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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

O Património é um bem comum... Preservá-lo só depende de cada um de nós...



Sábado, 29.08.09

Andar à procura de um alfinete no terreiro

Escavações no Cimo de Vila começam de madrugada 

Agosto é mês de arqueologia na zona histórica de Penamacor, onde há vestígios que vão dos alfinetes romanos com cabeça de dragão à grandeza da barbacã que protegeu a vila das invasões.


 


O relógio que fica mesmo ali acaba de dar o sinal das 6 da manhã, mas junto ao Pelourinho já se trabalha com afinco. Tem sido assim nos últimos cinco verões em Penamacor, vila que amiúde revela algumas surpresas na arqueologia. Primeiro foram os esqueletos com sinais de autópsia. Agora são os muros da antiga barbacã, que os arqueólogos só conheciam da planta desenhada por Duarte D´Armas em 1509.







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A pedra destes três muros não tem o aprumo que é visível na torre do relógio. São irregulares e fazem lembrar um qualquer muro numa qualquer quinta ao redor da vila. Mas esta característica é a prova que os muros terão sido construídos devido a uma emergência.


 


“Parece que resultam da pressa que eles tinham em construir isso”, explica a arqueóloga Silvina Silvério. No local aponta rochedos com marcas de cunhas, que poderão indiciar que na construção da barbacã foi utilizada a pedra que estava mais à mão. Foram ainda encontradas moedas castelhano-leonesas, que ajudam a enquadrar as construções na época.


A indicação é que as estruturas foram construídas no reinado de D. Fernando (1367 – 1383), mas com intervenções até ao reinado de D. João I (1385 – 1433), alvo de construções ou reconstruções. Daí a existência de três muros.


As construções poderão atingir os cinco metros de altura e são para deixar à vista, depois de serem consolidados. O segmento da barbacã que a equipa de Silvina Silvério está a estudar tem cerca de 20 metros de extensão dos cerca de 500 metros originais, que no relato da especialista começavam na torre do relógio e cobriam a parte norte da zona histórica de Penamacor, o chamado Cimo de Vila.


O trabalho desenvolvido pela equipa, financiada pela Câmara Municipal de Penamacor, não se resume ao mês que passam no pino do Verão nas escavações. Há um levantamento documental que fala sobre as estruturas e a relação do rei com o concelho. Documentação “que esclarece definitivamente que o castelo de Penamacor nunca pertenceu aos Templários, foi sempre régio”.


As escavações trazem ainda à luz do dia outros dados sobre o quotidiano de quem andou por Penamacor. “O espólio é muito bom porque apanhamos imenso material cerâmico sobretudo dos séculos XV e XVI, mas também artefactos mais antigos como bronzes romanos e porcelanas chinesas”.


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A caixa dos tesouros


 


No Cimo de Vila os trabalhos acontecem há cinco anos e permitiram a descoberta de 38 esqueletos e inúmeros objectos de várias épocas que ainda hoje continuam a surpreender quem trabalha no local.


Da caixa onde vai guardando estes tesouros a arqueóloga Silvina Silvério retira um fecho em bronze, utilizado no fardamento militar romano. Olhando para este é possível distinguir a cabeça de um dragão. Apesar de a liga metálica ter a espessura de um fósforo, a peça está em bom estado de conservação.


“Ainda estamos numa fase preliminar dos trabalhos, mas temos muitos fechos de fardamento romano e de arreios de animais”, explica a arqueóloga. Estas descobertas sustentam a existência na zona de uma guarnição militar romana, associada à via para Braga e Mérida.


“Quem vem de passagem não deixa tantos vestígios e além disso o índice de ocupação romana aqui à volta é muito grande”, diz a arqueóloga. A presença de zonas férteis para a agricultura e o ouro das minas da Presa também contam.


Entre os objectos há ainda anéis romanos e uma moeda do ano 79 Antes de Cristo.


As peças encontradas deverão fazer parte do Museu Municipal de Penamacor, quando for concretizada a tão esperada ampliação. Mas nos últimos anos têm sido feitas exposições em Penamacor e até em Lisboa, para mostrar o trabalho feito nas escavações.


