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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

O Património é um bem comum... Preservá-lo só depende de cada um de nós...


Quarta-feira, 16.10.13

Especialistas arqueológicos trabalham na Terceira

A equipa criada pelo Governo Regional para estudar os achados arqueológicos localizados na Terceira começa a trabalhar esta segunda-feira.

A equipa de especialistas, criada pelo Governo dos Açores, para estudar os achados arqueológicos localizados na ilha Terceira vai desenvolver, a partir de segunda-feira, a fase de trabalhos de campo.

Estes trabalhos, que incidirão particularmente sobre os locais do Espigão e do Monte Brasil, nos arredores de Angra do Heroísmo, poderão estender-se a outros locais da ilha Terceira e deverão prolongar-se até sábado, 19 de Outubro.
A equipa, que conta com especialistas de diversas áreas, é constituída por Cláudio Torres, responsável pelo Campo Arqueológico de Mértola, Isabel Albergaria, Avelino Meneses, José Damião, João Luís Gaspar, Gabriela Queirós, Ana Isabel Gomes e Angus Duncan, da Universidade dos Açores, Raquel Vilaça, da Universidade de Coimbra, Ana Margarida Arruda e Ana Catarina Sousa, da Universidade de Lisboa, Rui Parreira, da Direcção Regional de Cultura do Algarve, e Francisco Maduro Dias, do Instituto Histórico da Ilha Terceira.
Esta equipa de 13 elementos, cujas actividades estão ligadas à História, Arqueologia e Geologia, vai procurar esclarecer a origem de achados arqueológicos localizados na ilha Terceira, que, entre alguns investigadores, remontam a um período pré-histórico.
A Direcção Regional da Cultura promove esta segunda-feira, pelas 10h00, um encontro de alguns dos especialistas com a comunicação social.

Fonte: (14 Out 2013). Expresso das Nove: http://www.jornaldiario.com/ver_noticia.php?id=46711

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por noticiasdearqueologia às 22:35

Quinta-feira, 13.06.13

Mais de 600 naufrágios dão potencial arqueológico "enormíssimo" aos Açores

O arqueólogo José Bettencourt, do Centro de História Além-Mar, destacou hoje o potencial científico dos Açores, salientando que estão registados em fontes escritas entre 600 a 700 naufrágios, entre os séculos XVI e XX.      

"Estamos a falar de um potencial enormíssimo para a investigação, para a valorização turística e cultural da região, até para a afirmação da nossa identidade enquanto região, com o seu próprio percurso histórico dentro do Atlântico", frisou.

José Bettencourt é um dos responsáveis pela exposição "Histórias que vêm do Mar", que o Museu de Angra do Heroísmo inaugura hoje, numa parceria com o Museu da Horta, o Observatório do Mar dos Açores e o Centro de História de Além-Mar.

Segundo o arqueólogo, os Açores "têm um potencial científico muito elevado e têm já uma história de investigação, que é referência a nível nacional", sendo que o arquipélago tem cerca de 30 sítios identificados com a designação de património cultural subaquático, de acordo com os parâmetros da Unesco.

A exposição, que o Museu de Angra do Heroísmo inaugura agora, nasceu na ilha do Faial, em resultado da descoberta de vestígios de um naufrágio na Baía da Horta, aquando de um estudo de impacte ambiental, no âmbito da requalificação da frente marítima da cidade.

"Havia uma grande curiosidade, porque toda a gente falava das presas de marfim, dos dentes de elefante e toda a gente ia para ali ver o que se estava a passar", salientou Carla Dâmaso, do Observatório do Mar dos Açores.

Segundo José Bettencourt, os dentes de elefante encontrados suscitaram dúvidas, tendo em conta que não havia qualquer registo de vestígios arqueológicos naquela zona.

"Confirmou-se que era um naufrágio e outras evidências que apareceram, outros materiais arqueológicos, permitiram perceber que era um naufrágio provavelmente de inícios do século XVIII de um navio inglês, que estaria a fazer escala na Horta", frisou.

Para o arqueólogo, este achado é "a evidência mais antiga da importância estratégica que a Horta passou a ter nessa altura e que mantém até hoje na navegação do Atlântico".

