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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

O Património é um bem comum... Preservá-lo só depende de cada um de nós...



Quinta-feira, 16.07.15

Terminou a primeira fase do projecto arqueológico Neomega, com as escavações na Orca da Lapa do Lobo em Nelas

TERMINOU A PRIMEIRA FASE DO PROJECTO ARQUEOLÓGICO NEOMEGA, COM AS ESCAVAÇÕES NA ORCA DA LAPA DO LOBO

Concluiu-se na passada Sexta-Feira, a campanha de escavação de emergência na Orca da Lapa do Lobo, no concelho de Nelas, numa primeira fase intitulado de Neolitização e Megalitismo da Plataforma do Mondego: investigação, recuperação, integração e valorização patrimonial, previsto para decorrer entre os anos de 2016 e 2018.

Dirigida pelo Prof. Dr. João Carlos de Senna-Martinez, coadjuvado pelo Técnico do Património da Câmara Municipal de Nelas, Dr. Sérgio do Espírito Santo e pelas licenciadas Thelma Ribeiro e Arlette Figueira da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e cinco alunos do primeiro ano Arqueologia da mesma Faculdade.

A campanha insere-se num projecto conjunto entre a Câmara Municipal de Nelas e a Câmara Municipal do Carregal do Sal, para valorizar o património arqueológico das duas autarquias, tendo ainda contado com a participação do Mestre Evaristo Pinto, do Museu Municipal do Carregal do Sal, a mesma foi ainda apoiada pela Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Canas de Senhorim, pela Fundação Lapa do Lobo, Junta de Freguesia de Canas de Senhorim e Junta de Freguesia da Lapa do Lobo.

Encontra-se em elaboração um projecto para o triénio 2016-2018, que permitirá a continuidade dos esforços com vista a permitir não só o estudo científico de vários monumentos dos dois concelhos, bem como a respectiva valorização patrimonial e à consequente fruição pública. Neste sentido o Município de Nelas pretende dar a conhecer as raízes culturais do concelho pelo acesso ao seu património arqueológico milenar.

Para o Prof. Dr. Senna-Martinez “O interesse patrimonial daquele arqueosítio, sai reforçado pelos resultados obtidos que recomendam a continuidade da intervenção no Verão de 2016. Sendo um sítio de charneira interconcelhia no que respeita ao Megalitismo Regional, a Orca da Lapa do Lobo promete vir a acrescentar novos dados e proporcionar um novo e interessante sítio aos circuitos interconcelhios dos monumentos atribuíveis ao Neolítico”

Fonte: (14-07-2015): http://www.metronews.com.pt/2015/07/14/terminou-a-primeira-fase-do-projecto-arqueologico-neomega-com-as-escavacoes-na-orca-da-lapa-do-lobo-em-nelas/

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por noticiasdearqueologia às 15:00

Quinta-feira, 16.07.15

Arqueólogos perplexos ao descobrir 2.000 pequenas espirais de ouro em lugar sagrado

Arqueólogos perplexos ao descobrir 2.000 pequenas espirais de ouro em lugar sagrado

Encontrar ouro em Boeslunde, na Dinamarca, não é nenhuma surpresa: a cidade é conhecida como uma área onde é regularmente encontrado ouro da Idade do Bronze. Mas uma recente descoberta deixou os arqueólogos perplexos: duas mil pequenas espirais – um «enigma dourado».

Boeslunde fica na Zelândia, a maior ilha entre a Dinamarca continental e a ponta da Suécia. É um foco para a arqueologia dinamarquesa desde que o lugar serviu como centro de ligação há milhares de anos - acumulando recentes descobertas tão diversas quanto joias viking de mais de 1.000 anos e uma fortaleza, para citar só coisas que foram encontradas no ano passado.

As espirais foram encontradas num «lugar sagrado especial da Idade do Bronze, onde pessoas realizavam rituais e ofereciam ouro a forças maiores», de acordo com Flemming Kaul, curador do Museu Nacional da Dinamarca. A constante descoberta de ouro na área tem estimulado novas escavações - incluindo uma liderada em conjunto pelo Museu Nacional e pelo Vestsjælland, um museu local, que encontrou as espirais.

