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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

O Património é um bem comum... Preservá-lo só depende de cada um de nós...



Quinta-feira, 28.02.13

Fundeadouro romano descoberto em escavações arqueológicas no Cais do Sodré

Zona junto ao Mercado da Ribeira, onde será construído um parque de estacionamento, está a ser escavada há dois anos e já tinham sido descobertos vestígios de estruturas de séculos posteriores.

Onde agora fica a Praça D. Luís havia no período romano uma pequena baía onde os navios ancoravam

 

Escavações arqueológicas na Praça D. Luís, no Cais do Sodré, Lisboa, revelaram um fundeadouro romano com mais de 2000 anos. É um espaço junto à costa, onde os navios ancoravam temporariamente para descargas e trânsito de passageiros e reparações.

É um achado raro e extraordinário, que reflecte de forma muito rica a história da cidade, salientou à Lusa o arqueólogo Alexandre Sarrazola, que datou o fundeadouro entre o século I antes de Cristo e o século V.

“Esta zona, agora a cem metros de distância da actual rua da Boavista, então zona de praia, constituía uma pequena baía onde os navios romanos fundeavam” e, no trânsito de cargas e passageiros, deixaram cair matérias ou até se libertaram delas.

Estes materiais que o lodo ajudou a preservar, permitem hoje determinar “uma dinâmica comercial, que dá já conta de Lisboa como uma placa giratória na economia do Império Romano, e já nos dá uma dimensão atlântica”.

O arqueólogo lidera uma equipa que há dois anos escava esta área, na zona do Cais do Sodré, que será um futuro parque de estacionamento. Esta campanha trouxe à luz do dia outras realidades posteriores ao Império Romano, como navios do século XVII e uma grade de maré.

O fundeadouro é “um achado inusitado pela sua raridade”, disse Sarrazola, que sublinhou a sua importância “do ponto de vista científico” pelos “contributos para a nossa história”.

Entre os artefactos romanos encontrados há ânforas de várias produções, desde o interior da Hispânia ao Sul da Gália, Norte de África e até da Península Itálica, além das ânforas de fabrico na Lusitânia.

Estas ânforas eram os “contentores da época, neste caso para preparados de peixe, nomeadamente a sardinha”, de que se conhecem fábricas de salga na actual Baixa e zona de Belém, explicou o arqueólogo Jorge Parreira, arqueólogo que integra a esquipa de escavações.

“As ânforas tinham, em média, a capacidade 45 litros, eram produzidas na Lusitânia, na margem sul do rio Tejo”, mas foi também encontrada uma ânfora de finais do século I antes de Cristo, “que transportaria, provavelmente, vinho de Itália”, referiu.

Foram também encontrados artefactos de cerâmicas sigilatas, da baixela de consumo dos próprios navios, ou para consumo das elites locais que “não seriam tão abastadas quanto isso”, acrescentou Sarrazola.

No espaço escavado, foi encontrada “uma sucessão de estruturas arquitectónicas e portuárias que reflectem, de uma forma muito rica, a História de Lisboa”.

O arqueólogo referenciou as diferentes estruturas encontradas, do século XIX para períodos mais recuados: “O famoso aterro da Boavista de 1855-1863, os alicerces da fundição do Arsenal Real, a estrutura portuária da Casa da Moeda, esta do século XVIII, a estrutura portuária do Forte de S. Paulo, do século XVII, e coevos desta época, uma outra pequena estrutura portuária e uma grade de maré ou rampa de estaleiro”.

Esta grade de maré serviu de protector destes vestígios romanos no maremoto que se seguiu ao terramoto de 1755, disse o arqueólogo.

Dada a importância dos achados arqueológicos encontrados, Alexandre Sarrazola alertou para a necessidade de “uma articulação entre a política de património e a de ordenamento de território, nomeadamente quando são revistos os Planos Directores Municipais ou quando se fazem planos de pormenor”. Nesses casos, adiantou, “é fundamental ter-se em conta, particularmente na zona ribeirinha de Lisboa, a probabilidade da reincidência de achados desta natureza”.