Na exposição, vão estar patentes, para além dos dentes de elefante, pratos de estanho, cachimbos, botões de punho e um tinteiro recolhidos na Baía da Horta, que integravam a primeira versão da mostra, mas juntam-se também peças do espólio do Museu de Angra do Heroísmo, que, segundo o seu diretor, Jorge Paulus Bruno, é "vastíssimo".

"O Museu de Angra acompanhou as primeiras intervenções arqueológicas subaquáticas nos Açores, nos anos 70, na ilha Terceira", frisou, acrescentando que o espólio sobre esta temática é composto por "milhares de peças".

Jorge Paulus Bruno destacou nesta exposição uma âncora com três metros, exposta pela primeira vez, levantada na Baía das Mós pelos norte-americanos destacados na Base das Lajes, que pertenceu a um "navio almirantado espanhol, da conquista da ilha Terceira pelos espanhóis".

Outro objeto realçado é um balde de madeira de inícios do século XVII, "em excelente estado de conservação" que, segundo José Bettencourt, "mesmo a nível nacional é uma peça excecional".

Fonte: (08 Jun 2013). Lusa/Açoriano Oriental: http://www.acorianooriental.pt/noticia/mais-de-600-naufragios-dao-potencial-arqueologico-enormissimo-aos-acores

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por noticiasdearqueologia às 21:58

Terça-feira, 28.08.12

Arqueologia: Descoberta arte rupestre nos Açores

Foi encontrado um local de arte rupestre na ilha Terceira, nos Açores, que indica que a ocupação humana daquela ilha é anterior à chegada dos portugueses. A revelação foi feita ontem, pelos arqueólogos, na conferência “Ocupações humanas pré-portuguesas nos Açores: mito ou realidade?”, na Universidade dos Açores.
Em declarações à Agência Lusa, Nuno Ribeiro, presidente da Associação Portuguesa de Investigação Arqueológica (APIA), revelou a existência de arte rupestre na ilha Terceira, “com características que fazem remontar à Idade do Bronze”. Este facto em particular vem reafirmar a convicção de que a ocupação humana dos Açores é pré-portuguesa.
O arqueólogo salientou que ao longo dos últimos três anos foram feitas várias descobertas arqueológicas relevantes por uma equipa composta por investigadores dos Açores, Reino Unido, Estados Unidos, Espanha e Alemanha. Entre as mais importantes estão vestígios de estruturas que, pela sua arquitetura e construção, têm grandes probabilidades de ser de origem pré-portuguesa.
Além do sítio de arte rupestre, contabilizam-se entre os achados dos últimos anos um epígrafo da época romana e estruturas megalíticas. Foram, também, encontrados monumentos de tipo hipogeu (túmulos escavados nas rochas) e, “pelo menos três ‘santuários’ proto-históricos escavados na rocha”, frisou Nuno Ribeiro na conferência desta segunda-feira.
As recentes descobertas precisam, ainda, de ser datadas, embora este passo, tal como a continuidade das escavações, dependa da autorização do Governo Regional. O arqueólogo lamentou o facto de haver, constantemente, entraves às investigações, sejam eles a falta de financiamento ou os decretos-lei, alertando para a situação de abandono em que se encontram importantes vestígios.
Nuno Ribeiro não deixa de salientar a importância dos achados feitos nos Açores, frisando que muitos têm sido publicados em artigos científicos e apresentados em congressos internacionais de arqueologia, obtendo grande aceitação pela comunidade científica internacional.


Fonte: (28 Ago 2012). Boas Notícias: http://www.boasnoticias.pt/noticias_Arqueologia-Descoberta-arte-rupestre-nos-A%C3%A7ores_12342.html

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por noticiasdearqueologia às 13:22

Terça-feira, 28.08.12

Arqueólogo anuncia descoberta de arte rupestre na ilha Terceira



"Encontramos agora um sítio de arte rupestre com características que nos fazem acreditar que remonta à Idade do Bronze", afirmou Nuno Ribeiro, em declarações à Lusa em Ponta Delgada, onde proferiu uma conferência na Universidade dos Açores sobre o tema 'Ocupações humanas pré-portuguesas nos Açores: mito ou realidade?'.