À semelhança de anos anteriores a equipa coordenada por Silvina Silvério conta também com a ajuda de jovens do concelho, alguns dos quais participam nos trabalhos desde as primeiras campanhas. E nem o facto de terem de estar no terreno por volta das seis da manhã e em época de férias é um contra. “Há sempre gente jovem que quer vir (…) eles empenham-se bastante e voltam todos os anos, o que dá uma certa satisfação”. É assim até perto das duas da tarde, hora em que o calor ganha na batalha com a história. Com ou sem barbacã.


Fonte: José Furtado (27 Ago 2009). Jornal Reconquista:  http://www.reconquista.pt/noticia.asp?idEdicao=194&id=15878&idSeccao=2023&Action=noticia

 


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por noticiasdearqueologia às 00:30

Sábado, 29.08.09

Fragmentos de cerâmica com dois mil anos são encontrados em Oiapoque





Sítio arqueológico de Oiapoque – Foto: Humberto Baía






 


Fonte: (28 Ago 2009). Portalamazónia.com: http://portalamazonia.globo.com/pscript/noticias/noticias.php?idN=91398



MACAPÁ – Arqueólogos do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (Iepa) encontraram ontem (27), no município de Oiapoque, vários fragmentos de cerâmica no sítio arqueológico, nos arredores da obra da Ponte Binacional. Segundo os profissionais, os objetos encontrados existem há cerca de dois mil anos e podem ser urnas funerárias.

Toda a área foi demarcada. A previsão dos profissionais para liberação do local é de cerca de 30 dias.

Encontrados uma pedra polida que poderia ter sido uma espécie de machado, afirmou o técnico em arqueologia do Iepa, Cleber Ribeiro Souza.



Acordo

O Governo do Amapá (GEA), Instituto do Meio Amabiente (Ibama/AP) e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan/AP) firmaram um acordo, no último dia 19 de agosto, liberou a obra da Ponte Binacional, que ligará o Oiapoque a cidade Saint George (FRA). A descoberta do um sítio arqueológico no local fez com que o Ibama suspendesse, no dia 14 deste mês, os serviços da construção.

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por noticiasdearqueologia às 00:25

Sábado, 29.08.09

Municípios unidos pela arqueologia

A Associação Cultural de Freixo de Numão vai desenhar uma rota turística pelos concelhos de Vila Nova de Foz Côa, Meda, Pinhel e Figueira de Castelo Rodrigo. O património arqueológico é o principal cartaz.



O projecto, pensado há alguns anos, só agora reúne condições para passar do papel para o terreno, com comparticipação comunitária. "Temos sítios musealizados e autarquias interessadas, pelo que penso estarmos em condições de avançar, finalmente, com o projecto", declarou, ao JN, António Sá Coixão, o arqueólogo que lidera há 30 anos aquela associação do concelho de Vila Nova de Foz Côa.


Houve uma ideia inicial de criar um circuito turístico ligado à arqueologia naqueles mesmos quatro municípios. Depois viriam a brotar outras ideias, de outros responsáveis, que auguravam que o melhor era fazer um roteiro que juntasse os dez concelhos de todo o vale do Côa.


Sá Coixão diz que se deixou "ir na conversa", mas não tardou muito a chegar à conclusão que "metê-los a todos no mesmo projecto era quase uma utopia". Até porque "havia bastantes desigualdades em termos de investigação", explicou.


Ora, no Baixo Côa há "uniformidade, desde o Paleolítico até à Idade Média" o que, segundo o arqueólogo, "não justifica estender o projecto a concelhos com realidades diferentes".


Por outro lado, em Vila Nova de Foz Côa, Meda, Pinhel e Figueira de Castelo Rodrigo já há diversos pontos de interesse investigados, que podem perfeitamente integrar aquele circuito arqueológico, faltando apenas sinalizá-los e dar-lhes algum dinamismo. De resto, considera que "não faz sentido estar a gastar milhares para musealizar sítios e depois não terem utilidade turística".


