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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

O Património é um bem comum... Preservá-lo só depende de cada um de nós...



Quinta-feira, 23.07.09

Arqueólogos acham 'cemitério' de navios romanos que afundaram

Uma equipe de arqueólogos usando tecnologia de sonda para escanear o fundo do mar descobriu um "cemitério" de cinco navios da Roma antiga em boas condições, na costa da pequena ilha italiana de Ventotene.


As embarcações comerciais, do período entre o 1o século a.C. ao 5o século d.C., estão numa profundidade a mais de 100 metros do nível do mar e se incluem entre os navios naufragados descobertos em águas mais profundas no mar Mediterrâneo nos últimos anos, disseram os pesquisadores nesta quinta-feira.


Parte de um arquipélago, situado a meio caminho entre Roma e Nápoles, na costa oeste da Itália, Ventotene historicamente servia como local de abrigo durante o mau tempo no Mar Tirreno.


"Parece que os navios buscavam um local seguro para ancorar, mas não conseguiram", disse Timmy Gambin, chefe da área de arqueologia da Aurora Trust (www.auroratrust.com). "Por isso, em uma área relativamente pequena encontramos cinco embarcações que naufragaram... um cemitério de navios".


As embarcações estavam transportando vinho da Itália, valioso molho de peixe da Espanha e norte da África e um misterioso carregamento de lingotes de metal da Itália, possivelmente para serem usados na construção de estátuas ou armamento.


Gambin disse que os destroços revelaram um padrão de comércio no Império Romano: primeiro, Roma exportava seus produtos para suas províncias, mas depois começava gradualmente a importar delas mais e mais artigos que antes produzia.


Na época romana, Ventotene, conhecida como Pandataria, era usada como local de exílio de nobres romanos que caíam em desgraça com o poder. O imperador Augusto enviou para lá sua filha Julia por ter cometido adultério. No século 20, o ditador italiano Benito Mussolini usou a ilha distante como prisão para opositores políticos.


Por causa da profundidade em que se encontram, os navios permaneceram intocados por centenas de anos.


Fonte: Daniel Flynn. (23 Jul 2009). O Globo:http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2009/07/23/arqueologos-acham-cemiterio-de-navios-romanos-que-afundaram-756939668.asp 


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por noticiasdearqueologia às 23:14

Sexta-feira, 17.07.09

Osso com 1,3 milhões de anos prova prática - Encontrado registo mais antigo de canibalismo em Espanha

Há 1,3 milhões de anos os antepassados dos homens comiam os seus congéneres, pelo menos na Europa. Um fragmento de um úmero encontrado no local arqueológico Sima del Elefante, na serra de Atapuerca, em Burgos, na Espanha, mostrava marcas feitas para retirar a medula do interior do osso, tipicamente feitas pelos nossos antepassados. Esta é a prova mais antiga que se conhece de um acto de canibalismo.

O úmero tinha marcas feitas por utensílios de pedra quando se quer retirar a carne, iguais aos fósseis de animais encontrados no mesmo local. “É claro que alguém tentava retirar a medula do osso, que é muito apreciada na alimentação. Tratava-se de uma humanidade muito primitiva, eram 400 mil anos mais antigos que o Homo antecessor de Gran Dolina”, explicou José María Bermúdez de Castro, co-directora das escavações.

Há muitos casos de canibalismo documentados no outro local referido pela paleontóloga. Os investigadores questionam uma possível relação entre os dois locais, embora estejam bastante afastados no tempo.

“Existe a possibilidade de terem tido uma origem comum no Próximo Oriente, mas que sejam descendentes uns dos outros. Outra possibilidade, que me parece mais possível, é que tiveram uma origem comum, mas chegaram aqui em vagas diferentes”, sugere Bermúdez de Castro.

No caso de Gran Dolina, sabe-se que o canibalismo era devido a uma luta de território, por ser mais quente e com muita água, e por isso era muito procurado. Os que conseguiam matar os competidores comiam-nos.

Fonte: (15 Jul 2009). Público: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1391927

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por noticiasdearqueologia às 22:34

Sexta-feira, 17.07.09

Escavações em Évoramonte, procuram a cidade pré-romana de Dipo...


