do rio Sabor. No local, já foram detectados mais de cem sítios arqueológicos no trecho que será afetado por uma represa.
Muitos dos sítios descobertos ficarão submersos, o que, segundo Luís Pereira, não quer dizer destruídos. O arqueólogo garante ser esta a forma de preservá-los durante alguns séculos, desde que tomadas medidas necessárias para a minimização do impacto.
Em conjunto com outro pesquisador da Igespar, o arqueólogo já identificou 3.600 sítios em toda a região de Trás-os-Montes. Destes, mais de 2 mil já estão devidamente identificados, caracterizados e disponíveis ao público, na internet.
A região trasmontana representa mais de 10% dos sítios registrados neste levantamento em Portugal.


In: (19 Dez 2007). Espigueiro / Lusa: http://www.espigueiro.pt/noticias/30d454f09b771b9f65e3eaf6e00fa7bd.html

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por noticiasdearqueologia às 08:09

Terça-feira, 06.11.07

Arqueologia e Medicina dão as mãos para descobrir história precisa de achados em Tavira

Arqueologia e Medicina entraram numa era de simbiose e esta noite a cidade de Tavira recebe uma demonstração sobre técnicas recentes onde a Tomografia Axial Computorizada (TAC) é aplicada para conhecer objectos antigos.


Foto


Em declarações à Lusa, o especialista em radiologia Jorge Pereira explicou que os algarvios podem observar hoje como é que uma TAC, método médico para diagnosticar através da imagem, pode ajudar a arqueologia a conhecer as várias fases de manufactura de objecto de séculos passados.
Os arqueólogos precisam de fazer o perfil do objecto encontrado e a radiografia clássica e a TAC permite analisar o objecto de forma "mais precisa", conta o médico especialista em radiologia.
"Há muitos anos que se faz a radiologia em achados arqueológicos, mas a novidade é aplicar a TAC ao estudo de algumas peças arqueológicas. É uma técnica recente no país", explica o médico especialista Jorge Pereira.
Esta noite vai ser apresentado o "Vaso de Tavira", uma peça de cerâmica rara do século XI, descoberto em Tavira à frente da Câmara Municipal e já apresentada em Lisboa e Paris, e que apresenta figuras humanas e de animais moldados.
O "Vaso de Tavira" é considerado um dos mais eloquentes testemunhos da vida no Al Andaluz no século XI d.C.
Com a TAC que se fez ao "Vaso de Tavira" obtiveram-se novos resultados, nomeadamente conseguiu-se "precisar todas as fazes de manufactura do objecto islâmico" e "perceber que as figuras representadas são ocas e não maciças, como se pensava", explicou Jorge Pereira.
O especialista em radiologia indica ainda que esta técnica pode aplicar-se também para analisar o conteúdo de um objecto descoberto em escavações.
Uma ânfora, por exemplo, que tenha algo no interior, é possível com uma TAC, conseguir analisar o conteúdo sem removê-lo ou partir o objecto, justifica, Jorge Pereira, responsável pela conferência marcada para as 21.30 na Biblioteca Municipal Álvaro de Campos.
A conferência de hoje, intitulada "Medicina, arte e arqueologia", vai também abordar a possibilidade de usar a técnica radiológica para determinadas artes, nomeadamente a pintura e a escultura.
"Medicina, arte e arqueologia" é uma das seis iniciativas de um programa municipal denominado "Ciência na Cidade de Tavira", com o apoio da Associação do Campo Arqueológico de Tavira.
O ciclo de conferências gravita ao lado da arqueologia e junta outras ciências tais como medicina, geografia ou física atómica e conta com o apoio do programa Operacional Ciência e Inovação 2010/Agência Nacional da Ciência Viva.


In: (6 Nov 2007). Barlavento, on line: http://www.barlavento.online.pt/index.php/noticia?id=19451

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por noticiasdearqueologia às 20:07


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