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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

O Património é um bem comum... Preservá-lo só depende de cada um de nós...


Sexta-feira, 25.09.09

Director do Igespar defende arte contemporânea no Museu do Côa


Elísio Summavielle considera que o novo museu "necessita de um gestor cultural"



O novo Museu do Côa - cuja abertura está prevista para breve embora ainda sem data marcada - é "um espaço fantástico do ponto de vista arquitectónico, com condições excelentes para concertos, festivais, bienais de artes plásticas", diz o director do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar), organismo que tem neste momento a gestão do projecto.

E é por acreditar que ali "o contemporâneo deve conviver com o passado" que Elísio Summavielle defende, numa entrevista conjunta ao PÚBLICO e à Rádio Renascença, "um modelo de gestão alargado e mais autónomo do que seria o de um museu apenas de arqueologia paleolítica".







 



"A âncora ali são as gravuras [de arte rupestre paleolítica], mas é um museu de arte e esta vai até ao século XXI", afirma Summavielle. E sublinha: "É uma casa que necessita de um gestor cultural." Além disso, deverá ter "um considerável grau de autonomia, nomeadamente financeira, em relação ao Ministério da Cultura e Igespar", com um modelo de gestão que pode passar por uma fundação ou uma sociedade empresarial com o Estado como principal accionista, e que envolva a Associação de Municípios do Vale do Côa e produtores privados.



Contestação é "localizada"

Questionado sobre as críticas dos arqueólogos à política para a arqueologia desenvolvida pelo Igespar (que voltaram a ser repetidas num debate organizado na semana passada em Lisboa pela Associação dos Arqueólogos Portugueses), Summavielle considera-as "situações de contestação perfeitamente localizadas, que vêm do ex-Instituto Português de Arqueologia".

Por outro lado, "há no terreno milhares de arqueólogos a operar, através de empresas da área da arqueologia preventiva", e entre estes não tem "colhido essa contestação". Esta é até, afirma Summavielle, "uma actividade que aumentou muito nos últimos três anos" e onde existe "um volume de negócios bastante considerável", até porque, por lei, os promotores imobiliários são obrigados a fazer escavações antes de iniciarem as obras.

Summavielle, no cargo há quatro anos, admite que o PRACE (Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado) para a Cultura lhe causou algumas dificuldades. Embora reconheça que "faz sentido que as cinco regiões [para as quais existem Direcções Regionais de Cultura] tenham autonomia para fazer investimentos e gerir o seu património classificado", acha que devia haver ajustes em relação à salvaguarda desse património.

"Devíamos ter extensões regionais nas cinco regiões", diz, o que permitiria ao Igespar acompanhar desde o início um pedido de parecer para intervenções em áreas de património protegido. Actualmente o processo é iniciado pela Direcção Regional, cujo parecer não é vinculativo, e só passados 25 dias é que chega às mãos do Igespar, que dá o parecer final (vinculativo) e que pode ser contraditório com o da DRC. "Era importante que quem dá a cara e o parecer vinculativo acompanhasse o processo desde o início."




 





Fonte:Alexandra Prado Coelho (23 Set 2009). Público: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1401938&idCanal=14


 

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por noticiasdearqueologia às 21:55

Sexta-feira, 28.03.08

Gravuras rupestres descobertas no concelho de Tondela

 É difícil acompanhar os passos apressados, mesmo até entusiasmados, do professor de história da Escola Secundária de Tondela, Jorge Humberto Gomes, enquanto este percorre parte dos caminhos isolados do Lugar de Fial, também conhecido como monte dos Fiais, na freguesia de Vilar de Besteiros. Dirige-se para junto do novo achado arqueológico do concelho, do qual teve conhecimento no início do ano, através de um caçador residente no concelho. "Trata-se da descoberta inédita de património arqueológico de gravuras rupestres", explica o professor, à medida que se embrenha no denso eucaliptal do Lugar de Fial.



Cerca de 15 minutos após o início da caminhada, o achado arqueológico aparece sobe um afloramento granítico, que Jorge Humberto tapara com vegetação. "Eu escondi as gravuras, pois era uma pena serem vandalizadas", afirma. O painel de arte rupestre, para já classificada como sendo do período Calcolítico ou Idade do Cobre, delimitado cronologicamente no III milénio antes de Cristo, revela quatro figuras ligadas ao campo mágico e religioso, bem como sinalética circular (cupmarks) que, para o professor, poderiam representar "delimitações territoriais" a nível sagrado ou geográfico. "Pensa-se que estas ‘covinhas’ marcassem zonas transcendentais, do infinito, mas não existe unanimidade quanto à sua explicação", refere. Jorge Humberto Gomes, que se encarregou de limpar as gravuras e de traçar os seus contornos a giz, salienta que a primeira figura que lhe chamou a atenção foi o desenho de uma serpente, um símbolo habitual nas culturas dos povos deste período. "A serpente não tinha o cariz negativo que a cultura cristã lhe atribui posteriormente. Este animal era visto como um símbolo ligado ao campo sexual, à fecundidade feminina e, em alguns casos, ligado à imortalidade".


