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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

O Património é um bem comum... Preservá-lo só depende de cada um de nós...


Quarta-feira, 06.01.16

LIVROS DE BRONZE NUMA GRUTA DA JORDÂNIA

 A Ciência confirma o início do Cristianismo.

Livros de bronze podem ser uma das maiores descobertas de todos os tempos e falam de Jesus Cristo.

 

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Aspecto de um dos livros em análise

 

Numa gruta de Saham, Jordânia, localizada numa colina com vista para o Mar da Galileia, foram encontrados 70 livros do século I da era cristã que, segundo as primeiras avaliações, contêm as mais antigas representações do cristianismo.

Os livros têm a peculiaridade de serem gravados em folhas de bronze presas por anéis metálicos. O tamanho das folhas vai de 7,62 x 50,8 cms a 25,4 x 20,32 cms. Em média, cada livro tem entre oito e nove páginas, com imagens na frente e no verso.

Segundo o jornal britânico "Daily Mail", 70 códices de bronze foram encontrados entre os anos 2005 e 2007 e as peças estão sendo avaliadas por peritos na Inglaterra e na Suíça.

A cova fica a menos de 160 quilómetros de Qumran, a zona onde se encontraram os rolos do Mar Morto, uma das maiores evidências da historicidade do Evangelho, informou a agência ACI Digital. Importantes documentos do mesmo período já haviam sido encontrados na mesma região.

 

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 A gruta onde teriam sido encontrados os livros

 

No local ter-se-iam refugiado, no ano 70 d.C., os cristãos de Jerusalém, durante a destruição da cidade pelas legiões de Tito, que afogaram em sangue uma revolução de judeus que queriam a independência. Cumpria-se então a profecia relativa à destruição de Jerusalém e à dispersão do povo judaico.

Segundo o "Daily Mail" os académicos, que estão convencidos da autenticidade dos livros, julgam que é uma descoberta tão importante quanto a dos rolos do Mar Morto em 1947. Nelas há imagens, símbolos e textos que se referem a Jesus Cristo e sua Paixão. David Elkington, especialista britânico em arqueologia e história religiosa antiga, foi um dos poucos que examinaram os livros. Para ele, tratar-se-ia de uma das maiores descobertas da história do Cristianismo.

 

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"É uma coisa de cortar a respiração pensar que encontrámos estes objectos deixados pelos primeiros santos da Igreja", disse ele.

 

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São Simeão, bispo de Jerusalém

 

Com efeito, na época da desastrosa rebelião judaica, o bispo de Jerusalém era São Simeão, filho de Cléofas (irmão de São José) e de uma irmã de Maria. Por isso, São Simeão era primo direito de Jesus Cristo e pertencia à linhagem real de David. Quando o apóstolo S. Tiago Menor (primeiro bispo de Jerusalém) foi assassinado pelos judeus seguidores da Sinagoga, os Apóstolos que ficaram, em rotura com o passado, escolheram Simeão como sucessor e ele recebeu o Espírito Santo no Pentecostes.

Os primeiros cristãos lembravam com fidelidade o anúncio feito por Nosso Senhor de que Jerusalém seria destruída e o Templo arrasado. Porém, não sabiam a data. O santo bispo foi alertado pelo Céu da iminência do desastre e que deveriam abandonar a cidade sem demora. São Simeão conduziu os primeiros cristãos à cidade de Pella, na actual Jordânia, como narra Eusébio de Cesareia. Após a destruição do Templo, São Simeão voltou com os cristãos, que se restabeleceram sobre as ruínas. O facto favoreceu o florescimento do Cristianismo e a conversão de numerosos judeus pelos milagres operados pelos santos.

 

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 Os livros geraram muita disputa

 

Assim, começou a reconstituir-se uma comunidade de judeus fiéis à plenitude do Antigo Testamento e ao Messias Redentor aguardado pelos Patriarcas e anunciado pelos Profetas. Porém, o imperador romano Adriano mandou arrasar os escombros da cidade, e os seus sucessores pagãos, Vespasiano e Domiciano, mandaram matar todos os descendentes de David.

