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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

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Quarta-feira, 19.09.07

POVOADOS CASTREJOS candidatos à UNESCO



Os mais importantes povoados castrejos do Noroeste Peninsular vão ser integrados numa rede que será candidata a Património Europeu, classificação recentemente criada pela UNESCO, revelou hoje Armando Coelho, um dos promotores da iniciativa.


«Na área abrangida pelo norte de Portugal, Galiza e Astúrias existem mais de seis mil castros, mas apenas vão ser propostos para integrar esta rede os mais importantes, que são cerca de quatro dezenas», afirmou o especialista em cultura castreja, em declarações à Lusa.


Segundo Armando Coelho, a rede que será proposta para classificação deverá incluir cerca de duas dezenas de castros no norte de Portugal, uma dezena e meia na Galiza e uma dezena na zona ocidental das Astúrias.


O especialista admitiu que o processo de candidatura dos castros do Noroeste Peninsular possa ser entregue «até final de 2008».


A ideia de avançar com a candidatura surgiu em 2004, na sequência de um colóquio realizado pelo Centro de Estudos de Arqueologia Castreja, instalado na Citânia de Sanfins, em Paços de Ferreira.


Na altura, foi formado um grupo de trabalho, envolvendo também a Sociedade Martins Sarmento, de Guimarães, que procedeu a um levantamento dos castros existentes e contactou com as autoridades envolvidas.


«Nesta altura, temos quase concluído o processo de criação desta rede à classificação de Património Europeu», revelou Armando Coelho, numa referência a uma classificação criada em 2006 pela UNESCO.


«Optamos pela classificação de Património Europeu por considerarmos que é mais adequada aos objectivos que pretendemos, o que não invalida que alguns dos locais que constam da rede não possam mais tarde a ser candidatos a Património Mundial», salientou.


Segundo o especialista, a iniciativa pretende «mostrar que o norte de Portugal, a Galiza e as Astúrias têm uma história comum, que começou no primeiro milénio antes de Cristo».


Nessa perspectiva, os cerca de 40 povoados castrejos que serão candidatos à classificação pela UNESCO «são os que apresentam maior potencial científico e cultural, que é necessário defender e estudar».


Armando Coelho defendeu também que a valorização dos povoados castrejos pode funcionar como «alavanca de desenvolvimento», já que permitirá criar postos de trabalho, prestigiar a região e rentabilizar o património cultural através do aproveitamento turístico.


«A classificação dos castros numa rede integrada permitirá criar uma espécie de rota castreja», salientou. A candidatura dos castros do noroeste peninsular será apresentada numa cerimónia que se realiza sexta-feira à noite na Casa de Cultura da Trofa.


A escolha deste município resulta no facto de ter no seu território o Castro de Alvarelhos, considerado por Armando Coelho como de «excepcional importância patrimonial».


«O Castro de Alvarelhos era a capital da antiga Terra da Maia, que ia do mar até à Serra da Agrela», frisou.


In: (19 Set 2007). Lusa/SOL: http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=56176


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por noticiasdearqueologia às 23:35



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