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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

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Quarta-feira, 15.05.13

Arqueólogo admite descoberta de cemitério medieval no topo de arriba em Albufeira

O arqueólogo responsável pelas escavações no topo de uma arriba da praia de santa Eulália, em Albufeira, admite ter descoberto um cemitério da época medieval, por ali ter sido encontrado um esqueleto praticamente completo.
O esqueleto, que deverá remontar aos séculos XV ou XVI, estava enterrado numa zona que o arqueólogo acredita ser um cemitério que existia em torno da Ermida de Santa Eulália, igreja com referências históricas, mas cuja localização é uma incógnita.
"Acreditamos que estamos numa zona em torno da ermida que, possivelmente, até poderia estar no lado do mar e ter desaparecido, ou então mais no interior desta elevação", disse Luís Campos Paulo à agência Lusa.
Esta não é a primeira vez que são descobertas ossadas naquele local, mas normalmente estão posicionadas de norte para sul e não de nascente para poente, como este último esqueleto, embora ambas as orientações estejam conotadas com o cristianismo.
O esqueleto, que se supõe ser de um homem e cujos braços estavam posicionados sobre a zona abdominal, vai agora ser retirado do topo da arriba e analisado pelos arqueólogos, que têm de concluir os trabalhos no terreno “em tempo recorde”.
A necessidade de rapidez no trabalho deve-se ao facto de, simultaneamente às escavações, estar a decorrer uma operação urgente de estabilização daquela arriba, promovida pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), face ao agravamento do risco de derrocada causado pelos temporais de inverno.
Devido à presença daqueles vestígios, a Administração da Região Hidrográfica (ARH) do Algarve - departamento da APA responsável pelos trabalhos -, decidiu reduzir ao mínimo o saneamento, fazendo uma proteção na base da arriba.
Segundo disse à Lusa o diretor regional da APA, Sebastião Teixeira, os primeiros metros da arriba estão "condenados" ao desaparecimento, uma vez que não é possível dar estabilidade a uma arriba sem cortá-la na crista.
"O que nós esperamos é recolher o máximo de informação possível da área que irá ser afetada pela obra e que poderá vir a ser perdida com o saneamento desta arriba", referiu o arqueólogo da Câmara Municipal de Albufeira.
Além do suposto cemitério medieval, foram descobertos no topo da arriba vestígios de um complexo fabril do período romano usado para a salga de peixe e onde se confecionava o "garum", produto feito à base de vísceras de peixe muito apreciado na época e exportado para outros países.
A descoberta, que remonta a 2004, quando a equipa de arqueólogos do município realizou sondagens de diagnóstico naquela área, já permitiu a recolha de várias peças pertencentes a vasilhas, taças, cântaros ou ânforas, estas últimas do período romano.
O espólio e toda a informação recolhida (levantamentos topográficos, desenhos e fotografias) vão ser transportados para o Museu Municipal de Albufeira, concluiu Luís Campos Paulo.
A equipa de arqueólogos terá cerca de um mês para concluir os trabalhos, que decorrem em simultâneo com as intervenções para a consolidação da arriba.
Fonte: (15.Mai.2013). Diário On Line:http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=136543

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por noticiasdearqueologia às 21:19

Quarta-feira, 15.05.13

Arqueologia subaquática quer revelar civilizações submersas

 Arqueologia subaquática quer revelar civilizações submersas foto Mariana Bazo/Reuters

O lago Titicaca, a 4 mil metros de altitude na Cordilheira dos Andes, entre a Bolívia e o Peru, esconde restos de civilizações com mais de 2 mil anos, que um inovador projeto de arqueologia subaquática pretende revelar.

"É o primeiro projeto de escavação subaquática" na Bolívia, disse à EFE o investigador belga Christophe Delaere, diretor do projeto "Huinaimarca", promovido pelo Ministério da Cultura da Bolívia e pela Universidade Livre de Bruxelas (ULB), para investigar inúmeros locais da costa colombiana, especialmente a cultura pré-Inca Tiwanaku, que estão atualmente sob a água.

O projeto, previsto para três anos e desenvolvido em conjunto por especialistas de ambas as instituições, foi lançado em Abril de 2012 com levantamentos geofísicos.

Em fevereiro os primeiros mergulhos permitiram localizar e identificar seis sítios arqueológicos subaquáticos na parte inferior do lago Titicaca, na Bolívia.

Delaere disse à EFE que "há quase 600 quilómetros quadrados de território de cultura Tiwanaku na água" e que estas escavações já permitiram encontrar muros domésticos, estruturas cerimoniais e modelos de terraços agrícolas.

