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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

O Património é um bem comum... Preservá-lo só depende de cada um de nós...



Domingo, 28.06.09

Museu abriu há 25 anos para dar a conhecer achados de dinossauro


O Museu da Lourinhã, que reúne uma das melhores colecções a nível nacional de achados de dinossauro, está a assinalar os seus 25 anos desde que abriu portas para mostrar ao mundo a riqueza paleontológica descoberta no concelho.




“Íamos trabalhar em arqueologia para o campo e tropeçávamos nas peças de paleontologia, que se metiam debaixo nos nossos pés a dizer para as recolhermos e estudámos. Assim demos o passo de avançarmos para a área da paleontologia e de criarmos um museu porque começávamos a ter uma colecção que já merecia ser exposta”, recordou à Lusa Isabel Mateus, voluntária do museu e fundadora do Grupo de Etnografia e Arqueologia da Lourinhã, que gere o espaço.


A variedade de jazidas e de achados de dinossauro do Jurássico Superior (150 milhões de anos) descobertos em todo o concelho deve-se ao facto de a Lourinhã estar integrada numa região com a “maior concentração de vestígios” em Portugal.


“Houve a possibilidade de os esqueletos serem rapidamente enterrados por areias e lodos porque toda esta região estava a afundar, o que foi essencial para a sua conservação. Por outro lado, todos estes sedimentos estão actualmente à superfície e podemos descobri-los”, explicou o paleontólogo Octávio Mateus.


A abertura do museu ocorreu no mesmo ano da primeira grande descoberta nas arribas da praia de Porto Dinheiro de vértebras e costelas de um dinossauro saurópode herbívoro.


A raridade do achado levou os paleontólogos a classificá-lo como uma nova espécie de referência para a ciência, ganhando o nome de “Dinheirosaurus lourinhanensis”.


Em 1993, o casal Isabel Mateus e Horácio Mateus viria a descobrir nas arribas da praia de Paimogo um ninho de dinossauro, com uma centena de ovos com embriões, o único em toda a Europa e o segundo mais antigo em todo o mundo.


O ninho pertence a um dinossauro carnívoro terópode, cujo esqueleto parcial veio igualmente a ser encontrado no concelho, levando os cientistas a concluir que estavam perante uma nova espécie até então desconhecida, a apelidando-o de “Lourinhanosaurus antunesi”.


Ao fim de 25 anos, o Museu da Lourinhã contribuiu com a descoberta de outras quatro novas espécies de dinossauros, sendo de destacar parte do esqueleto e crânio de um estegossauro herbívoro (“Miragaia longicolum), dentes, vértebras e partes dos membros inferiores e posteriores de um ornitópode camptosaurídeo (“Draconyx loureiroi) e de parte do crânio do terópode carnívoro “torvosaurus taneri”, que se encontram em exposição.


Todos os anos, o museu é visitado por 20 mil pessoas que vêm sobretudo para conhecer a exposição de paleontologia, apesar de haver uma mostra de arqueologia e etnografia.



Fonte: (27 Jun 2009). Destak/Lusa: http://www.destak.pt/artigos.php?art=33687

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por noticiasdearqueologia às 17:46

Sábado, 27.06.09

Descoberta de uma flauta com cerca de 35 mil anos

Gruta de Hohle Fels revela início da cultura musical do «homo sapiens sapiens».



Flauta com 35 mil anos
Flauta com 35 mil anos

Uma equipa de arqueólogos anunciou a descoberta, no passado Outono, de uma flauta em osso e dois fragmentos de flautas de marfim. A descoberta foi feita em Hohle Fels, a gruta no Sul da Alemanha (Ulm) onde em Maio foi encontrada uma escultura feminina, intitulada imediatamente de Vénus de Hohle Fels e que é considerada a mais antiga representação humana.

A flauta em osso com cinco orifícios é o instrumento musical mais completo encontrado numa caverna, numa região onde nos anos mais recentes foram encontrados vários fragmentos deste instrumento.

Uma flauta de três orifícios feita de marfim de mamute, bem como duas flautas feitas de osso das asas de cisne-branco e várias esculturas de animais foram descobertas há alguns anos atrás numa outra gruta. Mas, até agora, os artefactos eram raros e não estavam datados com precisão suficiente para suportar teorias mais vastas sobre o início de uma tradição musical. Os primeiros indícios sólidos de instrumentos musicais vieram de França e da Áustria, mas a sua datação é muito mais recente do que 30 mil anos.