Uma nova fase de escavações arqueológicas arrancou este mês em Évoramonte, histórica vila do concelho de Estremoz, para desvendar se existiu no local a maior cidade pré-romana do Sudoeste da Península Ibérica, conhecida por Dipo. 





"As escavações pretendem confirmar a tese sustentada por alguns arqueólogos de que ali se situou a cidade pré-romana de Dipo", disse hoje à agência Lusa o presidente da Liga dos Amigos do Castelo de Évora Monte (LACE), Eduardo Basso, instituição que propôs a realização dos trabalhos.


As primeiras escavações decorreram em Julho de 2008 e, agora, esta segunda fase decorre este mês e em Setembro, numa zona próxima da Ermida de Santa Margarida, exterior às muralhas medievais.


Os trabalhos, dirigidos pelo arqueólogo Rui Mataloto, da Associação PortAnta, contam no terreno com uma equipa assistida pela arqueóloga Catarina Alves e constituída por seis estudantes de arqueologia oriundos de várias universidades portuguesas e dos Estados Unidos.


A cidade de Dipo é mencionada como fazendo parte do itinerário romano, depois de Évora e no sentido de Mérida (Espanha). Segundo o presidente da LACE, este projecto vai ter continuidade durante vários anos, em colaboração com a Câmara Municipal de Estremoz.


As escavações decorrem com base num protocolo estabelecido entre a Câmara Municipal de Estremoz e a Associação PortAnta, a partir de uma proposta da LACE, contando com o apoio logístico da Junta de Freguesia e da Santa Casa da Misericórdia de Evoramonte.


Embora se desconheça a data da fundação de Evoramonte, os vestígios encontrados demonstram a sua ocupação pelos romanos. Conquistada aos mouros por Geraldo Sem Pavor, no século XII, a povoação obteve o primeiro foral em 1248, concedido por D. Afonso III.


Edificado no reinado de D. Dinis, o castelo de Evoramonte, monumento nacional, erigido num dos pontos mais elevados da Serra d´Ossa, está sob a responsabilidade do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR).


D. Dinis, em 1306, ordenou a fortificação da vila, restando dessa campanha a cerca amuralhada e as portas dionisinas. Na localidade foi assinada a Convenção de Evoramonte, em 26 de Maio de 1834, que pôs termo à guerra civil de 1832-1834, travada entre absolutistas e liberais.


Fonte: (14 Jul 2009). Diário de Notícias: (15 Jul 2009). Diário de Notícias: http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/Interior.aspx?content_id=1307794&seccao=Biosfera




 

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por noticiasdearqueologia às 00:23

Sexta-feira, 17.07.09

Espólio do Sítio da Herdade da Defesa em Alvalade propriedade do Município - Escavações arqueológicas encontraram provável vila rústica romana

A Câmara Municipal de Santiago do Cacém incorporou o espólio proveniente da escavação realizada no sítio arqueológico da Herdade da Defesa 3 em Alvalade.



 O espólio encontra-se já depositado no Museu Municipal para ser posteriormente estudado e mais tarde para ser exposto ao público.

 A Herdade da Defesa que fica em Alvalade é um local que os arqueólogos consideram de grande interesse, que lhes permite afirmar que houve ocupação naquele território desde a idade do Bronze.

 O espólio mais antigo encontrado na Herdade remonta ao século XIX. As escavações foram feitas por Leite Vasconcelos, fundador do Museu Nacional de Arqueologia, na altura Museu de Etnografia e Arqueologia.

Ele fez as primeiras escavações e encontrou na altura várias sepulturas da idade do Bronze.

 Para além do espólio da idade do Bronze, Leite Vasconcelos encontrou também no final do século XIX, início do século XX, espólio Romano, nomeadamente Necrópoles.

 Agora no âmbito das obras da REFER foram feitas novas escavações na Herdade da Defesa e ao fazer-se esse acompanhamento arqueológico foi encontrada uma provável vila rústica romana muito importante.