Nuno Ribeiro salientou que, nos últimos três anos, foram descobertos em várias ilhas açorianas vestígios de estruturas "que indiciam pela sua arquitetura e construção serem de origem pré-portuguesa".


Fonte: (22 Ago 2012). LUSA:  http://noticias.sapo.pt/nacional/artigo/arqueologo-anuncia-descoberta-de-arte-rupestre-na-ilha-terceira_14889009.html


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por noticiasdearqueologia às 13:19

Terça-feira, 29.11.11

Arquipélagos dos Açores, Madeira e Canárias querem criar carta arqueológica



"Defendemos como necessária uma carta arqueológica dos três arquipélagos atlânticos, que defina os mesmos princípios e critérios de representação dos achados", disse à Lusa o arquiteto Luís Bettencourt, da organização do encontro.


Luís Bettencourt, que é presidente da Agência para o Desenvolvimento da Cultura nos Açores (ADCA), considerou ser fundamental "catalogar os achados destinados à investigação científica e ao turismo".


Fonte: (08 Nov 2011). Agência Lusa: http://noticias.sapo.pt/nacional/artigo/arquipelagos-dos-acores-madeira-e-canarias-querem-criar-carta-arqueologica_13319907.html


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por noticiasdearqueologia às 13:03

Terça-feira, 29.11.11

Açores vai ter parque subaquático



O Director Regional da Cultura, Jorge Bruno, reafirmou hoje a intenção do governo regional de criar «o parque subaquático de São Miguel, em torno do naufrágio do navio Dori, afundado por altura da II Guerra Mundial».

Esta decisão confirma, segundo Jorge Bruno, «a consciência que o governo regional dos Açores tem da importância do património arqueológico de que o seu território é portador, principalmente do subaquático, e do potencial turístico que representa».


Jorge Bruno falava na sessão de abertura do III Encontro de Arqueologia das Ilhas da Macaronésia – Açores, Madeira e Canárias -, que decorre até segunda-feira em Angra do Heroísmo.


O Director Regional da Cultura, que efectuou o historial das pesquisas subaquáticas nos Açores, iniciadas em 1995, acentuou «o seu largo potencial, se não único, a nível nacional, pelo menos de capital importância e interesse».


Para salvaguardar o seu uso «uma das preocupações foi criar legislação para regular a arqueologia subaquática na Região e promover cursos de formação nesta área».


Nos últimos anos, foram realizados trabalhos e efetuados registos preliminares de diversos sítios arqueológicos subaquáticos na Terceira, Faial, Pico, São Jorge e Flores.


Em 2004, a baía de Angra foi classificada como Parque Arqueológico, reconhecendo-se o seu «imenso potencial e importância histórica e patrimonial, sendo criados dois sítios visitáveis: o navio Lidador e o Cemitério das Âncoras» lembrou Jorge Bruno.


Por seu lado, o historiador do Centro de História de Além-mar, José António Bettencourt, mestre em arqueologia, disse que «está provado que os Açores possuem um potencial extraordinário para o estudo da navegação no Atlântico».


«Pode estudar-se desde o século XVI ao século XIX com vários naufrágios já localizados e zonas portuárias com potencial muito importante para o estudo de várias problemáticas de investigação que interessam a toda a comunidade científica internacional», acrescentou.


De acordo com José António Bettencourt «uma dessas problemáticas é a construção naval, nomeadamente a ibero-atlântica, quando foram construídos os navios portugueses e espanhóis que fizeram toda a expansão ibérica na primeira fase da expansão europeia».


O historiador, que fez uma intervenção científica sobre “O potencial arqueológico do património cultural subaquático dos Açores”, vincou que todas as ilhas «possuem um potencial arqueológico terrestre e subaquático».


«Há um potencial cultural e turístico muito elevado, pouco desenvolvido nos Açores, e o património subaquático pode ter um papel chave no desenvolvimento de produtos de alta qualidade para ser vendido ao turista cultural, que é aquele que acaba por movimentar mais turistas no mundo inteiro», defendeu o especialista.


«Os Açores podem entrar nesse nicho de mercado de uma forma mais profunda do que aquela que têm feito até agora», desde logo traduzindo a linguagem científica para uma «mais simples» de acesso mais fácil ao grande público, concluiu.