Então, o que é que eles encontraram exactamente? Milhares de fios de ouro apertados, cada um com cerca de 2,5 cm de comprimento, que somados dão cerca de 200g de ouro sólido. Estas foram encontrados enterrados dentro de uma caixa de madeira.

O mais surpreendente, entretanto, é que ninguém sabe dizer exatamente qual a função destes pequenos cabos - no comunicado sobre a descoberta, que parece datar de 900 a.C., o museu chama os fios de ouro de «um pequeno mistério».

Mas os pesquisadores têm algumas teorias: Kaul acredita que estes eram usados para fins decorativos, representando o poder do Sol nas roupas de um padre ou rei.

«O Sol era um dos mais sagrados símbolos da Idade do Bronze e o ouro possuía uma magia especial», escreve. «Talvez o padre-rei usasse um anel de ouro no pulso, e as espirais de ouro no seu manto e chapéu, e estas brilhariam como o sol durante as cerimónias». Enterrados com tanto cuidado como foram, as espirais talvez simbolizassem algum tipo de sacrifício.

Fonte: (2015-07-15): http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=782025

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por noticiasdearqueologia às 14:43

Terça-feira, 07.07.15

Fotos revelam que moais da Ilha de Páscoa têm tatuagens

Imagens que mostram os símbolos misteriosos nas estátuas teriam sido feitas durante escavações em 2012, mas só foram divulgadas agora

 

Muita gente tem uma visão equivocada sobre os moais, as famosas estátuas humanóides da Ilha de Páscoa - as pessoas costumam achar que eles não têm corpos. E o motivo disso é que apenas uma fração das 887 esculturas gigantes do local acabou ganhando popularidade. “A razão pela qual pensam que eles são apenas cabeças se deve ao fato de que existem cerca de 150 estátuas enterradas até os ombros na encosta de um vulcão, e estas são as mais famosas, mais bonitas e mais fotografadas entre todas as da Ilha de Páscoa”, disse Jo Anne Van Tilburg, diretora do Projeto Estátua da Ilha de Páscoa (EISP, na sigla em inglês). As pessoas ficaram ainda mais impressionadas quando viram uma série de fotos que viralizaram na internet nos últimos dias: elas mostram que os moais não apenas têm corpo, como também são tatuados.

Pesquisadores acreditam que padrões crescentes nas tatuagens podem representar canoas do povo rapanui

As imagens surgiram esta semana no imgur e retratam o momento em que arqueólogos desenterraram, em 2012, o torso das estátuas mais icônicas. Por estarem soterrados, os símbolos esculpidos na pedra vulcânica ficaram protegidos ao longo dos séculos, e pesquisadores acreditam que as gravuras são de fato tatuagens representando aspectos da cultura do povo local, que começou a colonizar a ilha a partir do ano 300 da era cristã e cuja civilização foi dizimada um milênio e meio mais tarde. Eles eram polinésios que chegaram até ali em canoas e, com o passar do tempo, ganharam identidade própria e passaram a se chamar de rapanui. A navegação e o elemento da canoa eram tão simbólicos para estes colonizadores que uma das teorias dos estudiosos sugere que os diversos padrões crescentes das tatuagens possam representar as canoas polinésias.

Os pesquisadores ainda não decifraram plenamente o significado das gravuras, se é que existe algum. Mas este não é o único mistério envolvendo os rapanui e seus moais, que possivelmente retratam ancestrais míticos ou líderes tribais, chegando a pesar 88 toneladas e podendo atingir 10 metros de altura. Muitas questões continuam em aberto. Ainda não se sabe ao certo como nem por que as estátuas foram construídas, tampouco se foram enterradas propositalmente ou pela ação do tempo. Outro enigma é o declínio deste povo: ao contrário da visão tradicional, que relaciona o colapso ao desgaste ambiental promovido pela exploração humana da ilha, novas teorias sugerem que a causa tenha sido o contato com os europeus, que trouxeram a escravidão e a varíola, ou até mesmo uma infestação de ratos. O fato é que, a partir do século 17, a população da Ilha de Páscoa desabou rapidamente de 15 mil para cerca de 2 mil habitantes.

