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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

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Quinta-feira, 23.07.09

Incrição rupestre serve de molde a expôr no Museu da Guarda

Reprodução fiel com recurso à avançada tecnologia de LaserScan. O levantamento digital de uma inscrição rupestre do sítio do Cabeço das Fráguas, que permitirá a execução de um molde a expor no Museu da Guarda, foi hoje efectuado no local por uma empresa da especialidade.


Inscrição rupestre do sítio do Cabeço das FráguasA directora do Museu da Guarda, Dulce Helena Borges, adiantou que é a primeira vez que a representação, “já famosa no meio científico europeu, é reproduzida fielmente à escala natural com recurso à avançada tecnologia de LaserScan”.


A inscrição foi dada a conhecer pela primeira vez em 1943 pelo general João de Almeida e publicada em 1956 pelo investigador Adriano Vasco Rodrigues, descrevendo a oferenda de vários animais a diversas divindades e conjugando no mesmo texto o alfabeto latino e a chamada língua lusitana, referiu.

O trabalho foi executado, durante cerca de duas horas, por dois técnicos de uma empresa de Coimbra, que utilizaram uma tecnologia associada a “um sistema de varrimento de laser que extrai a informação geométrica da rocha” e uma câmara fotográfica digital que efectua “fotografias de alta resolução”, como explicou o investigador.

“O resultado final será um modelo tridimensional digital que pode ser visualizado num computador”, adiantou o técnico. Adriano Oliveira disse que a empresa “fará o modelo tridimensional que depois dará origem à maqueta” que representa o bloco de granito que está localizado no cimo de um monte, num local pouco acessível, a mais de mil metros de altitude.

Contou que a partir do levantamento hoje efectuado, poderá ser criada “uma maqueta física” que represente fielmente o achado arqueológico.

A directora do Museu da Guarda explicou que este projecto, integrado nas escavações arqueológicas que o Instituto Arqueológico Alemão está a realizar no local há já quatro anos, permite que aquela inscrição passe a estar “acessível ao público em geral”, visto situar-se num sítio “absolutamente inacessível”.

“Permite tornar acessível este documento e permite ampliar o discurso museológico que o Museu da Guarda tem neste momento”, disse, adiantando que o molde da inscrição será tornado público na Primavera de 2010, quando será realizada uma exposição e um colóquio temático sobre aquele assunto.


Fonte: (Jul 2009). Ciência Hoje: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=33501&op=all

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por noticiasdearqueologia às 23:26

Quinta-feira, 23.07.09

Arqueólogos encontram 100 guerreiros de terracota em famoso mausoléu na China


Arqueólogos chineses descobriram outros 100 guerreiros de terracota na cidade de Xian, no centro do país, nos primeiros trabalhos de escavação realizados no famoso mausoléu do imperador Qin Shihuang em 24 anos, informou hoje a agência oficial "Xinhua".




Entre eles destaca um soldado de argila, em tamanho natural e quatro tanques de guerra, declarou Jiao Nanfeng, presidente do Instituto de Arqueologia de Shaanxi.


As escavações recomeçaram 24 anos depois dos últimos achados, após muitas considerações, pela preocupação com a integridade das peças.


Os especialistas estão preocupados especialmente com a conservação da cor original das estátuas, pintadas originalmente em tons vivos, mas não foram preservados nas escavações realizadas até o momento.


A primeira escavação começou em 1978 e terminou em 1984 e 1.087 figuras foram encontradas. A segunda foi realizada em 1985, mas foram suspendidas por razões técnicas.


Os Guerreiros de Terracota fazem parte do mausoléu construído em homenagem à morte do primeiro imperador chinês, Qin Shihuang, com um Exército de 8 mil soldados, músicos, concubinas e oficiais, para que o acompanhassem na outra vida.


As relíquias foram descobertas por acaso por camponeses, em 1974, e, desde então, se transformaram em uma das maiores atrações turísticas da China.


Fonte: (17 Jul 2009). EFE/Globo.com:http://g1.globo.com/Noticias/PopArte/0,,MUL1233506-7084,00-ARQUEOLOGOS+ENCONTRAM+GUERREIROS+DE+TERRACOTA+EM+FAMOSO+MAUSOLEU+NA+CHINA.html


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por noticiasdearqueologia às 23:22

Quinta-feira, 23.07.09

Vaticano renova interesse pela arqueologia sacra



Comissão Pontifícia de Arqueologia Sacra




Bento XVI nomeou no último Sábado o novo secretário da Comissão Pontifícia de Arqueologia Sacra. Trata-se de D. Giovanni Carru, até agora subsecretário da Congregação para o Clero.


O Papa decidiu igualmente criar o cargo de superintendente arqueológico das catacumbas, instância que não estava prevista no organigrama da Santa Sé. O posto será ocupado por Fabrizio Bisconti, que era até agora secretário da Comissão Pontifícia de Arqueologia Sacra.


Em entrevista publicada neste Domingo no jornal do Vaticano, L'Osservatore Romano, o presidente do Conselho Pontifício da Cultura, D. Gianfranco Ravasi, declarou que "D. Carru tem uma longa experiência na Cúria Romana, especialmente numa congregação importante como a do Clero".


O prelado irá consolidar a gestão da Comissão, tornando-a semelhante ao dos outros Organismos do Vaticano.


Esta modificação "levou também à necessidade de introduzir a nova figura do superintendente arqueológico", indicou D. Ravasi.


A pessoa que ocupará esse cargo "assumirá a responsabilidade de oferecer ao presidente e ao secretário todo o apoio científico necessário, tendo em conta o alcance e a complexidade da investigação".