Para Sarrazola, “este tipo de intervenções” arqueológicas e os estudos que delas resultam só fazem sentido “se forem amplamente divulgados e se servirem para contar uma história para todos, de um passado que é de todos, e se sedimentarem aquilo que é uma memória colectiva”. “Só faz sentido fazer arqueologia quando essa arqueologia entronca na memória colectiva”, rematou.
Fonte: (24-02-2013). LUSA/Público: http://www.publico.pt/local/noticia/fundeador-romano-descoberto-em-escavacoes-arqueologicas-no-cais-do-sodre-1585613

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por noticiasdearqueologia às 20:08

Quarta-feira, 20.02.13

Arqueologia das emoções" para perceber as sociedades antigas

A identificação de Ricardo III trouxe a público uma questão: os achados arqueológicos podem ser uma janela para as vivências emocionais dos tempos remotos? Falámos com uma pioneira desta nova abordagem

Sarah Tarlow, pioneira da "arqueologia das emoções", dá hoje à tarde, na sua Universidade de Leicester, no Reino Unido, uma conferência sobre o tema. Por pura coincidência, a palestra acontece numa altura particularmente oportuna: poucas semanas após a identificação do corpo do rei Ricardo III de Inglaterra por uma equipa da mesma universidade - descoberta que pôs logo uma série de especialistas a falar em "reavaliar" a personalidade do monarca, até aqui visto como o mais malévolo e maquiavélico da história britânica.
Sarah Tarlow não participou na procura de Ricardo III. Mas estuda, desde metade dos anos 1990, como fazer para "desenterrar", com rigor científico, a partir do material arqueológico - ossadas, construções, utensílios e outros objectos - os sentimentos e as emoções dos nossos antepassados.
Há 20 anos, isso não passaria pela cabeça de ninguém - ou quase. Considerava-se simplesmente impossível deduzir dos achados fosse o que fosse sobre as experiências afectivas nas civilizações antigas. Mas, hoje, a ideia começa a vingar.
"Acho importante estudar a arqueologia das emoções porque são elas que dão força e significado a tudo o que fazemos", disse Sarah Tarlow ao PÚBLICO em conversa telefónica. "A arqueologia não consiste apenas em escavar objectos; isso é só o começo. O que importa são as experiências humanas do passado. As emoções podem e devem ser estudadas" neste contexto.
Porém, não se trata de determinar emoções individuais, mas sim de perceber o tipo de sociedade em que esses indivíduos viviam. "Mais interessante do que saber se sentiam raiva é percebermos se viviam numa sociedade onde a raiva era ou não valorizada", frisa Sarah Tarlow. E dá um exemplo concreto: se se encontrar uma peça de calçado numa escavação arqueológica, será totalmente desinteressante daí deduzir que os humanos tinham pés - isso já é sabido, tal como se sabe que sentiam medo, alegria, raiva, desgosto, inveja... O que conta é que a as características do calçado nos informam sobre um modo de vida que nos é, a priori, estranho. Como também não se trata de descobrir "a verdade", salienta, mas de construir uma "narrativa plausível".
Nesse sentido, a arquitectura, em particular, permite determinar o "clima emocional" de uma sociedade: "uma construção com muitas entradas e controlos de acesso sugere uma sociedade hierarquizada, onde existia um clima de desconfiança", salienta a cientista.
E no caso de Ricardo III? "É um belo exemplo", responde-nos. "Sabemos pelo esqueleto que padecia de uma grave escoliose. Portanto, como sofria sem dúvida de dores crónicas, é provável que tivesse mau feitio. E também complexos com o seu corpo, que não era muito masculino: tinha ossos muito pequenos."
Mas o que mais intriga Sarah Tarlow é o que aconteceu ao corpo do rei após a morte, porque "isso fala-nos da raiva de algumas pessoas à sua volta." Então era mesmo assim tão mau? Nem por isso: "Também recebeu um enterro digno, o que significa que nem toda a gente o odiava. O passado é um lugar complicado, onde não devemos procurar respostas simples".
Sarah Tarlow está, aliás, a analisar o tratamento dado aos cadáveres de criminosos executados nos séculos XVIII e XIX. "No Reino Unido, esses cadáveres eram dissecados nas aulas de anatomia ou expostos em público, já em descomposição, em gaiolas penduradas à beira das estradas", explica.
"Era uma maneira de prolongar o castigo, mas não era racional. Não encaixava no pensamento religioso, que só se preocupava com a alma, nem no pensamento científico, que via o corpo como uma máquina. Acho fascinante o quão contraditórias podem ser as pessoas." Algo que, ao que tudo indica, o tempo não alterou.