A equipa de arqueólogos, liderada por Nicholas J. Conard, da Universidade de Tübingen, na Alemanha, acreditam que esta descoberta demonstra a existência de uma bem estabelecida tradição musical no momento em que os seres humanos modernos colonizaram a Europa.

A datação por carbono 14 indica data anterior a 30 mil anos mas não é muito precisa. Por isso, vários materiais associados à descoberta foram testados em dois laboratórios independentes – em Inglaterra e na Alemanha – sendo utilizados métodos diferentes. Os cientistas chegaram a uma conclusão semelhante – a flauta tem pelo menos 35 mil anos. Nicholas J. Conard acredita mesmo que deverá ter perto de 40 mil anos e provavelmente data da colonização daquela região. Nos sedimentos em que se encontravam as flautas estavam também objectos líticos e artefactos de marfim, bem como lascas de pedras e ossos de animais capturados.

Tudo indica que este local foi habitado logo no início da colonização da Europa pelo homo sapiens sapiens entre 40 mil e 10 mil anos antes do homem de Neandertal, nativo daquela zona, se extinguir. Ao contrário do ser humano moderno, não existe nenhuma evidência de que os Neandertais tivessem uma cultura musical.

A característica mais significativa deste artefacto é o material de que é feito: uma cavidade óssea de um grifo. De resto, não é raro encontrar esqueletos de grifo nestas cavernas. A flauta tem 21,6 centímetros e está praticamente completa, inclui mesmo a extremidade onde se sopra. Faltam, contudo, 5 centímetros correspondentes à extremidade inferior.

Já em 2004, o investigador tinha descoberto uma flauta de marfim de 17 centímetros com três orifícios na gruta Geissenklösterle também perto de Ulm. Friedrich Seeberger, de uma empresa alemã especializada em música antiga, reproduziu em madeira esta flauta de marfim. Nas experiências com a réplica, descobriu que a antiga flauta produzia uma série de notas comparáveis às flautas modernas. Não foi ainda feita uma réplica da actual descoberta, mas os arqueólogos acreditam que pelas suas características terá ainda uma gama maior de possibilidades harmónicas.

Os arqueólogos sugerem que a música naquela época poderia ter contribuído para a manutenção de grandes redes sociais e talvez tenha ajudado a facilitar a expansão demográfica e territorial do homem moderno.


Fonte: (25 Jun 2009). Ciência Hoje: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=32758&op=all

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por noticiasdearqueologia às 00:54

Terça-feira, 23.06.09

Arqueólogos israelenses acham caverna com símbolos romanos e cristãos


Arqueólogos israelenses descobriram uma caverna gigantesca que data da época do Segundo Templo e que serviu primeiro como pedreira e, em séculos posteriores, durante o período bizantino, como local de peregrinação para cristãos.




A gruta, de 80 metros de comprimento e 50 de largura, fica dez metros abaixo da superfície, e os arqueólogos creem que possa ter sido utilizada tanto como lugar de oração quanto de refúgio.


"Estamos no começo da investigação", afirma seu descobridor, Adam Zartal, do Instituto de Arqueologia da Universidade de Haifa, norte, em declarações à edição digital do jornal "Yedioth Ahronoth".


Apesar de ressaltar que "é cedo para decidir para que construções ou em que cidades as pedras foram empregadas", não se pode descartar que tenham sido transferidas até grandes construções de caráter religioso a dezenas de quilômetros.


"Pelo tamanho das pedras -algumas das quais ainda podem ser vistas no interior -, se tratava de projetos grandes em cidades desde Beit She'an até Jericó, passando por (a fortaleza de) Masada e Jerusalém", acrescenta.


Responder à pergunta de onde chegaram as pedras desta pedreira milenar será o objetivo de um estudo arqueológico-geológico a ser realizado, mas, enquanto isso, Zartal antecipa que foram encontradas também 15 salas de diferentes tamanhos de uma altura de dois a três metros.


O teto da caverna se apoia sobre 20 colunas gigantescas de dois metros de largura por outros dois de comprimento, nas quais há gravadas dezenas de símbolos de diferentes épocas.


Muitos deles são cruzamentos da época bizantina, mas há também águias das legiões romanas e um zodíaco, diz o arqueólogo, que descobriu o lugar no final de março quando explorava a zona em um projeto arqueológico em escala regional.