Espera-se que a terceira fase do projeto, que será decisiva para o futuro da investigação, comece em junho e julho, altura em que a equipa pretende usar sofisticadas técnicas arqueológicas subaquáticas, com a ajuda de vinte arqueólogos da Bélgica, Bolívia, Peru, Espanha, França e Itália, a maioria deles mergulhadores científicos especializados em arqueologia subaquática.

Fonte: (11.Mai.2013). Jornal de Notícias: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=3214495#_page0

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por noticiasdearqueologia às 21:09

Quarta-feira, 15.05.13

Belize: Empreiteiro destrói pirâmide milenar para construir estrada

São mais de dois milénios de história deitados abaixo para a construção de uma estrada. Um empreiteiro precisava de pedra para a execução da infraestrutura e extraiu-a de uma das maiores pirâmides Maias de Belize, na América do sul.

A povoação Maia de Nohmul, local onde o monumento está situado, fica em terreno particular, mas a lei do país prevê a proteção do Estado a qualquer vestígio arqueológico pré-hispânico.

Para os arqueólogos a situação é dramática: “Ter de ver as imagens da destruição em Nohmul é, em muitos aspetos, provavelmente, um dos piores golpes que já senti, filosófica e profissionalmente, o que aconteceu tem tanto de deplorável como de imperdoável”, afirma Jaime Awe, Responsável pelo Instituto de Arqueologia de Belize.

Para as autoridades, o empreiteiro não podia confundir a pirâmide, que se destaca na paisagem, com uma rocha de origem natural. A polícia está a vigiar o local e a investigar o incidente.

Fonte (15 Mai 2013). Euronews.  http://pt.euronews.com/2013/05/15/belize-empreiteiro-destroi-piramide-milenar-para-construir-estrada/

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por noticiasdearqueologia às 21:01

Quinta-feira, 09.05.13

Alargada área da Geira romana classificada como monumento nacional

Decisão publicada na segunda-feira protege o troço de Terras do Bouro da via que ligava Braga a Astorga, em Espanha.

Muitos dos marcos anteriormente classificados estão na Mata de Albergaria, no coração do Parque Nacional da Peneda-Gerês ADRIANO MIRANDA

 

Todo o troço da Geira, via romana que ligava Braga a Astorga, que passa pelo concelho de Terras do Bouro é, desde ontem, monumento nacional.

Até aqui, apenas 35 marcos miliários estavam classificados pelo Estado, tendo agora sido alargada a área de protecção a todo o troço de estrada existente no concelho de Terras de Bouro e às estruturas arqueológicas à sua volta. Fica agora a faltar a publicação de uma portaria que estabeleça uma Zona Especial de Protecção à volta daquele conjunto.

O decreto do Governo que alarga a área classificada foi ontem publicado no Diário da República e abrange a totalidade da via e as estruturas arqueológicas a ela associadas, entre as milhas XIV e XXXIV. Esta área fica exclusivamente dentro do concelho de Terras do Bouro, prolongando-se entre Santa Cruz e o final da Mata da Albergaria, zona de reserva total do Parque Nacional da Peneda-Gerês.

Dentro da classificação estão também elementos como as ruínas das pontes sobre a ribeira do Forno e a ribeira da Macieira, os arranques da Ponte de São Miguel sobre o rio Homem. A nova classificação abrange ainda diversas pedreiras exemplificativas da técnica de construção dos romanos, bem como as ruínas arqueológicas do adro de São João.

No decreto, o Governo reconhece que o facto de a classificação como monumento nacional se limitar ao conjunto de marcos miliários, sem inclusão da própria via, era "manifestamente insuficiente face à importância do conjunto". "É um bom sinal que se tenha concluído este processo", concorda o arqueólogo Francisco Sande Lemos, que estudou aquela estrada romana durante anos. O professor catedrático da Universidade do Minho, hoje aposentado, esteve envolvido na primeira fase deste processo de alargamento da área classificada, começado em 2005.

O trabalho, defende, era "essencial" para proteger o conjunto, mas falta-lhe ainda uma fase "muito importante": a criação de uma ZEP alargada. O conjunto monumental está abrangido apenas por uma zona geral de protecção, que está reduzida a uma área de 50 metros envolvendo as estruturas. Sem a zona especial, os monumentos "estão sujeitos a que se produzam situações complicadas", avisa Sande Lemos. "Só assim se dará muito maior protecção à via ao nível da envolvente e também dos terrenos a partir de onde ela é visível", explica ainda.