Fonte:  (19/02/2013). Público: http://www.publico.pt/ciencias/jornal/arqueologia-das-emocoes-para-perceber-as-sociedades-antigas-26086794

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por noticiasdearqueologia às 23:04

Quarta-feira, 20.02.13

Câmara de Beja apresenta Centro de Arqueologia e Artes


A Câmara de Beja apresenta esta sexta-feira, 15, às 19h00, na biblioteca municipal, o projecto do Centro de Arqueologia e Artes, que ficará situado na Praça da República. Fonte municipal explica ao “CA” que a ideia resulta da reformulação do projecto do edifício sustentável para os serviços da Câmara Municipal, estando previsto que acolha a colecção de Jorge Vieira e um centro de arqueologia das “cidades” de Beja. “Pretende-se que este projecto possa ser atractivo turisticamente e que garanta dinâmica cultural e patrimonial da cidade”, acrescenta a mesma fonte. O futuro Centro de Arqueologia e Artes de Beja ocupará um conjunto de edifícios situados na Praça da República, que envolvem um logradouro interior onde têm sido escavados e postos a descoberto os vestígios do antigo fórum romano de Beja (Pax Julia). O centro englobará o museu dedicado à obra do escultor Jorge Vieira, enquanto que os achados arqueológicos que ocupam a totalidade do logradouro entram parcialmente para o interior de um dos edifícios a reabilitar. Todo piso térreo com frente para a Praça da República será dedicado a gabinetes de trabalho e ateliers dedicados à arqueologia, enquanto que num volume novo, situado no lado oposto a este conjunto, na rua da Moeda, serão localizadas áreas de tratamento, depósito e exposição de espólio arqueológico recolhido no local. Com entrada pela rua da Moeda, e situado no primeiro andar dos edifícios antigos, será instalado o Museu Jorge Vieira, com espaços dedicados à exposição da sua obra e de obras da sua colecção particular, incluindo todas as áreas de apoio e de um centro de documentação. No último piso do centro de Arqueologia e Artes funcionará um espaço dedicado a serviços educativos. E ligando os dois edifícios antigos ao novo existirá uma sala polivalente, com amplo contacto visual sobre as estruturas antigas postas a descoberto.

Função: (15/02/2013). Correio do Alentejo: http://www.correioalentejo.com/?go=lista&lista=10&diaria=8673&page_id=36

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por noticiasdearqueologia às 23:00

Terça-feira, 19.02.13

“Sabucale” revela trabalhos de arqueologia

“Sabucale” revela trabalhos de arqueologia, etnografia e história O número 4 da “Sabucale”, a revista do Museu do Sabugal, já está disponível. A publicação dedicada à divulgação de estudos inéditos sobre o património do concelho raiano apresenta dez trabalhos sobre arqueologia, etnografia, história e património natural. A revista custa 6 euros e está à venda nos postos de turismo do concelho e no Museu do Sabugal.

Fonte: (17-02-2013). O Interior: http://www.ointerior.pt/breakingnews/news.asp?Id=4421

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por noticiasdearqueologia às 22:04

Terça-feira, 12.02.13

Pesquisa questiona história da evolução humana na Península Ibérica

Equipa internacional fez novas datações de dois locais arqueológicos de neandertais. Os resultados reveleram que os vestígios são mais antigos, o que pode alterar os livros sobre a Pré-História.

Os europeus e os asiáticos têm uma pequena percentagem de ADN de neandertal Neanderthal Museum.

 

Quando é que viveram os últimos neandertais da Península Ibérica? Uma teoria defende que se mantiveram até há cerca de 30.000 anos. O reduto final desta população seria a sul do rio Ebro e da cordilheira Cantábrica até Gibraltar. Estas populações teriam estado em contacto com o homem moderno, com a possibilidade teórica de as duas espécies se terem reproduzido.

Mas novas medições de carbono 14 feitas em dois sítios arqueológicos onde se encontram vestígios de neandertais mostram que os nossos parentes extintos estiveram nestes locais até há cerca de 45.000 anos, extinguindo-se muito antes do que se esperava.