 É o espólio dessa vila que se encontra agora depositado no Museu Municipal. São mais de mil peças, destaque para os vestígios das estruturas da vila, de um provável lagar ou de vinho ou de azeite. Foram ainda encontrados materiais de escória em ferro, o que significava que no local havia uma fundição. Destaque ainda para materiais nobres de arquitectura das casas, como por exemplo frescos, mosaicos e mármore.

 Foram encontrados também outros materiais de construção como bases de coluna, que só as vilas mais importantes tinham.

 Ânforas, materiais feitos de osso para usar no cabelo, anzóis, conchas e búzios foram também descobertos no local.

O espólio é muito variado e rico e tem agora que ser estudado. Ele irá ficar em exposição no futuro Núcleo Museológico de Alvalade.   


Fonte: Câmara Municipal de Santiago do Cacém: http://www.cm-santiagocacem.pt/Actualidade/Noticias/Paginas/Esp%C3%B3liodoSitiodaHerdadedaDefesaemAlvaladepropriedadedoMunicipio.aspx

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por noticiasdearqueologia às 00:22

Quarta-feira, 15.07.09

Caverna de 1 a.C. revelada no vale do Jordão

Caverna de 1 a.C. revelada no vale do Jordão




Inicialmente, o espaço gigantesco  foi uma pedreira (durante 400 a 500 anos), mas  depois terá servido como mosteiro e esconderijo


"Quando chegámos à entrada da caverna, dois beduínos aproximaram-se de nós e disseram-nos que a gruta estava enfeitiçada e era habitada por lobos e hienas", conta o professor Adam Zertal, do Departamento de Arqueologia da Universidade de Haifa, em Israel. Quando entrou no espaço com cem metros de comprimento por 40 metros de largura, encontrou uma enorme estrutura suportada por 22 pilares gigantes.


Descoberta no vale do Jordão no âmbito de escavações feitas desde 1978, a caverna construída pelo homem é a maior de Israel. Segundo os arqueólogos, durante o período romano e bizantino serviu como uma pedreira. No interior do espaço, foram descobertas várias inscrições e 31 marcas de cruzes, pensando-se que terá servido como um mosteiro. "O primeiro uso da caverna terá sido como uma pedreira, que funcionou durante 400-500 anos. Mas outras descobertas revelam que o local também foi usado para outras coisas, como um mosteiro ou um esconderijo", indicou o arqueólogo.


O tecto tem três metros de altura, sendo que inicialmente teria quatro. Nos pilares, a equipa encontrou nichos que seriam usados para colocar lamparinas de óleo e buracos, aos quais os animais que retiravam as pedras da pedreira estariam atados. Além das inscrições com símbolos do zodíaco ou letras romanas, foi encontrada cerâmica, datada de 1600 a.C.


"É provavelmente o local de Galgala, do histórico mapa Madaba", afirmou Zertal. Este é um mosaico bizantino que foi encontrado no vale do Jordão e é o mais antigo mapa da região. Jerusalém e o Vale do Jordão estão representados com grande precisão e um sítio chamado Galgala surge ao lado da inscrição grega Dodekaliton, que significa 12 pedras. Está localizado a uma distância de Jericó que é igual à da caverna, ou seja, quatro quilómetros a norte da cidade.


Fonte: (8 Jul 2009). Diário de Notícias: http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/Interior.aspx?content_id=1301595


 



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por noticiasdearqueologia às 22:33

Domingo, 12.07.09

Cidade Romana de Ammaia renasce das cinzas

 






Fonte: André Relvas (11 Jul 2009). Fonte Nova: http://www.jornalfontenova.com/main.asp?pag=noticia.asp&artigo=2&menu=1&cod_menu=102



A partir deste plano 2D, obtido com esta nova tecnologia, os especialistas irão agora reconstruir um modelo 3D do coração da cidade romana e a longo prazo, está em projecto uma completa reconstrução digital da cidade"

Esta novidade surge na sequência de um trabalho que, há vários anos, tem sido desenvolvido por equipas de arqueologia de vários pontos da Europa e que têm pro-movido, através de um conjunto de técnicas não-invasivas, o estudo de importantes pontos arqueológicos que se encontram soterrados.