 (Foto: Reprodução)

Fonte: 2015.06.12 (http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Arqueologia/noticia/2015/06/fotos-revelam-que-moais-da-ilha-de-pascoa-tem-tatuagens.html)

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por noticiasdearqueologia às 17:09

Terça-feira, 07.07.15

Ruínas de Conímbriga recebem investimento global de três milhões de euros

O perímetro arqueológico de Conímbriga, em Condeixa-a-Nova, Coimbra, vai ser ampliado e a intervenção, que na sua totalidade deve rondar os três milhões de euros, vai ser candidatada a fundos comunitários, anunciou hoje a Câmara local.

Lusa

Esta intervenção, segundo a autarquia liderada pelo socialista Nuno Moita, “pretende permitir a visualização do anfiteatro romano, bem como a criação de acessos ao anfiteatro e de um novo circuito de acesso às ruínas romanas a partir de Condeixa-a-Velha”.

O presidente da Câmara de Condeixa-a-Nova, Nuno Moita, explicou à agência Lusa que apenas 1/6 de Conímbriga está a descoberto, o que diz muito daquilo que deverá ser possível descobrir com novas explorações.

“Para a execução destes investimentos será necessário proceder à aquisição de prédios correspondentes ao local do anfiteatro romano e zonas adjacentes às ruínas de Conímbriga”, esclarece a autarquia.

O secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, assina na terça-feira, pelas 11:00, neste concelho do distrito de Coimbra, um protocolo de colaboração com a Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova tendo em vista a concretização deste conjunto de investimentos, anuncia ainda.

O objetivo é o de “estabelecer as bases de colaboração para a ampliação e promoção do perímetro arqueológico de Conímbriga, que respeita à 2.ª fase do projeto ‘Desenvolvimento Infraestrutural do Programa Museológico de Conímbriga’, a candidatar a fundos comunitários”.

A Câmara deverá participar com 200 mil euros neste investimento e o Governo com 600 mil euros, parte já investida.

Depois destes investimentos, é tempo de aceder aos fundos comunitários, aclarou Nuno Moita.

“Conímbriga é um vetor estratégico da maior importância para Condeixa. Tem 120 mil visitantes por ano e confere ao concelho esta singularidade”, disse o autarca, em declarações à agência Lusa.

Este acordo tem ainda como objetivo a integração daqueles investimentos com o tecido urbano de Condeixa e com outras iniciativas promovidas pela autarquia, designadamente o Centro de Interpretação PO.ROS – Portugal Romano de Sicó.

O objetivo é levar os visitantes de Conímbriga a visitarem igualmente o núcleo urbano de Condeixa—a-Nova.

A Câmara anuncia, ainda, estar prevista a cedência de peças arqueológicas do museu monográfico de Conímbriga úteis à programação e projeto museográfico daquele novo museu.

Este protocolo entre o Governo, através da Direção-Geral do Património Cultural, e a autarquia vigorará até ao final de 2015 e é renovado automaticamente por períodos de um ano.

A 11 de fevereiro de 2014, a Câmara de Condeixa-a-Nova anunciou a intenção de criar um movimento para preparar a candidatura das ruínas romanas de Conímbriga a Património da Humanidade.

Fonte: 08.06.2015: http://www.destak.pt/artigo/232435

08 | 06 | 2015   17.10H

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por noticiasdearqueologia às 16:58

Segunda-feira, 06.07.15

Escavar quase ao lado do Estado Islâmico

D.R.