Contra as capelinhas e defensor da "grande igreja de arqueologia do Baixo Côa", António Sá Coixão já idealizou um circuito para "dois ou três dias", o que permite "manter os turistas mais de um dia na região".


O mercado espanhol é um dos alvos. "Vamos ver se entram por aqui uns estrangeiros e deixam cá uns cobres para nos ajudar a minorar as dificuldades", gracejou, ainda, aquele responsável.


Fonte: Eduardo Pinto (25 Ago 2009). Jornal de Notícias: http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Bragan%E7a&Concelho=Torre%20de%20Moncorvo&Option=Interior&content_id=1343871


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por noticiasdearqueologia às 00:15

Sábado, 29.08.09

Turistas ameaçam preservação dos túmulos do Vale dos Reis






Os túmulos dos faraós egípcios no Vale dos Reis correm o risco de se deteriorar irremediavelmente, caso se mantenha o actual fluxo de turistas. O aviso partiu do próprio secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades do Egipto, Zahi Hawass, que finalmente se decidiu a fazer soar o alarme, dando razão aos muitos arqueólogos que vêm denunciando os riscos da excessiva exploração turística da necrópole construída junto à cidade de Luxor, a antiga Tebas, na primeira metade do segundo milénio a.C.. "Os túmulos abertos ao público estão a sofrer um severo desgaste, quer na coloração dos frescos, quer nas gravuras", afirmou aos jornalistas Hawass, que estima que todo o complexo, com mais de 60 túmulos, possa estar irreconhecível dentro de 150 a 500 anos.

Em 2008, o Egipto recebeu 13 milhões de turistas, e uma boa parte deles não dispensa uma paragem no Vale dos Reis, que recebe cerca de seis mil visitantes por dia. Nos túmulos mais frequentados, a aglomeração de pessoas - que suam com o calor, tiram fotografias (apesar de estas serem proibidas) e transportam carteiras e sacos que vão raspando as paredes - está já a provocar sérios danos. E com a taxa de humidade no interior dos monumentos funerários a aproximar-se, por vezes, dos 100 por cento, muitos dos frescos começam a apresentar manchas escuras provocadas por fungos.

As autoridades egípcias já tomaram algumas medidas de preservação, estipulando que só 12 túmulos possam estar abertos ao mesmo tempo e apetrechando alguns deles com sistemas de ventilação. Mas estes esforços não têm sido suficientes para travar a degradação, e é bem possível que as estimativas de Hawass venham a revelar-se francamente optimistas. A arqueóloga Hourig Sourozian, que dirige a equipa que está a trabalhar nos colossos de Mémnon, duas estátuas gigantescas de Amenófis III, diz que "se nada for feito, alguns dos túmulos estarão irrecuperavelmente destruídos daqui a 25 anos".

Hawass, também ele um prestigiado arqueólogo, célebre pelo seu inseparável chapéu à Indiana Jones, abandonará no próximo ano, por limite de idade, as funções de responsável máximo pelos tesouros arqueológicos egípcios. Mas deverá prosseguir com a sua paixão dos últimos anos: as escavações de um provável túmulo identificado por radar, que Hawass acredita poder estar inviolado, como o de Tutankhamon, descoberto em 1922 por Howard Carter. O arqueólogo admite que possa tratar-se do túmulo de Ramsés VIII.


Fonte: Luís Miguel Queirós (25 Ago 2009). Público.






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por noticiasdearqueologia às 00:01

Sexta-feira, 28.08.09

Património: Governo põe privados a zelar por monumentos

RESTAURO AVANÇA COM CONSTRUTORAS


Dezasseis empresas do sector da construção e obras públicas já aderiram ao programa Cheque-Obra’, aprovado na semana passada em Conselho de Ministros, através do qual oferecem um por cento do valor das empreitadas adjudicadas pelo Estado em obras de restauro de monumentos nacionais e património classificado. A primeira obra inserida nesta iniciativa diz respeito às fachadas do Palácio Nacional de Queluz.