Fonte: (13 Nov 2011). Sol: http://sol.sapo.pt/inicio/Vida/Interior.aspx?content_id=33631



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por noticiasdearqueologia às 12:57

Quarta-feira, 13.07.11

Descobertos nos Açores prováveis templos dedicados a deusa do século IV a.C.


Arqueólogos da Associação Portuguesa de Investigação Arqueológica localizaram no Monte Brasil, em Angra do Heroísmo, novos sítios arqueológicos, alguns dos quais poderão ser templos dedicados a Tanit, deusa cartaginesa, provavelmente do século IV a.C...


“Descobriu-se um conjunto significativo de mais de cinco monumentos do tipo hipogeu (túmulos escavados nas rochas) e de pelo menos três ‘santuários’ proto-históricos, escavados na rocha”, revelaram hoje à Lusa os arqueólogos Nuno Ribeiro e Anabela Joaquinito.
Um dos monumentos localiza-se no ‘Monte do Facho’ e possui estruturas tipo pias, associadas a canais provavelmente para libações, ‘cadeiras’ escavadas na rocha, um tanque cerimonial coberto pela vegetação e dezenas de buracos de poste, que confirmam a existência de coberturas leves destes espaços.
O segundo e o terceiro santuários localizam-se na área do Forte de São Diogo e foram descobertos no passado mês de Junho durante uma viagem de recreio.
Segundo os investigadores da APIA, “são grandes templos escavados dentro de monumentos do tipo hipogeu, de grandes dimensões, muito bem conservados, com uma planta quase triangular”.
Os especialistas adiantaram que “no primeiro existem quatro pias circulares, associadas a canais, visando a recolha de água doce e a realização de rituais com libações, associadas com a água, provavelmente associadas a sacrifícios”.
Quanto ao segundo ‘templo-santuário’ também escavado na rocha, do tipo hipogeu, “encerra no seu interior um tanque ritual, que se acede por pequenas escadas, tendo ao longo do seu interior um banco onde se praticavam abluções, possuindo ainda dois nichos onde se poriam a estátua da divindade”.
A APIA irá apresentar publicamente estas descobertas em congressos mundiais, que decorrem em Évora em Setembro deste ano (SEAC 2011) e em Florença (Itália) no próximo ano, no Simpósio de Arqueologia do Mediterrâneo.
Nuno Ribeiro e Anabela Joaquino apresentaram recentemente em Angra do Heroísmo um hipogeu e outros vestígios escavados na rocha, um no Monte Brasil e outro na ilha do Corvo.
“Estes vestígios podem indiciar um registo proto-histórico de povos que aqui tivessem permanecido por breves ou longos períodos, mas falta efectuar trabalho de prospecção arqueológica, que nunca foi feito, para se poderem tirar conclusões”, defendeu o especialista.
De acordo com Nuno Ribeiro, com estas descobertas “a data do povoamento dos Açores pode não ser a que a História refere mas outra dependente de estudos arqueológicos a estruturas e objectos existentes no arquipélago”.
Para efectuarem as investigações, os arqueólogos concorreram a um financiamento da Direcção Regional da Cultura dos Açores que foi recusado por falta de verbas.
Fonte (9 Julho 2011). Público:
http://www.publico.pt/Cultura/descobertos-nos-acores-provaveis-templos-dedicados-a-deusa-do-seculo-iv-ac_1502019

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por noticiasdearqueologia às 13:16

Quarta-feira, 13.07.11

Achados arqueológicos nos Açores são "sensacionalismo à Indiana Jones"

Centro de Estudos de Arqueologia Moderna e Contemporânea refuta achados de monumentos cartagineses com milhares de anos em Angra do Heroísmo, nos Açores, que foram anunciados por arqueológos esta semana.Sítios arqueológicos no Monte Brasil, em Angra do Heroísmo


Sítios arqueológicos no Monte Brasil, em Angra do Heroísmo (Lusa).

 


O conselho científico do Centro de Estudos de Arqueologia Moderna e Contemporânea (CEAM) afirmou hoje que as conclusões sobre achados de monumentos com milhares de anos nos Açores são "extemporâneas" e constituem "sensacionalismo à Indiana Jones".