Os 35 miliários já classificados em 1910 (situados dos concelhos de Amares e Braga) fazem parte da maior concentração de marcos historiados que se conhece na área de influência do império romano. A Geira foi descrita como a via XVIII do itinerário de Antonino, ligando as cidades de Bracara Augusta (Braga) e Asturica Augusta (Astorga).

A ligação tinha 215 milhas, sendo mais curta que a anterior via entre as duas cidades do noroeste da península, que obrigava a uma passagem por Chaves (Aquae Flaviae). Por isso, a estrada ficou por isso conhecida como Via Nova. Além de funções económicas (ver caixa) a ligação foi criada com "objectivos estratégicos", explica Francisco Sande Lemos. Ao "estender-se ao coração das montanhas", a estrada permitia uma deslocação mais fácil do exército romano, que estava estacionado próximo de León, em caso de necessidade de controlo de uma revolta nesta região do império.

Depois da fronteira da Portela do Homem, a via prolongava-se para o actual território espanhol, ao longo das regiões da Galiza e Castela-Leão. O trabalho de estudo da Geira no lado espanhol foi recentemente concluído, o que faz hoje desta "uma das vias mais conhecidas do império romano na península ibérica", classifica Sande Lemos que é um dos maiores especialistas na história de Bracara Augusta e da presença romana na região.

A estrada do ouro

A informação recolhida pelos investigadores ao longo dos anos sobre a antiga estrada romana de Bracara Augusta a Asturica aponta para que a sua importância na época estivesse sobretudo relacionada com o facto de se inserir numa zona mineira.

A área entre Braga e Astorga chegou a ser a mais importante zona mineira da Península Ibérica e foi aqui extraído a maior parte do ouro que alimentou Roma na época do Alto Império. A Geira era por isso uma espécie de estrada do ouro, servindo um "elevado conjunto de minas", entre as quais Las Médulas, um complexo próximo da cidade espanhola de Ponferrada, que está classificado como Património da Humanidade desde 1997.

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por noticiasdearqueologia às 22:17

Quinta-feira, 09.05.13

Arqueólogos encontram porto com papiros mais antigos do Egito

Estrutura é da época do faraó Keops, que reinou há 4,5 mil anos.
Descoberta foi a 180 km de Suez, no leste do país.

Uma equipe de arqueólogos descobriu no Egito um porto histórico no litoral do Mar Vermelho com os papiros mais antigos já encontrados até hoje, informou nesta quinta-feira (11) em comunicado o Ministério de Estado para as Antiguidades.

O porto, que remonta à época do faraó Keops, o segundo rei da quarta dinastia que reinou há mais de 4,5 mil anos, fica na zona de Wadi al-Gurf, a 180 quilômetros ao sul da cidade de Suez, no leste do Egito.

Nele, estão 40 papiros com hieróglifos, que documentam a vida cotidiana dos egípcios, alguns datados do ano 27 do reinado de Keops.

Na nota, o ministro de Estado egípcio para as Antiguidades, Mohammed Ibrahim, explicou que esses textos incluem registros mensais com o número de trabalhadores no porto e oferecem detalhes sobre suas vidas.

O arqueólogo francês Pierre Tallet, diretor da equipe francesa que colaborou com arqueólogos egípcios nas escavações, acrescentou que nos papiros se reflete o estilo de vida dos cidadãos na antiguidade, seus direitos e obrigações.

Os documentos foram levados ao Museu de Suez para que sejam estudados.

O porto, aonde chegavam embarcações com bronze e metais procedentes da Península do Sinai, tem um píer, onde foram descobertas várias âncoras de pedra.

Além disso, há restos de quartos nas quais se alojavam os trabalhadores do porto e 30 cavernas escavadas na rocha, junto a blocos de pedra empregados para fechá-las com o nome de Keops escrito em tinta vermelha.

Também foram encontradas cordas de embarcações e ferramentas usadas para cortá-las.

Fonte: (11.04.2013). Globo.com: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/04/arqueologos-encontram-porto-com-papiros-mais-antigos-do-egito.html

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por noticiasdearqueologia às 22:08

Quinta-feira, 09.05.13

Arqueólogos acham crânio que prova canibalismo nos EUA do século XVII

Colonos de Jamestown, no estado americano da Virgínia recorreram ao canibalismo durante a grande crise de fome no inverno de 1609-1610, de acordo com confirmação de arqueólogos feita esta semana.

Em uma coletiva no Museu Nacional de História Natural do Smithsonian, arqueólogo Doug Owsley apresentou o crânio reconstruído de uma menina inglesa de 14 anos, chamada de Jane pelos pesquisadores.

- O crânio foi dividido ao meio, provavelmente com um machado leve ou muito possivelmente, um cutelo - disse Owsley. - Marcas de corte cruzando o crânio e a mandíbula da garota indicam que sua carne, língua e massa encefálica foram retiradas do crânio.