Com o teto derrubado em grande parte da caverna, Zartal acredita que demorará até conseguir chegar ao chão original e completar o mapa da misteriosa caverna, que se encontra perto de onde se suspeita que as 12 tribos de Israel puderam atravessar o Rio Jordão há mais de três mil anos, segundo a Bíblia.

Na mesma região, chamada Gilgal, há duas igrejas bizantinas que poderiam ter sido construídas com rochas da pedreira.

Pelos símbolos, acredita-se que a caverna foi usada até o período da conquista muçulmana, em meados de século VII.


Fonte: (21 Jun 2009). G1-Globo.com/EFE: http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1202408-5602,00-ARQUEOLOGOS+ISRAELENSES+ACHAM+CAVERNA+COM+SIMBOLOS+ROMANOS+E+CRISTAOS.html


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por noticiasdearqueologia às 01:03

Terça-feira, 23.06.09

Pesquisas no sítio arqueológico Sambaqui 1, junto ao Rio Cubatão, em Joinville, dão as pistas de como viviam os povos pré-coloniais



Está quase no final a pesquisa de campo que reuniu em Joinville representantes de cinco instituições. Desde 2007, pesquisadores brasileiros e estrangeiros escavam o sítio arqueológico Sambaqui 1, na foz do Rio Cubatão. O trabalho reúne 40 profissionais do Museu de Sambaqui de Joinville, Museu Nacional, Universidade de São Paulo (USP), Fiocruz e o Centro Nacional de Pesquisa Científica da França (CNRS).

As escavações serão encerradas no dia 12 de julho. Depois, continua o trabalho em laboratório com o material encontrado. Até agora, a pesquisa reforça as teorias mais aceitas sobre os sambaquis. Segundo Eloy Labatut de Oliveira, geógrafo do Museu de Sambaqui, os montes de conchas formados pelos sambaquianos não eram depósitos de lixo.

– Descobrimos aqui muitas espinhas de peixe, que eram o alimento principal desse povo. Os montes de conchas eram um marco cultural – explica.

Até agora, já foram encontrados 19 esqueletos no sítio – o mais antigo tem mais de 2,9 mil anos. As ossadas de crianças chamaram a atenção da técnica em antropologia biológica da USP, Fávia de Carvalho Cerqueira.

– Encontramos uma criança com um colar com mais de 800 conchas. Não havia visto algo assim antes. Isso mostra que os sambaquianos tinham um ritual funerário especial para as crianças – assinala Flávia.

O monte onde os pesquisadores estão escavando era o local onde os sambaquianos celebravam os rituais funerários. A equipe ainda não descobriu onde esse povo dormia e passava o dia. A mistura de ossos e restos alimentares no sambaqui mostram que os sambaquianos ofereciam banquetes, durante os funerais.

– É parecido com a nossa cultura. Mas os sambaquianos não era enterrados em buracos: os corpos ficavam no nível do chão e cobertos por sedimentos – diz Eloy.

Para Patrícia Fisher, mestranda em arqueologia na USP, os sítios arqueológicos em Joinville são um tesouro para a comunidade científica.

– Quase todos os sambaquis do litoral paulista já foram destruídos. Joinville é um local privilegiado – elogia.

A cidade conta com 39 sítios arqueológicos. Segundo Eloy, a região da Baía da Babitonga deve ter mais de 150 sítios.

– Sem contar as dezenas de sambaquis que foram destruídos na década de 1960, para fazer cal para construções – lamenta o geógrafo.

Os pesquisadores da França e do Canadá já estão há duas semanas fora do Brasil e retornam no começo de julho. Foi o Centro Nacional de Pesquisa Científica da França que deu origem à pesquisa em Joinville, ao procurar um local que poderia ter mais de cem esqueletos de sambaquianos. O trabalho acabou reunindo as demais instituições, que usaram como base as pesquisas feitas pelo Museu de Sambaqui.

A escolha do Sambaqui 1 foi por uma questão prática: ele está sofrendo erosão pelo Rio Cubatão.

– Precisamos tirar tudo que há aqui para ser pesquisado, antes que o rio acabe com esse sítio – alerta Eloy.

A pesquisa no Sambaqui 1 revela que os habitantes dos sambaquis tinham uma expectativa de vida maior que a imaginada. Antes, os estudos apontavam que eles viviam em média até os 40 anos. Agora, com a análise das arcadas dentárias, foram encontrados indivíduos que chegaram até os 70 anos.