Este trabalho, que inclui diferentes tipos de detecção (fotografia aérea, laser scanning) e ainda métodos geofísicos terrestres (georadar, prospecção magnética), pode auxiliar os arqueólogos a adquirir uma visão mais precisa do passado soterrado e transformar este estudo em experiências de reconstrução do "antigo mundo subterrâneo" e na divulgação dos resultados à população.

Em Portugal, a iniciativa de promover a investigação arqueológica, aproveitando estas técnicas e tecnologias, partiu da Universidade de Évora que, através de um novo projecto, a que chamaram de "Radio-Past: Radiografia do passado – Abordagens integradas não destrutivas para compreender e valorizar sítios arqueológicos", conseguiu um importante financiamento europeu nas chamadas "Marie-Curie actions".

E foi assim que estes especialistas e esta tecnologia chegaram a Marvão. Pela apresentação que, na terça-feira, teve lugar no Parque Natural e que contou com a presença de vários investigadores e técnicos, bem como de vários agentes locais e nacionais, ficou bem clara a missão de transformar a antiga cidade romana de Ammaia num "Centro de Investigação Europeu sobre cidades romanas e seus territórios".

Desde de Abril deste ano que equipas de toda a Europa estão envolvidas nas novas actividades de investigação no local da antiga cidade. Encontros e workshops internacionais sobre diferentes temas arqueológicos estão a ser preparados e a Ammaia tem, de acordo com os responsáveis no local, todas as condições para se tornar igualmente num centro para a formação e treino de estudantes nas mais recentes técnicas arqueológicas de levantamento, escavação e conservação, tornando-se num campo laboratorial para experimentar novas tecnologias na investigação da paisagem arqueológica.







Para o efeito, os responsáveis da Universidade de Évora requisitaram os serviços de dois especialistas estrangeiros, Cristina Corsi, da Universidade de Casino (Itália) e Frank Vermeulen, da Universidade de Gent (Bélgica), de forma que o futuro centro de Ammaia se torne um local de excelência para testar essas novas tecnologias aplicadas à arqueologia.

Os novos trabalhos de campo realizados por esta equipa, em conjunto com os seus seis parceiros europeus, resultaram já uma grande planta detalhada da parte monumental da cidade que, dentro em breve, poderá ser reproduzida em 3D, permitindo uma verdadeira viagem virtual pelos recantos da antiga cidade romana. Quem o garante é Frank Vermeulen que, na sequência da apresentação do projecto, disse à comunicação social que a ideia dos especialistas foi fazer uma nova aproximação arqueológica, não só com observação e escavação, mas através de uma tecnologia mais avançada. "Conseguimos fazer uma planta total da cidade sem escavações e espero que, no espaço de dois anos, consigamos fazer não só uma nova planta, com a perspectiva total da cidade, mas também uma reconstrução em 3D", revelou.

Defendendo que este projecto recebeu o apoio da aristocracia europeia, também Cristina Corsi se mostrou muito orgulhosa por fazer parte daquilo que considera "um grande sucesso" na área da arqueologia e investigação.

A coordenadora elogiou ainda a coragem e iniciativa da Universidade de Évora em internacionalizar esta investigação que, na sua opinião, é muito rara em toda a Europa e pode vir a ser muito profícua para o nosso País.

Já na opinião da secretária de Estado da Cultura, Paula Santos, uma das grandes mais-valias deste projecto é o facto de se estar a associar investigação ao nível das novas tecnologias com uma valorização do património que, nesta região, "é muito significativo e com grande credibilidade".

Ainda de acordo com a secretária de Estado, a partir do momento em que conheça totalmente o património existente nesta antiga cidade romana, e este seja divulgado junto das populações, "com certeza que ele será importante para a região em todas as vertentes, principalmente no que respeita ao turismo cultural".

Também presente na apresentação, Vítor Frutuoso destacou as inúmeras possibilidades deste projecto, principalmente a reconstrução em 3D, mas lembrou que o mais importante é saber o que está nas entranhas da cidade de Ammaia e fazer uma exploração mais fina e com mais precisão.

