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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

O Património é um bem comum... Preservá-lo só depende de cada um de nós...



Sexta-feira, 27.02.09

PJ identifica suspeito de escavações arqueológicas ilegais em Chaves e Valpaços


Um ex-emigrante de 58 anos foi constituído arguido pela suspeita de escavação, recolha e guarda ilegal de achados arqueológicos em locais de povoamento antigo nas zonas de Chaves e Valpaços, anunciou hoje a Policia Judiciária.


Através da Directoria do Norte, a PJ identificou o suspeito pela presumível actividade continuada das referidas escavações de vários tipos de achados arqueológicos, das épocas romana e medieval.


As autoridades apreenderam de um total de 113 artefactos e fragmentos, de entre os quais moedas e objectos metálicos, em barro e em granito, bem como de dois detectores de metais que terão sido utilizados nessa actividade.


Fonte: (16 Fev 2009). Lusa/SOL.


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por noticiasdearqueologia às 22:34

Sexta-feira, 27.02.09

Salteadores destruíram o mais importante povoado da Idade do Bronze em Évora

A pilhagem de objectos de ouro, prata ou bronze, para colocação no mercado ilícito

de antiguidades, tem sido feita de forma sistemática com recurso a detectores de metais

Um grave atentado contra o património arqueológico da Coroa do Frade, no concelho de Évora, mais precisamente na freguesia de Nossa Senhora da Tourega, foi o resultado de uma pilhagem metódica efectuada por detectoristas, indivíduos munidos de detectores de metais. Estes infractores têm, habitualmente, como único objectivo a recolha ilegal de artefactos em ouro, prata, cobre, bronze ou ferro, para futura venda a mercados ilícitos de antiguidades ou directamente aos coleccionadores privados.

De acordo com Maria Manuela Oliveira, directora do Departamento do Centro Histórico, Património e Cultura da Câmara Municipal de Évora, neste sítio arqueológico, o maior e mais importante povoado de Bronze Final, fortificado, no concelho, foram contabilizadas centenas de "covas" criminosas, muitas delas abertas até ao substrato geológico.

Segundo os técnicos que se depararam com esta situação, o arqueólogo Mário de Carvalho e o historiador de património João Santos, "pelo carácter destrutivo e sistemático das acções, poderá ter sido invalidada a realização de futuros projectos de investigação que visem a escavação arqueológica e estudo deste sítio arqueológico". Na opinião destes especialistas, o saque condicionou de "forma irreversível e dramática" uma grande parte da informação arqueológica, estratigráfica e paleoambiental.



Descoberto nos anos 50


Ocupado durante o final da Idade do Bronze e inícios da 1.ª Idade do Ferro (do sec. X a.C. ao séc. VIII a.C.), o sítio foi descoberto nos finais dos anos 50, mais concretamente em 1957, por José Ventura Fernandes. Inicialmente identificado como sendo do período de transição entre o Neolítico e o Calcolítico, foi, após as escavações, que se revelaram bastante frutíferas, caracterizado como sendo final da Idade do Bronze e inícios da Idade do Ferro. As pesquisas decorreram entre Agosto e Setembro de 1971, e numa segunda fase em Abril de 1972, sob a direcção do arqueólogo José Morais Arnaud, tendo os materiais provenientes dos trabalhos sido depositados no Museu Regional de Évora.

De acordo com o arqueólogo Mário de Carvalho, o espólio recolhido até então pode ser classificado como "típico" dentro do panorama histórico-cultural regional dos períodos históricos referidos, sendo de salientar "as decorações cerâmicas que variam entre losangos e linhas paralelas, uma fíbula de dupla mola e um fragmento de um molde que se destinava à produção de instrumentos em bronze e pedra lascada sobre quartzo".



Queixas à PJ e GNR

A responsável pelo Departamento do Centro Histórico afiançou que o sucedido foi já comunicado à entidade competente, Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar), que, por sua vez, apresentará queixa à Polícia Judiciária e à Guarda Nacional Republicana. Entretanto, os técnicos da autarquia eborense vão proceder à realização de novas sondagens de diagnóstico, com o objectivo de determinar a verdadeira natureza e extensão dos danos provocados, tendo, contudo, já "procedido a uma exaustiva recolha do material arqueológico classificável que, pelo seu baixo valor comercial, nomeadamente cerâmica e material lítico, foi abandonado pelos transgressores no local".