O artigo, publicado na revista norte-americana Proceedings of the National Academy of Science, questiona o último acto da história da evolução humana na Península Ibérica. E põe a hipótese de ter havido um período de interregno na colonização desta região, em que durante alguns milhares de anos nenhuma espécie humana viveria cá. 

A ascensão e queda do Homo neanderthalensis é um dos temas mais fascinantes da evolução humana. O motivo para o interesse talvez seja o mais simples: por que sobrevivemos nós ao tempo e não eles?

O neandertal terá evoluído há menos de 300.000. Expandiu-se por toda a Europa e por parte da Ásia. Os últimos vestígios de ossos têm cerca de 30.000, na Croácia, apesar de, no Sul de Gibraltar, haver vestígios com 25.000 anos que alguns cientistas defendem poder estar associados a esta espécie.

Há várias teorias que tentam explicar o desaparecimento desta espécie, a colonização e sobreposição do homem moderno na Europa é uma delas.

Apesar disso, em 2010, um estudo comparativo entre o genoma do Homo sapiens e do Homo neanderthalensis – que foi reconstituído a partir de fósseis – mostrou que os europeus e os asiáticos têm entre 1% e 4% de genoma de neandertal. Provavelmente há cerca de 80.000 anos, algures no Médio Oriente, os primeiros homens modernos cruzaram-se com os neandertais e produziram descendência até hoje.

Na Península Ibérica, os primeiros vestígios do homem moderno têm cerca de 42.000 anos. Estes vestígios ficam a norte do rio Ebro e da cordilheira Cantábrica e são posteriores ao desaparecimento do neandertal daquela região. A sul, datações feitas em vários sítios arqueológicos de neandertais mostram que viveram até uma altura mais recente.

Mas muitos investigadores não confiam totalmente nos métodos aplicados ou no material recolhido para se fazer a datação. Uma equipa internacional com investigadores da Espanha, do Reino Unido e da Austrália utilizou um método mais certeiro para a datação de colagénio – material orgânico que existe nos ossos dos fósseis – com o método do carbono 14.

A particularidade desta metodologia deve-se à lavagem mais intensa do material, que retira partículas contaminantes que se entrarem na leitura alteram os resultados para datas mais recentes. A equipa recolheu material de 11 sítios arqueológicos, mas só conseguiu obter material em quantidade suficiente para analisar de dois locais: Jarama VI, em Valdesotos, na província de Guadalajara, e Zafarraya, na Andaluzia.

As análises foram feitas a ossos de animais com marcas de uso humano que se encontravam nos locais arqueológicos produzidos por culturas neandertais. Os resultados da nova datação mostraram que estes ossos eram de animais mortos há mais de 45.000 anos. Antes, as datações feitas para estes locais eram cerca de 10.000 anos mais recentes.

Apesar de não terem sido feitas novas datações de outros sítios arqueológicos no centro e Sul da Península Ibérica, a equipa considera que as datações existentes têm vários problemas metodológicos. E as novas medições para Jarama VI e Zafarraya reforçam os seus argumentos.

“É improvável que o último neandertal do centro e do Sul da Península Ibérica tenha persistido até tão recentemente como há 30.000 anos, como pensávamos antes de estas novas datas terem aparecido”, defende Jesús Jordá Pardo, do departamento de Pré-História e Arqueologia da Universidade Nacional de Estudo à Distância, em Madrid, um dos membros da equipa que conta com investigadores da Universidade Nacional da Austrália, da Universidade de Oxford, no Reino Unido.

Segundo declarações que o investigador deu em comunicado, estes novos resultados indicam que o neandertal e o homem moderno não viveram ao mesmo tempo na Península Ibérica: “Os livros sobre a Pré-História precisam de ser revistos.” Resultados "inconsequentes"

Para João Zilhão, arqueólogo e especialista sobre o Paleolítico na Península Ibérica, o estudo é “inconsequente”, disse num texto enviado ao PÚBLICO e a outros jornais. “A data obtida para o sítio arqueológico Jarama VI não é do nível mais recente, por isso não refuta os resultados existentes para esse nível e Zafarraya é um sítio em que o material está muito misturado, por isso a maioria dos investigadores ibéricos tirou há mais de uma década este sítio da lista dos locais ibéricos mais recentes [com vestígios de homens-de-neandertal]”, explica o investigador do Instituto Catalão de Investigação em Estudos Avançados e professor da Universidade de Barcelona.

