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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

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Quinta-feira, 02.01.14

Único monumento nacional de Rio Maior está ao abandono

Movimento cívico procedeu à limpeza da gruta da Senhora da Luz.
foto

Elementos do Movimento Projecto Cidadania procederam à limpeza da gruta da Senhora da Luz, único monumento nacional do concelho de Rio Maior que se encontra em estado de abandono. No seguimento desta acção foi ainda enviada uma carta aberta à Câmara Municipal de Rio Maior e à junta de freguesia onde se apela às autarquias que cuidem deste importante elemento patrimonial do concelho.

O local, conforme se pode ler na carta endereçada à autarquia, encontrava-se ao abandono e em estado de deterioração, com lixo, inscrições numa parede e a destruição das estalactites, o que levou elementos desse movimento cívico a procederem à limpeza do monumento reconhecido desde 1934 pelo seu valor cultural.

No mesmo documento o Movimento Projecto Cidadania relembra que, já em 1986, o deputado Armando Fernandes, do PRD, apresentou na Assembleia da República um requerimento ao Governo onde alertava para o abandono da Gruta da Senhora da Luz.

À época o Departamento de Arqueologia do Instituto Português de Património Cultural visitou o local e terá solicitado à Câmara Municipal de Rio Maior que vedasse a entrada principal da gruta e sinalizasse o monumento. “Lamentavelmente, passados 27 anos, nada disso está feito”, lê-se na carta aberta onde se apela à autarquia que tome as medidas previstas à época e que a sinalização do monumento inclua um painel interpretativo que forneça informação aos visitantes. Alerta-se ainda para a existência de uma segunda gruta a que se pede também a respectiva “protecção, valorização e divulgação, em interligação com a gruta principal”.

A presidente da Câmara de Rio Maior, Isaura Morais (PSD), reconhece que a situação está longe de ser a ideal, referindo que entre os objectivos da autarquia está desenvolver um projecto para aquele local que permita salvaguardá-lo, divulgá-lo e torná-lo visitável.

Fonte: (24.12.2013). O Mirante: http://semanal.omirante.pt/noticia.asp?idEdicao=&id=96796&idSeccao=11029&Action=noticia

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por noticiasdearqueologia às 21:05

Quinta-feira, 02.01.14

Vestígios arqueológicos na Europa mostram comércio atlântico na era romana

Um estudo da Universidade Autónoma de Barcelona mostrou que existia comércio atlântico na época romana, comprovado por novos vestígios arqueológicos provenientes de diversos locais na Europa.

As provas que sustentam a constatação deste comércio foram descobertas em vários locais arqueológicos das costas da Península Ibérica, da Alemanha, da Holanda e do noroeste de França, no âmbito de um projeto internacional que envolveu também universidades de Lisboa e da Alemanha.

O arqueólogo da Universidade Autónoma de Barcelona (UAB) César Carreras explicou, numa entrevista à agência Efe, que a primeira surpresa foi descobrir que "mais de 70 por cento das ânforas da Grã-Bretanha descobertas em 103 explorações arqueológicas da época romana eram de origem peninsular".

Predominavam, especificamente, ânforas de azeite de Guadalquivir, peixe da baía de Cádis e vinhos do sul e da zona da Catalunha (Espanha).

"Para alcançar as ilhas britânicas, a rota mais adequada era a atlântica, quer devido aos custos quer pelo tempo, e a única dúvida residia na dificuldade da travessia atlântica e na falta de barcos afundados, mas nos últimos anos, completámos esta visão com o estudo de cidades romanas na Holanda (Kops Plateau) e na Alemanha (Xanten, Neuss), que confirma o que havíamos visto em Inglaterra", disse o investigador.

As novas descobertas na Holanda e na Alemanha de "uma quantidade espetacular de ânforas peninsulares", de datas muito antigas -- época de Augusto -- quando os romanos tinham acabado de conquistar estes territórios.

Na opinião do arqueólogo, se até agora havia reticências para aceitar esta rota atlântica, especialmente na sua vertente ocidental (costa portuguesa, galaica e andaluza), os achados da Holanda e Alemanha reforçam esta hipótese de forma concludente.

Além disso, mostram uma cronologia muito antiga (ano 16 antes de Cristo) em uma quantidade de produtos muito importantes dentro do aprovisionamento militar das campanhas de conquista do imperador Augusto na Germania.

"Tanto a quantidade como a variedade de produtos e a cronologia parecem inéditos e ajudam a completar a informação que os nossos colegas franceses estavam a documentar na costa norte francesa, que tem o mesmo tipo de produtos, em proporções semelhantes e com datações idênticas", afirmou Carrera.

As ânforas são vasos concebidos para o transporte marítimo ou fluvial e, portanto, a sua presença a norte do Reno faz supor que este rio era um dos acessos destes produtos.

A nível de arqueologia subaquática, o Atlântico, prosseguiu o especialista da UAP, é um lugar difícil para trabalhar devido à profundidade em que podem estar os possíveis barcos (abaixo dos 30 metros), mas más condições de visibilidade e o frio.

"A maioria dos achados são de barcos que se afundaram na costa ou em rias e a cada dia temos mais, nomeadamente em Portugal, o último em Esposende, na Galiza, nas ilhas do canal da Mancha e a costa belga", que confirmam uma importante circulação comercial, "se bem que não tão importante como no Mediterrâneo", referiu.

Fonte: JH/APN (31.12.2013). Lusa/PortoCanal:http://portocanal.sapo.pt/noticia/13918/

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por noticiasdearqueologia às 20:59


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