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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

O Património é um bem comum... Preservá-lo só depende de cada um de nós...



Domingo, 06.09.09

Câmara Municipal atribui sede à Associação Campo Arqueológico de Tavira

 


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A Câmara Municipal de Tavira atribuiu, recentemente, uma sede à Associação Campo Arqueológico de Tavira, instituição sem fins lucrativos que se dedica ao estudo da arqueologia e da história de Tavira, do Algarve e do Sudoeste Peninsular.


A sede permite, desta forma, o armazenamento do seu imenso e importante espólio sob melhores condições.

A Associação Campo Arqueológico de Tavira tem desenvolvido, desde a década de 90 até à actualidade, importantes trabalhos de investigação, nomeadamente sobre os períodos romano, fenício, turdetano e islâmico.

Os seus arqueólogos estão ligados à descoberta de importantes estruturas e espólios fundamentais para o conhecimento da história de Tavira e do País.


Merecem especial referência, entre outros, a descoberta de parte da estrutura portuária fenícia (Corte Reais), os poços votivos fenícios (no Palácio da Galeria), uma rede de pesca turdetana e igualmente o já famoso “vaso islâmico de Tavira “( ex-BNU).

A Associação Campo Arqueológico de Tavira, em colaboração com a autarquia, produziu também a “Carta Arqueológica de Cachopo” e participou na elaboração de artigos e conteúdos diversos, no desenvolvimento de exposições de natureza histórico-científica, casos de “Tavira - Território e Poder” (MNA, 2003) e “ Tavira, patrimónios do mar”, actualmente patente no Museu Municipal de Tavira.

A Câmara Municipal de Tavira atribuiu à ACAT em 2006 a Medalha de Mérito Municipal (grau prata), reconhecendo o meritório trabalho cultural e científico

Fonte: (3 Set 2009). Barlavento, on line: http://barlavento.online.pt/index.php/noticia?id=35921&tnid=5

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por noticiasdearqueologia às 23:36

Domingo, 06.09.09

Vila de Rei vai criar rotas e um centro de interpretação das conheiras do concelho



Abundantes vestígios da exploração de ouro na época romana são cada vez mais uma atracção turística e um valor patrimonial do concelho que está no centro geodésico do país.






A Câmara de Vila Rei pretende fazer uma grande aposta no valor arqueológico, geológico e cultural das conheiras do concelho. Em 2010 vai avançar com a criação de uma rota envolvendo o principal destes depósitos de seixos existentes no concelho e provenientes da exploração de ouro na época romana, localizado próximo da aldeia de Lousa. Trata-se de um projecto-piloto que deverá ser posteriormente alargado à maioria das cerca de 50 conheiras dispersas por quase um terço do território municipal, que já foram identificadas, sinalizadas e classificadas pelo Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar).


 




As conheiras são protegidas por lei, mas chegaram a servir para abastecer a construção civil.

A par da abertura das rotas das conheiras, umas em percursos pedestres, outras só possíveis de realizar em veículos preparados para circular em todos os tipos de terreno, a autarquia já apresentou uma candidatura aos fundos comunitários para a edificação de um centro de interpretação daqueles vestígios. Neste espaço, a localizar na própria sede do concelho, será possível aos visitantes ficar com uma noção do que são estes imensos aglomerados de centenas de toneladas de grandes seixos rolados, bem como o seu enquadramento histórico e as incríveis histórias e lendas que acompanham cada um deles.

"Tem havido um crescente interesse de grupos institucionais e informais de pessoas que têm curiosidade em visitar e adquirir conhecimentos sobre as conheiras e que contactam a autarquia no sentido de prestarmos o apoio possível. Neste momento temos dois guias que podem fazer o acompanhamento dos visitantes e explicar as razões da existência das conheiras", afirma o vereador da Cultura do município local, Paulo César. O autarca adianta que a Câmara de Vila de Rei, distrito de Castelo Branco, vai em breve admitir a estágio um técnico de Antropologia cujo trabalho incidirá na área da investigação e dinamização das conheiras já classificadas.

Durante muito tempo foi notória a falta de interesse e o pouco reconhecimento público que mesmo em Vila de Rei se nutria pelas suas monumentais "montanhas de seixos", que atestam ainda hoje a exploração do ouro que se encontrava residualmente nalguns seixos dos rios (conhecidos popularmente por "conhos") na época dos romanos e também no período da presença árabe.

Mas hoje a perspectiva que se tem em todo o concelho sobre aquelas "montanhas de pedras" é diferente, tendo inclusivamente a conheira de Lousa sido reconhecida como uma das sete maravilhas do concelho, numa competição similar às sete maravilhas do Mundo ou de Portugal, mas circunscrita ao município de Vila de Rei. Por outro lado, há uma empresa de animação turística a operar na vila que, entre outras alternativas, comercializa a possibilidade de percorrer um trajecto que inclui a visita a algumas conheiras.

Durante alguns anos, as conheiras foram ameaçadas pela eucaliptização intensiva dos sítios em que se encontram, que alterava a topografia dos terrenos e o seu próprio conteúdo geológico e arqueológico. O furto dos "conhos", usados para a edificação de prédios e moradias nas aldeias vizinhas e, por vezes, mesmo fora do concelho, foi também uma das ameaças a que os vestígios estiveram sujeitos durante muito tempo.

Paulo César frisa que este cenário se alterou bastante nos últimos tempos, fruto de uma maior sensibilização das pessoas para a importância dos amontoados de "conhos", levada a cabo pela câmara e por uma arqueóloga que até há pouco tempo trabalhou para a autarquia. "É verdade que os eucaliptos são ainda uma ameaça, mas em relação ao furto de pedras para obras isso já pouco acontece, porque o próprio povo que vive nas proximidades alerta e não permite que levem as pedras, ou então denuncia a situação, já que as conheiras têm protecção legal", garante o vereador da cultura.

 

Fonte: Manuel Fernandes Vicente (31 Ago 2009). Público. http://jornal.publico.clix.pt/noticia/31-08-2009/vila-de-rei-vai-criar-rotas-e-um-centro--de-interpretacao-das-conheiras-do-concelho-17689375.htm


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por noticiasdearqueologia às 23:20

Domingo, 06.09.09

CENTRO DE ARQUEOLOGIA, em Ourique, abre no próximo dia 12, às 11 h

No passado mês de Março, realizou-se a transferência para Ourique do espólio arqueológico do Depósito Votivo da II Idade do Ferro, de Garvão, que se encontrava no Museu Monográfico de Conímbriga desde o início da passada década de 90.


Este regresso ao território de origem de um espólio arqueológico, cuja importância os especialistas têm repetidamente referido, resulta do empenhamento do Dr. Pedro do Carmo, Presidente do Município de Ourique, que, para isso, obteve o apoio da Direcção Regional de Cultura do Alentejo (DRCALEN) e se propôs assegurar a criação das condições técnicas requeridas para a conservação e estudo dos materiais em causa.


Foi, portanto, criado o Centro de Arqueologia que, como justa homenagem, recebe o nome do director da escavação do depósito votivo, Caetano de Mello Beirão (CACMB), e se situa na Rua Gago Coutinho, nº 31, em Ourique.


O CACMB tem a direcção técnica da DRCALEN e desenvolve trabalho em parceria, para já,  com o Centro HERCULES da Universidade de Évora, o CEAUCP (da Universidade de Coimbra) e o Departamento de Arte, Conservação e Restauro do Instituto Politécnico de Tomar.


 


Fonte: Deolinda Tavares (6 Set 2009). Archport.

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por noticiasdearqueologia às 23:18


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