Fonte: Nicolau Ferreira (04-02-2013). Público: http://www.publico.pt/ciencia/noticia/na-peninsula-iberica-entre-o-ultimo-neandertal-e-o-primeiro-homem-moderno-1583280

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por noticiasdearqueologia às 20:14

Terça-feira, 12.02.13

Mora: Monumentos Megalíticos alvo de reportagem na National Geographic

Monumentos Megalíticos de Mora alvo de reportagem na National Geographic

A edição de Fevereiro da revista National Geographic dedica uma página aos monumentos megalíticos do concelho de Mora, destacando a “primeira vez que se descobre um conjunto de menires dispostos em cruz”.

A descoberta de um cruciforme megalítico junto ao vértice geodésico do Alto da Cruz, na Herdade da Santa Cruz, freguesia de Brotas, no decorrer do Verão de 2011, despoletou o interesse junto da revista National Geographic.

O conjunto de seis menires encontrados tombados e em forma de cruz, pela equipa de arqueólogos e estudantes de arqueologia, apresenta características excepcionais, o que faz deste o único a nível peninsular, e possivelmente do mundo.

Os trabalhos de reposição dos menires, levados a cabo a 23 de Outubro de 2012, foram acompanhados por uma equipa da prestigiada revista e estão agora publicados na edição de Fevereiro.

Uma descoberta que veio contribuir para o aumento do número de monumentos meníricos que se distribuem pelo Alentejo Ocidental e que, graças à especificidade dos pormenores que a caracterizam, é merecedora de destaque, elevando assim mais uma vez o nome do Concelho de Mora.

Os achados arqueológicos feitos nas freguesias do município de Mora têm permitido perceber a riqueza dos vestígios megalíticos aqui existentes. Este facto faz com que o Concelho de Mora seja já considerado pelos arqueólogos como um dos mais ricos nesta área do conhecimento, que investe na preservação e divulgação do património e na afirmação da sua própria identidade.

Fonte: (05-02-2013). Linhas de Elvas:  http://www.imprensaregional.com.pt/linhasdeelvas/index.php?info=YTo0OntzOjU6Im9wY2FvIjtzOjExOiJub3RpY2lhX2xlciI7czo5OiJpZF9zZWNjYW8iO3M6MToiOCI7czoxMDoiaWRfbm90aWNpYSI7czo1OiIxMjI2MyI7czo5OiJpZF9lZGljYW8iO3M6MToiNCI7fQ==

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por noticiasdearqueologia às 20:08

Terça-feira, 12.02.13

Arqueólogo português procura em Moçambique vestígios "do início da Humanidade"

O arqueólogo português Nuno Bicho vai coordenar uma investigação arqueológica no sul de Moçambique, onde acredita localizar vestígios do Homo sapiens sapiens, com mais de 250 mil anos.

"Recentemente, em conjunto com outros investigadores, sobretudo americanos, decidimos investir cientificamente em Moçambique", disse o arqueólogo à agência Lusa.

"É uma área que cronologicamente está relacionada com o início da humanidade, 200 mil ou 300 mil anos, e não se conhece nada em Moçambique, ao contrário dos países que o rodeiam, onde há conhecimento muito importante sobre o aparecimento da nossa espécie", disse à Lusa Nuno Bicho, da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade do Algarve.

De acordo com o arqueólogo, a escolha da zona sul de Maputo prende-se com "razões de preservação de vestígios" devido à existência de grutas e abrigos.

"Aquilo que nós queremos encontrar são fósseis humanos e a preservação acontece em zonas que estão protegidas, ou seja, grutas e abrigos", disse, frisando que a região da Montanha dos Pequenos Limbombos, mesmo junto à fronteira sul, apresenta, do ponto de vista geológico, este tipo de espaços.

O projeto de investigação arqueológica, que conta com subsídios norte-americanos e com o financiamento da Fundação para a Ciência e Tecnologia, em Portugal, vai prolongar-se durante dois anos e tudo aponta para que tenha início em maio.

"Estaremos no terreno com uma equipa de 10 a 15 pessoas, principalmente portugueses. Para já vamos trabalhar na zona sul de Moçambique. Aquilo de que estamos à procura são de vestígios da nossa espécie: o aparecimento do homo sapiens, o que significa que estamos a falar de um período de há 250 mil anos".

