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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

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Domingo, 29.11.09

Encontrados restos mortais de monarca da Coroa de Aragão



O mosteiro onde foram encontrados os restos mortais do monarca, em Tarragona






Os restos de Pere o Grande, monarca da Coroa de Aragão, cujos despojos são os únicos da dinastia nunca profanados, foram localizados intactos num túmulo no mosteiro de Santa Maria de Santes Creus, Tarragona, noticia hoje El Pais online.


A descoberta é da responsabilidade de uma equipa de arqueólogos da Generalitat (governo da Catalunha) e coincide com a celebração do 850.º aniversário do complexo cisterciense.


Segundo o jornal, os restos do monarca, filho de Jaume I e figura-chave na história da Coroa, encontram-se num sarcófago de pedra, aparentemente embalsamados, envolvidos num tecido, estando o o crânio coberto por uma espécie de capacete.


Pere o Grande, III de Aragão, I de Valência e II de Barcelona, foi também rei da Sicília durante um mandato decisivo na história da Coroa (1276-1285).


O achado permitirá esclarecer as causas da morte do rei e bem assim a autenticidade dos restos de Jaume I o Conquistador (1208-1276), seu pai, enterrado no mosteiro de Poblet com dois crânios de características similares no mesmo sarcófago.


A Generalitat - informa o jornal madrileno - analisará o ADN de Pere o Grande para determinar as suas características físicas e genéticas, a dieta alimentar, e reconstruirá o seu rosto.


Os técnicos acederam ao sarcófago real introduzindo neste uma câmara, um sistema não intrusivo que captou as primeiras imagens do crânio do rei.


Pere o Grande foi o primeiro monarca da Coroa a ser sepultado no mosteiro de Santes Creus, e pelo rito europeu, o que implicou embalsamar o corpo.


Os trabalhos confirmaram também que o corpo foi sepultado com abundantes substâncias aromáticas florais, como era costume na época.

 



Fonte: (27 Nov 2009). Diário de Notícias: http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/Interior.aspx?content_id=1432354




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por noticiasdearqueologia às 00:17

Domingo, 29.11.09

Guarda: Centro de Acolhimento e Torre de Menagem abertos ao público no Dia da Cidade

 


foto




A Torre de Menagem vai ser reaberta ao público no Dia da Cidade. A partir de sexta-feira, a Guarda vai contar com uma nova área de atracção, onde, para além do lazer que é possível apreciar, existirá também uma componente cultural e de dinamização do turismo pelo concelho, com o Centro de Acolhimento, onde é dado a conhecer o vasto património cultural, arquitectónico e paisagístico do concelho da Guarda.


 


O investimento foi de cerca de 650 mil euros. Os edifícios foram equipados com tecnologia de ponta.


 


Um dos pontos altos que vão assinalar as comemorações do Dia da Cidade da Guarda passam pela zona da Torre de Menagem, onde este espaço será reaberto aos visitantes, e onde é inaugurado um Centro de Acolhimento para quem procura conhecer melhor a Guarda.


O Centro de Acolhimento conta com um pequeno espaço onde estão expostos artefactos arqueológicos de várias escavações que decorrem em algumas zonas do concelho, ficando a conhecer-se a história desses lugares através dos achados, mas também será ali disponibilizada informação turística que melhor dá a conhecer os patrimónios arquitectónicos e paisagísticos do Concelho.


Joaquim Valente, que no início desta semana visitou o novo equipamento, explicou que no Centro de Acolhimento foram instaladas vitrinas interactivas “onde se pode ler o objecto que lhes diz respeito, com uma breve introdução do mesmo, como as características e a sua idade”.


O autarca referiu que o trabalho foi realizado pelo departamento de arqueologia da autarquia, permitindo que, a partir do Centro de Acolhimento se tenha acesso ao património “quer dos Castros que existem, do Tintinolho, da Póvoa do Mileu e do Jarmelo, mas também o património edificado que existe nas diversas freguesias do concelho”.


Para o arqueólogo Victor Pereira, através dos materiais expostos, que têm uma sequência cronológica, “acabamos por ter os materiais utilizados no dia-a-dia pelas populações que passaram pelo nosso território, a começar logo com materiais do Castro do Tintinolho, com datação do primeiro milénio antes de Cristo, passando depois para o sítio romano da Póvoa do Mileu, século I ou II depois de Cristo, e depois a sequência da Idade Média, terminando na vitrina do Castro do Jarmelo, com uma ocupação do século XVII ou XVIII, pelos dados das escavações”, referindo que o objectivo é que os visitantes possam “compreender a ocupação humana ao longo destes três milénios no território da Guarda”.


As intervenções arqueológicas, algumas que já levam alguns anos, permitem “conhecer estes povos que ocuparam o território da Guarda, não só no Centro Histórico, mas também de todo o concelho da Guarda. Conseguimos compreender a sequência de ocupação que houve do território”, apontou, sublinhando que “é a primeira vez que se coloca à disposição do público a informação que se tem tirado destes objectos”.


 


Torre de Menagem conta a história da Guarda


Quer para miúdos ou graúdos, a história da Guarda é contada na Torre de Menagem. Ali, com a reabertura do espaço, os visitantes vão poder encontrar algumas novidades. À entrada, os visitantes são acolhidos num mini-auditório onde é exibido um vídeo sobre a Guarda, em 3D, e num piso superior, para os mais novos, é projectada a história da Guarda em banda desenhada.


O espaço da Torre de Menagem conta ainda com um parque de estacionamento para os visitantes.


 


Investimento na cultura


O presidente da Câmara da Guarda adiantou que o investimento realizado na zona da Torre de Menagem, com a requalificação e valorização realizada, rondou os 650 mil euros, destacando o facto de o projecto ter sido feito “pelos técnicos da Câmara”, envolvendo arquitectos, engenheiros e arqueólogos, com apoio do sector do restauro.


“Esta intervenção complementa, de alguma forma, toda a estratégia que tem sido desenvolvida para a cultura e para o turismo, no seguimento da construção do Teatro Municipal, do Centro de Estudos Ibéricos, da Biblioteca Eduardo Lourenço, e agora com este espaço aumentamos e criamos uma rede mais sólida de um circuito de âmbito cultural”, referiu o autarca.


A Torre de Menagem passa, assim, a ser a “primeira sala de visitas de quem vem à Guarda e quer passar na Guarda bons momentos”, convidando as pessoas “a deambular pela Cidade, mas sem esquecerem o património que existe também nas nossas 55 freguesias”.


 


Fonte: José Paiva (25 Nov 2009). Nova Guarda: http://www.novaguarda.pt/noticia.asp?idEdicao=208&id=14549&idSeccao=2954&Action=noticia

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