Este organismo esteve reunido hoje no Funchal e, no texto das conclusões a que a agência Lusa teve acesso, declara que as informações avançadas pela Associação Portuguesa de Investigação Arqueológica sobre alegados achados de monumentos subterrâneos e templos do tipo hipogeu com mais de 2.000 anos na região açoriana são um "erro e sensacionalismo à Indiana Jones".


No comunicado, o CEAM declara que "desde 2008 tem dedicado parte da sua atividade arqueológica nos Açores, pondo em prática o projeto Estudo da Arqueologia Moderna na Região Autónoma dos Açores (EAMA), com o apoio de meios universitários portugueses e organismos governamentais e municipais".


"Notícias veiculadas por Nuno Ribeiro, da Associação Portuguesa de Investigação Arqueológica, carecem de validação científica".


O conselho científico considera que "as notícias veiculadas por Nuno Ribeiro, da Associação Portuguesa de Investigação Arqueológica, carecem de validação científica", pelo que diz serem "extemporâneas e desprovidas de um rigoroso aprofundamento disciplinar e interdisciplinar, nomeadamente na vertente da antropologia e dos estudos etnográficos que citam, desde os finais do século XIX, a utilização desse tipo de estruturas rochosas para fins agropecuários".


O CEAM declara também que este "tipo de estruturas construídas em pedra são tipologicamente semelhantes a muitas outras existentes no arquipélago da Madeira, que têm vindo a ser estudadas e sujeitas à apreciação da opinião pública através de artigos em revistas do sector, intervenções em encontros especializados e referências na comunicação social".


"Poderão remontar, quando muito, à época do povoamento no século XV"


Por isso, refere, é certo que a sua origem e datação "poderão remontar, quando muito, à época do povoamento no século XV".


O CEAM argumenta que "idêntica justificação se poderá entender para as estruturas açorianas, numa vertente da arquitetura 'humanizável' da paisagem insular e pela crescente necessidade de utilização dos recursos naturais na atividade humana".


Além disso, sustenta que as conclusões do arqueólogo Nuno Ribeiro, "além de precipitadas e tomadas em "visita de recreio" aos Açores, são meramente sensacionalistas" e "descredibilizam a classe arqueológica, que se deve mover com dados fundamentados e com rigor na interpretação e na análise do passado e suscitam afirmações voláteis sem estudos prévios rigorosos e interdisciplinarmente credíveis".


Arqueólogos tinham dito que encontraram templos dedicados a deusa cartaginesa


Na passada sexta-feira, arqueólogos da Associação Portuguesa de Investigação Arqueológica afirmaram ter localizado no Monte Brasil, em Angra do Heroísmo, novos sítios arqueológicos, alguns dos quais poderão ser templos dedicados a Tanit, deusa cartaginesa, provavelmente do século IV a.C.


Segundo Nuno Ribeiro e Anabela Joaquinito, foi descoberto "um conjunto significativo de mais de cinco monumentos do tipo hipogeu (túmulos escavados nas rochas) e de pelo menos três 'santuários' proto-históricos, escavados na rocha".


Um dos monumentos localiza-se no 'Monte do Facho' e possui estruturas tipo pias, associadas a canais provavelmente para libações, 'cadeiras' escavadas na rocha, um tanque cerimonial coberto pela vegetação e dezenas de buracos de poste, que confirmam a existência de coberturas leves destes espaços.


O segundo e o terceiro santuários localizam-se na área do Forte de São Diogo e foram descobertos no passado mês de junho durante uma viagem de recreio.


Descobertas serão apresentadas em congressos mundiais


A APIA irá apresentar publicamente estas descobertas em congressos mundiais, que decorrem em Évora em setembro deste ano (SEAC 2011) e em Florença (Itália) no próximo ano, no Simpósio de Arqueologia do Mediterrâneo.


De acordo com Nuno Ribeiro, com estas descobertas "a data do povoamento dos Açores pode não ser a que a História refere mas outra dependente de estudos arqueológicos a estruturas e objetos existentes no arquipélago".