Até agora já estão garantidos trabalhos no valor de 1,6 milhões de euros, tendo fonte do Ministério da Cultura avançado ao CM que serão aplicados 600 mil euros no Palácio de Queluz. Uma obra a que foi dada prioridade porque "é uma espécie de monstra do Estado Português", na medida em que é utilizado para receber altos-representantes de outros países.


Entre os 29 imóveis históricos necessitados de restauro encontram-se alguns dos principais monumentos portugueses, como a Torre de Belém e o Arco da rua Augusta, em Lisboa, o Castelo de Guimarães, o Mosteiro da Batalha, o Mosteiro de Alcobaça ou o Convento de Cristo, em Tomar.


O ‘Cheque-Obra’ aplica-se em todas as obras públicas adjudicadas às empresas aderentes que tenham um valor igual ou superior a 2,5 milhões de euros, pelo que implicam um mínimo de oferta de trabalho de 25 mil euros. O Ministério da Cultura não avança previsões para os primeiros três anos do programa, mas garante que "há sempre um saldo positivo para o lado do Estado".


 


PALÁCIO DE QUELUZ INAUGURA


A primeira empreitada no âmbito do programa ‘Cheque-Obra’ é o restauro das fachadas do Palácio Nacional de Queluz e será formalizada hoje de manhã.


Além do ministro da Cultura, Pinto Ribeiro, e do ministro das Obras Públicas, Mário Lino, estarão presentes representantes das construtoras Soares da Costa e MSF – Moniz da Maia Serra & Fortunato, duas das empresas do sector que aderiram ao Programa de Recuperação do Património Classificado. Outros empreiteiros de obras públicas que vão intervir em imóveis classificados são a Mota-Engil, a Somague, a Construtora Abrantina, a Bento Pedroso, a Tecnovia e a Opway.


O ‘Cheque-Obra’ prevê obras de restauro e conservação de edifícios, mas também de reconstrução.


Fonte: 25 Ago 2009. Correio da Manhã.

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por noticiasdearqueologia às 23:55

Domingo, 23.08.09

Arqueólogos descobrem posto de comando do exército luso-britânico nas Linhas de Torres Vedras

As primeiras escavações no Forte do Alqueidão, Sobral de Monte Agraço, permitiram aos arqueólogos pôr pela primeira vez a descoberto o que pensam ser o posto de comando do general Wellington, comandante das tropas luso-britânicas durante as invasões francesas.


"Pusemos a descoberto o Quartel do Governador e um paiol, uma estrutura de armazenamento de armamento", afirmou à agência Lusa o arqueólogo Artur Rocha.

Já identificado na cartografia, o chamado Quartel do Governador foi pela primeira vez escavado na totalidade e os arqueólogos acreditam tratar-se do posto de comando das Linhas de Torres Vedras do general Wellington, que comandou as tropas luso-britânicas contra o exército francês, no período das invasões francesas, entre 1807 e 1814.

"Estrategicamente era um ponto muito importante dentro do forte e tinha acesso visual privilegiado em relação à maior parte dos paióis (zona de armazenamento do material de guerra) e às posições de canhões das Linhas de Torres Vedras, por isso pode ter servido como posto de comando", apontou o arqueólogo. 


 Durante a campanha de escavações, os  arqueólogos descobriram também um paiol, um dos maiores das Linhas de Torres Vedras, o nome dado ao conjunto das mais de 152 fortificações construídas entre Torres Vedras e Vila Franca de Xira, entre 1809 e 1812, com o intuito de defender Lisboa das tropas invasoras.

O paiol, cujo sistema de drenagem de águas ainda funciona, encontra-se em "excelente estado de conservação", tal como todo o forte.

O seu estado de conservação permite aos arqueólogos conhecer todas as técnicas de construção e os materiais usados na época, essencialmente sedimentos de terra ou pedra.

Sendo o Forte do Alqueidão uma das estruturas "melhor conservadas" das Linhas de Torres, vai ser restaurado para poder receber visitantes e integrar a Rota Histórica das Linhas de Torres Vedras, projecto que envolve os municípios de Arruda dos Vinhos, Loures, Mafra, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras e Vila Franca de Xira. 