São Simeão fugiu. Mas, durante a perseguição de Trajano, foi crucificado e martirizado pelo governador romano Ático. São Simeão recebeu com fidalguia o martírio quando tinha 120 anos. (cf. ACI Digital)

Emociona pensar que estes heróicos cristãos judeus tenham deixado para a posteridade o testemunho da sua Fé inscrito em livros tão trabalhados. Philip Davies, professor emérito de Estudos Bíblicos da Universidade de Sheffield, disse ser evidente a origem cristã dos livros, que incluem um mapa da cidade de Jerusalém. No mapa é representada o que parece ser a balaustrada do Templo, mencionada nas Escrituras. "Assim que eu vi fiquei estupefacto", disse. "O que me impressionou mais foi ver uma imagem evidentemente cristã: há uma cruz na frente e, atrás dela, há o que deve ser o sepulcro de Jesus, quer dizer, uma pequena construção com uma abertura e, mais no fundo, ainda os muros de uma cidade".

"Noutras páginas destes livros também existem representações de muralhas que, quase de certeza, reproduzem as de Jerusalém. E há uma crucifixão cristã acontecendo fora dos muros da cidade", acrescentou.

 

 Fonte: (14.04.2015) - http://abemdanacao.blogs.sapo.pt/livros-de-bronze-numa-gruta-da-jordania-1392237

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por noticiasdearqueologia às 10:28

Quarta-feira, 06.01.16

Antigos “códices cristãos” encontrados podem ser falsos

70 livros de metal supostamente descobertos em uma caverna na Jordânia foram aclamados como os primeiros documentos cristãos. Datados de poucas décadas após a morte de Jesus, os estudiosos dizem que os “códices” são a descoberta arqueológica mais importante da história.

Os livros são bastante inéditos, visto que nunca foram encontradas relíquias do movimento cristão primitivo. Aos poucos, porém, a excitação dessa descoberta foi acalmada por questionamentos quanto à autenticidade dos códices, cujo ponto de apoio eram páginas em chumbo fundido, ligadas por anéis de chumbo.

Recentemente, um tradutor aramaico, Steve Caruso, concluiu sua análise dos artefatos, e afirmou ter uma evidência irrefutável de que eles são falsos.

O especialista obteve fotos de todos os textos. Examinando-as, confirmou que havia um monte de formas de escrita aramaicas velhas (com pelo menos 2.500 anos), mas percebeu que elas estavam misturadas a outras formas de escrita mais jovens.

Olhando apuradamente, o tradutor concluiu que nunca havia visto um tipo de mistura daquelas. Os manuscritos mais novos que ele identificou, chamados Nabatean e Palmira, datam do segundo e terceiro séculos, o que prova que os documentos não poderiam ter sido escritos durante os primórdios do cristianismo.

Segundo a nova análise, mesmo os manuscritos mais antigos foram escritos por alguém que não sabia o que estava fazendo. Há inconsistências no modo como foi feita a ordem da escrita. O pesquisador afirma que os escribas tinham formas muito específicas de escrever. Além disso, vários caracteres apareceram “tremidos”, um erro que implica que eles foram copiados às pressas, e não são originais.

Um arqueólogo grego, Peter Thonemann, já tinha afirmado que as imagens que aparecem nos códices, incluindo uma de Cristo na cruz, eram anacrônicas. Segundo ele, a imagem que dizem ser Cristo é na verdade o deus do sol Hélios, a partir de uma moeda que veio da ilha de Rodes. Também há algumas inscrições em hebraico e grego nos manuscritos. O arqueólogo acredita que os códices foram falsificados nos últimos 50 anos.

O que não significa que os livros já foram desacreditados. Um estudioso de arqueologia religiosa antiga, David Elkington, continua a acreditar na autenticidade dos códices. Durante meses, ele e sua equipe têm tentado ajudar o governo jordaniano a recuperar os códices de Israel, para onde foram contrabandeados.

