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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

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Domingo, 05.07.09

Vaticano descobre imagem antiga de São Paulo

O Vaticano descobriu um afresco do século 4 que retrata São Paulo e afirmou que se trata da mais antiga imagem que se conhece do santo.




foto


A pintura foi descoberta em Roma durante as obras de restauração de uma catacumba romana.

O afresco estava debaixo de uma camada de argila endurecida na catacumba de Santa Tecla, em Roma,a poucos metros da Basílica de São Paulo Fora dos Muros – dedicada ao apóstolo que se converteu ao Cristianismo após ter perseguido os cristãos.A pintura foi descoberto no dia 19 de junho, mas o anúncio foi feito apenas neste final de semana, na edição de domingo do jornal L’Osservatore Romano, órgão oficial da Santa Sé. Segundo o Vaticano, trata-se da mais antiga imagem conhecida do santo, considerado o “príncipe dos apóstolos”.A notícia sobre a descoberta do afresco de São Paulo foi anunciada no final do ano dedicado ao santo, encerrado pelo papa Bento 16 no último domingo(21). O ano paulino celebrou os 2 mil anos do nascimento de São Paulo.Durante a cerimônia de encerramento, o papa anunciou que os restos guardados na basílica de São Paulo Fora dos Muros, em Roma, pertencem de fato ao apóstolo, uma das principais figuras do cristianismo.Os resultados das análises feitas usando o teste com carbono 14, teriam confirmado que os ossos sepultados na Basílica dedicada ao santo pertenceriam de fato ao apóstolo.As pinturas foram encontradas num antigo cemitério cristão, no teto de uma pequena parte da catacumba que tinha ficado enterrada durante séculos.No afresco, o apóstolo aparece com os traços característicos de sua figura, já conhecidos por meio de outras pinturas. A imagem é rodeada de um círculo vermelho de tonalidade forte, como os afrescos típicos da antiga Pompeia, emoldurado por uma faixa amarela. A pintura retrata um rosto magro e comprido, com barba escura e fina na ponta, cabeça calva, nariz grande e olhos expressivos, com ar pensativo. A pintura veio à tona após mais de um ano de obras de restauração, coordenadas pela Pontifícia Comissão de Arqueologia Sacra, que definiu a descoberta como ”sensacional”.Os restauradores afirmam que o tradicional sistema de limpeza mecânico não foi suficiente para retirar as camadas de argila e garantir a conservação dos afrescos, considerados de alta qualidade pelo grupo. Eles tiveram que usar instrumentos de raio laser.“O arqueólogos que trabalham ali há mais de um ano ficaram impressionados. O laser iluminou o rosto bem reconhecível de São Paulo. Por suas características, pode ser considerado o ícone mais antigo do apóstolo de que se tem notícia”, descreve o jornal do Vaticano.Segundo os arqueólogos, a pintura representa uma figura que foi escolhida para proteger os mortos da família cujos túmulos estavam localizados na catacumba.Além de São Paulo, os afrescos retratam outros personagens, entre eles São Pedro, mas em pior estado de conservação.São Paulo foi decapitado em Roma em torno do ano de 65 depois de Cristo, após o incêndio que destruiu a cidade. Ele é festejado, com São Pedro, no dia 29 de junho.


Fonte: (3 Jul 2009). Notícias do Douro: http://www.dodouro.com/noticia.asp?idEdicao=269&id=16426&idSeccao=3010&Action=noticia

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por noticiasdearqueologia às 22:01

Domingo, 05.07.09

Petição contra construção do Museu Ibérico de Arqueologia e Arte de Abrantes

Uma petição com o objectivo de fazer suspender todas as resoluções relativas à construção do Museu Ibérico de Arqueologia e Arte de Abrantes (MIAA), foi posta a circular on-line tendo recolhido 550 assinaturas no espaço de uma semana.


 


A petição, a que se pode aceder em www.gopetition.com/, pede que o projecto seja ‘repensado’ assentando em quatro pressupostos que apontam para a ‘excessiva altura” da torre que vai albergar o Museu e reclamando pela ‘suspenção camarária de todas as resoluções sobre a sua construção.


 


A petição pede que a campanha autárquica se centre na discussão do projecto e que seja suscitado um referendo local sobre a matéria, a realizar em Assembleia Municipal pós-eleições autárquicas.


 


Segundo disse à agência Lusa o autor e primeiro subscritor da petição, José Carreiras, a petição “reivindica uma decisão democrática sobre o MIAA, uma vez que a autarquia não tem legitimidade para impor em fim de mandato, e sem um verdadeiro debate público, um projecto que terá um enorme impacto sobre a cidade e que merece as maiores dúvidas e objecções dos abrantinos”.


 


A discussão sobre este projecto, continuou, “deve ser retirada imediatamente da esfera da discussão especializada porque antes da arquitectura, o que está em causa é urbanismo e democracia. Não podemos aceitar uma civitas imposta e não discutida”.


 


Promovido pela Câmara Municipal de Abrantes e pela Fundação Estrada, o MIAA tem o propósito de apresentar as colecções de Arqueologia, de História e de Arte, desde a Pré-História até à Época Contemporânea, reunidas pelas duas instituições.


 


Com um orçamento previsto na ordem dos 12,5 milhões de euros, o arquitecto Carrilho da Graça, autor do projecto, disse à agência Lusa que, ao projectar o Museu, procurou “a maneira mais interessante de expor a colecção” tendo chegado à conclusão que a melhor forma de o fazer seria “uma torre que conciliasse a beleza da cidade e da paisagem, com a intensidade dos objectos a expor”.


 


O projecto, já aprovado pelo Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) “é uma obra que vai alterar radicalmente a paisagem da cidade de Abrantes, vai permitir uma vista privilegiada para vários pontos da cidade e vai constituir-se como um novo ex-libris da região”.


 


“Na petição que circula há um aspecto que desagrada, disse Carrilho da Graça, tendo afirmado que “a caricaturagem do projecto e a sua divulgação com fotomontagens totalmente incorrectas não é admissível”.


 


Segundo acrescentou, “essa eventual polémica está a ser baseada em representações caricaturais de projecto, das quais eu discordo, e é natural que as pessoas que não conhecem o projecto fiquem com má impressão ao ver aquela imagem e que o considerem um atentado ao património”.


 


“O meu ponto de vista não é esse, estou disponível para explicar o projecto as vezes que forem necessárias mas não posso é desmontar as caricaturas que são feitas do Museu, a não ser judicialmente ou através da Ordem dos Arquitectos”, disse Carrilho da Graça, afirmando-se “bastante convicto” do que está a fazer.


Fonte: (3 Jul 2009). O Mirante: http://www.omirante.pt/index.asp?idEdicao=54&id=31929&idSeccao=479&Action=noticia

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por noticiasdearqueologia às 21:57


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