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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

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Quarta-feira, 20.06.12

Mina de carvão esconde pelo menos cinco desses animais pré-históricos.

Mina de carvão esconde pelo menos cinco desses animais pré-históricos.
Local a céu aberto fica 80 quilômetros a leste da capital Belgrado.


Arqueólogos encontraram um campo raro de fósseis de mamutes na Sérvia. Estima-se que no local haja restos de pelo menos cinco desses animais gigantes que viveram ali há milhares de anos.




O diretor do Parque Arqueológico de Viminacium, Miomir Korac – que aparece de branco à esquerda da foto abaixo – e colegas trabalham em uma mina de carvão a céu aberto na pequena cidade de Kostolac, 80 quilômetros a leste da capital.


Na imagem, eles se concentram na remoção de uma presa de mamute.


mamute 1 (Foto: Marko Drobnjakovic/AP)

Presa de mamute é retirada da terra em mina de carvão a céu aberto na Sérvia (Foto: Marko Drobnjakovic/AP).


No lugar, os arqueólogos também identificaram um túmulo da época romana. Os esqueletos estão bastante preservados.


 


Túmulo romano (Foto: Marko Drobnjakovic/AP)

Túmulo da época romana é encontrado por arqueólogos próximo a Belgrado (Foto: Marko Drobnjakovic/AP).

 


Estudantes de arqueologia já estudam os restos de um mamute achado na mina de carvão em Kostolac. Os jovens tiram fotos e analisam o fóssil do animal pré-histórico.


 


Mamute 2 (Foto: Marko Drobnjakovic/AP)

Estudantes de arqueologia fotografam fóssil de mamute achado na Sérvia (Foto: Marko Drobnjakovic/AP).





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por noticiasdearqueologia às 22:27

Quarta-feira, 20.06.12

Sepultura de cão mais antiga do Sul da Europa foi encontrada em Portugal e tinha 7600 anos

Esqueleto encontrado nas margens do Sado




O cão foi sepultado nos amontoados de conchas deixados pelos caçadores-recolectores   O cão foi sepultado nos amontoados de conchas deixados pelos caçadores-recolectores (José Paulo Ruas).

 

Agora não só as datações feitas com amostras das costelas, na Universidade de Oxford, no Reino Unido, determinaram a idade do esqueleto do cão, como as análises realizadas permitiram concluir que a dieta do animal incluía 25% de proteínas de origem marinha — o que provavelmente reflecte a alimentação dos seus donos, refere um comunicado da Universidade de Lisboa.
Dirigida por Mariana Diniz, do Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa, e Pablo Arias, da Universidade de Cantábria, a escavação resulta do projecto Sado-Meso, que se centra nos concheiros naquele estuário. Estes amontoados de conchas, deixados pelos últimos caçadores-recolectores, no Mesolítico, são restos da alimentação que retiravam do Sado.
Ora foi precisamente num desses concheiros, o de Poças de São Bento, que a equipa descobriu a sepultura do cão. Existe um cão mais antigo do que este: encontrado nos concheiros de Muge, no concelho de Salvaterra de Magos, e exposto no Museu Geológico em Lisboa, a datação por radiocarbono conclui que tinha 8000 anos. A diferença é que o cão do Sado foi descoberto claramente numa sepultura, que foi documentada numa escavação, enquanto para o cão de Muge, encontrado no século XIX, já não pode dizer-se o mesmo, pois não existe esse registo.
“A datação confirma que os caçadores-recolectores mesolíticos da Península Ibérica praticavam a inumação de cães em necrópoles, uma prática conhecida no Norte da Europa, mas que até agora não estava documentada, durante trabalhos de escavação, no Sul do continente”, refere o comunicado sobre o cão do Sado. “O caso de Poças de São Bento é também interessante porque está cronologicamente próximo da chegada da agricultura a esta zona da Península Ibérica.”
Levado num bloco parcialmente por escavar para o Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa, o cão do Sado está agora dentro de uma caixa. Até ao final do ano, deverá ser organizada uma conferência científica e uma exposição sobre este companheiro dos humanos.



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por noticiasdearqueologia às 22:05


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