Uma equipa de arqueólogos portugueses escava numa colina na província de Sulaymanyiah, no Curdistão iraquiano. Kirkuk, onde há várias semanas foi desmantelada uma célula do autoproclamado Estado Islâmico que planeava ataques contra cidadãos, fica a menos de 100 quilómetros.  

Enquanto conversamos, os jiadistas do autoproclamado Estado Islâmico avançam sobre Ramadi, capital da província iraquiana de Anbar, no centro do país, a pouco mais de uma centena de quilómetros a oeste de Bagdad. Invadiram e saquearam lojas e foram bater a todas as capelinhas (casas, queremos dizer) para identificar e capturar e sabe-se lá mais o quê todos aqueles que defendem credos que não o seu: membros de tribos pró-governamentais e da polícia e forças armadas. 

Imagens captadas no dia dos ataques, e no seguinte, mostram uma cidade abandonada, despojada, às moscas, como se fora consumida pela peste. As nuvens de fumo crescem no ar. Assim como as bandeiras negras. Ramadi, por ora, é deles.

Mas Ramadi fica muito longe, fica a cerca de 400 quilómetros e isso é muito. Mais perto está a cidade petrolífera de Kirkuk, no Curdistão iraquiano. Também há dois dias, 20 de maio, foi ali desmantelada uma célula do grupo radical que planeava ataques contra cidadãos. Fica a “70, 80 quilómetros”. Mas eles não têm medo. “A situação é segura e não nos temos apercebido de qualquer problema de segurança”, diz André Tomé, 28 anos, um dos líderes da equipa de arqueólogos (cinco portugueses, um belga, uma italiana, que é antropóloga, e dois curdos) que se encontram a escavar numa colina, Kani Shaie, situada no vale de Bazian, na província curda de Sulaymanyiah.

D.R.

Missão deste ano é a "mais arriscada"
Apesar disso, reconhece que a missão deste ano (já ali esteve em anos anteriores, bem como na Síria, mas já lá vamos), que teve que início a 1 de maio, é a “mais arriscada”. E por ser a mais arriscada é preciso ter alguns cuidados, coisa pouca, nada de extraordinário, mas há que jogar pelo seguro. “Não vamos ser ingénuos, obviamente”. 

É preciso evitar lugares “sensíveis” (Kirkuk é sensível), tentar não dar muito nas vistas, manter olhos de lince, e ter paciência, muita, em doses de cavalo, para tratar dos assuntos burocráticos junto das forças de segurança (que sabem sempre onde estão e a que horas e a fazer o quê). Já a imprensa local não está informada, que é outro dos cuidados. Têm também um guarda à porta de casa, contratado pelos Serviços de Antiguidades de Sulaymanyiah.

“Ali é onde Noé deixou a Arca, segundo a tradição local”, diz André, com o dedo apontado ao peito da montanha de Piramagrun. É a única referência que temos. A paisagem que vemos no ecrã (a conversa foi mantida pelo Skype) não deixa mossa: um aglomerado irregular de prédios, mas equilibrado, da cor da terra batida. 

Em 2011 a guerra impediu-os de voltar à Síria
André e Ricardo Cabral, 31 anos, outro dos líderes da equipa, começaram a escavar na Síria em 2008, na antiga cidade de Nabada, atual Tell Beydar, na fronteira com o Iraque e a Turquia. O projeto, que consistia numa parceria de várias equipas internacionais, era coordenado por Conceição Lopes, professora na Universidade de Coimbra, instituição a que ambos estão ligados desde que fizeram ali a licenciatura, já lá vão alguns anos, quase uma mão cheia. Na altura, procuravam vestígios do período helenístico, do terceiro milénio antes da era comum, quando começaram a aparecer as primeiras cidades e a escrita.  

Estiveram na Síria nos dois anos seguintes. Em 2011, com o despoletar da guerra civil meses antes da data prevista para a missão, não puderam voltar. Era demasiado perigoso, e a ideia nunca foi haver heróis. Todas as equipas cancelaram, à exceção de uma, que conseguiu começar a trabalhar mais cedo. Decidiram por isso começar a escavar no Iraque. 