Nuno Bicho explicou que junto à fronteira entre Moçambique e a Tanzânia, no norte, e também na região da fronteira com o Malawi existem estudos e investigações já realizados no passado mas que "dizem respeito a 150 mil anos" e que o projeto atual procura vestígios mais antigos.

Para a investigação, o arqueólogo vai contratar dois estudantes moçambicanos que podem, no âmbito do projeto, vir estudar para Portugal, onde vão ser acompanhados durante o mestrado ou mesmo no doutoramento.

Licenciado pela Universidade Lusíada de Lisboa, Nuno Bicho fez o seu doutoramento em Antropologia, especialidade de Arqueologia, na Southern Methodist University, em Dallas, Texas, nos Estados Unidos, em 1992, onde também lecionou.

Participou em trabalhos de investigação arqueológica, nos EUA e no Equador.

Tem coordenado projetos de investigação internacionais sobre Pré-história desde 1987 na Estremadura, Ribatejo e no Algarve, com financiamento do extinto Instituto Português de Arqueologia, Fundação para a Ciência e Tecnologia, National Science Foundation dos EUA, Wenner Gren Foundation e do Archaeological Institute of America e foi também o primeiro bolseiro português da National Geographic Society, a qual lhe atribuiu uma segunda bolsa em 2006.

Fonte: (06-02-2013). LUSA/RTP: http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=625862&tm=4&layout=121&visual=49

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por noticiasdearqueologia às 20:05

Terça-feira, 05.02.13

Encontrado colar egípcio com mais de 2.000 anos

Encontrado colar egípcio com mais de 2.000 anos


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


Uma das contas do colar encontrado fotografada em pormenor Colar é indicador de "estatuto social especial" Fotos © Andrey Borodovsky/Siberian Times.




Dois arqueólogos russos descobriram, durante escavações na região da Sibéria, um colar que terá entre 2.300 a 2.400 anos. A peça de joalharia egípcia, feita com 17 contas de vidro coloridas e brilhantes, foi encontrada em redor do pescoço do esqueleto de uma mulher de 25 anos enterrada numa zona remota das montanhas Altai.

O achado é da responsabilidade de Yelena Borodovsky, mulher do arqueólogo Andrey Borodovsky, coordenador das escavações e, além de estar completamente intacto, o colar é considerado único entre todas as jóias que já foram descobertas na antiga União Soviética.

"A importância do que encontrámos é muito mais do que local", afirmou Andrey Borodovsky, do Instituto de Arqueologia e Etnografia do ramo da Sibéria da Academia de Ciências da Rússia, em declarações ao Siberian Times, acrescentando que a descoberta poderá dar aos especialistas luzes acerca da civilização dos citas, tribos nómadas que viviam no norte do Mar Negro famosas pelas suas jóias.

O colar foi encontrado junto do esqueleto de uma mulher nas montanhas Altai.


Esta peça de joalharia foi desenterrada em 2004 mas nunca foi, até hoje, exibida publicamente (embora tal deva acontecer dentro de alguns anos), porque Borodovsky e a sua equipa desejam obter a maior quantidade de informações possível acerca da sua história antes de a dar a conhecer.

"É provável que venhamos a pedir ajuda a alguns especialistas estrangeiros para nos apoiarem na compreensão da composição química do vidro, da origem do colar e da data exata em que foi elaborado", admitiu o arqueólogo.

O colar, que já foi batizado "Colar de Cleópatra" devido às suas caraterísticas exóticas, apesar de lhe ser anterior, tem "uma variedade de cores impressionantes e belas 'sombras' de amarelo escuro e claro e também de azul", explicou Borodovsky. "Trabalho com antiguidades de Altai há mais de 30 anos e esta peça é provavelmente a mais bela que já viu", confessou ainda.

Além desta peça, os arqueólogos encontraram também no túmulo da mulher um espelho e uma faca, artefactos mais comuns na zona da Sibéria e que, sabem os cientistas, pertencem à época dos citas.

A equipa vai continuar a aguardar a confirmação de que se trata de um tesouro do antigo Egito "que foi, certamente, feito por um artesão do Médio Oriente, o único local do planeta onde existia aquele tipo de técnica na época", mas tem já a certeza de que se trata de um objeto muito valioso.