Segundo o arqueólogo, aqueles eram os cortes tradicionais em açougues no século 17. Jamestown foi fundada em 1607 por colonos ingleses. O tempo de fome ocorreu de dois anos mais tarde, quando 80% dos colonos morreram. Sitiados por índios powhatan em sua fortaleza de madeira, os colonos tinham sido acompanhados por outros no final daquele verão, entre eles mulheres e crianças, cuja principal navio de abastecimento havia desaparecido durante uma tempestade, deixando-os sem alimentos. Apenas 60 das 300 pessoas sobreviveram ao inverno.

- Eles estavam tão magros quando eles foram resgatados, que eles foram descritos como algo semelhante a esqueletos - diz o historiador James Horn, da Fundação Colonial Williamsburg. - Registros mantidos pelo governador da colônia, George Percy, fazem referências claras ao canibalismo durante o inverno. Os ingleses teriam apenas recorrido ao canibalismo sob as mais graves circunstâncias.

Fonte: (03.05.2013). Agência O Globo: http://br.noticias.yahoo.com/arque%C3%B3logos-acham-cr%C3%A2nio-prova-canibalismo-nos-eua-s%C3%A9culo-213318350.html

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por noticiasdearqueologia às 22:03

Segunda-feira, 06.05.13

Arqueologia: descoberta pode derrubar teorias sobre origem dos maias

 

Um estudo de universidades dos Estados Unidos e do Japão pode mudar a forma como vemos o nascimento da civilização maia. Segundo Takeshi Inomata, da Universidade do Arizona (EUA), descobertas recentes feitas no sítio arqueológico de Ceibal, no México, indicam que a região foi palco de uma grande mudança cultural entre os anos de 800 a.C. e 1150 a.C.. A pesquisa, apoiada pela National Geographic Society, foi divulgada nesta quinta-feira em artigo da revista especializada Science.

As duas visões dominantes sobre o surgimento dos maias são: que a civilização se desenvolveu independentemente de outros povos em um processo local; que ela surgiu pela influência direta dos olmecas, através do centro de La Venta. "Nossa interpretação é diferente dessas duas; a civilização maia se desenvolveu através de um largo padrão de interação envolvendo o sul da Costa do Golfo, Chiapas e o sul da Costa do Pacífico. Em outras palavras, a interação com outras regiões foi importante (para o desenvolvimento dos maias), mas não foi influenciado por um único lugar (La Venta)", diz ao Terra Inomata.

A grande descoberta dos arqueólogos em Ceibal foi um complexo cerimonial, que era mais antigo em pelo menos 200 anos que um similar de La Venta, ambos de um padrão que é encontrado em outras cidades. "De acordo com a teoria que defende a influência olmeca nos maias, essa disposição padronizada foi inventada pela primeira vez em La Venta e então espalhada pela região maia. Nossos dados da sequência temporal desses complexos refuta a teoria da origem olmeca", diz o pesquisador.

 

Os povos da Mesoamérica
A descoberta não indica que os maias são anteriores aos olmecas - já que o centro mais antigo conhecido destes é San Lorenzo, que prosperou entre 1400 a.C e 1150 a.C.. "Há um substancial espaço entre as duas potências olmecas: San Lorenzo e La Venta. As contribuições de San Lorenzo às culturas mesoamericanas tardias foram importantes, mas eles não tinham complexos cerimoniais padronizados com pirâmides que vieram a caracterizar depois centros como La Venta, Ceibal, etc. Depois do declínio de San Lorenzo, vários grupos do sul da Mesoamérica, inclusive os moradores de Ceibal, começaram a experimentar com o legado de San Lorenzo e outros grupos antigos; eles selecionaram e adaptaram alguns elementos culturais, modificaram outros, e criaram novas formas de sociedade. Isso foi um tempo de grandes mudanças que formou a fundação das civilizações mesoamericanas tardias. Mas, novamente, essa grande mudança aconteceu através da interação entre vários grupos; não foi espalhada de um centro olmeca."

 

"Fim do mundo maia": relembre as melhores - e mais insanas - histórias

Inomata explica que a denominação "olmeca" se refere a diversos povos do sul da Costa do Golfo, mas é muito generalista, já que inclui etnias com identidades, inclusive linguísticas, diferentes. "Eu acredito que o juízo de identidades (culturais) compartilhadas em grandes áreas era muito fraco na época. Mais do que impor uma etiqueta categórica como 'olmeca' ou 'maia', nós precisamos analisar como esses grupos interagiam entre si. Nós não temos nem certeza se podemos chamar os residentes de Ceibal de maias, ou até se eles falavam a língua maia."