Fonte: RODRIGO SCHWARZ (22 Jun 2009). Diário Catarinense:
http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&local=18&source=a2553292.xml&template=3898.dwt&edition=12567&section=1315


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por noticiasdearqueologia às 00:54

Terça-feira, 23.06.09

Museu Ibérico de Arqueologia e Arte de Abrantes em antevisão

A exposição de antevisão do Museu Ibérico de Arqueologia e Arte de Abrantes representa o seu “primeiro grande acto promocional”, diz o presidente da Câmara de Abrantes, Nelson Carvalho (PS). A mostra encontra-se patente Museu D. Lopo de Almeida, no interior do castelo. Com um investimento estimado de 12,5 milhões de euros, o museu vai acolher o espólio arqueológico da Fundação Ernesto Estrada, “uma colecção de objectos arqueológicos recolhidos em vários pontos da Península Ibérica ao longo de meio século” por João Estrada, com um centro de investigação, auditório e exposições temporárias e permanentes, “para além de albergar a colecção de arte contemporânea de Lucília Moita e a colecção legada pelo escultor Charters de Almeida”.


“Trata-se de uma exposição que mostra uma pequena parte das peças que vão constituir as colecções do futuro Museu, nomeadamente as que incluem peças muito importantes no contexto histórico e patrimonial do antigo espaço que hoje conhecemos como Península Ibérica, mas também peças da história grega, romana, fenícia e egípcia”, sublinhou no autarca.


“Nesta colecção encontramos muitas peças com a escrita tartéssica e que vamos querer decifrar no nosso centro de investigação, que será coordenado por Luís Oosterbeek”, director científico do Museu de Arte Pré-Histórica de Mação, referiu.


Com projecto do arquitecto Carrilho da Graça, já aprovado pelo Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, o futuro Museu Ibérico de Arqueologia e Arte de Abrantes ocupará o Convento de S. Domingos, no centro histórico da cidade, o que, segundo o autarca, “permitirá uma afirmação cultural muito forte no contexto regional, nacional e internacional, além da criação de um grande centro cultural que complementará as várias funções do centro histórico, como as residenciais, administrativas e comerciais”.


Com inauguração prevista “até 2013”, Nelson de Carvalho afirma que será um museu ”central” na região e que se “juntará a um conjunto de património edificado na orla da Grande Lisboa”. “O Museu Ibérico de Abrantes permitirá reforçar este ‘arco patrimonial’, que inclui Sintra, Alcobaça, Batalha, Mafra, Óbidos, Tomar e Almourol, para além de uma integração que pretendemos efectuar ao nível da Rede Europeia de Museus”, concluiu.


Fonte: (18 Jun 2009). O Mirante: http://semanal.omirante.pt/index.asp?idEdicao=396&id=54731&idSeccao=5988&Action=noticia

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por noticiasdearqueologia às 00:48

Segunda-feira, 22.06.09

Júlio Barroso garante que vestígios arqueológicos nos Palmares não estão em risco

Foto


Após denúncia ao Igespar, um técnico da entidade foi ao local e viu que havia afectação dos vestígios devido a construção do «Palmares Resort». Câmara de Lagos foi informada de que qualquer obra com impacto no subsolo deveria ser suspensa.


«Os vestígios arqueológicos estão fora da área de intervenção da obra» do Projecto de Potencial Interesse Nacional (PIN) dos Palmares, junto à Meia Praia e à Ria de Alvor, garantiu ao «barlavento» o presidente da Câmara de Lagos.

Os trabalhos de terraplanagem para a execução do PIN «Palmares Resort» tinham deixado a descoberto vestígios arqueológicos, que poderiam indicar a existência de uma villa romana, situação denunciada pelo investigador de arqueologia João Velhinho, tal como o «barlavento» revelou em Abril.

Na altura, havia duas estruturas arqueológicas mais a Sul que ainda não tinham sido danificadas. No entanto, a Norte, na área onde houve a movimentação de terras, eram visíveis sobre o terreno vestígios de cerâmica em terra sigilata, vidros e bocados de ânforas, que podem ter sido partidas pelas máquinas.

Após a denúncia feita por João Velhinho ao Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar), esta entidade enviou um técnico à zona onde está a ser construído o empreendimento turístico para confirmar a veracidade da afectação dos vestígios.

