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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

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Domingo, 26.04.09

Ponta da Passadeira é sítio pré-histórico - Setúbal

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A SIMARSUL, empresa do Grupo Águas de Portugal, concessionária da gestão e exploração do Sistema Multimunicipal de Saneamento de Águas Residuais da Península de Setúbal, celebrou, em Setúbal, com o Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal (MAEDS), um protocolo de colaboração que viabiliza a conclusão do estudo monográfico do sítio arqueológico pré-histórico da Ponta da Passadeira, localizado no Lavradio, Barreiro, e cujo projecto de investigação, pluridisciplinar, tem sido levado a cabo pelo MAEDS.

No âmbito do protocolo de cooperação, para a valorização científica e cultural do património arqueológico, serão realizados estudos de caracterização do bosque neolítico, actualmente submerso, e estudos ceramológicos, que conduzirão à publicação de uma monografia sobre o sítio Pré-histórico da Ponta da Passadeira e à realização de um colóquio internacional sobre Pré-história Europeia das Zonas Ribeirinhas.

A SIMARSUL, responsável pela construção da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Barreiro/Moita, localizada na área de influência do sítio arqueológico da Ponta da Passadeira, reconhece a importância cultural desse património histórico da Península de Setúbal, manifestando, desta forma e no âmbito da sua assumida conduta de responsabilidade social, o seu contributo para a sua preservação.

 


Fonte: (23 Abr 2009). Distrito,on line: http://www.distritonline.pt/seccoes.php?nid=3005


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por noticiasdearqueologia às 22:01

Domingo, 26.04.09

Setúbal: Ossadas de 45 mulheres no antigo Recolhimento da Anunciada




 


As escavações arqueológicas iniciadas no passado mês de Janeiro no antigo Recolhimento da Anunciada que abrigava órfãs, viúvas e meretrizes, permitiram descobrir as ossadas de pelo menos 45 mulheres (recolhidas), anunciou a Câmara de Setúbal, escreve a Lusa.


 «Estamos a proceder à exumação dos 45 corpos de mulheres, entre os 18 e os 70 anos, que foram enterrados com muita dignidade e respeito, entre 1736 e 1836/37, nas quatro alas do claustro», disse a antropóloga Natalie Antunes Ferreira, durante uma visita às escavações no antigo edifício.


 


Mulheres desprotegidas socialmente»


«A maior parte das mulheres tem grinaldas de flores e véus, anéis, moedas. E nota-se que a indumentária foi cuidada e dispendiosa, o que não condiz com a condição de mulheres desprotegidas socialmente», acrescentou.


Natalie Ferreira salientou ainda o facto de as ossadas encontradas pertencerem a mulheres órfãs, viúvas, mendigas e meretrizes, que foram tratadas com grande dignidade quando morreram, situação que, disse, «era pouco comum para pessoas desprotegidas».


Segundo a Câmara de Setúbal, o Recolhimento da Anunciada foi criado em 1745 com o objectivo de acolher as mulheres mais desfavorecidas do bairro de Troino, designadamente órfãs e viúvas de pescadores perdidos no mar, numa época em que tinham um estatuto social diminuído, sendo duplamente oprimidas, tanto pela pobreza, como por serem mulheres.


 


Reconvertidas para casarem com colonos


Tanto quanto se sabe, os Recolhimentos também acolhiam prostitutas e outras mulheres de grupos marginais, de modo a serem reconvertidas e enviadas para os vários territórios do império, para aí casarem com colonos.


De acordo com a documentação distribuída pela autarquia, o Recolhimento da Anunciada tem um «modelo arquitectónico inspirado na arquitectura conventual de raiz beneditino cisterciense, com o típico claustro, refeitório comum, capela, sala do capítulo e cozinha, existindo, também, um dormitório colectivo e pequenas casas independentes onde a recolhidas pernoitavam».


A descoberta arqueológica no antigo Recolhimento da Anunciada, na Avenida Luísa Todi, foi anunciada quinta-feira durante uma visita da presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira.


Fonte: (13 Mar 2009). IOL Diário: http://diario.iol.pt/sociedade/setubal-escavacoes-ossadas-mulheres-recolhimento-da-anunciada-escavacoes-arqueologicas/1049305-4071.html

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por noticiasdearqueologia às 21:51

Domingo, 26.04.09

Arqueólogos portugueses escavam na Síria


Projecto pioneiro estuda período helenístico



Uma equipa de arqueólogos da Universidade de Coimbra (UC) está a realizar escavações na Síria sobre o período helenístico, cujos resultados serão pioneiros a nível mundial, por pouco se saber sobre essa época, refere a Lusa.





 


A actividade da equipa desenvolve-se desde o início de Abril na antiga cidade de Nabada, actual Tell Beydar, na fronteira com o Iraque e a Turquia, e onde pela primeira vez aparece a escrita na Alta Mesopotâmia, no terceiro milénio antes de Cristo (A.C.).

«O interessante desta investigação é que ela é inédita a nível mundial. Não se conhece praticamente nada sobre o período helenístico nestas cidades no terceiro milénio na Alta Mesopotâmia», declarou Conceição Lopes, directora da equipa de arqueólogos e professora na UC.


Trata-se de uma investigação ainda no início, mas «muito promissora», que vai desafiar a equipa «a lançar bases, a definir coisas que serão pioneiras em termos mundiais», designadamente a fazer a tipologia dos edifícios.


Conceição Lopes realça que cidades do terceiro milénio são tão importantes que as equipas internacionais têm-se interessado fundamentalmente pelo terceiro milénio, sobre o início da escrita, da civilização, da revolução urbana, não apostando no período helenístico.