A utilização de detectores de metais é um método ilegal, tanto no território nacional como na maioria dos restantes países da União Europeia, segundo a Lei nº 121/99, podendo a sua prática ser punida com pena de prisão até três anos, ou com pena de multa até 360 dias, segundo o artigo 103.º da Lei de Bases do Património.


 

Carta Arqueológica do concelho de Évora.

A descoberta do saque do património arqueológico no sítio da Coroa do Frade decorreu durante os trabalhos de prospecção, que se resumiam à recolha de material fotográfico, tanto do sítio arqueológico, como da sua envolvente paisagística, no âmbito da realização da Carta Arqueológica do concelho de Évora que está a ser produzida.

De acordo com o arqueólogo e técnico da autarquia, Mário de Carvalho, uma vez publicado este documento "será único e de referência, dentro do contexto nacional, uma vez que se trata do concelho com maior numero de sítios arqueológicos de grande interesse identificados, em todo o território nacional".

"São cerca de 2200 os locais, até ao momento já identificados pelos arqueólogos no concelho de Évora, sendo que muitos deles são inéditos, dos mais variados tipos, cronologias e implantações", observa ainda o arqueólogo Mário de Carvalho.

A publicação desta Carta Arqueológica do concelho de Évora, que segundo os técnicos está agendada para ocorrer entre finais de 2009 e inícios de 2010, "revelará um importante testemunho do património arqueológico identificado neste concelho de Évora", sublinhou o mesmo responsável. M.A.Z.


Fonte: Maria Antónia Zacarias (06 Fev 2009). Público. 

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por noticiasdearqueologia às 22:26

Sexta-feira, 27.02.09

A-21 revela importante ocupação com sete mil anos

Os arqueólogos que estudaram o solo onde foi construída a auto-estrada 

A21, Ericeira/Mafra/Malveira, afirmam ter encontrado uma das maiores 

concentrações de fornos de argila (110) existentes na Europa, do 

período do neolítico.

"Este conjunto de 110 fornos do neolítico corresponde a uma das 

maiores concentrações de fornos existentes em território europeu", 

afirmou hoje Ana Catarina Sousa, arqueóloga responsável pelas 

escavações.

"Além da quantidade de fornos do neolítico, encontrámos mais um forno 

romano, outro da Idade Média e da Idade Moderna, o que significa que o 

Homem ocupou este território e com uma mesma estratégia: a exploração 

de argila", acrescentou Ana Sousa que também pertence ao gabinete de 

arqueologia da Câmara de Mafra.

Uma amostra constituída por quatro fornos vai integrar uma exposição 

onde serão exibidas algumas das 33 mil peças recolhidas nos trabalhos 

arqueológicos decorrentes da construção da auto-estrada.

A exposição vai ser aberta ao público amanhã no complexo cultural 

Quinta da Raposa, em Mafra.

Segundo a arqueóloga, foram também identificados "um conjunto de 

materiais de natureza excepcional da Idade do Bronze, salientando-se 

um conjunto de 44 contas de colar em âmbar, conjunto esse que é 

superior a todas as contas encontradas até hoje em Portugal".

Ana Cristina Sousa destacou ainda que foram estudados 26 sítios "mais 

do que um por cada quilómetro construído" e que as peças datam de 

vários períodos desde o neolítico, calcolítico, idade do bronze, 

período romano, antiguidade tardia, medieval islâmico e idade moderna.

"Encontrámos também fornos de cal dos séculos XVII e XVIII 

contemporâneos da construção do Palácio de Mafra", adiantou.

A via, de 18 quilómetros, foi construída entre 2004 e 2008. A 

construção da auto-estrada permitiu, através do acompanhamento 

arqueológico de todas as etapas da obra, "fazer uma autêntica operação 

de pesquisa histórica da ocupação humana do concelho de Mafra", 

concluiu.

Além da exposição, o gabinete preparou um programa de sessões 

pedagógicas denominado "Arqueologia às escuras". Nestas actividades, 

programadas para 14 de Março, 28 de Março e 18 de Abril, os 

participantes poderão manusear réplicas dos artefactos mais 

significativos de cada período cronológico, permitindo também ao 

público invisual sentir os objectos, conhecer a sua forma, peso, 

cheiro e os associar ao período respeitante.


Fonte: (11 Fev 2009). Lusa.