Eles argumentam que os códices mostram imagens de Jesus com Deus, bem como um mapa de Jerusalém e um texto discutindo a vinda do Messias. Além disso, os livros foram supostamente encontrados perto de onde refugiados cristãos acamparam, na época. A equipe ainda identifica um fragmento de leitura do texto que diz “Eu andarei em retidão”, uma possível referência à ressurreição de Jesus.

No entanto, David, um dos únicos defensores dos códices, parece estar sem credenciais acadêmicas. Outros estudiosos questionam que o “arqueólogo britânico” não é um arqueólogo. Ele parece não ocupar nenhum cargo ou posição acadêmica, e muitos dos seus trabalhos não seriam aceitos por qualquer acadêmico ou estudioso.

Os especialistas que fizeram análises posteriores dos códices – e que concluíram que eles são falsos – reclamam do embalo dos meios de comunicação. Segundo eles, a mídia acabou dando um impulso para o assunto. Algumas boas fotos provavelmente também ajudaram. Tudo parecia convincente sobre a superfície; com um pouco mais de tempo e prudência, os veículos teriam percebido que David Elkington, que trouxe o assunto para primeiro plano, está à margem da academia.

Relíquias cristãs falsas são relativamente comuns. Segundo pesquisadores, as pessoas querem muito encontrar provas materiais dos dois primeiros séculos do cristianismo, mas isso é muito difícil porque o número de cristãos neste período era incrivelmente pequeno – provavelmente menos de 7.000 por 100 d.C. – e eles não se distinguiam materialmente dos seus irmãos judeus.

Fonte: (13/04/2011) http://hypescience.com/antigos-%E2%80%9Ccodices-cristaos%E2%80%9D-encontrados-podem-ser-falsos/

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por noticiasdearqueologia às 10:23

Quinta-feira, 17.12.15

Stonehenge? Arqueólogos encontraram ainda maior

Ultrapassa o tamanho de Stonehenge e está enterrado a um metro de profundidade. Há quem diga que é o maior monumento Neolítico, não só do Reino Unido mas da Europa.

DR/Ludwig Boltzmann Institute
 

Foi descoberto um novo monumento neolítico perto de Stonehenge. São cerca de uma centena de pedras alinhadas, que estão a um metro de profundidade. É provavelmente a maior estrutura neolítica construída no Reino Unido. Pela dimensão que tem é já chamado de "Superhenge".

A descoberta é de uma equipa internacional de arqueólogos, que recorreu a novas tecnologias que permitem criar mapas subterrâneos.

Em declarações à BBC, o chefe da investigação Vincent Gaffney, explica que a confirmar-se "é um enorme contributo, não só para a Arqueologia, mas também para perceber como a paisagem de Stonehenge se desenvolveu".

O "Superhenge" foi apresentado hoje, no Festival Inglês de Ciência em Bradford. Pode ser mais um passo para desvender o mistério de Stonehenge - o famoso círculo de pedras Património Mundial da UNESCO.

Fonte: 07.09.2015: http://www.tsf.pt/vida/interior/stonehenge-arqueologos-encontraram-ainda-maior-4766101.html

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por noticiasdearqueologia às 10:34

Quinta-feira, 17.12.15

Resolvido "um dos maiores mistérios" da antiga Jerusalém

Há mais de um século que o local exato de Acra intrigava os arqueólogos

Especialistas israelitas anunciaram esta terça-feira ter resolvido "um dos maiores mistérios arqueológicos de Jerusalém" ao descobrirem uma antiga cidadela grega, Acra, debaixo de um parque de estacionamento.

Há mais de um século que o local exato de Acra intrigava os arqueólogos. A fortaleza foi mandada construir pelo imperador selêucida Antíoco IV Epifânio (215-164 aC) para controlar Jerusalém e o seu antigo templo judeu.

 

O templo foi arrasado pelos romanos no ano 70 (dC) e no local foram construídos, séculos depois, dois locais sagrados para os muçulmanos, o Domo da Rocha e a mesquita Al-Aqsa (na chamada Esplanada das Mesquitas).

O local é conhecido pelos muçulmanos como o Nobre Santuário e pelos judeus como Monte do Templo e é sagrado para ambos, sendo hoje um local de conflitos frequentes.

