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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

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Sexta-feira, 31.07.09

Nau do século XVI é descoberta...


Oito metros de altura de sedimentos encobrem o que mergulhadores do Projeto Resgate Barra Sul acreditam ser uma nau do século 16. O naufrágio foi localizado nas proximidades das praias do Sonho, Naufragados e Papagaios, na parte sul da Ilha de Santa Catarina, onde era a entrada de embarcações que trafegavam na região na época das grandes navegações. Caso a hipótese se confirme, será o naufrágio mais antigo até agora identificado no Brasil.




Na parte mais alta dos sedimentos foi localizado um pequeno canhão de sinalização e, ao redor de uma área de cerca de 30 metros, os aparelhos utilizados na busca indicaram a presença de metais, o que pode revelar a estrutura total do navio. Além de cabos, cacos de cerâmica e pedras de lastro, uma âncora foi achada nas proximidades.


A âncora é o achado mais antigo. Foi ela que, encontrada por acaso pelo mergulhador Gabriel Corrêa, em 2005, deu início à criação da ONG Projeto Resgate Barra Sul. “Pelo tamanho e formato da peça acreditamos que pertence a uma nau do século 16. Esse tipo era utilizado por embarcações dessa época”, disse Corrêa, diretor do projeto.


As perguntas ainda não respondidas são se a âncora faz parte do mesmo naufrágio e se a nau era mesmo de Sebastião Caboto, uma das hipóteses mais viáveis. Cabotto comandou, em 1526, uma expedição que saiu da Espanha tendo como destino o Oriente, mas ao saber das histórias de um rico povo no interior da América, que se adornava dos pés à cabeça com ouro, resolveu deixar seus planos iniciais para trás.


“A Ilha de Santa Catarina era um ponto estratégico de abastecimento para os navegadores que nos séculos 16 e 17 serviam aos reinos de diversos países europeus e seguiam rumo ao rio da Prata. Quando adentravam a baía sul, eram surpreendidos pela geografia acidentada do leito marinho e muitas vezes pegavam um inesperado vento, vindo a naufragar”, disse outro mergulhador e diretor da equipe, Nei Mund Filho.


Por isso, a região pesquisada é considerada um cemitério de navios. A história registra oito naufrágios, mas muitos mais podem ter encontrado ali o seu fim. O Projeto Resgate Barra Sul conseguiu autorização da Marinha para pesquisar e explorar uma área de 400 quilômetros quadrados. Até o momento, localizaram três embarcações, uma delas recente, com cerca de 100 anos.


“A arqueologia subaquática é cara e demorada. Exige equipamentos bem mais sofisticados, como sonares, ecossonda, radar, canetas e cadernetas especiais, entre outros. Se em um sítio arqueológico na terra escavamos com pás, no sítio subaquático é necessário um sugador para retirar os sedimentos e levá-los para a superfície”, explicou a arqueóloga Deisi Scunderlick Eloy de Farias, professora da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul) e consultora do projeto.


No ano passado a pesquisa recebeu recursos da Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina (Fapesc), o que garantiu a utilização de equipamentos como radares, sonares e GPS. Com esse auxílio, os integrantes do projeto conseguiram localizar duas âncoras, pedras de lastro, cacos de cerâmica, um canhão e todos os pontos que indicam metais e dão idéia da estrutura da embarcação.


Em uma etapa posterior as peças serão removidas do mar, dessalinizadas e restauradas. “Após a restauração, os achados serão direcionados à Marinha e ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, para colocação futura em um museu. Outra ideia é recolocar as peças no lugar de onde foram retiradas e transformar essa parte do fundo do mar em um imenso museu subaquático”, disse Corrêa.



Fonte: (13 Jul 2009).Agência FAPESP: http://www.agencia.fapesp.br/materia/10754/noticias/nau-do-seculo-16-e-descoberta.htm

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por noticiasdearqueologia às 23:38

Sexta-feira, 31.07.09

Fenícios viveram em Lagos há 2800 anos.


