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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

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Sábado, 29.12.07

A exploração de caulinos em Milhazes e Vila Seca ameaça vestígios arqueológicos.

A concessão de caulino prevista para Vila Seca e Milhazes pode ser bloqueada se a Câmara Municipal de Barcelos e as Junta de Freguesia de Vila Seca e Milhazes pedirem ao Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) a classificação do conjunto de vestígios arqueológicos existentes nos terrenos da exploração.
Um estudo realizado pelo Gabinete de Arqueologia da Câmara encontrou dois dólmenes e diversos elementos arquitectónicos que integram o património pré-industrial (relacionado com sistemas de rega para a agricultura e para a moagem), que, caso a exploração avançasse seriam destruídos. 
Alguns destes elementos estão semi-destruídos, mas podem ser recuperados. A Junta de Vila Seca está disposta, em conjunto com a Câmara, a requerer a classificação e, caso o IPPAR venha a dar provimento a essa pretensão, os terrenos onde os vestígios estão situados e um perímetro de 50 metros ou mais, conforme o valor dos vestígios encontrados, fica a salvo de qualquer intervenção, o que inviabilizaria quase todos os terrenos para a extracção de caulino prevista. Aliás,  Vila Seca, Milhazes e Gilmonde são zonas de alguma abundância de vestígios das sociedade megalítica - com mais de 5 mil anos - como é o caso dos dólmenes (monumentos funerários) encontrados, e, que, na opinião dos especialistas, urge escavar e preservar. Para isso é fundamental que os projectos de concessão ou licenciamentos de construção estejam obrigados a investigações arqueológicas prévias.
“Pela nossa parte, e em conjunto com a Câmara, vamos tentar que se consiga a classificação dos vestígios arqueológicos ali existentes. Está em causa um património importante para a história da freguesia e do concelho e deve ser salvaguardo”, disse ao Barcelos Popular (BP), José Faria, presidente da Junta de Freguesia de Vila Seca. O autarca aproveita o momento para recordar que a existência de tais vestígios “mostra a falta de rigor com que foram feitos os estudos da exploração”. E garante que “se não fosse a nossa insistência e oposição à exploração, bem como os estudos feitos no terreno pela Câmara, a Mibal destruía tudo que se conhece e o que está por escavar”.
   


Fonte: (27 Dez 2007). Barcelos Popular: http://www.barcelos-popular.pt/index.php?zona=ntc&tema=3&lng=pt&id=883

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por noticiasdearqueologia às 12:42


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