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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

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Sábado, 10.11.07

RÉGUA: Destruição da antiga muralha da Fonte do Milho vai ser julgada em tribunal



O caso da destruição de parte da muralha romana da Fonte do Milho, monumento nacional localizado na Régua, vai ser julgado em tribunal depois do ex-Instituto Português do Património ter recorrido do arquivamento do processo pelo Ministério Público.

A Direcção Regional de Cultura do Norte (DRCN), que actualmente tutela o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR), antigo Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR), confirmou hoje que os responsáveis pela destruição da antiga muralha «vão mesmo» a tribunal.

A directora da DRCN, Helena Gil, acrescentou que se aguarda para breve a marcação da primeira audiência.


No dia 27 de Abril de 2005, cerca de 70 metros da muralha romana da Fonte do Milho, monumento afecto ao IPPAR desde 1992, foram destruídos numa movimentação de terras para a plantação de uma vinha.


Na altura, António Monteiro, presidente da Junta de Freguesia de Canelas, alertou para a destruição de 70 a 75 metros de muralha e desaparecimento de um dos «lagares mais antigos da Península Ibérica».


«O nosso património foi devastado pelo proprietário do terreno contíguo ao monumento, que ali queria plantar uma vinha» , afirmou então o autarca.


O IPPAR apresentou, então, uma queixa-crime contra o responsável pela destruição do monumento no Ministério Público, entidade que decidiu arquivar o caso por entender que «não havia provas suficientes» para avançar para tribunal.


O IGESPAR recorreu da decisão, alegando que havia provas «mais do que suficientes» para avançar com a queixa-crime.


E, depois de algumas inspecções ao local, concluiu-se que houve, de facto, destruição de parte da muralha.


Os monumentos nacionais possuem 50 metros de protecção em toda a sua volta, onde é proibida qualquer intervenção, uma imposição legal que não terá sido respeitada pelo proprietário do terreno em causa.


A Fonte do Milho, situada nas encostas do Douro no meio de vinhas, foi uma villa romana fortificada com vestígios de ocupação entre o século I e o Baixo-Império, ocupando uma área superior a um hectare.


O monumento integra duas imponentes linhas de muralhas em xisto.


Escavações arqueológicas efectuadas no local permitiram a descoberta de algumas dependências da parte rústica, nomeadamente um lagar de vinho.


In: (8 Nov 2007). SOL:  http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=65450


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por noticiasdearqueologia às 11:53


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