A escolha do sítio arqueológico fê-la André, em 2012, que se deslocou ao país com o tal belga que os acompanha na missão deste ano, Steve Renette, 33 anos, também diretor do projeto. Visitaram vários sítios que fossem facilmente identificáveis e ao fim de semana e meia, por aí, acharam finalmente o sítio perfeito, a referida colina, no Vale de Bazian. 

Perfeito porque apresentava “cronologias interessantes” que estavam interessados em estudar. Pela localização geográfica, também ela “interessante e sugestiva”. E porque se encontrava praticamente inexplorado, por causa do contexto político, explica André. Pediram autorização às autoridades iraquianas e em 2013 começaram a escavar. 

D.R.

D.R.

A primeira descoberta: uma tabuinha de argila
Foi também nesse ano que fizeram a descoberta que haveria não só de os motivar a continuar a trabalhar, como chamar a atenção da comunidade científica (e não só): uma tabuinha de argila, com cinco mil anos, que assinala o início da economia e as trocas comerciais entre o norte e o sul da Mesopotâmia. Seria no fundo um recibo. E ninguém esperava que a encontrassem ali, naquele sítio, tão pequeno, com um hectare e pouco, quando na realidade são muito mais comuns noutras regiões, noutras cidades, maiores, mais a sul. “É quase como esperarmos que as grandes burocracias que só se podem fazer em Lisboa, se pudessem também fazer numa cidade pequena do interior de Portugal”, diz André. 

A tabuinha tem um desenho impresso na argila, que seria uma espécie de assinatura - em si uma “obra de arte” - e uma marca numérica que indicava a quantidade de “coisas” que estariam a ser registadas e transacionadas. Muito provavelmente, acrescenta André, acompanharia mercadorias que, ou chegariam àquele sítio, ou sairiam dali em direção a outro local. Está guardada no museu de Sulaymanyiah, atualmente o segundo mais importante do Iraque. 

 

Preservar o património através da aplicação de tecnologia 3D
No ano passado, 2014, com os avanços dos jiadistas do autoproclamado Estado Islâmico junto a Erbil, capital curda, decidiram cancelar a missão. Ninguém recomendou, ninguém impôs. A decisão foi deles. Porque, como já se disse aqui, a ideia nunca foi haver heróis. Ou ser “demasiado audaz”. Não se sentiam seguros. Talvez até conseguissem chegar, permanecer durante alguns dias, trabalhar. Mas não tinham a certeza de que conseguiriam regressar. O dinheiro que tinham para a missão do ano passado, disponibilizado por instituições americanas, utilizaram-no na deste ano.

O projeto termina dia 15 de junho. Têm escavado todos os dias (exceto às sextas-feiras) e quase todos sob sol tórrido. Mas tem valido a pena. Até agora descobriram vestígios do quinto milénio antes da era comum, duas impressões com um selo, que também serviriam como registo de mercadorias (embora com algumas diferenças em relação à tabuinha de argila), que comprovam que o sítio era “muito importante” e “complexo” nesse período, tanto a nível económico, como religioso. É provável que ali tenha existido um edifício administrativo que até poderia ser um templo. Mas é cedo para afirmar isso. Talvez venham a ter a certeza no fim da missão, talvez não.

Uma das vertentes do projeto consiste em preservar o património escavado através da aplicação de tecnologia 3D para fazer a conservação digital do sítio arqueológico. E também dos seus artefactos. A região onde se encontram, “palco de guerras intermináveis” ao longo do último século, pode ser longe, segura, sossegada. Pode não ter os dias contados, como se julga ter a cidade síria de Palmira (ou as centenas de sítios que todos os dias são pilhados na Síria e no Iraque, como refere André), mas é “urgente” preservar. “Não sabemos qual é o futuro da região”. 

D.R.