"Os investigadores, com a Autoridade de Antiguidades de Israel, acreditam que encontraram os restos da fortaleza... nas escavações do parque de estacionamento Givati na Cidade de David", referem as autoridades, numa referência a um local arqueológico situado no bairro palestiniano de Silwan, na Jerusalém oriental ocupada (reivindicada pela Autoridade Nacional Palestiniana)

"As escavações em Givati continuam a descobrir numerosos artefactos de mais de 10 culturas antigas diferentes da história de Jerusalém", acrescentou a fonte.

A cidadela é mencionada tanto no Livro dos Macabeus (sobre as lutas contra os soberanos selêucidas) como nos escritos do historiador Flávio Josefo, no século primeiro antes de Cristo, mas a sua localização exata não era conhecida até hoje.

As escavações permitiram descobrir uma parte do muro da cidadela e uma base de uma torre de "dimensões impressionantes", disseram as autoridades, acrescentando que a descoberta vai permitir reconstruir o "layout" (plano) da cidade, como era há dois mil anos.

As defesas da fortificação resistiram a todas as tentativas para a conquistar até que foi tomada pelo líder judeu Simão Macabeu, no ano 141 (aC), após um longo cerco que deixou a guarnição grega sem comida.

Antíoco é lembrado na tradição judaica como o vilão do feriado de Hanukkah (festa judaica também conhecida como festival das luzes), que por ter banido ritos religiosos judeus levou à revolta dos macabeus.

Fonte: 03-11-2015: http://www.dn.pt/sociedade/interior/resolvido-um-dos-maiores-misterios-de-jerusalem-4868793.html

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por noticiasdearqueologia às 10:31

Quinta-feira, 17.12.15

Descoberta nova espécie de animal com 455 milhões de anos

 

REUTERS/ELIANA APONTE EA/TZ/CN

Investigadores da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro revelam que a nova espécie encontrada é o registo mais antigo do género

Investigadores descobriram em Portugal uma nova espécie de animal fóssil com 455 milhões de anos, um achado que é classificado como "histórico", anunciou hoje a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), em Vila Real.

O fóssil trilobite, cuja existência era desconhecida, foi encontrado em rochas da Formação Cabeço do Peão, no concelho de Mação, distrito de Santarém, e foi oferecido para as coleções paleontológicas do Museu de Geologia Fernando Real, da UTAD.

Segundo a academia transmontana, a identificação foi feita no âmbito dos trabalhos de doutoramento de Sofia Pereira, aluna da Universidade de Lisboa (UL), orientada por Artur Sá, docente e investigador da UTAD e Carlos Marques da Silva, docente e investigador da UL.

"A descoberta é considerada histórica já que muda toda a perspetiva e conhecimento de um género cuja origem ocorreu num território que, 450 milhões de anos depois, viria a ser Portugal"
 

A nova trilobite, que possui um tamanho de pouco mais de um centímetro, corresponde atualmente ao registo "mais antigo deste género", salientou a doutoranda Sofia Pereira. Até agora, o registo mais antigo do género "Radnoria" documentado, que estava localizado no sul da China.

As trilobites são uma classe extinta de artrópodes marinhos que viveram durante quase 300 milhões de anos e dominaram amplamente os ambientes marinhos do período Paleozoico.

A designação "trilobite" diz respeito à divisão transversal da sua carapaça mineralizada em três lóbulos (tri-lobite): a ráquis (ao centro) e as pleuras (lateralmente).

Longitudinalmente apresentam uma constituição corporal semelhante à de outros artrópodes: o cefalão (cabeça), o tórax e o pigídio (cauda).

"Este fóssil foi encontrado pelo paleontólogo não profissional Pierre-Marie Guy, que contactou a equipa do Centro de Geociências para a sua identificação. Depois de observado concluiu-se tratar de uma espécie nova de trilobite, um animal já extinto que existiu muito antes dos primeiros dinossauros", afirmou o investigador Artur Sá.

À trilobite foi atribuído o nome "Radnoria guyi", em homenagem ao descobridor, que ofereceu o fóssil às coleções paleontológicas do Museu de Geologia da UTAD e indicou o local do achado onde, posteriormente, foram recolhidos mais exemplares para o estudo agora efetuado.