 

Os maias
O arqueólogo explica que os centros maias mais ao sul não experimentaram esses novos elementos culturais antes de 800 a.C. ou 700 a.C. - ou até mesmo depois disso. "Então, um ponto-chave é que a mudança cultural e social ocorreu durante interação entre diversos grupos por volta de 1000 a.C.", diz o cientista.

Segundo o pesquisador, enquanto em San Lorenzo a civilização já era mais desenvolvida entre 1400 a 1150 a.C., os povos maias levavam uma vida nômade nas selvas. Contudo, uma mudança drástica ocorreu em um desses povoados por volta de 1000 a.C..

"As pessoas tendem a pensar que quando os primeiros assentamentos sedentários emergiram, eles eram pequenas, simples vilas, e então os complexos cerimoniais formais e etc gradualmente cresceram assim que os assentamentos foram ficando maiores. Ceibal nos conta uma história diferente. O que é interessante sobre Ceibal é que um complexo cerimonial formal estava estabelecido no início dos assentamentos sedentários, por volta de 1000 a.C.. Localizada no sudoeste das terras baixas maias, Ceibal provavelmente se beneficiou da interação próxima com estes povos que ocupavam Chiapas e o sul da Costa do Pacífico e começaram a desenvolver novas formas de arquitetura antes do resto das terras baixas maias."

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por noticiasdearqueologia às 21:33

Segunda-feira, 06.05.13

Arqueólogos descobrem esferas metálicas em templo no México

As esferas dispostas no chão de uma câmara subterrânea de Teotihuacán Foto: Inah / Reprodução

 As esferas dispostas no chão de uma câmara subterrânea de Teotihuacán Foto: Inah / Reprodução

 

 Arqueólogos que estudam o sítio arqueológico mexicano de Teotihuacán descobriram uma grande quantidade de esferas metálicas em uma câmara subterrânea localizada abaixo do Templo de Kukulcán (ou "Serpente Emplumada" na língua maia). A descoberta, anunciada pelo Instituto Nacional de Antropologia e História (Inah) do México no final de abril, faz parte de um trabalho de investigação das estruturas internas da pirâmide, possibilitado através do uso de um robô.

 

Visão geral da câmara descoberta pela equipe da Inah Foto: Inah / Reprodução Visão geral da câmara descoberta pela equipe da Inah Foto: Inah / Reprodução

 

As esferas encontradas possuem de 4 a 12 centímetros e são a partir de um núcleo de argila envolto em pirita, um mineral que, ao longo do tempo, oxidou e se transformou em jarosita. As pequenas orbes, que estavam em uma das câmaras recentemente descobertas do Tempo de Kukulcán, foram descritas pela equipe arqueológica como um achado inédito. Elas provavelmente eram usadas como uma espécie de oferenda, mas caberá à investigação arqueológica descobrir o significado envolto nestes artefatos.

A equipe do Inah está adentrando o interior de Kukulcán com a ajuda do Tláloc II-TC, um robô explorador. Com ele, descobriu-se em um túnel subterrâneo a existência de três novas câmaras onde antes de imaginava que houvesse somente uma. "Agora que sabemos que se trata de três câmaras, o passo seguinte é tomar as medidas pertinentes para a remoção dos sedimentos e dos materiais dispostos pelos habitantes de Teotihuacán para bloquear esta última parte do túnel", disse em um comunicado o arqueólogo Sergio Gómez Chávez.

Fonte: (05.05.2013). Terra.com: http://noticias.terra.com.br/ciencia/arqueologos-descobrem-esferas-metalicas-em-templo-no-mexico,3a0221779467e310VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html

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por noticiasdearqueologia às 21:14

Segunda-feira, 06.05.13

Projecto Outeiro do Circo promove oficinas de Arqueologia experimental

 

 

Projecto Outeiro do Circo promove oficinas de Arqueologia experimental

 

 

Decorrem hoje e também no próximo sábado, dia 20 (Abril), duas oficinas de arqueologia experimental sobre cerâmicas do bronze final, em Mombeja.

 

Esta iniciativa está inserida no âmbito do projecto do Outeiro do Circo que se associa assim às comemorações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios.

Miguel Góis, vereador da Câmara de Beja, diz que esta é uma forma de proporcionar uma “experiência diferente” aos participantes e de ”divulgar um projecto muito interessante e muito importante”.

Fonte: (13.04.2013). Rádio Pax: http://www.radiopax.com/index.php?go=noticias&id=566

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por noticiasdearqueologia às 21:09

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