Estudos geoarqueológicos recentemente levados a cabo na Rua da Barroca comprovam a ocupação desta zona no séc. VIII /VII a.C. Foram na passada Sexta-Feira, divulgados dados que alteram, por completo, o conhecimento do passado histórico de Lagos. A descoberta de que a História de Lagos é muito mais vasta do que se pensava até agora, pode mudar o futuro em termos históricos.


Achados arqueológicos, na sua maioria cerâmicas, apresentados em Conferência de Imprensa, vieram comprovar que a ocupação em Lagos,  por fenícios, será tão antiga como a fundação do 1º templo em Cartago, remontando ao séc. VIII / VII a.C..

Estas descobertas, realizadas no âmbito de sondagens geoarqueológicas levadas recentemente a cabo na Rua da Barroca, foram transmitidas no passado dia 24, em primeira mão, pelo Prof. Doutor Oswaldo Arteaga Matute, Professor Catedrático do Departamento de Pré-história e Arqueologia da Universidade de Sevilha e Director Científico dos trabalhos desenvolvidos e uma referência internacional nesta área.
 


 



Estudos geoarqueológicos na Rua da Barroca


Esta sondagem geoarqueológica consistiu em 28 perfurações, numa extensão de 282 metros, com uma profundidade máxima de 9 metros e envolveu apenas quatro técnicos.


Com esta técnica pioneira em Portugal, e utilizada pela primeira vez em Lagos, é possível estudar os sedimentos depositados no subsolo sem recorrer à escavação arqueológica convencional. Consiste em fazer uma pequena perfuração no solo, através de sondas, extracção e estudo da amostra.

Esta é, aliás, a aposta e o “método do futuro”, garantiu o Professor Oswaldo Arteaga, tendo em conta que “é muito mais económico, mais seguro, mais confortável, menos poluente (já que não existem entulhos), implica redução no pessoal e disponibiliza uma grande quantidade de informação”.


Estudos geoarqueológicos na Rua da Barroca


Para este estudioso, a geoarqueologia pretende “superar a arqueologia urbana, mas sempre partindo dela”. “É preciso entender o passado, para compreender e criticar o presente e podermos contribuir para os conhecimentos do futuro”, afirmou.


Estudos geoarqueológicos na Rua da Barroca


O Presidente da Câmara Municipal de Lagos, Júlio Barroso, lembrou que estes trabalhos foram desenvolvidos “numa das mais simbólicas e míticas ruas da nossa cidade, que conviveu directamente, durante muitos anos, com a Ribeira de Bensafrim e o mundo”. Recordando que já era certa a ocupação de Lagos por cartagineses, gregos e romanos, “o facto de se ficar agora a saber que esta ocupação remonta ao séc. VIII ou VII a.C., e por fenícios, é um marco importantíssimo na História de Lagos”.


Uma certeza partilhada pelo Director Regional de Cultura do Algarve, Gonçalo Couceiro, que adiantou ser “importante que haja progresso e revitalização nas cidades, mas é fundamental que haja sempre lugar para a arqueologia, que desenvolve trabalhos no sentido de poder revelar dados muito significativos para a história do nosso passado”. Adiantando que, hoje em dia, “a arqueologia continua a ser uma matéria muito controversa”, sublinhou o “trabalho inovador que se desenvolveu, pela primeira vez no país, aqui em Lagos, recorrendo-se à geoarqueologia”.


Os custos destes trabalhos geoarqueológicos, representaram um investimento na ordem dos 12 mil euros, que serão suportados pela EL,SA, consórcio responsável pela construção dos Parques de Estacionamento da Frente Ribeirinha e Parque da Cidade, área onde os mesmos decorreram.



Fonte: (27 Jul 2009). C.M.Lagos: http://www.cm-lagos.pt/portal_autarquico/lagos/v_pt-PT/pagina_inicial/noticias/achados_arqueologicos_barroca_2009.htm

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por noticiasdearqueologia às 23:25


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