"Esta descoberta traz nova luz acerca da distribuição temporal e geográfica do género Radnoria, sugerindo a possibilidade de se ter originado em altas latitudes antárticas, local onde se formaram as referidas rochas nas margens do continente Gondwana, há muito desaparecido", acrescentou o investigador da UTAD.

Fonte: 30.11.2015: http://www.dn.pt/sociedade/interior/descoberta-nova-especie-de-animal-com-455-milhoes-de-anos-4908844.html

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por noticiasdearqueologia às 10:24

Quinta-feira, 17.12.15

Arqueólogos encontram peças de 18.500 anos no Chile

  • Ferramenta feita a partir de pedra encontrada no Chile com idade entre 15.000 e 16.000 anos - objeto foi utilizado para carpintaria

    Ferramenta feita a partir de pedra encontrada no Chile com idade entre 15.000 e 16.000 anos - objeto foi utilizado para carpintaria

A arqueologia moderna pode ser sacudida outra vez por descobertas recentes no Chile. Novas escavações feitas no Monte Verde, famoso sítio arqueológico no sul do país sul-americano, indicam que humanos nômades habitaram ou ao menos passaram pela região há até 18.500 anos. A pesquisa contraria uma visão tradicional no mundo científico: de que as primeiras migrações para a América do Sul ocorreram não antes de 14.000 anos atrás. Tal pensamento tem sofrido questionamentos nos últimos 40 anos, entretanto.

Os novos desdobramentos de escavações na região foram divulgados por Tom Dillehay, da Universidade de Vanderbilt, na revista científica PLOS One, em 18 de novembro. Em parceria com colegas de diferentes países do mundo e áreas (geógrafos, botânicos e arqueólogos), Dillehay trabalha na região desde 1977. O anúncio de agora é mais um de outros já feitos oriundos de pesquisas no Monte Verde e que desafiaram o que os cientistas conhecem sobre os antigos fluxos de pessoas.

A razão que levou os cientistas a colocarem em dúvida a história da povoação sul-americana é o achado de objetos utilizados por humanos na região em um período de 4.000 anos que engloba pelo menos entre 18.500 e 14.500 anos atrás. As novas descobertas no Chile incluem 39 artefatos de pedras, nove deles com idade entre 18.500 e 17.000 anos. Há ainda quatro pedras retiradas de solo com 25.000 anos que precisam de mais evidências para serem contabilizadas. As idades dos objetos foram descobertas graças a medidas de carbono e análise do solo onde foram escavados.

Os achados sacodem ainda mais a famosa "cultura Clovis", teoria que por muito tempo ficou em voga no âmbito da arqueologia. De acordo com ela, os primeiros povos teriam entrarado no continente americano durante caças pelo Estreito de Bering, uma ponte de gelo na América do Norte entre a Sibéria e o Alaska, há no máximo 13.500 anos, e depois se espalharam para outras regiões. Achados perto da cidade de Clovis, no Novo México, nos Estados Unidos, fizeram tal teoria surgir. As descobertas do Chile, paulatinamente, transformam o pensamento sobre as migrações.

A maioria das ferramentas encontradas recentemente no Chile servia para raspar e cortar outros objetos, de acordo com os pesquisadores. Algumas pedras redondas poderiam ter sido utilizadas como estilingues. Ainda foram encontrados, na região da escavação, restos de animais cozidos, além de evidências de plantas e fogueiras. Todas as ferramentas encontradas diferem das utilizadas pelos povos da "cultura Clovis". Também de acordo com a pesquisa, 34% dos objetos achados não eram locais, o que indica uma população altamente móvel.

Anteriormente, a descoberta nos anos 70 de um fóssil datado de 13.000 anos em Minas Gerais, apelidado de "Luzia", já mostrava a presença de humanos na América do Sul fora da chamada "cultura Clóvis". As descobertas de Dillehay e sua equipe foram recebidas com certo ceticismo pela comunidade científica, mas os novos dados devem dar mais força à teoria de que o continente foi habitado antes do que se imaginava.

