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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

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Quinta-feira, 26.03.09

Opositores do projecto dos Coches querem museu para Arqueologia

O investimento pode ser feito na requalificação dos museus do

Ministério da Cultura ou num edifício de raiz para o MNA, defende a

plataforma PPCult

A construção de um novo museu de Arqueologia seria uma alternativa ao

projecto de um novo Museu dos Coches, em Belém, Lisboa, defende a

Plataforma pelo Património Cultural (PPCult) numa carta aberta ontem

divulgada.

A posição da PPCult surge em resposta a uma carta tornada pública na

segunda-feira em defesa do projecto para os Coches, da autoria do

arquitecto brasileiro Paulo Mendes da Rocha, e assinada por duas

centenas de personalidades, com destaque para os arquitectos Siza

Vieira, Gonçalo Byrne, Eduardo Souto de Moura e Carrilho da Graça.

"Em nosso entender, o abandono da intenção de construção de um novo

Museu dos Coches, ou a reprogramação do projecto já existente, não

deve conduzir à paralisia, muito menos ao desperdício de verbas

existentes para o efeito", escrevem os responsáveis do PPCult, entre

os quais Luís Raposo, presidente da Comissão Nacional Portuguesa do

Conselho Internacional de Museus (ICOM) e director do MNA, João Neto,

presidente da Associação Portuguesa de Museologia (APOM), e José

Aguiar, presidente da comissão nacional portuguesa do Conselho

Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS).

Defendem, por isso, a "discussão de uma alternativa de investimento"

do capital disponível para o novo Museu dos Coches. Respondendo

directamente aos arquitectos signatários da carta, o PPCult diz: "O

vosso cavalo de batalha é um projecto de arquitectura e um

arquitecto", sublinhando que nada têm contra o projecto ou contra

Paulo Mendes da Rocha. "Move-nos a exigência de uma política de

património e museus democrática e esclarecida", afirmam.

Questionam, nomeadamente, que o novo edifício permita atingir o

objectivo de aumentar para um milhão o número de visitantes do Museu

dos Coches. É uma afirmação que, dizem, "vale tanto como a que foi

feita em tempos de que o futuro Museu do Côa teria mais visitantes do

que a Torre de Belém".

Além disso, acrescentam, "encerrar este museu num ambiente

arquitectónico contemporâneo cheio de efeitos de som e imagem pode

retirar-lhe a alma que lhe confere sucesso". E afirmam que quando

parte dele foi transferido para o recinto da Expo-98 "teve muito menos

visitantes do que no seu espaço próprio".

Não excluindo que o investimento seja feito num novo museu de raiz -

defendendo nesse caso que fosse o MNA -, o PPCult admite, contudo,

outra alternativa: "A requalificação extremamente necessária de alguns

museus do Ministério da Cultura situados em Lisboa", citando os casos

de Arqueologia, Arte Contemporânea/Chiado, Arte Antiga, Azulejo ou

Música.

Os responsáveis da plataforma dizem-se convictos da possibilidade de

"discutir serenamente" o assunto com os signatários da carta em defesa

do projecto dos Coches.

Fonte: Alexandra Prado Coelho (25.03.2009). Público.

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por noticiasdearqueologia às 21:11

Quinta-feira, 26.03.09

Arquitectos e artistas em defesa do Museu dos Coches

Duas centenas de personalidades da área da cultura, como actores,

músicos, artistas plásticos, mas onde sobressaem os nomes dos

arquitectos Siza Vieira, Gonçalo Byrne, Eduardo Souto Moura e Carrilho

da Graça, subscreveram uma carta em defesa do novo projecto para o

Museu dos Coches, em Lisboa. O documento vai ser entregue, ainda esta

semana, ao primeiro-ministro e, posteriormente, colocado on-line.

A iniciativa, diz a agência noticiosa Lusa, partiu dos arquitectos

João Belo Rodeia e Ana Tostões (actuais presidente e vice-presidente

da Ordem dos Arquitectos, mas que aqui se manifestam a título

individual). E defende, ainda segundo a Lusa, que o projecto de Paulo

Mendes da Rocha "qualifica a zona ribeirinha lisboeta e se insere nos

objectivos do Instituto de Turismo de Portugal, para que o museu passe

dos actuais 200 mil visitantes para um milhão".

Também em favor do avanço do novo museu - que deverá ser inaugurado em

Outubro do próximo ano, no âmbito do centenário da República - está a

"luz verde" do Conselho Consultivo do Património do Igespar (Instituto

de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico), anunciado no

passado dia 10. "Houve parecer positivo, mas com uma recomendação para

se ter cuidado com o arranjo dos espaços públicos, isto é, a área

envolvente", disse à Lusa Elísio Summavielle, director do instituto.

Quem continua a não estar de acordo com a construção do novo museu, no

lugar e nos timings indicados, é Luís Raposo, director do Museu

Nacional de Arqueologia e subscritor do movimento de contestação já

lançado, também on-line, pelo Fórum Cidadania Lx - e que ontem à tarde

contava mais de 2200 assinaturas.

Na qualidade de presidente da representação portuguesa do ICOM

(Conselho Internacional dos Museus), Luís Raposo disse ontem ao

PÚBLICO estranhar o teor da petição dos arquitectos e artistas agora

vinda a lume. "Não está em causa nem a escolha do arquitecto

brasileiro Paulo Mendes da Rocha, nem a qualidade do seu projecto" -

diz aquele responsável -, mas antes o avanço de uma obra desta

dimensão e ambição "sem a prévia discussão democrática" que ela

mereceria. O Fórum Cidadania Lx, que na semana passada promoveu uma

manifestação de protesto, em Belém, contra o início da demolição dos

edifícios para onde está prevista a construção do novo museu, promete

para hoje também uma tomada de posição pública sobre a petição dos

arquitectos e artistas.

Fonte:  Sérgio C. Andrade (24 Mar 2009). Público.

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por noticiasdearqueologia às 20:54


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