Além dos vestígios e de duas estruturas, o «barlavento» sabe ainda que o arqueólogo do Igespar teria identificado menires que poderiam estar em risco numa outra zona junto ao empreendimento.

As informações recolhidas pelo técnico levaram aquela entidade a emitir um ofício à «Câmara Municipal de Lagos chamando a atenção para esta situação», avançou fonte da assessoria do Igespar.

«Nesse ofício, referia-se ainda que qualquer obra com impacto no subsolo deveria ser suspensa até que fosse garantida a presença de um arqueólogo no local», acrescentou ainda a porta-voz daquele Instituto.

Esta salvaguarda já estava prevista no Plano de Urbanização da Meia Praia, mas poderá até nem ter sido respeitada, visto que havia vestígios arqueológicos na zona e as obras não pararam.

Por outro lado, o facto de ter sido feito um levantamento prévio para o Plano de Urbanização da Meia Praia e de então ter sido identificada apenas uma zona de interesse patrimonial (Sete Figueiras), dispensava o acompanhamento permanente de um arqueólogo.

A verdade é que foi necessária a denúncia ao Igespar e a emissão de um ofício por aquela entidade para a Câmara decidir colocar os seus serviços de arqueologia a acompanhar a obra.

«Os serviços de fiscalização e arqueologia da Câmara Municipal estão a acompanhar a obra», garantiu também Júlio Barroso.

Ainda assim, o autarca disse que «todos os condicionalismos da licença foram cumpridos», reafirmando que aqueles vestígios encontrados agora e referenciados pelo Igespar no ofício «estão fora da área de intervenção da obra».

O facto é que, segundo João Velhinho, já pode ter sido destruído, com a movimentação de terras, o que poderá ter sido um tanque de um impluvium, a zona central de uma casa romana onde era recolhida a água da chuva.

Era também nesse local, onde foram feitos os trabalhos de terraplanagem, que se encontrava o maior volume de vestígios da cerâmica em terra sigilata e de ânforas partidas.

As estruturas podem mesmo ter sido de uma villa ou quinta romana, com actividades industriais, como a produção do garum (pasta de peixe) e de ânforas para a exportar. Mais a Norte, poderá ainda ter existido uma necrópole, segundo as indicações de João Velhinho.

Através dos vestígios visíveis à superfície do terreno, o investigador supunha que a villa romana teria tido «uma certa importância, até porque há cerâmica em terra sigilata, que era fina e importada. Justificava a qualidade da vida de um senhor que tinha posses». E a quantidade de fragmentos daquele material é enorme.


Fonte: Ana Sofia Varela (18 Jun 2009). O Barlavento, on line: http://www.barlavento.online.pt/index.php/noticia?id=33822

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por noticiasdearqueologia às 23:51

Segunda-feira, 15.06.09

Romanos reciclavam mais do que nós



 

Escavações em Evoramonte







 Arqueólogo garante que, há muitos séculos atrás, havia uma maior consciência ambiental.


Um arqueólogo espanhol garante que os romanos reciclavam e reutilizavam mais o lixo do que o Homem actual, segundo a EFE.




Jesús Acero, que estuda os documentos e os achados da civilização romana, assegura que, há muitos séculos atrás, havia uma maior consciência ambiental do que há hoje.


Como exemplo, o especialista deu os recipientes inorgânicos, como a cerâmica, que eram queimados e reutilizados para a agricultura.

Fonte: (13 Jul 2009). Portugal diário/IOL: http://diario.iol.pt/ambiente/romanos-arqueologia-reciclagem-reutilizacao-lixo-tvi24/1069730-4070.html



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por noticiasdearqueologia às 22:23

Segunda-feira, 15.06.09

Arqueólogos já identificaram mais de 700 lajes com gravuras rupestres

Mais de 700 lajes com arte rupestre foram identificadas nos últimos 11 anos nas margens dos rios Ceira e Alva, transformando aquela área numa «das mais ricas da Península Ibérica», disse o arqueólogo Nuno Ribeiro.


Segundo Nuno Ribeiro, presidente da Associação Portuguesa de Investigação Arqueológica (APIA), que sexta-feira apresentou em Seia o resultado de estudos desenvolvidos no âmbito do projecto de investigação "Estudo das Manifestações de Arte Rupestre dos Rios Ceira e Alva", até agora foram estudadas e inventariadas 580 lajes com gravuras rupestres, algumas com mais de dez mil anos, embora estejam assinaladas mais de 700.