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por noticiasdearqueologia às 00:00

Sábado, 22.08.09

Templo foi recuperado para receber acervo: Capela guarda património de Bemposta

A aldeia mais pequena do concelho de Penamacor, distrito de Castelo Branco, abriu o seu núcleo museológico que reúne vestígios da época romana.


A capela de S. Sebastião em Bemposta é o novo local de culto do património desta aldeia do concelho de Penamacor.


As peças estavam no lavadouro da aldeia e algumas desapareceram.

O espaço foi remodelado e reabriu como núcleo museológico, reunido um acervo constituído essencialmente por aras com inscrições romanas e estelas funerárias.


Os objectos estavam há muito nos lavadouros da freguesia, junto à igreja matriz, o que acabou por levar ao desaparecimento de alguns deles.   


"Infelizmente foram furtadas algumas pedras com valor", conta Luís Tomé, o presidente da Junta de Freguesia de Bemposta.


A autarquia chegou a apresentar queixa na Polícia Judiciária mas diz que o processo foi arquivado.


As peças que não foi possível integrar no museu deverão ser colocadas junto ao castelo, quando este for alvo da tão esperada remodelação.


A recuperação da capela de S. Sebastião é vista como uma oportunidade para chamar visitantes à aldeia mais pequena de Penamacor, mas que entre 1510 e 1836 foi sede de concelho.


"São estas pequenas obras que podem servir de pólos de atracção para que mais pessoas nos visitem", diz o presidente da junta de freguesia.


A reconversão da pequena capela em núcleo museológico é o resultado de um protocolo entre a Diocese da Guarda, a Câmara Municipal de Penamacor e a Fábrica da Igreja de Bemposta.


Domingos Torrão, o presidente da Câmara Municipal de Penamacor, realça a abertura que houve da parte do Bispo D. Manuel Felício para que esta solução fosse possível.


Para a autarquia o investimento no património de Bemposta é para continuar.


A aldeia, diz Torrão, "tem um património arqueológico que neste momento está a começar a ser desbravado".


Além das estelas e das inscrições romanas presentes na exposição salta ainda à vista um monólito que remonta à época dos Templários e que de acordo com os investigadores servia de marco de separação de território entre o concelho de Penamacor e o senhorio da Bemposta, que pertencia à Ordem dos Cavaleiros Templários.


Neste aparece o crescente lunar, que ainda hoje consta no brasão de Penamacor.


O núcleo museológico não estará de portas abertas em permanência, mas quem estiver interessado em visitar o espaço pode pedir na junta de freguesia - que fica a poucos metros da capela - para o fazer.


A aldeia que no próximo ano comemora os 500 anos do Foral tem há muito a promessa de requalificação.


Questionado sobre o processo, Domingos Torrão diz que a requalificação da aldeia só vai avançar depois dos estudos arqueológicos, que estão a  ser feitos pela associação Arqueonova, responsável pelos  trabalhos de arqueologia na zona histórica de Penamacor e em Meimoa.


A autarquia pretende ainda recorrer ao Programa de Desenvolvimento Rural Proder para recuperar habitações de particulares, diz o presidente da câmara penamacorense.


Fonte: José Furtado (21 Ago 2009). Reconquista: http://aeiou.expresso.pt/capela-guarda-patrimonio-de-bemposta=f531999

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por noticiasdearqueologia às 23:48

Sábado, 22.08.09

Cientistas em missão arqueológica em Santa Maria


Uma equipa reforçada do Centro de Estudos de Arqueologia Moderna e Contemporânea (CEAM) vai promover uma nova campanha no Castelo da Praia, em Santa Maria, de 3 a 11 de Setembro.




A operação envolve investigadores internacionais e nacionais e insere-se no Estudo da Arqueologia Moderna do Arquipélago dos Açores (EAMA).

Pretende-se “conhecer, do ponto de vista da arquitectura militar, a tipologia e os ambientes quotidianos daquela construção singular dos Açores”.