"Este colar está, provavelmente, entre as coisas que qualquer museu do mundo gostaria de ter na sua coleção. Tentando ilustrar o que valia na altura, diria que era, provavelmente, algo como várias dezenas de cavalos", frisou Borodovsky.

Segundo o especialista, a mulher a quem pertencia a peça terá tido "um estatuto social especial". "Ainda hoje um colar como este capta imediatamente a atenção. Naquela altura seria, sem dúvida, um indicador de que a pessoa que o usava desempenhava um papel especial para a comunidade", possivelmente o de líder religiosa pagã, concluiu.


Fonte: (05-02-2013). Boas Notícias.Clix: http://boasnoticias.clix.pt/noticias_Encontrado-colar-eg%C3%ADpcio-com-mais-de-2.000-anos_14479.html

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por noticiasdearqueologia às 19:31

Terça-feira, 05.02.13

Últimos neandertais não coexistiram com homem moderno, diz estudo

Resultado sugere problemas com datação de ossadas na Península Ibérica. Método mais apurado permite concluir que ossos têm cerca de 50 mil anos.


 




Neanddertal (Foto: AP) Estudo internacional sugere que neandertal extinguiu-se muito mais cedo do que se pensava (Foto: AP).

As teorias sobre quando os últimos neandertais (Homo neanderthalensis) passaram pela Terra precisam ser revistas, de acordo com um estudo publicado na segunda-feira (4) pela revista "Proceedings of the Natural Academy of Sciences" (PNAS), da Academia Americana de Ciências.


O artigo sugere que esses hominídeos se extinguiram em seu último refúgio na Espanha, muito mais cedo do que se pensava. Nos últimos 30 anos, a hipótese de que os neandertais restantes viveram no sul da Península Ibérica, ao mesmo tempo em que os homens modernos (Homo sapiens) avançaram na parte norte da península, foi amplamente aceita pela comunidade científica.
A datação de carbono das ossadas encontradas em sítios neandertais dessa região determinava que o indivíduo mais jovem teria vivido há cerca de 35 mil anos. Mas pesquisadores da Austrália e da Europa reexaminaram os ossos com um método mais apurado para filtrar impurezas e concluíram que o material tem cerca de 50 mil anos.
"É improvável que os últimos neandertais dessa região tenham persistido até uma data tão tardia como pensávamos anteriormente" assegura Jesús Jordá, coautor do estudo e pesquisador do Departamento de Pré-História e Arqueologia da Universidade Nacional de Educação a Distância da Espanha (Uned).


Neandertal não conviveu com homem moderno, diz estudo (Foto: Divulgação/ Neanderthal Museum (Alemanha))Nova técnica de datação de carbono elimina as impurezas dos materiais e é mais precisa (Foto: Divulgação/Neanderthal Museum (Alemanha).


O estudo contesta a ideia de que os seres humanos modernos e os neandertais coexistiram e até mesmo tiveram relações sexuais durante milênios, já que o Homo sapiens não teria se instalado naquela região antes de 42 mil anos atrás.
"Os resultados sugerem que há grandes problemas com a datação dos últimos neandertais na atual Espanha", disse Thomas Higham, vice-diretor da Unidade de Acelerador de Radiocarbono da Universidade de Oxford, na Inglaterra. "É pouco provável que os neandertais tenham sobrevivido mais nessa área do que em outros lugares da Europa Continental", afirmou.
No entanto, o trabalho não exclui completamente a possibilidade de que os neandertais tenham vivido até 35 mil anos atrás. O problema é que o clima quente na Península Ibérica degrada rapidamente uma proteína-chave usada no processo de datação por radiocarbono.
'Ultrafiltração' Os pesquisadores só puderam testar ossos de dois dos 11 sítios de neandertais na Espanha. O material foi submetido a um novo método, chamado "ultrafiltração", que remove as mais recentes moléculas de carbono que podem ter contaminado os ossos e fazê-los parecer mais jovens do que realmente são.


Fonte: (05-02-2013). G1.Globo:http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/02/ultimos-neandertais-nao-coexistiram-com-homem-moderno-diz-estudo.html




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por noticiasdearqueologia às 19:21


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