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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

O Património é um bem comum... Preservá-lo só depende de cada um de nós...



Quarta-feira, 29.01.14

Descoberta arqueológica indica que a Arca de Noé não era a única

Uma tábua de argila da Mesopotâmia antiga – atual Iraque – com cerca de 4.000 anos foi revelada esta semana pelo Museu Britânico. Ela traz detalhes sobre a construção de uma arca gigante que deveria abrigar animais “dois a dois”. Mas não é uma referência ao relato do Antigo Testamento sobre Noé. Embora seja uma história semelhante, descreve a construção de uma embarcação redonda e não retangular como a da Bíblia. A tábua está gerando discórdia entre os arqueólogos.

Irving Finkel, o responsável pela tradução das inscrições, está lançando um livro sobre o assunto, “The Ark Before Noah [A Arca Antes de Noé]. Ele é especialista em línguas antigas e conta que estava de posse da tábua do tamanho de um telefone celular há alguns anos. Desde que a comprou dedicou-se a estudar as inscrições cuneiformes dos antigos mesopotâmicos que a cobrem.

Finkel não tem dúvidas que esse é “um dos mais importantes documentos humanos já descobertos”. “Foi uma verdadeira surpresa, algo de parar o coração… a descoberta que a embarcação deveria ser redonda… É uma coisa perfeita. Ela nunca afunda, sendo leve para carregar”, explica. Conta ainda que um documentário de televisão será filmado este ano mostrando uma tentativa de construir a arca redonda seguindo as instruções da tábua de argila.

Contudo, outros especialistas criticam Finkel por não ter compartilhado seu achado com a comunidade científica e estar usando sensacionalismo para promover seu livro. David Owen, professor de Estudos sobre o Oriente Médio da Universidade de Cornell, e Elizabeth Stone, especialista em antiguidades da Mesopotâmia, que trabalha na Universidade Stony Brook, de Nova York, comemoram a descoberta, mas acreditam que há pontos controversos. Mesmo assim, ambos concordam que uma arca redonda faz sentido, pois há muitos registros de antigas embarcações com esse formato na antiga Mesopotâmia.

Segundo o livro de Finkel, a tábua registra que uma divindade ordena a construção de uma embarcação gigante “redonda, como uma enorme rosquinha”, teriam cerca de 75 metros de diâmetro e paredes de seis metros de altura, totalmente feita de madeira, amarrado por cordas e revestida em betume.

Finkel afirma saber que sua descoberta poderá causar polêmica entre os estudiosos que acreditam na história bíblica. Mas lembra que desde o século 19 a arqueologia tem mostrado relatos babilônicos sobre um dilúvio, muito semelhante à história de Noé.

Ele provoca, afirmando que o relato provavelmente foi repassado ​​aos judeus durante o exílio na Babilônia no século 6 a.C. Vai mais longe, afirmando que os métodos de datação confirmam que sua tábua é anterior ao período em que Noé teria vivido.

Fonte: 25.01.2014. Jarbas Aragão. Haaretz/The Blaze/Gospel prime: http://noticias.gospelprime.com.br/descoberta-arqueologica-arca-de-noe-redonda/

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por noticiasdearqueologia às 13:14

Quarta-feira, 29.01.14

Complexo de banhos islâmicos único em Portugal descoberto em Loulé

A professora Susana Martinez, ligada ao campo arqueológico de Mértola, não tem dúvidas sobre a importância dos mais recentes achados, trazidos à luz do dia quando a câmara procedia à remodelação de rede de águas e esgotos. “Pode ter a certeza de que estes banhos islâmicos são únicos em Portugal”, sublinha. Mas, para já, não vão ficar acessíveis ao público, porque se trata de estruturas que estão muito frágeis e necessitam de ser consolidadas.

Uma parte deste património — constituído por banhos quentes, tépidos e frios — já era conhecida desde há meia dúzia de anos. O que agora aconteceu foi o alargamento das descobertas desses vestígios para o exterior da habitação que continha esses banhos.

O imprevisto sucedeu, recentemente, quando uma máquina abria uma vala para colocar uma caixa de águas pluviais no largo D. Pedro I. As arqueólogas do município detectaram depois, numa das praças onde se realiza o Festival Med, tanques e vestíbulos (pátios), que se encontram no seguimento do complexo dos banhos islâmicos públicos que tem estado a escavar há alguns anos.

O presidente da Câmara, Vítor Aleixo, manifesta o desejo de prosseguir o projecto arqueológico, colocando enfâse no sector turístico. “Vamos musealizar a área e dessa forma pretendemos valorizar a oferta cultural da região”. Para já, destaca, foi dado “mais um passo” no sentido de conhecer a cidade, fundada no final do período da ocupação islâmica.

