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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

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Segunda-feira, 18.02.08

Arbustos e ervas "moram" em troço das muralhas classificadas de Évora

As muralhas de Évora, classificadas como monumento nacional, apresentam sinais de degradação com o crescimento de ervas e arbustos, mas o município responsabiliza os serviços do Ministério da Cultura pelas obras de recuperação.






Os arbustos, ervas e até uma árvore, uma espécie de figueira, são visíveis num troço da muralha, localizado junto às Portas do Raimundo, uma das principais entradas da cidade, classificada há 21 anos como Património Mundial, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).



"As muralhas, classificadas como Património Nacional, estão submetidas à salvaguarda do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR)", disse hoje à agência Lusa o presidente da Câmara Municipal de Évora, José Ernesto Oliveira.


Responsabilizando o IGESPAR, tutelado pelo Ministério da Cultura, o autarca de Évora advertiu que "qualquer intervenção nas muralhas tem de ser tecnicamente bem conduzida".


Apesar de várias tentativas, a agência Lusa não obteve qualquer declaração por parte da Direcção Regional de Cultura do Alentejo, dirigida por José Nascimento, organismo que representa a tutela, a nível local.


Pela parte da Câmara de Évora, José Ernesto Oliveira garantiu "toda a colaboração" da autarquia para colaborar na limpeza e preservação das muralhas, mas esclareceu que a iniciativa tem de partir do IGESPAR.


O autarca afirmou-se preocupado com o estado das muralhas e lembrou que a questão já foi analisada pelos membros da comissão municipal de arte e arqueologia, de que fazem parte representantes das várias instituições regionais responsáveis pela área do património.


O troço das muralhas em que são visíveis sinais de falta de limpeza já foi alvo de uma intervenção ao abrigo do programa Polis, vocacionado para a recuperação urbana e ambiental, numa extensão de dois quilómetros.


O centro histórico de Évora, o maior do país distinguido pela UNESCO, com cerca de 100 hectares, celebrou a 25 de Novembro do ano passado 21 anos como Património Mundial.


O valor patrimonial do centro histórico de Évora foi reconhecido a 25 de Novembro de 1986, dia em o Comité do Património Cultural de Paris anunciou a decisão da UNESCO.


A proposta de classificação fora apresentada pela autarquia ao Ministério dos Negócios Estrangeiros cerca de um ano antes, depois de em 1984 ter manifestado essa intenção junto da Comissão Nacional da UNESCO.


Apontada como "o melhor exemplo de cidade da idade do ouro portuguesa", após a destruição de Lisboa pelo terramoto de 1755, Évora apresenta imóveis notáveis, como fontes e chafarizes, muralha, aqueduto, conventos, palácios, solares e igrejas, além do Templo Romano, o ex-libris da cidade.


Fonte: (14 Fev 2008). RTP: http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=326466&visual=26&tema=5

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por noticiasdearqueologia às 19:09


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