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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

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Domingo, 16.08.09

Fundão: Descoberto menir com 3.500 anos

Um golpe de vista de agricultores do Fundão permitiu descobrir um menir que pode ajudar a redefinir relações culturais ibéricas na Idade do Bronze, há 3500 anos atrás, adiantaram à Agência Lusa os arqueólogos que estudam o achado.


O bloco de granito com tonelada e meia, três metros de altura e meio metro de largura está esculpido de forma a parecer-se com um homem, com uma espada e uma espécie de machado duplo (chamado bi-ancoriforme) em relevo.


São decorações típicas de peças arqueológicas conhecidas do Alentejo à Andaluzia (Espanha), prova de que houve formas culturais «que viajaram mais para Norte. É uma peça que vem problematizar vários períodos cronológicos» explicou à Lusa, João Rosa, arqueólogo e director do Museu Arqueológico Municipal José Monteiro, onde está exposta.


«A tipologia dos atributos remete para as estelas da Idade do Bronze, ditas ‘alentejanas’, em que o paralelo mais próximo que temos é a estela da Tapada da Moita, Castelo de Vide», acrescentou.

Fonte: (29 Jul 2009). Diário Digital: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=4&id_news=401593

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por noticiasdearqueologia às 00:14

Domingo, 16.08.09

No Parque Arqueológico do Vale do Côa: Painel de pinturas rupestres com cinco mil anos destruído em Almeida

Um dos painéis de granito com pinturas rupestres, com cerca de cinco mil anos, encontrado há sete anos na área da freguesia de Malhada Sorda, concelho de Almeida, foi destruído. O Parque Arqueológico do Vale do Côa (PAVC) lamenta o sucedido, considerando que existiu a “clara intenção” de fazer desaparecer aquele achado arqueológico.

A figura pré-histórica "foi completamente destruída, tendo sido lavada e repicada com a clara intenção de a fazer desaparecer, o que de facto foi conseguido", lamentou António Martinho Baptista, arqueólogo e pré-historiador de arte do PAVC, considerando que se trata de um "crime de lesa-arqueologia". "Apagaram mais de cinco mil anos de História", sublinhou em declarações à Lusa.

Segundo o arqueólogo, o sítio onde se encontra o achado era constituído por dois painéis verticais em granito, "ambos decorados com pinturas pós-glaciares em tons de vermelho". "A mais interessante figura" do conjunto era "uma figura zoomórfica em estilo seminaturalista, a fazer lembrar algumas das representações do Côa e até do Tejo", acrescentou.

Martinho Baptista explica que na figura destruída era visível "uma pequena cabeça perfilada em V, o pescoço fino e o corpo ovalado" de um animal, características que remetem "para a forma tipológica de um cervídeo fêmea".

Martinho Baptista, antigo director do extinto Centro Nacional de Arte Rupestre, relatou que o achado estava em "duas pequenas rochas" que constituam uma espécie de "abrigo" e foi encontrado por um casal residente em Malhada Sorda.

O presidente da Câmara Municipal de Almeida, António Baptista Ribeiro, disse que teve conhecimento do sucedido através do casal de Malhada Sorda que fez a descoberta e que "de imediato" comunicou o caso ao PAVC. "Da parte da autarquia nada mais havia a fazer, a não ser denunciar a situação às autoridades competentes, neste caso o PAVC", referiu.

O autarca assumiu tratar-se de uma ocorrência que o "preocupa" e disse que "o acto criminoso significa uma perda irreparável" para o património histórico concelhio.



Fonte: (11 Ago 2009). Público: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1395591&idCanal=59

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por noticiasdearqueologia às 00:04


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