A cultura, diz o autarca, é "um domínio em que Loulé se pretende afirmar”. Por seu lado, Susana Martinez, professora das Universidades de Coimbra e do Algarve, salienta a importância da descoberta, lembrando que “há outros banhos islâmicos, conhecidos na Península [Ibérica], mas estes em Portugal são únicos”, sublinha. Razão pela qual manifestou empenho em apoiar, através do centro de investigação de que faz parte, o projecto que está ser levado a cabo pela secção de arqueologia do município algarvio. “Não se trata de fazer investigação, por investigação. A arqueologia tem de servir as populações, é esta visão que partilhamos com a equipa de Loulé”, sublinha.

A chefe de divisão de Cultura do município, a arqueóloga Dália Paulo, diz por seu lado que há  vontade de dar continuidade às prospecções, mas admite algumas dificuldades. “Não queremos que a arqueologia impeça a vivência da praça [largo D. Pedro I]”, lembrando, ao mesmo tempo,  que daqui por alguns meses  se realiza mais uma edição do Festival Med.

Por isso mesmo, explica, após registo e estudo, estes vestígios do passado islâmico  voltarão  a ficar longe da vista. “Não nos choca que seja reenterrado [o complexo balnear], porque está muito frágil e precisa de ser consolidado”.  Entretanto, a  caixa de águas pluviais que foi metida dentro da estrutura vai ser desviada para outro local, por forma a não comprometer os vestígios arqueológicos.

Futuramente, a Câmara de Loulé pretende integrar os banhos islâmicos na lista de estruturas do mesmo género existentes na Península Ibérica, nomeadamente em Granada. Nesse sentido, diz a chefe de divisão de Cultura, está em estudo um plano para “envolver e repensar toda a zona histórica”. O próximo Quadro Comunitário de Apoio é visto como um instrumento que pode apoiar a concretização de um programa integrado de reabilitação e valorização do centro histórico que, como sucede em outras  cidades, perdeu habitantes e caminha para a degradação.

Fonte: Idálio Revez. 23.01.2014. Público: http://www.publico.pt/local/noticia/complexo-de-banhos-islamicos-unico-em-portugal-descoberto-em-loule-1620751

 

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por noticiasdearqueologia às 13:09

Quarta-feira, 29.01.14

Ponte da Barca: apresenta monografia 'Lindoso, uma paisagem com história' da autoria de Luís Fontes

No âmbito das comemorações dos 500 anos do Foral de Lindoso que se assinalam a 5 de Outubro do corrente ano, vai ter lugar no próximo dia 24 de Janeiro, pelas 21h00, na Porta de Lindoso do Parque Nacional da Peneda Gerês, a presentação da Monografia “'Lindoso, uma paisagem com história” da autoria de Luís Fontes.
Nesta obra, que resulta do trabalho de investigação feito por este docente em Arqueologia na Universidade do Minho, é possível conhecer a evolução do povoamento naquele território ao longo do tempo. A sua edição contou com o apoio da Junta de Freguesia de Lindoso e do Município de Ponte da Barca e representa para Vassalo Abreu, Presidente da Câmara “uma obra essencial na compreensão da ocupação deste território fronteiriço que em tempos foi também concelho”.
Luís Fontes é arqueólogo da Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho desde 1987 e docente naquela instituição de ensino superior. Ocupa ainda lugar como investigador do Centro de Investigação Transdisciplinar «Cultura, Espaço e Memória» - CITCEM.
É autor de quase de uma centena de artigos de referência científica, sobretudo de arqueologia medieval e do povoamento.
No seu currículo conta ainda com a direcção de uma série de trabalhos arqueológicos no Norte de Portugal, associados à arqueologia monástica, arqueologia da paisagem e arqueologia urbana, sobretudo na cidade de Braga; de inventários de património; de estudos de arquitectura e de projetos museológicos e interpretativos.
A sua dissertação de doutoramento - 'Paisagem e Arqueologia de um Espaço Serrano - O Termo de Lindoso, Ponte da Barca' - debruçou-se sobre a análise do povoamento em Lindoso. Os dados e as principais conclusões foram compilados na monografia que agora se apresenta.
Fonte: 20.01.2014. Correio do Minho/Nota do Gabinete de Comunicação da C.M. Ponte da Barca: http://www.correiodominho.com/noticias.php?id=75572

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por noticiasdearqueologia às 13:01

Quarta-feira, 29.01.14

Arpão com 35 mil anos descoberto em Timor

Uma equipa de arqueólogos liderada pela australiana Sue O'Connor encontrou em Timor um arpão com 35 mil anos, noticiou a edição de janeiro do Jornal da Evolução Humana.

"O artefacto, talhado a partir de um osso, é notável pelo seu 'design', a sua complexidade sugere que os humanos na região faziam armas sofisticadas mais cedo do que o que se acreditava", refere a notícia, acrescentando que aqueles arpões serviam para se pescar peixes grandes em barcos.

Segundo a notícia, a "noção de que os nossos antecessores estavam equipados para fazer refeições de animais marinhos há 35 mil anos não é surpreendente".

Fonte: 23.01.2014. Destak/Lusa:http://www.destak.pt/artigo/185065-arpao-com-35-mil-anos-descoberto-em-timor

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por noticiasdearqueologia às 12:59


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