"Estamos a falar de inovação tecnológica, principalmente no domínio da arqueologia, que poucas vezes foi feito na Europa e temos a honra de ter na nossa região. Pode dar uma grande visibilidade da Ammaia", referiu, lembrando o peso que o turismo tem na nossa região. E, por isso, o autarca apelou ao Governo português. "Precisamos de apoio do Estado, precisamos que se interesse pelo nosso património e permita um desenvolvimento sustentável da nossa região", manifestou.


 

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por noticiasdearqueologia às 10:50

Domingo, 05.07.09

Vaticano descobre imagem antiga de São Paulo

O Vaticano descobriu um afresco do século 4 que retrata São Paulo e afirmou que se trata da mais antiga imagem que se conhece do santo.




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A pintura foi descoberta em Roma durante as obras de restauração de uma catacumba romana.

O afresco estava debaixo de uma camada de argila endurecida na catacumba de Santa Tecla, em Roma,a poucos metros da Basílica de São Paulo Fora dos Muros – dedicada ao apóstolo que se converteu ao Cristianismo após ter perseguido os cristãos.A pintura foi descoberto no dia 19 de junho, mas o anúncio foi feito apenas neste final de semana, na edição de domingo do jornal L’Osservatore Romano, órgão oficial da Santa Sé. Segundo o Vaticano, trata-se da mais antiga imagem conhecida do santo, considerado o “príncipe dos apóstolos”.A notícia sobre a descoberta do afresco de São Paulo foi anunciada no final do ano dedicado ao santo, encerrado pelo papa Bento 16 no último domingo(21). O ano paulino celebrou os 2 mil anos do nascimento de São Paulo.Durante a cerimônia de encerramento, o papa anunciou que os restos guardados na basílica de São Paulo Fora dos Muros, em Roma, pertencem de fato ao apóstolo, uma das principais figuras do cristianismo.Os resultados das análises feitas usando o teste com carbono 14, teriam confirmado que os ossos sepultados na Basílica dedicada ao santo pertenceriam de fato ao apóstolo.As pinturas foram encontradas num antigo cemitério cristão, no teto de uma pequena parte da catacumba que tinha ficado enterrada durante séculos.No afresco, o apóstolo aparece com os traços característicos de sua figura, já conhecidos por meio de outras pinturas. A imagem é rodeada de um círculo vermelho de tonalidade forte, como os afrescos típicos da antiga Pompeia, emoldurado por uma faixa amarela. A pintura retrata um rosto magro e comprido, com barba escura e fina na ponta, cabeça calva, nariz grande e olhos expressivos, com ar pensativo. A pintura veio à tona após mais de um ano de obras de restauração, coordenadas pela Pontifícia Comissão de Arqueologia Sacra, que definiu a descoberta como ”sensacional”.Os restauradores afirmam que o tradicional sistema de limpeza mecânico não foi suficiente para retirar as camadas de argila e garantir a conservação dos afrescos, considerados de alta qualidade pelo grupo. Eles tiveram que usar instrumentos de raio laser.“O arqueólogos que trabalham ali há mais de um ano ficaram impressionados. O laser iluminou o rosto bem reconhecível de São Paulo. Por suas características, pode ser considerado o ícone mais antigo do apóstolo de que se tem notícia”, descreve o jornal do Vaticano.Segundo os arqueólogos, a pintura representa uma figura que foi escolhida para proteger os mortos da família cujos túmulos estavam localizados na catacumba.Além de São Paulo, os afrescos retratam outros personagens, entre eles São Pedro, mas em pior estado de conservação.São Paulo foi decapitado em Roma em torno do ano de 65 depois de Cristo, após o incêndio que destruiu a cidade. Ele é festejado, com São Pedro, no dia 29 de junho.


Fonte: (3 Jul 2009). Notícias do Douro: http://www.dodouro.com/noticia.asp?idEdicao=269&id=16426&idSeccao=3010&Action=noticia

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por noticiasdearqueologia às 22:01

Domingo, 05.07.09

Petição contra construção do Museu Ibérico de Arqueologia e Arte de Abrantes

Uma petição com o objectivo de fazer suspender todas as resoluções relativas à construção do Museu Ibérico de Arqueologia e Arte de Abrantes (MIAA), foi posta a circular on-line tendo recolhido 550 assinaturas no espaço de uma semana.