Fonte: Helena Bento (2015.06.14): http://expresso.sapo.pt/internacional/2015-06-14-Escavar-quase-ao-lado-do-Estado-Islamico

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por noticiasdearqueologia às 10:45

Segunda-feira, 06.07.15

Arqueólogos descobrem pérola de 2 mil anos na Austrália

Pérola de 2 mil anos é encontrada na Austrália

 Pérola de 2 mil anos é encontrada na Austrália

Arqueólogos afirmaram ter encontrado uma pérola natural com mais de 2 mil anos em uma parte remota do oeste da Austrália.

A gema foi descrita como "insubstituível" por um dos pesquisadores responsáveis pelo projeto, já que é a única recuperada de um sítio arqueológico na Austrália.
Arqueólogos da Universidade de Wollongong levaram quatro anos para analisá-la e precisar sua idade usando uma tecnologia não invasiva para evitar danificá-la, afirmou o professor Kat Szabo, que participou da empreitada, à emissora local ABC News.
A datação por radiocarbono usada na concha que envolvia a pérola determinou que a pérola tinha 2 mil anos.
Mas como a gema era muito redonda, e foi descoberta próximo ao coração da indústria de pérolas da Austrália, arqueólogos tiveram de provar que não se tratava de uma criação moderna que simplesmente acabou enterrada.
Pérolas naturais redondas são extremamente raras na natureza. "Ela não tem nenhuma marca das pérolas cultivadas", explicou Szabo, acrescentando que a gema "tinha todas as assinaturas clássicas de uma peróla natural".
A pérola descoberta pelos arqueólogos possui uma coloração rosa-dourada, mas não se sabe se essa era a sua cor original ou foi resultado do longo tempo em que permaneceu enterrada.
Mas Szabo disse que a gema está em ótimo estado considerando sua idade avançada.
A peróla será exposta no Museu Marítimo da Austrália Ocidental até o fim deste mês.
Fonte: (26.06.2015): http://www.olhardireto.com.br/noticias/exibir.asp?noticia=Arqueologos_descobrem_perola_de_2_mil_anos_na_Australia&edt=34&id=399870

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por noticiasdearqueologia às 10:37

Segunda-feira, 06.07.15

Estado Islâmico destrói estátua com dois mil anos

Na semana passada os jiadistas destruíram dois mausoléus em Palmira, histórica cidade síria. Nas últimas horas derrubaram mais oito estátuas

O autodenominado Estado Islâmico (Daesh) continua a destruir património histórico da cidade síria de Palmira, sob seu controlo desde maio. O diretor-geral das Antiguidades e Museus do país, Maamun Abdelkarim, indicou à agência Efe que os jiaditas destruíram a estátua de um leão que se encontrava à entrada do Museu de Palmira.
"Trata-se da estátua mais importante, pelas suas dimensões e valor, que o Daesh destruiu até ao momento na Síria",  explicou em declarações ao telefone, indicando que a peça em causa foi destruída há uma semana.
A estátua, com uma altura de 3,5 metros e um peso de 15 toneladas, estava no jardim do Museu de Palmira. Anteriormente fora protegida pelas autoridades sírias que colocaram uma placa de ferro e sacos de areia em seu redor.

Também na semana passada, o Daesh destruiu dois antigos mausoléus muçulmanos da cidade e já esta sexta-feira oito outras estátuas de homens e mulheres procedentes da cidade histórica foram também destruídos.

Na internet, o grupo terrorista divulgou fotografias dos jiadistas a destruírem seis estátuas com marretas.

No mês passado, ativistas sírios indicaram que o Daesh colocou minas e explosivos junto das ruínas históricas.

Maamun Abdelkarim, que recebe informação sobre a situação no terreno através de testemunhos, indica contudo que até ao momento não existem indicações que a parte arqueológica de Palmira tenha sofrido danos.

Fonte: Alexandre Costa (3.07.2015): http://expresso.sapo.pt/internacional/2015-07-03-Estado-Islamico-destroi-estatua-com-dois-mil-anos

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por noticiasdearqueologia às 10:34


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