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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

O Património é um bem comum... Preservá-lo só depende de cada um de nós...



Sexta-feira, 25.11.11

Moedas romanas sob o muro das lamentações

Arqueólogos descobriram quatro moedas do ano 17 no subsolo do muro das lamentações, local sagrado para o povo judeu, em Jerusalém. Segundo os cientistas, o pequeno tesouro tinham as marcas de um procônsul romano que viveu na região 20 anos após Herodes - líder judeu que morreu no ano 4 a.C. - e pode mudar o que se sabe sobre a construção de um dos locais mais sagrados do planeta  Foto: AP

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por noticiasdearqueologia às 14:04

Sexta-feira, 25.11.11

Arqueólogos descobrem tumba antiga no nordeste da China


Uma tumba antiga de mais de 2.000 anos foi escavada na Província de Liaoning, nordeste da China, anunciou nesta quinta-feira a instituição arqueológica provincial.


A tumba, parte de um grupo cuja escavação foi iniciada em 1999, fica 5,5 metros abaixo da terra e cobre uma área de 72 metros quadrados na aldeia de Dongdazhangzi, cidade de Huludao. Foi confirmado que o túmulo data do período dos Estados Combatentes (475-221 a.C.), disse Guo Dashun, arqueólogo do Instituto de Arqueologia de Liaoning.


O túmulo é o maior desse período descoberto ao norte da Grande Muralha, tendo por isso grande valor acadêmico, disse Guo.


"É uma tumba antiga que combina os costumes funerários da minoria local, da Planície Central da China e dos cursos médio e inferior do Rio Amarelo", disse Guo.


Até novembro de 2011, arqueólogos trabalhando no grupo de tumbas localizaram 137 antigas tumbas, crânios de animais e cerâmicas do estilo da Planície Central da China.


É extremamente raro descobrir tantas tumbas antigas ao norte da Grande Muralha. Por isso, esta descoberta arqueológica deve questionar opiniões tradicionais sobre civilizações antigas no nordeste da China.


Fonte: Xinhua (24 Nov 2011). CRI, on line: http://portuguese.cri.cn/561/2011/11/24/1s142770.htm


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por noticiasdearqueologia às 14:01

Sexta-feira, 25.11.11

Cancro na próstata diagnosticado

A múmia egípcia com 2300 anos, pertencente ao Museu Nacional de Arqueologia (MNA), é um caso único mundial. Após exames de tomografia que permitiram reconstituir, a três dimensões, todo o corpo mumificado, foi diagnosticado a esta múmia um cancro na próstata com extensões ósseas.


“É um caso único, sendo provavelmente o segundo mais antigo conhecido”. O mais antigo foi detectado “nuns ossos muito degradados encontrados na Sibéria, com 2700 anos”. Embora não havendo radiografia, nem imagens, “presume-se que a causa da morte tenha sido cancro na próstata”, disse à Lusa o médico radiologista Carlos Prates, coordenador da equipa clínica.



Este novo caso é o “primeiro de cancro na próstata achado numa múmia egípcia enfaixada, e na qual não foram usados métodos destrutivos”, salientou Carlos Prates. “Não há nenhum diagnóstico de cancro na próstata nem de patologia maligna numa múmia que não tenha sido aberta para análise, como era prática no século XIX, até à invenção do raio X”, disse o médico radiologista.


A múmia, do período ptolomaico (305-30 a. C.), é designada cientificamente como «M1» e integra o «Lisbon Mummy Project» que se iniciou em 2007 e terminou o ano passado. Os resultados científicos serão publicados numa revista da especialidade.


Só depois da publicação é que se revelarão os pormenores da investigação multidisciplinar que envolveu duas outras múmias e animais mumificados também pertencentes ao espólio do MNA. Uma dessas múmias é um sacerdote, chamado Pabasa. Nesta, descobriu-se uma lesão extensa com origem numa distensão, que lhe terá provocado frequentes “entorses dolorosas”, explica o investigador.


Este sacerdote era o responsável por vestir a estátua do deus da fertilidade Min, segundo se soube pelo texto escrito no sarcófago, em hieróglifos, explicou à Lusa o egiptólogo Luís Araújo que integra a equipa.