Na primeira fase do projecto, os trabalhos cingiram-se à intervenção no interior do Castelo e a equipa foi mais reduzida em termos técnicos e humanos.

Élvio Sousa, coordenador do projecto, adianta que, para já, é possível salvaguardar que a fortificação “é mais remota no tempo do que a data que lhe é atribuída”.

Nesta segunda fase do projecto,  pretende-se alargar o horizonte dos trabalhos arqueológicos, nomeadamente a escavação para o exterior do forte e da sua torre central.

“Há indicadores muito importantes que revelam que estaremos eventualmente numa das mais antigas fortificações dos Açores”, declara Élvio Sousa.

Explica que o castelo é composto por um conjunto complexo de estruturas  defensivas, algumas das quais não são cânones da Renascença, assumindo uma configuração tardio-medieval.

“Chegámos, na altura, a conclusões bastante promissoras com a análise dos materiais que foram encontrados, desde metais a cerâmicas, botões e fragmentos de armas de fogo”, refere o coordenador do projecto arqueológico.

A segunda campanha  que vai ter lugar em Setembro vai contemplar a escavação da esplanada exterior do Castelo, visando obter mais informação da cultura material.Trata-se de objectos que faziam parte do dia- a- dia daquela estrutura.

Pretende-se que possam dar “maiores garantias” da história daquele espaço, uma vez que a documentação existente “é muito escassa”. Élvio Duarte explica que muitos dos documentos foram destruídos pelos corsários que atacaram Santa Maria no século XVII e alguns eventualmente perderam-se.

Aquela área de Santa Maria era uma zona de interesse estratégico para eventuais inimigos que vinham do mar, que na altura eram os corsários.

Para além das construções, existe uma presença de cerâmica que data desde o século XVI.

“Nós encontrámos elementos cerâmicos, alguns dos quais fragmentos que podem ter conteúdo museológico futuro” , revela.

O coordenador do projecto especifica ter encontrado “elementos de utensílios relacionados com armas de fogo, neste momento pouco precisos para a identificação das armas, tais como botões de farda e em osso”.

 Santa Maria, que volta agora a receber uma expedição arqueológica, é a mais antiga ilha dos Açores.


Fonte: (12 Ago 2009). Açoreano Oriental: http://www.acorianooriental.pt/noticias/view/190427

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por noticiasdearqueologia às 23:39

Sábado, 22.08.09

Achados arqueológicos questionam origem da civilização chinesa


A descoberta de restos arqueológicos no vale do rio Yangtzé, que seriam pertencentes ao reino de Liangzhu (Neolítico), questionam a ideia de que a civilização chinesa tenha se formado nas planícies centrais do rio Amarelo e de que a Xia tenha sido a primeira dinastia, publicou hoje o jornal "China Daily".




Em 2007, arqueólogos chineses encontraram vestígios de um núcleo urbano que poderia ser a cidade perdida do reino de Lianghzu, que tem entre 4.000 e 5.300 anos de idade e que seria, portanto, anterior à dinastia Xia, de entre 2100 e 1600 a.C. atrás.


Os novos estudos são feitos pelo Instituto de Arqueologia da Academia Chinesa de Ciências Sociais e liderados por seu diretor, Wang Wei. Segundo ele, agora estão sendo usados métodos mais empíricos, em vez de se basear no que textos antigos revelam.


Desde 2004, o instituto está tentado determinar a cronologia pré-histórica da civilização chinesa através de métodos multidisciplinares.


"Tínhamos aceitado que a cultura chinesa se originou na bacia do rio Amarelo, mas à medida que avançamos em nossos estudos descobrimos que a evolução de núcleos regionais também contribuiu no desenvolvimento da civilização chinesa", explicou Wang.


Em 2001, foram achadas as ruínas da cidade de Jinsha, perto de Chengdu, capital da província de Sichuan, que se estima ter três mil anos de idade.


O novo achado se encontra a mais de 1 mil quilômetros de distância da bacia do rio Amarelo.