«Só com aquilo que conhecemos, acreditamos tratar-se de uma das maiores concentrações de arte rupestre portuguesa e da Península Ibérica», disse o responsável no primeiro encontro de arqueologia promovido pela APIA em Seia, que reuniu cerca de duas dezenas de especialistas nacionais e estrangeiros.

Nuno Ribeiro, que identificou os primeiros núcleos de gravuras há 11 anos, no vale do rio Ceira, contou que «existe arte rupestre identificada, com mais de dez mil anos, a mais de mil metros de altitude, facto que faz desta região uma área extremamente importante, entre a área do rio Tejo, Vila Nova de Foz Côa, e entre o Guadiana, sul da Península de Portugal, com tudo o que se conhece no Norte de Espanha». Adiantou que a arte rupestre estudada estende-se por 11 grandes áreas dos rios Ceira e Alva, em áreas dos concelhos de Seia, Góis, Arganil, Pampilhosa da Serra, Covilhã e Oliveira do Hospital.

Referiu que, «muitas vezes, os núcleos estão concentrados num quilómetro quadrado e há locais onde existem cinco lajes» com gravuras de vários períodos, «desde o final do Paleolítico até aos nossos dias». «Neste momento temos gravuras do tipo zoomorfos, a representação de animais, temos a representação de um auroque a mil metros de altitude, o que é inédito na nossa arqueologia, e temos um conjunto de arte esquemática fabulosa», relatou o arqueólogo, para quem, os achados justificam a criação de um parque arqueológico, considerando que a ser concretizado «toda a região Centro poderá ganhar com isso».

Nuno Ribeiro afirmou que a APIA, de forma isolada, não consegue dinamizar um projecto desta natureza, pelo que «terá que haver vontade política» para o concretizar.




foto

Parque poderá ser pólo de desenvolvimento

Maria Soledad Corchón, arqueóloga da Universidade de Salamanca (Espanha), disse à Lusa que ficou «surpreendida» com os achados arqueológicos existentes na região. «Creio que esta concentração de gravuras rupestres é uma das maiores da Europa», admitiu, salientando que a criação de um parque arqueológico «seria benéfico para Portugal, para Espanha e para o resto da Europa». Esta arqueóloga espanhola observou que um parque que combinasse a vertente arqueológica e paisagística «poderia ser um pólo de desenvolvimento para a região».

Já Cristina Sousa, vereadora com o pelouro da Cultura na Câmara Municipal de Seia, que participou na sessão de abertura dos trabalhos do encontro do dia 5 de Junho, admitiu que existe «um potencial muito vasto que é necessário ter em conta». Garantiu que a autarquia «está atenta a essa situação», mas reconheceu que o projecto do parque arqueológico terá de «passar, forçosamente, por parcerias, quer com outras entidades, quer com outros municípios».

A vereadora lembrou que na freguesia de Vide, no concelho de Seia, por iniciativa da APIA e da autarquia, já está a funcionar um Centro de Interpretação de Arte Rupestre, que tem contribuído para a divulgação daquele património histórico e cultural.

Fonte: (13 Jun 2009). Porta da Estrela: http://www.portadaestrela.com/index.asp?idEdicao=279&id=12267&idSeccao=2569&Action=noticia

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por noticiasdearqueologia às 22:17

Segunda-feira, 15.06.09

A 1,200-year-old shipwreck opens a window on ancient global trade.

Decorated stoneware


The world economy in the ninth century had two powerful engines. One was Tang dynasty China, an empire stretching from the South China Sea to the borders of Persia, with ports open to foreign traders from far and wide. The Tang welcomed diverse people to its capital, Changan, the site of modern-day Xian, and multiethnic groups lived side by side in a city of a million—a population unmatched by a Western city until London in the early 19th century. Then, as today, China was an economic powerhouse—and much of that power was built on trade.


The other economic engine was Baghdad, capital of the Abbasid dynasty from 762 onward. That dynasty inherited the Muslim world in the Middle East; by 750 it had spread as far as the Indus River to the east and Spain to the west, bringing with it trade, commerce, and the religion of Islam (the Prophet Muhammad himself had been a merchant).



