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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

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Terça-feira, 02.03.10

Importante templo asteca descoberto debaixo de estacionamento no México





Um templo dedicado a Ehecatl (Deus do vento), parte da área sagrada da cidade asteca de Tenochtitlan e onde podem ter sido feitos sacrifícios humanos, foi encontrado debaixo de um estacionamento no centro histórico da capital mexicana.


Arqueólogos mexicanos fizeram a descoberta em dezembro passado na extinta cidade pré-hispânica, quando examinavam um prédio que até semanas atrás era o estacionamento de um hotel e onde os proprietários queriam fazer obras de ampliação.


"É uma das descobertas mais importantes dos últimos anos", disse à AFP Raúl Barrera, diretor do Programa de Arqueologia Urbana do Museu do Templo Maior (centro religioso de Tenochtitlán) e chefe das escavações.



Atrás de um antigo portão de madeira verde, em uma movimentada rua da capital mexicana, um trator trabalhava abrindo um buraco no qual uma dezena de especialistas deixaram descoberta a parte traseira da estrutura circular, construída entre 1486 e 1512.


Semanas antes da descoberta, apenas um seleto grupo de pessoas teve acesso aos restos já descobertos de dois pilares superiores do templo, um deles quase intacto, assim como a base circular no centro da pirâmide, sobre a qual originalmente se erguia uma estrutura em forma cilíndrica.


De acordo com as referências históricas, este templo construído para adorar Ehecatl tinha 14 metros de diâmetro, um teto cônico de palha e uma entrada em forma de boca de serpente, relacionada ao deus Quetzalcoatl ('serpente emplumada', na língua nahuatl).


No entanto, a parte frontal do templo não poderá voltar à superfície porque se encontra enterrada sob um prédio colonial contíguo que atualmente sedia o centro cultural Espanha, considerado patrimônio histórico.


"A forma circular se relaciona com o redemoinho e, na cosmovisão, é uma alegoria, mas sua forma arredondada permite que o vento circule", acrescentou Barrera.


"As fontes históricas mencionam que neste edifício eram realizados sacrifícios humanos", mas ainda não foram encontradas ossadas com marcas desta prática ou alguma representação em pintura que o confirme, afirmou Barrera ao visitar os trabalhos arqueológicos.


No número 16 da rua da Guatemala, onde foi feita a nova descoberta, se misturam pedras da construção do templo asteca, vestígios de um edifício colonial erguido no século XVI, que veio abaixo no grande terremoto de 1985, e materiais da construção que abrigou o estacionamento.


"Os restos do jogo de bola (mesoamericano) também estão sepultados na rua da Guatemala, muito perto daqui, e ao norte estariam os restos do edifício que foi o Calmecac", a escola dos nobres astecas, explicou.


O templo de Ehecatl, relacionado com Tlaloc (Deus da chuva) e a agricultura, bem como o jogo de bola, vinculado à guerra, eram lugares sagrados para os astecas, que fundamentavam sua cultura nestas duas atividades.


O cenário neste pequeno prédio é uma amostra do que acontece em cerca de 250.000 metros quadrados do centro histórico da capital mexicana, onde convivem diferentes épocas da História, uma sobre a outra, com uma dezena de edificações subterrâneas que formavam o centro sagrado de Tenochtitlan.






Fonte:  Leticia Pineda (AFP) (2 Mar 2010). AFP: horashttp://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5iQB9R3ZX6Jrp_OFTceXe4WlMNvhQ

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por noticiasdearqueologia às 22:43

Terça-feira, 02.03.10

Santa Catarina tem aldeias de casas subterrâneas com mais de mil anos

Operários em escavações para localização das aldeias - Divulgação


Arqueólogos da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos-RS) e da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul) estudam aldeias de casas subterrâneas localizadas no município de São José do Cerrito, no Planalto Catarinense. Segundo os estudiosos, as construções possivelmente serviam de moradia para antigos habitantes da região. A datação feita da aldeia remete ao ano 800, ou seja, há mais de mil anos.


A olhos leigos, segundo os arqueólogos, há pouca coisa a ser vista: apenas imensos buracos abaixo do nível do solo. O maior tem 7 metros de profundidade e 20 metros de diâmetro.


- Queremos entender o método construtivo desses engenheiros do planalto - diz o padre jesuíta Pedro Ignácio Schmitz, da Unisinos-RS, coordenador da pesquisa, que começou a escavar a região em 2007.


Somente na localidade de Boa Parada, numa área de um quilômetro de diâmetro, foram encontradas 27 estruturas. Todas elas estão 400 metros equidistantes do centro, próximas a matas de pinheiros que forneciam alimentos (pinhão) e pequenos córregos de água. Dessas, três estruturas foram feitas da forma inversa, acima do solo. Para os arqueólogos, esses locais são denominados danceiros, ou seja, uma espécie de praça pública utilizada para diversos rituais.


- A história que se conta do Brasil é muito relacionada à chegada dos europeus, como se os habitantes anteriores não tivessem história. O trabalho da arqueologia é justamente mostrar a riqueza de uma ocupação anterior, que não se expressa em documentos escritos, mas em vestígios como esses - salienta Marcus Vinicius Beber, arqueólogo da Unisinos.


De acordo com estudiosos, há ainda aproximadamente 200 estruturas subterrâneas no município. A próxima etapa das pesquisas será na localidade de Rincão dos Albinos, também em São José do Cerrito.


Fonte: (2 Março 2010). O Globo. http://oglobo.globo.com/cidades/mat/2010/03/02/santa-catarina-tem-aldeias-de-casas-subterraneas-com-mais-de-mil-anos-915975734.asp

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por noticiasdearqueologia às 22:37

Terça-feira, 02.03.10

“A Mulher Romana nas moedas do Museu” em exposição

Será aberta ao público, no próximo dia 8 de Março, a exposição “A Mulher Romana nas moedas do Museu”, na Área de Exposições Temporárias do Museu de Arqueologia e Numismática de Vila Real. Associando-se desta forma à comemoração do…


…Dia Internacional da Mulher, a exposição permite uma perspectiva diferente sobre a colecção de numismática do Museu, mostrando as mulheres representadas nos anversos e reversos das moedas romanas. Para além de mulheres e mães de imperadores, são exibidas moedas com divindades romanas representadas por figuras femininas.

Desta forma, a mulheres como Antónia (séc. I, esposa de Germânico), Crispina (séc. II, mulher de Cómodo) e Júlia Soaemias (séc. III, mãe de Heliogábalo) juntam-se as representações de divindades maiores, como Roma, Diana ou Minerva, e ainda a deusas “indígenas”, que representavam virtudes ou aspectos da vida humana - como Concórdia, Felicidade, Clemência, Segurança ou Piedade, entre tantas outras. A exposição estará patente até final do mês de Junho.


Fonte: (2 Março 2010). Notícias de Vila Real: http://www.noticiasdevilareal.com/noticias/index.php?action=getDetalhe&id=7439

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por noticiasdearqueologia às 22:32


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