No achado arqueológico é ainda possível visualizar duas figuras humanas esquematizadas num contexto de postura espiritual. Investigador, há já 20 anos, da cultura Megalítica, que abarca o período Neolítico e Calcolítico, o professor de história defende que o painel revela uma figura feminina, com a cabeça em forma de auréola, e uma figura masculina. "Julgo que se trata de um painel de agradecimento ao culto da fecundidade. O desenho com a cabeça em forma de aureola confere à figura uma postura santificada. Poderiam estar a realizar um ritual religioso. A figura masculina encontra-se numa posição de oferecer algo a uma divindade". Jorge Humberto Gomes não exclui a hipótese de se tratar da representação de um parto ou da celebração do nascimento. As gravuras foram elaboradas na pedra através de raspagem e fricção. Apesar de a laje se encontrar num estado de conservação razoável, a inclinação do afloramento granítico faz com que o escoamento da precipitação seja encaminhado para cima do achado arqueológico. "Julgo que parte do desenho já terá estalado com o frio e com o calor que a pedra sofreu".


Para o investigador, as gravuras constituem "uma forma de conhecer o universo religioso do período calcolítico", tratando-se de mais um documento precioso, de elevado valor histórico, que permite abrir uma janela de conhecimento para o mundo simbólico, ritual e mítico dos antepassados agro-pastoris. Segundo o professor de história, o Instituto Português do Património Arqueológico já foi alertado para a existência das gravuras, bem como já enviou as fotografias do local para alguns arqueólogos que se dedicam ao estudo da cultura megalítica. No dia 30, irá deslocar-se ao local, o arqueólogo André Santos, em funções no Parque Arqueológico do Vale do Côa, para fazer a classificação final das gravuras. Para já a única certeza de ambos os investigadores, é que se trata de um "achado arqueológico relevante".Jorge Humbero Gomes espera que o painel depois de classificado seja preservado e aproveitado, não só para estudo, mas também para fins turísticos.


Fonte: Ana Filipa Rodrigues (28 Mar 2008). Jornal do Centro: http://www.jornaldocentro.pt/?lop=conteudo&op=dc912a253d1e9ba40e2c597ed2376640&id=37c77fc83549b5204e788fb979887c92

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por noticiasdearqueologia às 21:09

Domingo, 23.03.08

Arte Rupestre: Centro Interpretativo de Chãs d´Égua, Arganil, é porta de entrada para 100 rochas gra


O Centro de Arte Rupestre de Chãs d'Égua, no Piódão (Arganil), é inaugurado sábado, constituindo um passo importante para lançar em breve um programa de visitas guiadas às cerca de 100 rochas gravadas já descobertas na zona.


O Centro, iniciativa da Câmara Municipal de Arganil, surge na sequência de diversas campanhas de prospecção e levantamento arqueológico de arte rupestre realizadas no Piódão em colaboração com a equipa técnica do Parque Arqueológico do Vale do Côa.


Paulo Ramalho, coordenador do Centro, disse hoje à agência Lusa que estas campanhas, ainda em curso, evidenciam "uma enorme concentração de arte rupestre no vale de Chãs d'Égua".


Os trabalhos permitiram localizar nesta região um "significativo conjunto de arte rupestre, maioritariamente atribuível ao período entre o Neolítico e o Bronze Final", segundo uma nota da Câmara Municipal de Arganil.


"Tal facto, bem como o carácter homogéneo e concentrado das gravuras, foi determinante para a instalação de um Centro Interpretativo - que deverá também futuramente funcionar como Centro de Acolhimento para visitas guiadas a diversos núcleos de arte rupestre - no centro simbólico deste território: Chãs d'Égua", é referido no texto.


O Centro Interpretativo vai funcionar na antiga escola primária de Chãs D'Égua, que foi reformulada para o efeito, ao abrigo de uma parceria com a Associação de Desenvolvimento da Beira Serra (ADIBER) no âmbito do programa Leader.


"É o primeiro Centro Interpretativo de Arte Rupestre a ser inaugurado no país", disse ainda Paulo Ramalho.