Fonte: (13 Jun 2011). AEIOU.com: http://aeiou.expresso.pt/achados-arqueologicos-nos-acores-sao-sensacionalismo-a-indiana-jones=f661178#ixzz1RzBWoryY


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por noticiasdearqueologia às 12:53

Segunda-feira, 21.03.11

Descobertos monumentos funerários no Corvo e Terceira que podem ter mais de dois mil anos

Dezenas de hipogeus (estruturas escavadas na rocha usadas no Mediterrâneo como sepulturas) foram descobertas no Corvo e Terceira, Açores, monumentos que poderão ter dois mil anos, o que poderá indicar uma ocupação das ilhas anterior à presença portuguesa.


"No Corvo são dezenas de estruturas, que estão à vista, e tudo indica que se tratam de monumentos muito antigos, porque inclusivamente situam-se em áreas onde não houve agricultura", disse o presidente da Associação Portuguesa de Investigação Arqueológica (APIA), Nuno Ribeiro, em declarações à Lusa.

Os hipogeus em causa, "ainda não estudados pela arqueologia", foram encontrados no Corvo e Terceira, durante um passeio, em agosto de 2010, que o arqueólogo Nuno Ribeiro, efetuou aquelas ilhas.


Fonte: (5 Março 2011). RTP: http://www0.rtp.pt/noticias/?t=Descobertos-monumentos-funerarios-no-Corvo-e-Terceira-que-podem-ter-mais-de-dois-mil-anos.rtp&article=421870&visual=3&layout=10&tm=5

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por noticiasdearqueologia às 12:58

Sábado, 03.10.09

Navios dos Descobrimentos concentrados nos Açores


"Os Açores detêm talvez a maior concentração a nível mundial de navios da Idade dos Descobrimentos". A afirmação é do arqueólogo Paulo Monteiro, que durante o seu trabalho na Carta Arqueológica Subaquática dos Açores, compilou cerca de 600 naufrágios ocorridos no arquipélago.


Como foi a sua experiência de seis anos a trabalhar nos Açores e que importância tem para a Região a Carta Arqueológica Subaquática?




Nos seis anos em que me dediquei à arqueologia subaquática nos Açores destaco, sem sombra de dúvida, o verdadeiro desafio que foi o elaborar a primeira Carta Arqueológica Subaquática da Região, um trabalho feito documento a documento, em arquivos regionais, nacionais e internacionais, e que ainda hoje se encontra em actualização permanente.


Depois de anos a depender de informação escassa, fantasiosa ou de proveniência mais que duvidosa, a Direcção Regional da Cultura podia finalmente saber quantos eram, onde estavam e quais eram os navios naufragados no arquipélago.


No fundo, passou a deter uma ferramenta de gestão da informação sobre o património cultural subaquático, real e potencial, podendo geri-lo nas suas vertentes de salvaguarda, estudo e valorização.


Os naufrágios das águas açorianas têm a capacidade de vir a fornecer muitas respostas às questões que hoje em dia se levantam no que concerne à evolução do desenho e da construção naval em madeira, às práticas náuticas e aos circuitos de comércio e guerra naval pós-medievais.


Entre os Séculos XVI e XX, há registo de cerca de 600 naufrágios nos Açores, muitos deles de "navios de tesouros". Sabemos actualmente onde estão esses navios e temos meios - a nível regional ou nacional - para recuperar esses tesouros?


Os Açores detêm talvez a maior concentração a nível mundial de navios da Idade dos Descobrimentos.


Com efeito, situadas a meio caminho entre a Europa e o Novo Mundo, no centro de confluência dos ventos dominantes do Atlântico Norte, as ilhas dos Açores constituíram, desde o final da Idade Média, uma base de apoio à navegação europeia que regressava da Ásia, da África e das Américas e foram, muitas vezes, as testemunhas imperturbáveis do fim trágico de várias dessas viagens, em que fazenda, vida e honra se perdiam por entre a imprevisibilidade do mar e os actos de guerra próprios de uma nova ordem geopolítica mundial.


Contudo, mais do que mero folclore trágico-marítimo, os cerca de 600 naufrágios das águas açorianas constituem um santuário intemporal do património cultural subaquático.