 


Investigam na antiga cidade de Nabada


Os arqueólogos portugueses ocupam-se de escavar um grande edifício, que ainda não se sabe o que é, na antiga cidade de Nabada, sobre a qual se conhecem 30 hectares, e que teve uma ocupação entre 2.900 A.C. até pelo menos à época romana.


Convivem no campo arqueológico com equipas de outros países europeus, de Itália, Bélgica ou Alemanha, que investigam o terceiro milénio, e a escassos quilómetros onde pesquisou, no primeiro quartel do século XX, o arqueólogo Max Mallowan, marido da mestre da literatura do crime Agatha Cristie.


 


Equipa consituída por alunos de mestrado de Coimbra


A equipa é constituída por Ricardo Cabral (responsável no campo), e André Tomé, ambos já doutorandos na universidade holandesa de Leiden, e ainda por Ana Meireles e Tiago Costa, estes alunos de mestrado em Coimbra.


Trata-se de uma equipa que, além escavar, está a produzir ciência, pois do trabalho dela numa região considerada o berço da civilização resultarão teses de doutoramento e de pós-doutoramento. No termo do projecto de cinco anos serão ainda apresentadas publicações sobre os resultados.


O período de campanha arqueológica, que se iniciou este mês desenrola-se até finais de Maio, retornando a equipa em Setembro para estudos dos materiais recolhidos, especialmente de cerâmicas, e para prospecções em outros locais.


A equipa portuguesa é financiada pela Universidade de Coimbra e pela Fundação da Ciência e Tecnologia, mas o desejo é angariar um mecenas que possibilite o seu alargamento e até a ampliação do âmbito dos estudos, revelou Conceição Lopes.




Fonte: (26 Abr 2009). IOL DIário: http://diario.iol.pt/ambiente/siria-arqueologia-coimbra-escavacoes-ambiente-tvi24/1059627-4070.html

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por noticiasdearqueologia às 21:45

Domingo, 26.04.09

Vestígios de villa romana podem estar em risco com PIN dos Palmares

Os trabalhos de terraplanagem para a execução do Projecto de Potencial Interesse Nacional (PIN) do Palmares Resort, junto à Meia Praia e à Ria de Alvor, deixou a descoberto alguns vestígios arqueológicos, que poderão indicar a existência de uma villa romana no local.


No entanto, António Pinto Coelho, director de projectos do grupo Onyria, promotor do resort, garantiu ao «barlavento» que a informação não tem fundamento, «devendo tratar-se claramente de um equívoco».


Foto

Fundo de ânfora na zona em obras no resort dos Palmares, na Meia Praia




O alerta partiu de João Velhinho, investigador de arqueologia, que até já enviou uma denúncia ao director regional de Cultura do Algarve Gonçalo Couceiro.

Em declarações ao «barlavento», o investigador explicou que, apesar de duas estruturas, que poderão ter sido uma «casa romana e um forno», ainda não terem sido danificadas na sua totalidade com as movimentações de terra, na semana passada já eram visíveis «vestígios de cerâmica em terra sigilata, vidros e bocados de ânforas», que podem ter sido partidas pelas máquinas. A reportagem do «barlavento» constatou isso mesmo no local.

Aquelas duas estruturas poderão, contudo, nem correr perigo, visto que António Pinto Coelho garante que, nessa zona, junto ao acesso para o molhe poente da Ria de Alvor, no Vale de Lama, não está prevista uma intervenção.

O local situa-se «entre a linha de caminho de ferro e a Ria de Alvor, sendo considerada no PUMP [Plano de Urbanização Meia Praia] como área natural, a qual não é passível de transformação», justificou o director do projecto.

No entanto, segundo João Velhinho, já terá sido destruído, a Norte do caminho de ferro, o que poderá ter sido um tanque de um impluvium, a zona central de uma casa romana onde era recolhida a água da chuva. É também aí que se encontra o maior volume de vestígios da cerâmica em terra sigilata e de ânforas partidas.

O investigador supõe, através dos vestígios visíveis à superfície do terreno, que a villa romana teria tido «uma certa importância, até porque há cerâmica em terra sigilata, que era fina e importada. Justificava a qualidade da vida de um senhor que tinha posses». E a quantidade de fragmentos daquele material é enorme.

António Pinto Coelho garantiu que «o único sítio arqueológico existente em Palmares e constante do relatório do Plano de Urbanização da Meia Praia é o sítio de Sete Figueiras 1, relativamente ao qual foram tomadas as medidas de delimitação e de defesa previstas na lei. Durante a execução dos trabalhos, não foram encontrados quaisquer vestígios arqueológicos». E garante, se tivessem sido encontrados, as obras teriam que parar.

No entanto, João Velhinho assegura existir «um levantamento arqueológico» com dados sobre essa villa romana, tendo a autora informado a administração do resort já há alguns anos.

As estruturas podem mesmo ter sido de uma villa ou quinta romana, com actividades industriais, como a produção do garum (pasta de peixe) e de ânforas para a exportar. Mais a Norte, poderá ainda ter existido uma necrópole.

O certo é que, quer tenha fundamento ou não, sem as escavações e sem o acompanhamento de um arqueólogo na obra, não será possível ter certezas.

E João Velhinho estranha que, numa zona onde têm surgido frequentemente importantes vestígios arqueológicos, não tenha sido feita uma campanha de prospecções antes do início de quaisquer obras.

O Palmares Resort é um projecto PIN, que ascende aos 300 milhões de euros de investimento, implantado em 200 hectares, com um hotel de cinco estrelas, spa, 450 moradias e apartamentos turísticos, onde se prevê ainda a ampliação do campo de golfe de 18 para 27 buracos.


Fonte: Ana Sofia Varela (25 Abr 2009): O Bralavento, on line: http://www.barlavento.online.pt/index.php/noticia?id=32505

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por noticiasdearqueologia às 21:35


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