As visitas guiadas, que poderão começar no Verão segundo este responsável, permitirão apreciar no local as 100 rochas gravadas já descobertas, as mais antigas com 4.500 a 5.000 anos, e que constituem a "mais importante concentração de arte rupestre conhecida até ao momento no território que se estende entre o Tejo e o Douro/Baixo Côa".


"Mas há muito mais para descobrir", salientou o antropólogo responsável pelo Centro, ao destacar a "excelente colaboração da população local", que se revelou "muito entusiástica" em relação ao projecto.


Na perspectiva do presidente da Câmara de Arganil, Ricardo Pereira Alves, o Centro Interpretativo de Arte Rupestre de Chãs d´Égua constitui "um projecto importante para o concelho", ao potenciar o seu desenvolvimento turístico.


Fonte: (2008 Mar 19). Lusa:  http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/8fc99647f3654de7b74156.html

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por noticiasdearqueologia às 19:10

Quinta-feira, 14.02.08

Halladas en Maragatería (León) piedras decoradas con petroglifos


Esta roca tiene forma de uve y en ella se aprecia con toda claridad una espiral o laberinto. Foto por gentileza de Juan Carlos Campos. Más información en su blog: La tierra de los Amacos


Petroglifos son grabados sobre roca al aire libre realizados a base de piqueteado o abrasión; los motivos tallados sobre la piedra pueden ser muy variados, desde cazoletas (que son hendiduras pequeñas y poco profundas de forma generalmente circular), hasta antropomorfos y zoomorfos, espirales o laberintos, y pueden ser naturalistas, esquemáticos o abstractos. No representan narración propiamente dicha, aunque la sucesión de figuras y símbolos podría tener ese carácter. Hay datados alrededor de 450 lugares con petroglifos en la península, la mayoría en Galicia y el norte de Portugal, aunque también son comunes en el Valle del Tajo.


Pero de ningún modo se tenía noticia de la aparición de petroglifos en la provincia de León. Por eso no dejan de sorprender las imágenes de unas rocas, halladas en Maragatería, que muestran una superficie tallada en la que se ven cazoletas y grabados, símbolos, laberintos y espirales, aunque es posible que un examen más detallado aporte otras representaciones. Una de las rocas está llena de cazoletas (y otros motivos), mientras que otra no tiene ni una...



Foto por gentileza de Juan Carlos Campos. Más información en su blog: La tierra de los Amacos.


Se trata de dos grandes piedras que un vecino de Astorga ha encontrado y cuya ubicación exacta se niega a facilitar con el fin de preservar el hallazgo hasta que sea examinado por expertos; de hecho, el improvisado arqueólogo ya ha dado aviso a las autoridades de la Junta de Castilla y León para que las estudien. Al parecer, en unos días estarán en dicha zona y se podrá conocer el alcance del hallazgo.



Foto por gentileza de Juan Carlos Campos. Más información en su blog: La tierra de los Amacos.


Cuenta Juan Carlos, el vecino de Astorga, que se trata de dos grandes piedras situadas en el campo, lejos de caminos o senderos, probablemente sedimentarias y cubiertas de líquenes. Las rocas podrían haber estado hincadas en el suelo, tal vez formando parte de un dolmen, y también podían ser de épocas distintas... Juan Carlos señala que primero se acercó al observar un afloramiento rocoso e incluso que algunas piedras parecían colocadas o amontonadas, hasta que dio con una enorme roca tumbada y en forma de mesa, al lado de la cual había otra en forma de uve, ambas talladas.


Según parece, no hay documentados petroglifos en la provincia de León, por lo que sería éste un hallazgo extraordinario. Y según se desprende observando los grabados, parecen estar relacionados con los petroglifos gallegos, en los que los motivos más abundantes son precisamente los laberintos, espirales, cazoletas y coviñas.



Foto por gentileza de Juan Carlos Campos. Más información en su blog: La tierra de los Amacos.


En cuanto a la datación, los petroglifos se sitúan entre el Eneolítico y la Edad del Hierro, por tanto, entre el tercer milenio y mediados del primer milenio antes de Cristo (aunque también existen petroglifos más tardíos, tardorromanos o altomedievales, con motivos diferentes). Su significado sería, probablemente, de tipo simbólico, religioso y ritual.


Sólo falta que todo se confirme para que se desvele otra página de la Historia de León.