Experiência teórica e prática


O presidente do Conselho Pontifício da Cultura explicou que o novo cargo foi confiado a um estudioso de indiscutível relevância a nível internacional na área das catacumbas. A nomeação de Fabrizio Bisconti reflecte "o reconhecimento, não só da sua competência, mas também da equipa com que trabalhou nestes anos - prosseguiu. Um trabalho preciosíssimo que conseguiu (...) grandes resultados".


Como exemplo, o prelado citou o descobrimento, nas catacumbas de Santa Tecla, em 19 de Junho passado, do ícone mais antigo de São Paulo, durante uma intervenção coordenada pela Comissão Pontifícia de Arqueologia Sacra.


D. Gianfranco Ravasi recordou também os trabalhos no hipogeu (parte subterrânea) da Via Dino Compagni, que incluíram o restauro de cerca de cem pinturas, em dez anos de trabalho, bem como a recuperação do museu de Prestestato, que guarda mais de mil sarcófagos.


Intervenções em várias frentes


A Comissão tem actualmente operações nas catacumbas de Santa Inês, nas de São Sebastião e nas de Pedro e Marcelino, que se converterão num pólo de atracção cultural, turística e religiosa. À superfície, decorrem escavações na catacumba em que foi depositado o Papa Marco, falecido em 336.


A actividade não se limita a Roma. "Das catacumbas de Carini, na Sicília, estão a surgir pinturas espantosas, e esperamos grandes descobrimentos", assinalou.


"Também se reiniciará a investigação nas pequenas catacumbas da ilha de Pianosa, onde não excluímos encontrar surpresas", destacou.


Está igualmente a proceder-se à reabertura das catacumbas de São Genaro, em Nápoles, e à de São João, em Siracusa".


Como última actividade destacável da Comissão, assinalou "o censo informatizado de todos os milhares de objectos encontrados nas catacumbas da Itália".


História da Comissão de Arqueologia Sacra


A Comissão Pontifícia de Arqueologia Sacra foi instituída por Pio IX "para guardar os cemitérios sacros antigos", assim como para a conservação, ulterior exploração, investigação, estudo e tutela das lembranças mais antigas "dos primeiros séculos cristãos, dos monumentos insignes" e das basílicas de Roma e de outras dioceses, de acordo com os respectivos bispos.


O Organismo foi criado por sugestão de um arqueólogo romano, Giovanni Battista de Rossi, com vista a uma melhor organização dos achados no grande complexo de catacumbas da Via Appia.


Os seus especialistas estabeleceram as bases científicas da arqueologia cristã, estudando e escavando as catacumbas romanas segundo um moderno método topográfico, que considera simultaneamente as fontes históricas e os monumentos.


Em 1925, a Comissão foi declarada Pontifícia por Pio XI. Os Acordos de Latrão (1929) ampliaram as suas competências e o seu âmbito de acção a todas as catacumbas existentes em território italiano.


A Comissão publica os resultados das suas investigações, estabelece as normas para o acesso do público e dos estudiosos aos cemitérios sacros e indica as criptas que podem ser utilizadas para a liturgia e os cuidados a ter aquando das celebrações.


Fonte: Zenit (22 Jul 2009). Agência Ecclesia: http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=74293


Foto: Catacumba de Priscilla, Roma


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por noticiasdearqueologia às 23:18

Quinta-feira, 23.07.09

Arqueólogos acham 'cemitério' de navios romanos que afundaram

Uma equipe de arqueólogos usando tecnologia de sonda para escanear o fundo do mar descobriu um "cemitério" de cinco navios da Roma antiga em boas condições, na costa da pequena ilha italiana de Ventotene.


As embarcações comerciais, do período entre o 1o século a.C. ao 5o século d.C., estão numa profundidade a mais de 100 metros do nível do mar e se incluem entre os navios naufragados descobertos em águas mais profundas no mar Mediterrâneo nos últimos anos, disseram os pesquisadores nesta quinta-feira.


Parte de um arquipélago, situado a meio caminho entre Roma e Nápoles, na costa oeste da Itália, Ventotene historicamente servia como local de abrigo durante o mau tempo no Mar Tirreno.


"Parece que os navios buscavam um local seguro para ancorar, mas não conseguiram", disse Timmy Gambin, chefe da área de arqueologia da Aurora Trust (www.auroratrust.com). "Por isso, em uma área relativamente pequena encontramos cinco embarcações que naufragaram... um cemitério de navios".


As embarcações estavam transportando vinho da Itália, valioso molho de peixe da Espanha e norte da África e um misterioso carregamento de lingotes de metal da Itália, possivelmente para serem usados na construção de estátuas ou armamento.


Gambin disse que os destroços revelaram um padrão de comércio no Império Romano: primeiro, Roma exportava seus produtos para suas províncias, mas depois começava gradualmente a importar delas mais e mais artigos que antes produzia.


Na época romana, Ventotene, conhecida como Pandataria, era usada como local de exílio de nobres romanos que caíam em desgraça com o poder. O imperador Augusto enviou para lá sua filha Julia por ter cometido adultério. No século 20, o ditador italiano Benito Mussolini usou a ilha distante como prisão para opositores políticos.


Por causa da profundidade em que se encontram, os navios permaneceram intocados por centenas de anos.


Fonte: Daniel Flynn. (23 Jul 2009). O Globo:http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2009/07/23/arqueologos-acham-cemiterio-de-navios-romanos-que-afundaram-756939668.asp 


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por noticiasdearqueologia às 23:14


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