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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

O Património é um bem comum... Preservá-lo só depende de cada um de nós...



Sábado, 23.05.09

Setúbal: Escavações mostram mosaicos dos séculos III e IV




Dois mosaicos dos séculos III e IV estão entre os achados arqueológicos das escavações efectuadas pelo Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal (MAEDS) no centro histórico da cidade.




"São achados arqueológicos que comprovam a importância económica da cidade de Setúbal naquela época", disse à Lusa Carlos Tavares da Silva, responsável pelas escavações do MAEDS, durante uma visita guiada a alguns dos locais onde foram encontrados vestígios arqueológicos da época romana e do período islâmico.


"A autarquia está a dar apoio ao nível do estudo e da conservação dos mosaicos da Rua António Joaquim Granjo. Foi a autarquia que alugou a casa para as escavações, estando prevista a musealização daquele espaço", acrescentou o arqueólogo do MAEDS.


Além do mosaico da Rua António Joaquim Granjo, e de outro semelhante numa casa particular da rua Arronches Junqueiro, as escavações do MAEDS, perto do Miradouro de São Sebastião, permitiram também descobrir um reservatório de água do século X (d.C.) - que fornecia água a Cetóbriga (Setúbal na época romana)- e um cemitério do período islâmico.





Filme: Lusa/SAPO: http://noticias.sapo.pt/infolocal/artigo/995337.html




Segundo Carlos Tavares da Silva, trata-se de uma "zona sepulcral em que o morto era colocado com as pernas ligeiramente flectidas e com a cara virada para Meca. O morto, como era característico do ritual islâmico, não tinha caixão nem espólio".


"Até agora recuperámos cinco esqueletos", disse o arqueólogo, adiantando que ainda só foi escavada uma pequena parte do antigo cemitério islâmico.


Durante a vista guiada aos dois mosaicos em casas particulares das ruas António Joaquim Granjo e Arronches Junqueiro, a directora do MAEDS, Joaquina Soares, salientou a importância da preservação dos vestígios "in situ", ou seja, nos locais onde foram encontrados.


Uma ideia corroborada pelo arqueólogo Carlos Tavares da Silva, que também sublinhou a importância da nova atitude dos proprietários de edifícios onde são encontrados vestígios histórico da cidade de Setúbal, que mostraram interesse na preservação daquele património arqueológico.


O percurso efectuado por dezenas de setubalenses interessados em conhecer o património histórico da cidade incluiu uma breve passagem pelas instalações musealizadas da antiga Região de Turismo Costa Azul, onde o chão de vidro permite observar um conjunto de tanques da época romana utilizados para a salga de peixe.


Trata-se de um exemplo dos muitos vestígios arqueológicos da baixa da cidade de Setúbal, que evidenciam a importância económica da antiga Cetóbriga, durante a ocupação romana, com base na produção e exportação de sal para outros países europeus.


Fonte: (19 Mai 2009). Diário de Notícias: http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/Interior.aspx?content_id=1237322





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por noticiasdearqueologia às 21:24

Sábado, 23.05.09

Painel descoberto no sítio de Vale do Mouro (Coriscada) regressa após trabalhos de restauro em Conímbriga

Carta Arqueológica do Na tarde de quinta-feira, os participantes no V Congresso de Arqueologia fizeram uma visita ao sítio de Vale do Mouro, na Coriscada, concelho de Mêda

 


Concelho apresentada em


Julho.



O painel com a imagem de Baco descoberto no sítio arqueológico de Vale do Mouro, na Coriscada, poderá ser apreciado na Mêda a partir de 18 de Julho, altura em que está prevista também a apresentação da Carta Arqueológica do Concelho.


 


No próximo mês de Julho deverá ser lançada a Carta Arqueológica do Concelho de Mêda. No mesmo mês regressará ao concelho o painel de mosaico policromático com a imagem de Deus Baco junto de uma Menade, descoberto no Verão de 2006 no sítio de Vale do Mouro, na freguesia de Coriscada, depois de ter sido objecto de restauro em Conímbriga.


O referido painel deverá chegar à Mêda em meados de Julho, onde ficará exposto algum tempo. O programa prevê ainda a exposição da relíquia nos museus do Côa e do Douro e nos Jerónimos.