Para o pesquisador Andrew Lawler, as descobertas recentes são uma oportunidade para questionar a origem da China, um assunto confuso e complicado nos círculos acadêmicos do país.


Embora o estudo ainda não esteja finalizado, parece que revelará que, ao contrário do que até agora se pensava, a cultura chinesa se formou através da união de diferentes culturas milenares.


Fonte: (21 Ago 2009). EFE/Globo.com: http://g1.globo.com/Noticias/PopArte/0,,MUL1275222-7084,00-ACHADOS+ARQUEOLOGICOS+QUESTIONAM+ORIGEM+DA+CIVILIZACAO+CHINESA.html


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por noticiasdearqueologia às 23:35

Terça-feira, 18.08.09

Águas do Algarve deu um vizinho do século XXI ao Castelo de Aljezur

O Castelo de Aljezur, que já carrega séculos de história, tem agora um novo vizinho, construído pela empresa Águas do Algarve, numa obra que causou o descontentamento da Associação de Defesa do Património de Aljezur.


«É uma obra do século XXI, feita no perímetro de influência do Castelo, que nada tem a ver com o monumento», explicou ao «barlavento» José Marreiros, presidente da associação.

Este responsável garante mesmo que, durante a obra, foi aberta uma vala com uma máquina, «onde ficaram à vista vestígios arqueológicos», aos quais não foi dada a devida importância.


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«Para evitar mais prejuízos, pedimos para deslocar essas terras para junto da Escola em Aljezur, onde funciona o Clube de Arqueologia», revelou ainda.

Acabou por ser o presidente da Câmara Manuel Marreiros a enviar um camião para transportar as terras. Quando as aulas abrirem, pelo menos os alunos membros do Clube de Arqueologia terão com que se entreter.

Os vestígios que terão sido encontrados durante a abertura da vala são «provavelmente da Idade do Ferro» e há também «cerâmicas islâmicas, segundo um arqueólogo a quem nós pedimos a opinião», explicou ainda o presidente da Associação de Defesa do Património.

Contactada pelo «barlavento», a porta-voz da Águas do Algarve rejeitou que tivessem sido encontrados quaisquer vestígios. «Tivemos uma equipa da empresa Nova Arqueologia a acompanhar a obra e nunca foi encontrado nada. Se tivesse sido encontrado algum vestígio, teríamos parado a obra de imediato», garantiu.

Por outro lado, quanto ao pequeno edifício construído para albergar um ponto de entrega do sistema multimunicipal de abastecimento de água a Aljezur, ainda pode haver soluções para atenuar a descaracterização do local, evidente aos olhos de quem visita e passa pelo Castelo.

«Já tivemos conhecimento das opiniões das associações», mas a obra está «aprovada pela Câmara e pelo Igespar». A única solução «para atenuar o impacto visual é revestir a construção a pedra», disse a porta-voz das Águas do Algarve.

É que o pequeno edifício fica situado a pouco mais de dez metros das muralhas do castelo, numa zona que servia de estacionamento.

No entanto, José Marreiros acredita que a melhor opção é «construir, em frente à nova casa, um mural que esteja enquadrado com o Castelo. Seria o ideal, porque taparia uma obra feia e que é do século XXI».

O mural, defendeu, teria de ser feito por «artistas plásticos, mas teria também que estar em concordância com a história do Castelo, podendo vir até a atrair mais visitantes», acrescentou.

O «barlavento» tentou, até ao fecho desta edição, na terça-feira, contactar a Direcção Regional da Cultura do Algarve, mas tal não foi possível.

Este é o organismo responsável pelo Castelo, enquanto monumento nacional, mas, segundo José Marreiros, desde que começaram as obras das Águas do Algarve, e apesar dos insistentes pedidos da associação, nunca nenhum técnico daquela entidade se deslocou até Aljezur.


Fonte: ana sofia varela (16 Ago 2009). O Barlavento, on line: http://www.barlavento.online.pt/index.php/noticia?id=35378

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por noticiasdearqueologia às 23:07

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