 


A petição, a que se pode aceder em www.gopetition.com/, pede que o projecto seja ‘repensado’ assentando em quatro pressupostos que apontam para a ‘excessiva altura” da torre que vai albergar o Museu e reclamando pela ‘suspenção camarária de todas as resoluções sobre a sua construção.


 


A petição pede que a campanha autárquica se centre na discussão do projecto e que seja suscitado um referendo local sobre a matéria, a realizar em Assembleia Municipal pós-eleições autárquicas.


 


Segundo disse à agência Lusa o autor e primeiro subscritor da petição, José Carreiras, a petição “reivindica uma decisão democrática sobre o MIAA, uma vez que a autarquia não tem legitimidade para impor em fim de mandato, e sem um verdadeiro debate público, um projecto que terá um enorme impacto sobre a cidade e que merece as maiores dúvidas e objecções dos abrantinos”.


 


A discussão sobre este projecto, continuou, “deve ser retirada imediatamente da esfera da discussão especializada porque antes da arquitectura, o que está em causa é urbanismo e democracia. Não podemos aceitar uma civitas imposta e não discutida”.


 


Promovido pela Câmara Municipal de Abrantes e pela Fundação Estrada, o MIAA tem o propósito de apresentar as colecções de Arqueologia, de História e de Arte, desde a Pré-História até à Época Contemporânea, reunidas pelas duas instituições.


 


Com um orçamento previsto na ordem dos 12,5 milhões de euros, o arquitecto Carrilho da Graça, autor do projecto, disse à agência Lusa que, ao projectar o Museu, procurou “a maneira mais interessante de expor a colecção” tendo chegado à conclusão que a melhor forma de o fazer seria “uma torre que conciliasse a beleza da cidade e da paisagem, com a intensidade dos objectos a expor”.


 


O projecto, já aprovado pelo Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) “é uma obra que vai alterar radicalmente a paisagem da cidade de Abrantes, vai permitir uma vista privilegiada para vários pontos da cidade e vai constituir-se como um novo ex-libris da região”.


 


“Na petição que circula há um aspecto que desagrada, disse Carrilho da Graça, tendo afirmado que “a caricaturagem do projecto e a sua divulgação com fotomontagens totalmente incorrectas não é admissível”.


 


Segundo acrescentou, “essa eventual polémica está a ser baseada em representações caricaturais de projecto, das quais eu discordo, e é natural que as pessoas que não conhecem o projecto fiquem com má impressão ao ver aquela imagem e que o considerem um atentado ao património”.


 


“O meu ponto de vista não é esse, estou disponível para explicar o projecto as vezes que forem necessárias mas não posso é desmontar as caricaturas que são feitas do Museu, a não ser judicialmente ou através da Ordem dos Arquitectos”, disse Carrilho da Graça, afirmando-se “bastante convicto” do que está a fazer.


Fonte: (3 Jul 2009). O Mirante: http://www.omirante.pt/index.asp?idEdicao=54&id=31929&idSeccao=479&Action=noticia

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por noticiasdearqueologia às 21:57

Sábado, 04.07.09

Madeira: Estrada sacrifica património

José Luis remete para o empreiteiro explicações sobre paradeiro das pedras.

A construção da via expresso que liga a Fajã da Ovelha à Ponta do Pargo pôs fim à existência de dois antigos moinhos de água. A população quer a estrada mas lamenta o desrespeito pelo património histórico da Fajã da Ovelha.

A questão foi já aflorada no programa 'P'la Madeira Dentro', transmitido pela TSF/DIÁRIO. Mas o descontentamento de alguns populares da Fajã da Ovelha mantém-se. Os moinhos de água são das poucas relíquias do património de arqueologia industrial madeirense que têm de ser conservado, conforme decreto legislativo regional.







Onde estão as pedras?

Os dois exemplares da zona das Faias, que já se encontravam fragmentados, terão pura e simplesmente desaparecido com a construção da via expresso, investimento das 'Estradas da Madeira', a cargo do consórcio 'Avelino Farinha & Agrela' e 'Tecnovia'.