O património arqueológico da região esteve em destaque durante quatro dias, entre 13 e 16 deste mês, no âmbito do V Congresso de Arqueologia do Interior Norte e Centro de Portugal, organizado pela Associação Cultural, Desportiva e Recreativa (ACDR) de Freixo de Numão (Vila Nova de Foz Côa) e pelo Parque Arqueológico do Vale do Côa (PAVC). O evento decorreu em diferentes concelhos do distrito da Guarda, nomeadamente em Pinhel (dia 13), Mêda (dia 14), Figueira de Castelo Rodrigo (dia 15) e Vila Nova de Foz Côa (dia 16), com a participação de cerca de uma centena e meia de pessoas, entre arqueólogos e outros investigadores e estudantes.


A directora do PAVC destaca a importância do evento, que, ano após anos, tem despertado o interesse de cada vez mais investigadores e estudantes. “É essencial que a investigação progrida, e o facto de serem editadas actas com regularidade é muito apelativo para os investigadores, porque eles precisam de ver o seu trabalho publicado. É assim que passa para a comunidade científica”, sublinha Alexandra Cerveira Lima.


 


Visita ao sítio arqueológico


O programa de quinta-feira, dia 14, do Congresso de Arqueologia incluiu uma visita ao sítio arqueológico de Vale do Mouro, depois de ter sido feito o ponto de situação da investigação de 2003 a 2008, por António Sá Coixão, Tony Silvino e Pedro Pereira, numa sessão realizada no auditório da Casa Municipal da Cultura de Mêda. No final, os participantes fizeram também uma visita ao pequeno espaço museológico instalado provisoriamente num edifício da Junta de Freguesia de Coriscada, onde pode ser apreciada a Exposição de Arqueologia “Os Romanos no Vale do Mouro”. Uma mostra que surgiu na sequência das diversas campanhas de escavação arqueológica realizadas no sítio do Vale do Mouro desde o ano de 2003. Os vestígios foram referenciados por elementos do Centro Sócio-Cultural (CSC) da Coriscada e, em 2003, começaram a ser realizadas campanhas de investigação no sítio por uma equipa de arqueólogos coordenada por António Sá Coixão e Tony Silvano.


Inicialmente com o apoio logístico do CSC da Coriscada e ACDR de Freixo de Numão, as campanhas já envolveram dezenas de investigadores, com a colaboração também da Junta de Freguesia local e o apoio financeiro da Câmara Municipal de Mêda. A descoberta de painéis de mosaico policromo no Verão de 2006, com a figuração do Deus Baco e de uma Menade, criou “uma quase situação de revolução no que se refere ao estudo do Mundo Rural Romano”. Já no último dia da campanha de 2007, um tesouro monetário de cerca de 4600 moedas, de finais do Século III/IV d.C., voltou a constituir motivo de surpresa. De resto, diz quem ali tem feito investigação que o sítio do Vale do Mouro surpreende ano após ano, sendo referência a nível regional e nacional. Duas das apostas futuras serão a musealização do sítio e a criação de um Museu na Coriscada.


 


Proposta de criação de cinco núcleos museológicos


Além da criação de um Museu na Coriscada, o arqueólogo António Sá Coixão propõe a criação de outros núcleos museológicos no concelho de Mêda. O projecto pensado pelo arqueólogo, já apresentado ao Município, inclui a criação de espaços nas freguesias de Barreira (ligado ao barro), Longroiva (Templários), Marialva e Mêda.


Fonte: Fátima Monteiro (20 Mai 2009). Jornal Nova Guarda: http://www.novaguarda.pt/noticia.asp?idEdicao=181&id=12023&idSeccao=2453&Action=noticia 




 



 

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por noticiasdearqueologia às 21:14

Sábado, 23.05.09

Mosaicos: Alter do Chão revela amanhã nova descoberta arqueológica




 



Um painel, no centro da vila, representando o último canto da 'Eneida' de Virgílio, vai ser desvendado amanhã, no dia do município de Alter do Chão.

Alter do Chão vai fazer amanhã a divulgação oficial do último espólio arqueológico romano descoberto mesmo no centro da localidade, cujos documentos mais significativos são os monumentais mosaicos encontrados em razoável estado de conservação. Com características únicas, representa o último canto da obra de Virgílio, a Eneida, e a sua datação aponta para o século IV d.C.

As intervenções arqueológicas realizadas nos últimos anos, cujos vestígios mais salientes agora se tornaram públicos, permitiram identificar um conjunto digno de nota de estruturas com características romanas que teriam sido, muito provavelmente, um conjunto habitacional bastante ampliado. O arqueólogo Jorge António, há vários anos a trabalhar no local, assinala que esse conjunto habitacional se poderá enquadrar entre os séculos II e IV d.C.