Múmia sem nome


Quanto à «M1» não há conhecimento do que faria, “pois acompanham-na apenas oferendas de protecção para a vida além-túmulo e não há qualquer referência a nome ou função”, que seria necessariamente importante para ter sido enfaixada, já que os corpos dos cidadãos mais comuns eram lançados em buracos no deserto.


  


Foto:http://sicnoticias.sapo.pt/cultura/2011/11/10/mumia-de-museu-de-lisboa-unica-no-mundo-com-diagnostico-de-cancro


Múmias foram estudadas no âmbito de uma parceria entre a empresa Imagens Médicas Integradas e o MNA


Esta múmia “está identificada em 1782 na colecção que pertenceu a D. Pedro de Noronha, terceiro marquês de Angeja” e esteve exposta no seu palácio, em Lisboa, onde hoje está instalada a Biblioteca Municipal de Belém. “O marquês decidiu construir um museu para esta múmia. Terá sido dos primeiros na Europa a projectar um espaço onde a sua múmia estaria num ponto especial”, conta Carlos Prates.

 


Esse museu, para qual houve dois projectos, começou a ser construído no Lumiar, tendo ficado apenas construída a parte inferior, pois os filhos não partilhavam da sua paixão pelo coleccionismo e não o terminaram.


“Hoje, essa parte construída é um restaurante. Se o marquês tivesse levado avante o projecto teria sido dos primeiros museus na Europa”. Mas face ao desinteresse dos herdeiros, “a múmia acabou por ir para o museu de arqueologia”.


A terceira múmia “terá origem nas colecções régias ou de qualquer família nobre”. Tem 2700 anos e chama-se Irtieru, o que significa “que os dois olhos se voltem contra eles”, numa referência aos olhos de Hórus e aos inimigos do defunto.


As múmias foram estudadas no âmbito de uma parceria entre a empresa Imagens Médicas Integradas (IMI) e o MNA, “sem ter custado um cêntimo ao Estado pois contou-se ainda com o mecenato da Siemens para o transporte das múmias e a colaboração da Fundação Gulbenkian, que patrocina a vinda a Portugal da arqueóloga egípcia Salima Sikran que acompanha o estudo”.


“Somos todos voluntários, o pessoal médico e técnico, e este pode ser o exemplo de outras parcerias que permitam ficar a conhecer melhor e valorizar o património português”, salientou Prates. A equipa é coordenada pelo director do MNA, Luís Raposo, e integra Luís de Araújo, da Universidade de Lisboa, os médicos radiologistas Sandra Sousa e Carlos Oliveira e ainda o arqueólogo Álvaro Figueiredo, do University College de Londres.


“Quando nós propusemos ao MNA o estudo das múmias por este método, em 2006, encontrei por acaso com um documento do arqueólogo Álvaro Figueiredo que sugeria o estudo através destes métodos e que ele próprio tinha já baptizado como «Lisbon Mummy Project». Houve assim uma confluência de vontades”, sublinhou Prates.

Fonte (10 Nov 2011). Ciência Hoje:http://www.cienciahoje.pt/

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por noticiasdearqueologia às 13:52

Sexta-feira, 25.11.11

“Arqueologia no Castelo de Moura: nove anos de escavações” em análise esta tarde

O município de Moura vai promover uma sessão sobre “Arqueologia no Castelo de Moura: nove anos de escavações”. Santiago Macias, responsável pelas escavações, explicou à Rádio Pax que nesta iniciativa vai ser feito um balanço do que tem vindo a ser escavado e das descobertas que têm sido feitas e a contribuição que estas têm tido para um melhor conhecimento da história da cidade e do concelho. O arqueólogo referiu ainda que nesta sessão vão ser perspectivadas futuras de investigações. Para Santiago Macias “é altura de dizer o que ficou para trás, o que já foi identificado e pensar no trabalho a desenvolver futuramente”.
A palestra “Arqueologia no Castelo de Moura: nove anos de escavações” está aberta ao público e decorre na Biblioteca Municipal de Moura pelas 18h30.
Fonte: (1
5 Nov 2011). Rádio Pax:http://www.radiopax.com/noticias.php?go=noticias&id=13676&d=noticias

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por noticiasdearqueologia às 13:44


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