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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

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Terça-feira, 26.06.12

Achado raro com 3.000 anos no Fundão

Foi descoberto, no Fundão, um monólito "raro e importante" que deverá ter
cerca de 3.000 anos e evocar um guerreiro ou príncipe dos povos pioneiros do
território português. O anúncio foi feito esta quinta-feira por João Rosa,
direitor do Museu Arqueológico do Fundão, responsável pelo achado.



A estela, com 2,70 metros de altura, encontrada pela equipa portuguesa
poderá ser "a maior encontrada até hoje na Península Ibérica", admitiu João Rosa
em declarações à Lusa. Trata-se de uma pedra na qual estão esculpidos um
capacete, uma espada e um escudo, a par de várias inscrições.

Para já, explicou o diretor, "não há consenso sobre a funcionalidade deste
monólito", não se sabendo se serviria "para assinalar a sepultura de um
guerreiro ou príncipe, dada a iconografia bélica e outros atributos, ou se teria
fins territoriais".

Ainda assim, João Rosa destacou que, ao fim de 3.000 anos, se mantém "a
função visual e emotiva" da pedra que, "dada a sua monumentalidade, continua a
suscitar admiração, espanto e respeito" e embora tenha "fissuras de meios
mecânicos agrícolas, mantém o tamanho intacto".

Além disso, este é um achado carregado de simbolismo uma vez que remonta ao
fim da Idade do Bronze Final, em que se terão criado "as raízes culturais
daquilo que é hoje o território português".

A estela foi encontrada no final de Maio, quando uma equipa do Museu
Arqueológico do Fundão num terreno agrícola da freguesia do Telhado. Com a
colaboração dos proprietários do terreno, a peça foi resgata e acondicionada por
técnicos e pelos serviços municipais.

A partir desta semana, esta importante descoberta arqueológica será exposta
ao público naquela instituição museológica, onde vai ser estudada em detalhe
numa busca por novos pormenores acerca dos antepassados dos portugueses.

Fonte: (22 Junho 2012). Lusa. http://boasnoticias.clix.pt/noticias_Arqueologia-Achado-raro-com-3.000-anos-no-Fund%C3%A3o_11572.html

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por noticiasdearqueologia às 22:53

Terça-feira, 26.06.12

Universidade de Évora investiga Arte Rupestre da Esperança - Arronches


Uma equipa de Arqueologia da Universidade de Évora, coordenada pelos Profs. Jorge de Oliveira e Clara Oliveira retomará os trabalhos arqueológicos nas pinturas rupestres da Esperança, Arronches, a partir de 25 de Junho.


Com o apoio da Câmara Municipal de Arronches, do Laboratório de Arqueologia da Universidade de Évora, e do CHAIA – Centro de História de Arte, no âmbito do Projecto ARA – Arte Rupestre de Arronches, professores, investigadores e alunos de Licenciatura e Mestrado de Arqueologia irão proceder a uma sondagem arqueológica no interior da Gruta Igreja dos Mouros, situada na área agrícola de Vale de Junco, na freguesia da Esperança. Este abrigo com pinturas rupestres foi descoberto há mais de 50 anos e apresenta, para além das já normais pinturas esquemáticas a vermelho e laranja que caracterizam a arte rupestre desta região, uma singular pintura de cor branca no principal local da gruta.


No interior deste abrigo, sobre uma grande pedra, conhecida como altar, foi pintada na parede rochosa, por mãos pré-históricas uma estranha e rara mensagem de cor branca. Também nesta gruta encontra-se a única escultura, antropomórfica, pré-histórica, até agora conhecida nesta zona da Península Ibérica.


Os trabalhos previstos, que contam igualmente com a colaboração do laboratório de Física Nuclear da Universidade da Extremadura (Espanha) para o estudo da composição química dos pigmentos utilizados nas pinturas, destinam-se a avaliar a potência de solo e a sequência estratigráfica da ocupação deste interessante abrigo pré-histórico. Trabalhos realizados em 2010, pela mesma equipa, na gruta próxima, denominada Pinho Monteiro, possibilitaram recuar as datações conhecidas mais de 4000 anos.


Essa grande antiguidade veio despertar a comunidade científica para a possibilidade destes abrigos poderem conter pinturas que possam remontar aos finais do Paleolítico e não apenas ao Neolítico e Calcolítico como se defendeu desde a sua descoberta em 1914. Se no decurso desta nova campanha se conseguir obter material datável e se as datações forem próximas das que há dois anos foram obtidas então poderemos vir a reforçar, ainda mais, o elevado interesse da arte rupestre da Freguesia da Esperança, já conhecida a nível mundial.


No decurso dos trabalhos arqueológicos serão recolhidas amostras de terras que serão estudadas por uma equipa de Botânica Universidade da Extremadura que irão identificar o coberto vegetal ao longo dos milénios nesta região, percebendo-se paralelamente, as alterações climatéricas que ocorreram desde o fim da última glaciação. Prevê-se, ainda, que o Laboratório Hércules, da Universidade de Évora, promova o estudo colorimétrico das pinturas e análise de espetrometria de Raman para identificação do pigmento branco existente nesta gruta.



http://www.radiocampomaior.com/index.php?option=com_content&view=article&id=5259:universidade-de-evora-investiga-arte-rupestre-da-esperanca-arronches&catid=1:regional&Itemid=25

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por noticiasdearqueologia às 22:43


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