Alter do Chão revela amanhã nova descoberta arqueológica


Além dos mosaicos, foram descobertos objectos numismáticos, esculturas, cerâmica, quer doméstica (como por exemplo grandes recipientes destinados a conservação e transporte de alimentos) quer de construção, como telhas de vários modelos. Conforme referiu o arqueólogo, o processo de pesquisa arqueológica irá continuar, até porque os indícios já detectados apontam para uma maior extensão de um conjunto ainda submerso que pode ser desbravado.

Foi durante trabalhos de obras públicas nos anos 50 do século XX, que os vestígios começaram a ser descobertos, o que levou, em 1956, a uma intervenção de escavação, onde foi encontrado o primitivo balneário, as canalizações e mesmo os primeiros mosaicos com motivos geométricos. Era normal e vulgar, os habitantes locais encontrarem, há 20, 30 anos, "moedas antigas" quando andavam a pastar o seu próprio gado no local.

Entretanto têm sido escavados noutros locais do centro de Alter do Chão vestígios de períodos antigos, como uma necrópole tardo-antiga, cujos trabalhos não estão terminados. Vestígios localizados numa zona desabitada e em ruínas, mas que tem uma certa importância histórica, pois nela foram encontrados materiais que vão dos tempos romanos dos meados do século I DC até enterramentos que teriam sido consumados nos séculos VII-IX, ou seja quando aquele território já estaria sob ocupação árabe.

Um dos espólios descobertos diz respeito a uma placa funerária, cujo epitáfio se refere a uma senhora de nome Sentia Laurila, que viveu no século I d.C. e que foi encontrada à cabeceira de uma sepultura, cuja datação, por radiocarbono, de um dos ossos enterrados, o situa nos finais do século VIII, princípios do IX. Esta necrópole era cristã, mas a região, nessa altura, já estava sob a alçada moura, possivelmente com uma ocupação muito lassa, do ponto de vista administrativo.

De acordo com o estudo do epitáfio em que participaram o arqueólogo Jorge António e o catedrático José d`Encarnação, verifica-se que a mulher terá morridos aos 85 anos. Na placa, são identificados os seus herdeiros. Aqueles investigadores admitem que o nome Laurila tem ascendência indígena.




Fonte: Serafim Lobato (20 Mai 2009). Diário de Notícias: http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1237931




 

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por noticiasdearqueologia às 21:01

Sábado, 23.05.09

Alter do Chão: Circuito turístico vai integrar este património arqueológico




 




Amanhã, depois da inauguração, será colocada a questão: como preservar e dar relevo aos documentos arqueológicos expostos e, naturalmente, outros?

O Gabinete de Arqueologia da Câmara Municipal de Alter do Chão, pela voz de Jorge António, tem um projecto que denomina Via Hadriana para "recuperação, valorização e promoção histórico e arqueológico", visando "a criação de um circuito turístico integrado de visitas e animação cultural" no concelho.


Para aquele gabinete, "é indiscutivelmente um projecto bastante ambicioso, estruturante, de longo prazo e deve assumir-se como uma referência para todo o Norte alentejano". Ou seja, na sua especificação: "pretende-se a fruição pública imediata ao património a intervencionar, aos laboratórios de Arqueologia e Antropologia, às reservas e ao laboratório de conservação e restituo, apostando fortemente no aumento do fluxo turístico e na sensibilização dos visitantes e da população local para a importância do património do concelho".





Do ponto de vista do arqueólogo Jorge António, há nove anos a trabalhar em Alter do Chão,  os vestígios romanos encontrados em vários pontos desta localidade, bem como a existência ainda hoje de uma ponte autenticamente romana - talvez a única do país, conhecida como 'A Ponte de Vila Formosa', situada sobre a ribeira de Seda (monumento nacional desde 1910, mas a necessitar de urgentes trabalhos de manutenção que, caso não se façam rapidamente, podem vir a contribuir para a sua deterioração), levam a admitir que todo esse conjunto arqueológico edificado poderá ter uma correspondência com a antiga Abelterium, de origem romana, um tecido urbano já de certa dimensão, que tem levado os investigadores a prever que possa ter sido uma sede de civitas.


Um dado curioso, no entanto, é que até agora, nas escavações já empreendidas nesta, como noutras regiões vizinhas, também de grande dimensão, não tenham sido encontrados objectos de cariz militar.



Fonte: (20 Mai 2009). Diário de Notícias: http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/Interior.aspx?content_id=1238229




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por noticiasdearqueologia às 20:56


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