Não os podemos ver sob a perspectiva do tesouro venal, do ouro, da prata e da porcelana chinesa. Eles são sim, muito para além das riquezas fabulosas que alguns transportavam, um testemunho único de um passado que moldou países, continentes e até civilizações.


Não nos podemos esquecer que, até ao advento do transporte aéreo, quase tudo e todos os que vinham para estas ilhas vinham a bordo de navios.


Tendo em conta os processos de naufrágio mais comuns nas ilhas, eu diria que cerca de 95 por cento dos naufrágios aqui ocorridos fizeram-se de encontro à costa. Logo, acho que é perfeitamente viável, com os meios que Região detém agora, fazer-se prospecção e escavação arqueológica dos navios que entender serem fundamentais para colmatar as lacunas que existem no conhecimentos sobre a construção náutica, por exemplo.


Aliás, isso mesmo tem vindo a ser feito com regularidade por José Bettencourt, um arqueólogo de superior valor técnico que, integrado no Centro de História do Além Mar e num projecto da Direcção Regional da Cultura e das Universidades Nova de Lisboa e dos Açores, tem vindo a desenvolver um trabalho notável na baía de Angra.


Em todo o caso, o grande problema, quer a nível nacional, quer a nível regional, não é tanto a detecção e a escavação de naufrágios... O problema é a fase que se segue, a da estabilização, conservação e restauro dos artefactos. Depois de 400 anos submersos em água do mar, estes necessitam ser submetidos a processos muito demorados e dispendiosos de conservação.


Infelizmente, não se apostou no País neste ramo do saber e pouco progredimos nesse campo desde 1996, ano em que tratámos um canhão de bronze recuperado ao largo de Angra com uma saca de 50 kg de citrato, pedida emprestada à empresa de refrigerantes FAV.


Quais foram os mais importantes naufrágios ocorridos nos Açores?


Não há propriamente uma listagem de naufrágios ditos "mais importantes"... Importa saber aquilo que cada investigador considera ser mais importante em termos científicos.


Numa opinião meramente pessoal, diria que qualquer vestígio de navio português é importantíssimo, pois sabemos hoje mais sobre os navios romanos do que sobre a forma como se construíam, equipavam e armavam os navios dos Descobrimentos.


Pelo mesmo ponto de vista, qualquer navio ibérico com tesouros a bordo é importante, pois nunca algum foi escavado arqueologicamente, sendo todos os que foram encontrados até agora pilhados e destruídos por caçadores de tesouros.


Assim sendo, importantes para estudo serão os vestígios da nau da Índia "Nossa Senhora da Luz", naufragada no Faial em 1615; os do galeão espanhol "Nuestra Señora de las Angustias y San José", perdido nas Flores em 1727 e os das naus perdidas na tempestade de 1591. Na Terceira, as nau-capitânia, "Santa Maria del Puerto", "Madalena" e "Revenge"; nas Formigas, o galeão "San Medel y Céledon"; na Graciosa, um patacho espanhol; junto ao Topo, em São Jorge, outras duas naus também espanholas e em São Miguel, duas naus das Índias Espanholas e um galeão biscaínho.


Os Açores estão protegidos, em termos de legislação, da "caça ao tesouro" estrangeira? Se não estão, o que deveria ser feito?


Portugal ratificou a Convenção sobre a Protecção do Património Cultural Subaquático, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).


Esta Convenção entrou em vigor para os Estados que a ratificaram a 2 de Janeiro de 2009, sobrepondo-se, como Convenção internacional que é, à lei ordinária portuguesa.


No seu artigo Artigo 15º afirma-se que os Estados tomarão medidas para proibir o uso do seu território para apoio a qualquer actividade dirigida ao património cultural subaquático que não esteja em conformidade com a Convenção.


Por isso, havendo vontade política – e está-se a trabalhar nisso em termos interministeriais – qualquer navio que se dedique ao saque de naufrágios poderá e deverá vir a ser proibido de entrar em águas territoriais portuguesas, uma vez que a Convenção estabelece que o património cultural subaquático não deverá ser negociado, comprado ou trocado como bem de natureza comercial.*


Fonte: (27 Set 2009). Açoriano Oriental: http://www.acorianooriental.pt/noticias/view/193596


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por noticiasdearqueologia às 23:31


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