É possível que, a partir da informação divulgada pela equipe que trabalha no Monte Verde, outros fósseis mais antigos sejam encontrados. Os pesquisadores alertam que os arqueólogos devem ficar atentos a ferramentas simples e acampamentos pequenos, ao contrário dos já encontrados que descendem da "cultura Clovis", que normalmente ocupavam grandes áreas e continham instrumentos mais desenvolvidos.

Fonte: 30.11.2015: http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2015/11/30/america-do-sul-pode-ter-sido-ocupada-por-humanos-antes-do-que-se-imagina.htm

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por noticiasdearqueologia às 10:20

Quinta-feira, 16.07.15

Terminou a primeira fase do projecto arqueológico Neomega, com as escavações na Orca da Lapa do Lobo em Nelas

TERMINOU A PRIMEIRA FASE DO PROJECTO ARQUEOLÓGICO NEOMEGA, COM AS ESCAVAÇÕES NA ORCA DA LAPA DO LOBO

Concluiu-se na passada Sexta-Feira, a campanha de escavação de emergência na Orca da Lapa do Lobo, no concelho de Nelas, numa primeira fase intitulado de Neolitização e Megalitismo da Plataforma do Mondego: investigação, recuperação, integração e valorização patrimonial, previsto para decorrer entre os anos de 2016 e 2018.

Dirigida pelo Prof. Dr. João Carlos de Senna-Martinez, coadjuvado pelo Técnico do Património da Câmara Municipal de Nelas, Dr. Sérgio do Espírito Santo e pelas licenciadas Thelma Ribeiro e Arlette Figueira da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e cinco alunos do primeiro ano Arqueologia da mesma Faculdade.

A campanha insere-se num projecto conjunto entre a Câmara Municipal de Nelas e a Câmara Municipal do Carregal do Sal, para valorizar o património arqueológico das duas autarquias, tendo ainda contado com a participação do Mestre Evaristo Pinto, do Museu Municipal do Carregal do Sal, a mesma foi ainda apoiada pela Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Canas de Senhorim, pela Fundação Lapa do Lobo, Junta de Freguesia de Canas de Senhorim e Junta de Freguesia da Lapa do Lobo.

Encontra-se em elaboração um projecto para o triénio 2016-2018, que permitirá a continuidade dos esforços com vista a permitir não só o estudo científico de vários monumentos dos dois concelhos, bem como a respectiva valorização patrimonial e à consequente fruição pública. Neste sentido o Município de Nelas pretende dar a conhecer as raízes culturais do concelho pelo acesso ao seu património arqueológico milenar.

Para o Prof. Dr. Senna-Martinez “O interesse patrimonial daquele arqueosítio, sai reforçado pelos resultados obtidos que recomendam a continuidade da intervenção no Verão de 2016. Sendo um sítio de charneira interconcelhia no que respeita ao Megalitismo Regional, a Orca da Lapa do Lobo promete vir a acrescentar novos dados e proporcionar um novo e interessante sítio aos circuitos interconcelhios dos monumentos atribuíveis ao Neolítico”

Fonte: (14-07-2015): http://www.metronews.com.pt/2015/07/14/terminou-a-primeira-fase-do-projecto-arqueologico-neomega-com-as-escavacoes-na-orca-da-lapa-do-lobo-em-nelas/

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por noticiasdearqueologia às 15:00

Quinta-feira, 16.07.15

Arqueólogos perplexos ao descobrir 2.000 pequenas espirais de ouro em lugar sagrado

Arqueólogos perplexos ao descobrir 2.000 pequenas espirais de ouro em lugar sagrado

Encontrar ouro em Boeslunde, na Dinamarca, não é nenhuma surpresa: a cidade é conhecida como uma área onde é regularmente encontrado ouro da Idade do Bronze. Mas uma recente descoberta deixou os arqueólogos perplexos: duas mil pequenas espirais – um «enigma dourado».