Linking the two economic powerhouses were the Silk Road and its watery counterpart, the Maritime Silk Route. The overland road gets all the attention, but ships had likely been plying the seas between China and the Persian Gulf since the time of Christ. In tune with the cycle of the monsoon winds, this network of sea-lanes and harbors bound East and West in a continuous exchange of goods and ideas.


Tang China was hungry for fine textiles, pearls, coral, and aromatic woods from Persia, East Africa, and India. In return, China traded paper, ink, and above all, silk. Silk, light and easily rolled up, could travel overland. But by the ninth century, ceramics from China had grown popular as well, and camels were not well suited for transporting crockery (think of those humps). So increasing quantities of the dishes and plates that held the meals of wealthy Persian Gulf merchants arrived by sea in Arab, Persian, and Indian ships.


It was a long and perilous journey. And some­times a ship just vanished, like a plane off a radar screen.


Since time immemorial, ships have come to grief in the Gelasa Strait, a funnel-shaped passage between the small Indonesian islands of Bangka and Belitung, where turquoise waters conceal a maze of submerged rocks and reefs. Despite the dangers, sea cucumber divers were working the area a decade ago when, 51 feet down, they came across a coral block with ceramics embedded in it. They pulled several intact bowls from inside a large jar, took them ashore, and sold them.


The divers had stumbled upon the most impor­tant marine archaeological discovery ever made in Southeast Asia: a ninth-century Arab dhow filled with more than 60,000 handmade pieces of Tang dynasty gold, silver, and ceramics. The ship and its cargo, now referred to as the Belitung wreck, were like a time capsule of proof that Tang China, like China today, mass-produced trade goods and exported them by sea. Working in shifts until the monsoon stopped them, a team of divers retrieved the ancient artifacts.


The treasure—much of it, anyway—turned out to be the Tang equivalent of Fiestaware: so-called Changsha bowls, named after the Changsha kilns in Hunan where they were produced. Tall stoneware jars served as ninth-century shipping containers; each could hold more than a hundred nested bowls that might originally have been padded with rice straw, a sort of organic bubble wrap. Scholars already knew that such simple, functional tea bowls had been exported worldwide from the eighth to the tenth centuries: Shards of them had been found at sites as far afield as Indonesia and Persia. But few of the bowls had ever been found intact.



Fonte: Simon Worrall (Jul 2009). National Geographic: http://ngm.nationalgeographic.com/2009/06/tang-shipwreck/worrall-text


Fotos: Tony Law

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por noticiasdearqueologia às 21:48

Quinta-feira, 11.06.09

Âncora romana no mar do Algarve: ao largo de Armação de Pêra

Ao largo de Armação de Pêra Âncora romana no mar do Algarve Tem mais de dois metros de comprimento, pesa cerca de 300 quilos e, ao que tudo indica, tem mais de 2400 anos. Esta é a primeira radiografia ao cepo romano (âncora usada nas embarcações) descoberto recentemente ao largo de Armação de Pêra, Algarve. Em chumbo, o achado é considerado um dos maiores cepos romanos encontrados na costa portuguesa e comprova que navegaram ao largo da costa algarvia embarcações romanas de grande porte. O achado, do século IV a.C., foi descoberto pelos mergulhadores Nuno Penas e Mário Silva, da empresa algarvia Easydivers. Tudo aconteceu por acaso, quando testavam novos equipamentos de locomoção subaquática. Segundo explicou ao CM Nuno Penas, o artefacto milenar foi encontrado a "três milhas da costa e a vinte metros de profundidade numa zona de valioso recife, onde existem paredões com três e quatro metros de altura".


  O achado é considerado um dos maiores cepos romanos encontrados na costa portuguesa


Foi quando percorriam a parte superior do recife que, ao descaírem um pouco mais para sul, os mergulhadores se depararam com a âncora. As coordenadas foram enviadas para o Centro Nacional de Arqueologia Náutica e Subaquática e um arqueólogo deste organismo foi ao local e catalogou o achado. Ao que o CM apurou, o especialista ficou impressionado com a dimensão do objecto e também com as suas condições de conservação. Deverá ser retirado da água a curto prazo, através de uma embarcação própria para o efeito. Como o valioso artefacto foi encontrado por mergulhadores que operam a partir da marina de Albufeira, a intenção é ceder a âncora ao Museu Arqueológico de Albufeira.


Fonte: Pando Gomes (9 Jun 2009). Correio da Manhã:

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por noticiasdearqueologia às 20:13

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