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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

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Quinta-feira, 14.05.09

Quatro museus em obras reabrem até final do ano

Quatro museus tutelados pelo Ministério da Cultura que se encontram em obras vão abrir portas ao público até ao final de 2009, revelou à Lusa o director do Instituto dos Museus e da Conservação (IMC).



Manuel Bairrão Oleiro falava a propósito do Dia Internacional dos Museus, que se celebra na segunda-feira em quase uma centena destes espaços por todo o país, com mais de 500 iniciativas.


Questionado sobre o ponto da situação das obras em curso no conjunto dos museus nacionais, o responsável indicou que o Museu Nacional Machado de Castro (Coimbra) - com o criptopórtico actualmente aberto ao público - irá reabrir totalmente até final de 2009. O projecto de requalificação e ampliação deste espaço museológico e arqueológico - cujo acervo é essencialmente constituído pelos bens de extintas casas religiosas da região de Coimbra, com colecções de escultura, pintura, cerâmica e têxteis é da autoria do arquitecto Gonçalo Byrne.


Manuel Bairrão Oleiro indicou ainda que o Museu de Évora, instalado no antigo Paço Episcopal, edificado no século XVII, tem "reabertura parcial prevista até Julho, e total até ao final de 2009". Criado em 1915, o Museu de Évora possui um espólio composto por uma colecção organizada pelo arcebispo D. Frei Manuel do Cenáculo, que engloba desde arqueologia romana, escultura medieval e renascentista, escultura romântica e pintura portuguesa antiga.


Outro espaço a reabir brevemente é o Museu da Terra de Miranda, em Miranda do Douro (distrito de Bragança), dedicado ao património, tradição e cultura da região (vinicultura e caça).


Por fim, está também prevista a abertura até final deste ano do Museu Etnográfico e Arqueológico Dr. Joaquim Manso, na Nazaré, num edifício construído de raíz projectado por Siza Vieira.




Fonte: (13 Mai 2009). Diário de Notícias: http://dn.sapo.pt/inicio/artes/Interior.aspx?content_id=1230320

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por noticiasdearqueologia às 23:01

Quinta-feira, 14.05.09

Descoberta Vénus pré-histórica




Arqueólogos alemães descobriram na região do Danúbio-Alb (Sul) a mais antiga estatueta conhecida de uma figura humana, uma vénus com seios e vulva desproporcionados, talhada em marfim de mamute há cerca de 40.000 anos.


Descoberta a mais antiga estatueta da figura humana




O achado causou sensação, porquanto lança uma nova luz sobre as primeiras expressões artísticas do homem primitivo na Europa e presumivelmente no mundo, informou Nicholas Conard, professor de arqueologia da Universidade de Tubinga e responsável das escavações.





A figura, de apenas seis centímentros, foi encontrada em Setembro de 2008 durante escavações numa gruta de Hohle Fels, perto da localidade de Scheklingen, no estado alemão de Baden-Württemberg, mas a descoberta foi mantida em segredo até agora.


"Ficámos sem fala ao vê-la", confessou Conard, ao apresentar pela primeira vez em público a figura, que descreveu como "uma peça cheia de energia e muito expressiva".


O colega de Conard nas escavações, Pau Mellars, escreve num artigo a publicar quinta-feira pela revista científica "Nature" que a nova Vénus é quase pornográfica à luz dos valores estéticos e morais da actualidade.


Quando foi achada, a cerca de 20 metros da abertura da gruta, a vénus, que será exposta a partir de Setembro no Kunstgebäude de Estugarda, estava partida em seis pedaços e faltam-lhe o braço e o ombro esquerdos, que os arqueólogos alemães estão esperançados em encontrar.


Talhada com grande pormenor, a figura tem os órgãos genitais muito marcados, com seios e vulva de um tamanho desproporcionado, em contraste com a pequenez dos braços, pernas e cabeça, acabados com menos esmero.


Os arqueólogos não duvidam de que a nova vénus europeia é uma representação artística da fertilidade e que pode ter sido objecto de algum tipo de culto ou ritual.


Na gruta de Hohle Fels foram descobertos nos últimos 100 anos 25 figuras talhadas em marfim, quase todas representando animais, e também uma flauta, considerada o instrumento musical mais antigo do mundo.


A nova vénus confirma que o homem pré-histórico talhava, não apenas figuras de animais, mas também humanas, no princípio do período aurignaciense, algo que apanhou de surpresa a equipa arqueológica alemã.


Nicholas Conard não exclui a possibilidade de, na região, ter vivido há 40.000 anos o primeiro grupo humano com uma cultura própria.



Fonte: (14 Mai 2009). Diário de Notícias: http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/Interior.aspx?content_id=1231886




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por noticiasdearqueologia às 22:51


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