Boeslunde fica na Zelândia, a maior ilha entre a Dinamarca continental e a ponta da Suécia. É um foco para a arqueologia dinamarquesa desde que o lugar serviu como centro de ligação há milhares de anos - acumulando recentes descobertas tão diversas quanto joias viking de mais de 1.000 anos e uma fortaleza, para citar só coisas que foram encontradas no ano passado.

As espirais foram encontradas num «lugar sagrado especial da Idade do Bronze, onde pessoas realizavam rituais e ofereciam ouro a forças maiores», de acordo com Flemming Kaul, curador do Museu Nacional da Dinamarca. A constante descoberta de ouro na área tem estimulado novas escavações - incluindo uma liderada em conjunto pelo Museu Nacional e pelo Vestsjælland, um museu local, que encontrou as espirais.

Então, o que é que eles encontraram exactamente? Milhares de fios de ouro apertados, cada um com cerca de 2,5 cm de comprimento, que somados dão cerca de 200g de ouro sólido. Estas foram encontrados enterrados dentro de uma caixa de madeira.

O mais surpreendente, entretanto, é que ninguém sabe dizer exatamente qual a função destes pequenos cabos - no comunicado sobre a descoberta, que parece datar de 900 a.C., o museu chama os fios de ouro de «um pequeno mistério».

Mas os pesquisadores têm algumas teorias: Kaul acredita que estes eram usados para fins decorativos, representando o poder do Sol nas roupas de um padre ou rei.

«O Sol era um dos mais sagrados símbolos da Idade do Bronze e o ouro possuía uma magia especial», escreve. «Talvez o padre-rei usasse um anel de ouro no pulso, e as espirais de ouro no seu manto e chapéu, e estas brilhariam como o sol durante as cerimónias». Enterrados com tanto cuidado como foram, as espirais talvez simbolizassem algum tipo de sacrifício.

Fonte: (2015-07-15): http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=782025

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por noticiasdearqueologia às 14:43

Terça-feira, 07.07.15

Fotos revelam que moais da Ilha de Páscoa têm tatuagens

Imagens que mostram os símbolos misteriosos nas estátuas teriam sido feitas durante escavações em 2012, mas só foram divulgadas agora

 

Muita gente tem uma visão equivocada sobre os moais, as famosas estátuas humanóides da Ilha de Páscoa - as pessoas costumam achar que eles não têm corpos. E o motivo disso é que apenas uma fração das 887 esculturas gigantes do local acabou ganhando popularidade. “A razão pela qual pensam que eles são apenas cabeças se deve ao fato de que existem cerca de 150 estátuas enterradas até os ombros na encosta de um vulcão, e estas são as mais famosas, mais bonitas e mais fotografadas entre todas as da Ilha de Páscoa”, disse Jo Anne Van Tilburg, diretora do Projeto Estátua da Ilha de Páscoa (EISP, na sigla em inglês). As pessoas ficaram ainda mais impressionadas quando viram uma série de fotos que viralizaram na internet nos últimos dias: elas mostram que os moais não apenas têm corpo, como também são tatuados.

Pesquisadores acreditam que padrões crescentes nas tatuagens podem representar canoas do povo rapanui

As imagens surgiram esta semana no imgur e retratam o momento em que arqueólogos desenterraram, em 2012, o torso das estátuas mais icônicas. Por estarem soterrados, os símbolos esculpidos na pedra vulcânica ficaram protegidos ao longo dos séculos, e pesquisadores acreditam que as gravuras são de fato tatuagens representando aspectos da cultura do povo local, que começou a colonizar a ilha a partir do ano 300 da era cristã e cuja civilização foi dizimada um milênio e meio mais tarde. Eles eram polinésios que chegaram até ali em canoas e, com o passar do tempo, ganharam identidade própria e passaram a se chamar de rapanui. A navegação e o elemento da canoa eram tão simbólicos para estes colonizadores que uma das teorias dos estudiosos sugere que os diversos padrões crescentes das tatuagens possam representar as canoas polinésias.