Fonte: (13 Fev 2008). El Mundo.com / Terrae Antiquae: http://terraeantiqvae.blogia.com/2008/021301-halladas-en-maragateria-leon-piedras-decoradas-con-petroglifos.php


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por noticiasdearqueologia às 22:03

Quinta-feira, 25.10.07

Caminha: Arte rupestre em risco

 Construção da ligação da A-28 à EN-13 já começou envolta em polémica

Já arrancou a construção do polémico troço de ligação entre a A28 e a EN13, nos limites de Caminha e Vila Nova de Cerveira. Autarcas e ambientalistas estão contra a ligação, pois dizem que vai destruir um dos mais importantes sítios arqueológicos da Península Ibérica.
A construção da contestada ligação da auto-estrada 28 à EN-13, nos limites dos concelhos de Caminha e Cerveira, arrancou esta semana, devendo a obra estar concluída até Abril de 2008, num investimento de 14,5 milhões de euros.
A informação foi ontem avançada à agência Lusa por fonte da Euroscut Norte, concessionária daquela via rápida, que acrescentou que a ligação terá uma extensão de 4.600 metros, dos quais 480 dizem respeito a um “falso túnel” no Monte de Góis, em Lanhelas, numa zona onde existe arte rupestre. Esta ligação é contestada pela Junta de Freguesia de Lanhelas e pela associação ambientalista «Corema», que alegam que a sua construção “é ilegal”, por alegadamente não ter sido precedida de consulta pública. Ambientalistas e junta de freguesia interpuseram, a 1 de Junho, uma providência cautelar no Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga para tentar suspender a eficácia do despacho que autoriza o avanço da obra. Os contestatários defendem que o traçado da ligação será “extremamente lesivo” para a freguesia de Lanhelas, nomeadamente por “acabar com a água pública” e destruir um “santuário de arte rupestre” existente no Monte de Góios. As duas primeiras propostas de traçado estiveram em consulta pública e foram chumbadas pelos seus impactes ambientais e patrimoniais.
Após algumas “correcções” ao último daqueles traçados, a ligação recebeu finalmente luz verde, sem que tivesse sido posta novamente a consulta pública. “Se há um novo traçado, ele tem de ser obrigatoriamente submetido a discussão pública”, referiu à Lusa o presidente da Junta de Lanhelas, Rui Fernandes, considerando “inadmissível” que a obra avance sem que a providência cautelar tenha sido julgada.
Minimizando as críticas e preocupações de autarcas e ambientalistas, a Câmara de Caminha já se congratulou publicamente com a aprovação do traçado, sublinhando que o aval tanto do Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) como do Instituto do Ambiente “indicia a salvaguarda dos impactos paisagísticos e patrimoniais” da região. O município, presidido por Júlia Costa (PSD), acrescentou que, na prática, o traçado será igual ao que foi chumbado, já que “não havia alternativa”. A única diferença em relação à proposta anterior é que o traçado não será tão largo, uma vez que vai ter uma faixa para cada lado, que passa a duas nas zonas de subida mais acentuada, quando inicialmente estavam previstas duas faixas para cada lado, mais uma.
Visão mais pessimista tem o director do Centro Nacional de Arte Rupestre, António Martinho Baptista, que já alertou que aquela via “irá mutilar irremediavelmente” o “santuário” do Monte de Góis, onde diz existir “um dos mais ricos complexos inscultóricos da arte rupestre da pré-história recentes conhecidos na Península Ibérica”. “Só a crónica e secular pobreza do país permite que sítios com as características do Monte de Góis não sejam há muito conhecidos ou valorizados, quer arqueologicamente, quer turisticamente”, criticou.
A directora regional do Norte do IPPAR, Paula Silva, garantiu, por sua vez, que o traçado aprovado para aquela ligação evita a destruição do património arqueológico e minimiza os impactes na envolvente.
Paula Silva acrescentou que a actuação do IPPAR no processo assegurou igualmente a valorização das lajes classificadas e o estudo e identificação de dois “importantes” núcleos de arte rupestre, “praticamente desconhecidos e que podem agora ser investigados e protegidos”. A responsável disse ainda que o traçado da via naquele local foi alterado “para evitar a destruição de qualquer das lajes identificadas”, mas reconheceu que “a redução a zero dos impactes da via sobre os conjuntos rupestres apenas seria possível pela não construção da estrada”. “A actuação do IPPAR permitiu assegurar uma solução que, embora de compromisso é, minimizadora do impacte da via sobre os imóveis classificado e em vias de classificação, bem como sobre o conjunto das lajes insculturadas, permitindo evitar a sua destruição”, referiu Paula Silva.



In: (16 Out 2007). O Primeiro de Janeiro: http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=e4da3b7fbbce2345d7772b0674a318d5&subsec=&id=5a1b5e4e03d06226cb7efb5538d9ee3b

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por noticiasdearqueologia às 21:48


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