Todos desconhecem o destino que foi dado às pedras. No local, apenas ficou uma vasta área terraplanada para ser coberta de betão, pronta a unir caminhos, via túnel, a toda a velocidade.

Os populares que alertaram o DIÁRIO pedem também responsabilidades às entidades locais "que deveriam zelar pelo pouco património da freguesia, também votado ao abandono." O presidente da Junta de Freguesia da Fajã da Ovelha lamenta o desaparecimento dos resquícios dos moinhos de água mas remete as responsabilidades para o empreiteiro da obra. "Devia-se guardar as pedras, sem dúvida, mas o empreiteiro é que teve culpa", argumenta José Luís.

O presidente da Junta de Freguesia também considera que não se pode daqui inferir que não há respeito pela memória histórica rural. Além de sublinhar que "apenas existiam algumas pedras dos moinhos", também esclarece que "o património histórico da freguesia, composto basicamente pela antiga Fábrica de Manteiga, pela Capela de São Lourenço e pela Igreja de São João Baptista, continua na freguesia e precisam sim é de quem mostre interesse em recuperar estes edifícios, alguns deles muito degradados."

Junto da população, o DIÁRIO foi informado de que a DRAC-Direcção Regional dos Assuntos Culturais fez o levantamento dos moinhos de pedra da Calheta, incluindo as Faias, não se compreendendo por isso que tudo tenha desaparecido. A técnica da DRAC, Diva Freitas, disse desconhecer o caso em concreto, uma vez que implicava uma consulta à base de dados da instituição, pelo que preferiu não prestar declarações sobre o assunto. Acrescentou que continua a ser feito o levantamento dos moinhos na Calheta e que, de uma forma geral, tem verificado "uma adulteração destas peças" arquitectónicas tradicionais, entretanto alvo de "lajes e de outros acrescentos por parte da população." Uma realidade "bem diferente de Santana, sublinha, onde ainda é possível encontrar os genuínos moinhos de água."


 


 


 


 


Conciliar cultura com progresso

Entidades ligadas à defesa do património insular já não se admiram com a destruição de alguns exemplares da História regional e dizem mesmo tratar-se de "uma batalha perdida." Desde logo, a exemplo da própria população da Fajã da Ovelha que faz os alertas, também os técnicos de património escusam identificar-se sob pena de sofrerem "dissabores." Mas lamentam que "os nossos governantes não tenham uma consciência cultural, no sentido de procurar conciliar o desenvolvimento com a memória histórica colectiva." Quando não é possível manter os exemplares patrimoniais como os moinhos de água, por razões que se prendem com o traçado da estrada a construir, "então há que pensar em transplantá-los para as chamada áreas públicas de lazer e essa preocupação deveria pertencer às câmaras e juntas de freguesia."



Moinhos destruídos são privados

Nas Faias, onde está a ser construída a rotunda da via expresso Fajã da Ovelha-Ponta do Pargo, desapareceram os dois moinhos de pedra mas por lá continua uma pequena área ajardinada, com chafariz, sobre uma pedra típica dos moinhos como é resgistada pela objectiva do fotógrafo. Sinal de que se trata de peças que guardam muitas histórias do concelho da Calheta.

O que ainda restava dos desaparecidos moinhos de água, segundo nos foi dito pelo presidente da Junta de Freguesia, José Luís, é propriedade de particulares, emigrados no estrangeiro.

Élvio Sousa, conhecido também pela defesa que tem feito do património cultural, desconhece o caso em concreto. Lembra, porém, que estas empreitadas exigem a realização prévia de um estudo de impacto ambiental, que tem sempre uma componente de preservação do património histórico e etnográfico.

Para estes casos, em que o trajecto da estrada apanhou os moinhos, Élvio Sousa recomenda que as entidades competentes façam um levantamento prévio dos exemplares em questão para memória futura, desconhecendo se esse percurso foi ou não seguido na obra em curso na Fajã da Ovelha.

Fonte: Rosário Martins (2 Jul 2009). Diário de Notícias:http://www.dnoticias.pt/default.aspx?file_id=dn04010201020709

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por noticiasdearqueologia às 16:40

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