Notícia relacionada: http://www.oesteonline.pt/noticias/noticia.asp?nid=20858

 

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por noticiasdearqueologia às 22:21

Quarta-feira, 25.02.09

COIMBRA: Igespar autoriza parque de estacionamento sobre vestígios de convento medieval


Achados do Convento de S. Domingos foram descobertos há um ano no centro de Coimbra mas instituto defende que não têm condições para ser preservados. Especialistas contestam


 


Foi um dos primeiros grandes conventos da Ordem Dominicana em Portugal mas a sua localização exacta na cidade de Coimbra só foi confirmada há cerca de um ano, com o início da construção de um estacionamento subterrâneo. A obra, que pôs a descoberto os primeiros vestígios do antigo Convento de S. Domingos, datado do séc. XIII, teve que parar mas agora, depois de vários meses de escavações arqueológicas, o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar) decidiu que os achados não têm condições para ser preservados e deu luz verde ao desmantelamento. A decisão é, porém, questionada por professores universitários e investigadores.

O valor da descoberta arqueológica é reconhecido pelo próprio Igespar, não só por causa da relevância patrimonial dos vestígios mas também pelo que podem dizer sobre a história da cidade no período medieval. O problema, sustenta o subdirector do Igespar, João Cunha Ribeiro, são as "condições e o contexto" em que os vestígios se encontram: a "oito metros de profundidade", "abaixo do nível freático do rio Mondego" e numa zona central da cidade com "diversos edifícios já construídos".


"Chegou-se a um ponto em que não era possível continuar. Uma intervenção de preservação daqueles vestígios seria despropositada pelos riscos e custos que implicaria. E, portanto, face a estas condições, entendemos que era necessário tomar uma decisão. Deu-se autorização para a obra continuar", afirma o responsável pela área de arqueologia do Igespar.



Medidas "insuficientes"


Por ordem deste instituto, os vestígios arqueológicos serão alvo de um registo científico antes de serem desmantelados e várias amostras dos sedimentos que envolvem os achados vão ser preservadas para análises laboratoriais. Medidas "insuficientes", na opinião de Maria de Lurdes Craveiro, professora do Instituto de História da Arte da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (UC), que defende que "uma parte da cidade e da sua história vai-se perder por causa de um parque de estacionamento". 


"Lamento profundamente esta decisão. Estes achados são importantes não apenas por que se trata de um convento medieval mas pelo facto de contarem uma parte importante da história de Coimbra", diz.

Maria Conceição Lopes, docente no Instituto de Arqueologia da UC, reconhece que a escavação arqueológica exigiria "meios logísticos e financeiros muito grandes" que precisam de ser "bem avaliados", mas sustenta que o "debate prévio" que deveria existir é se a cidade precisa de "mais um parque de estacionamento numa zona em que já existem vários". Devido à "importância dos achados", João Cunha Ribeiro revela que, no decorrer do processo, foi avaliada a possibilidade de os vestígios serem classificados, uma hipótese que não mereceu concordância da Direcção Regional de Cultura do Centro e que o próprio Igespar considerou "despropositada" pelos riscos e custos que implicaria.


 


Contudo, defende Walter Rossa, docente no departamento de arquitectura da UC, a classificação dos vestígios "não era a única opção possível". Para este arquitecto, com uma tese de doutoramento sobre a evolução do espaço urbano de Coimbra, "valia a pena parar a obra durante mais tempo" para que os achados fossem "verdadeiramente estudados". Porém, para João Cunha Ribeiro, "não seria possível continuar a exploração arqueológica sem provocar impactos extraordinários na zona envolvente". "Provavelmente seria necessário abrir uma cratera no centro da cidade e demolir edifícios para pôr a descoberto estruturas como o claustro ou a igreja. Seria do domínio do absurdo." 


 


Um grande convento que foi invadido pelo Mondego


Situado debaixo da Avenida Fernão Magalhães e dos edifícios ali construídos nos sécs. XIX e XX, o estado de conservação do Convento de S. Domingos é uma incógnita. Mas quanto à relevância do conjunto, Saul Gomes, historiador na Universidade de Coimbra, que publicou uma planta do convento datada do séc. XVI, garante que se está perante um "exemplo maior da presença dominicana em Portugal".

"Não só pela sua dimensão física mas também pelo dinamismo cultural. Foi o lugar onde, durante muitos anos, era feita a formação da elite dominicana em Portugal."


Maria de Lurdes Craveiro, docente do Instituto de História da Arte, em Coimbra, já visitou o local e diz que as estruturas visíveis parecem constituir "uma das alas contíguas ao claustro do convento". De acordo com as plantas conhecidas, a igreja estará alguns metros a sul, debaixo de vários edifícios e, porventura, da Avenida Fernão Magalhães. "Mas nada foi ainda identificado com clareza", lamenta.