Os pesquisadores ainda não decifraram plenamente o significado das gravuras, se é que existe algum. Mas este não é o único mistério envolvendo os rapanui e seus moais, que possivelmente retratam ancestrais míticos ou líderes tribais, chegando a pesar 88 toneladas e podendo atingir 10 metros de altura. Muitas questões continuam em aberto. Ainda não se sabe ao certo como nem por que as estátuas foram construídas, tampouco se foram enterradas propositalmente ou pela ação do tempo. Outro enigma é o declínio deste povo: ao contrário da visão tradicional, que relaciona o colapso ao desgaste ambiental promovido pela exploração humana da ilha, novas teorias sugerem que a causa tenha sido o contato com os europeus, que trouxeram a escravidão e a varíola, ou até mesmo uma infestação de ratos. O fato é que, a partir do século 17, a população da Ilha de Páscoa desabou rapidamente de 15 mil para cerca de 2 mil habitantes.

 (Foto: Reprodução)

Fonte: 2015.06.12 (http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Arqueologia/noticia/2015/06/fotos-revelam-que-moais-da-ilha-de-pascoa-tem-tatuagens.html)

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por noticiasdearqueologia às 17:09

Terça-feira, 07.07.15

Ruínas de Conímbriga recebem investimento global de três milhões de euros

O perímetro arqueológico de Conímbriga, em Condeixa-a-Nova, Coimbra, vai ser ampliado e a intervenção, que na sua totalidade deve rondar os três milhões de euros, vai ser candidatada a fundos comunitários, anunciou hoje a Câmara local.

Lusa

Esta intervenção, segundo a autarquia liderada pelo socialista Nuno Moita, “pretende permitir a visualização do anfiteatro romano, bem como a criação de acessos ao anfiteatro e de um novo circuito de acesso às ruínas romanas a partir de Condeixa-a-Velha”.

O presidente da Câmara de Condeixa-a-Nova, Nuno Moita, explicou à agência Lusa que apenas 1/6 de Conímbriga está a descoberto, o que diz muito daquilo que deverá ser possível descobrir com novas explorações.

“Para a execução destes investimentos será necessário proceder à aquisição de prédios correspondentes ao local do anfiteatro romano e zonas adjacentes às ruínas de Conímbriga”, esclarece a autarquia.

O secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, assina na terça-feira, pelas 11:00, neste concelho do distrito de Coimbra, um protocolo de colaboração com a Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova tendo em vista a concretização deste conjunto de investimentos, anuncia ainda.

O objetivo é o de “estabelecer as bases de colaboração para a ampliação e promoção do perímetro arqueológico de Conímbriga, que respeita à 2.ª fase do projeto ‘Desenvolvimento Infraestrutural do Programa Museológico de Conímbriga’, a candidatar a fundos comunitários”.

A Câmara deverá participar com 200 mil euros neste investimento e o Governo com 600 mil euros, parte já investida.

Depois destes investimentos, é tempo de aceder aos fundos comunitários, aclarou Nuno Moita.

“Conímbriga é um vetor estratégico da maior importância para Condeixa. Tem 120 mil visitantes por ano e confere ao concelho esta singularidade”, disse o autarca, em declarações à agência Lusa.

Este acordo tem ainda como objetivo a integração daqueles investimentos com o tecido urbano de Condeixa e com outras iniciativas promovidas pela autarquia, designadamente o Centro de Interpretação PO.ROS – Portugal Romano de Sicó.

O objetivo é levar os visitantes de Conímbriga a visitarem igualmente o núcleo urbano de Condeixa—a-Nova.

A Câmara anuncia, ainda, estar prevista a cedência de peças arqueológicas do museu monográfico de Conímbriga úteis à programação e projeto museográfico daquele novo museu.

Este protocolo entre o Governo, através da Direção-Geral do Património Cultural, e a autarquia vigorará até ao final de 2015 e é renovado automaticamente por períodos de um ano.

A 11 de fevereiro de 2014, a Câmara de Condeixa-a-Nova anunciou a intenção de criar um movimento para preparar a candidatura das ruínas romanas de Conímbriga a Património da Humanidade.

Fonte: 08.06.2015: http://www.destak.pt/artigo/232435

08 | 06 | 2015   17.10H

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por noticiasdearqueologia às 16:58


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