Devido à proximidade do Mondego e à invasão das águas, o convento foi abandonado no séc. XVI, tendo sido transferido para a Rua da Sofia, também no centro de Coimbra, onde hoje funciona um centro comercial.


S. Domingos não foi o único convento em Coimbra a ser invadido pelas águas do Mondego. Também o Convento de Santa Clara-a-Velha foi resgatado ao rio depois de uma intervenção iniciada em 1994 que durou vários anos e custou 7,5 milhões de euros.


Fonte: André Jegundo (23.02.2009). Público. 


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por noticiasdearqueologia às 23:06

Terça-feira, 24.02.09

Descobertas centenas de esqueletos em espaços verdes

 


 


Das Portas do Sol aos jardins da República, passando pelo Sá da Bandeira, os espaços verdes da cidade de Santarém estão transformados em estaleiros de obras e campos arqueológicos. No jardim das Portas do Sol, os arqueólogos puseram a descoberto uma cisterna romana do século I e outras estruturas ainda em estudo. "O jardim está a beneficiar de profundas obras de remodelação que irão permitir musealizar todo um conjunto de achados arqueológicos trazidos à luz do dia ao longo dos últimos 20 anos", explicou Ricardo Gonçalves, vereador das Obras Públicas na Câmara de Santarém. Segundo o autarca será o primeiro núcleo museológico da cidade e a principal sala de visitas para os turistas.

Além da cisterna, os arqueólogos foram ainda surpreendidos com a descoberta de 13 esqueletos humanos, numa necrópole do século XIII que estaria associada à antiga Ermida de S. Miguel, já desaparecida, ou à Igreja de Santa Maria da Alcáçova, fundada por D. Afonso Henriques e recentemente restaurada. A equipa de arqueologia do Instituto Politécnico de Tomar encontrou mais vestígios do período de ocupação islâmica, assim como materiais de tecelagem ou armas da Idade do Ferro.

"Os trabalhos nas Portas do Sol deverão ficar concluídos até ao Verão e incluem a instalação de um miradouro virtual e equipamentos multimedia interactivos num centro de interpretação, que permitirá aos visitantes compreenderem os vestígios arqueológicos e a evolução histórica do local, da Idade do Bronze, Idade do Ferro, períodos de ocupação romana e islâmica até à actualidade." As obras de requalificação do Jardim da República em Santarém também trouxeram à luz do dia outra grande necrópole, onde já foram descobertos cerca de 90 esqueletos humanos. O Jardim Sá da Bandeira também está em remodelação - toda a área será transformada no Passeio da Liberdade, que inclui um parque de estacionamento subterrâneo e uma zona verde. Junto ao Largo Cândido dos Reis, foram ainda encontradas 640 sepulturas naquele que é considerado o maior cemitério islâmico de Portugal.


 


 Fonte: (15 Fev 2009). Diário de Notícias: http://dn.sapo.pt/2009/02/15/cidades/descobertas_centenas_esqueletos_espa.html

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por noticiasdearqueologia às 00:04

Segunda-feira, 23.02.09

UNESCO E EGIPTO PLANEJAM CRIAR O 1º MUSEU SUBAQUÁTICO DO MUNDO

A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) está desenvolvendo junto com o governo do Egito um projeto para a construção do primeiro museu subaquático do mundo, na cidade mediterrânea de Alexandria.

    A ação tem o objetivo de divulgar a arqueologia submersa e o patrimônio cultural e histórico encontrados na costa da cidade, entre eles vestígios do palácio da rainha Cleópatra e do Farol de Alexandria.

    A Unesco ajudará o Egito, que será responsável pela obra, por meio de uma Comissão internacional para consultas científicas.

    O projeto inicial prevê que o museu terá áreas construídas na superfície e outras submersas, as quais permitirão que os visitantes observem as peças arqueológicas no fundo do mar.

Fonte: (04 Fev 2008). ANSA:  http://www.ansa.it/ansalatinabr/notizie/fdg/200902041230337784/200902041230337784.html

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por noticiasdearqueologia às 23:31

Domingo, 15.02.09

Necrópole medieval descoberta em Tomar pode ser a maior da Europa

As escavações abragem uma área total de 6.500 metros quadrados


As escavações que decorrem junto à Igreja de Santa Maria do Olival, em Tomar, deram a conhecer aquela que pode ser a maior necrópole da Europa, em número de enterramentos (3.400) e em área, disseram os arqueólogos que acompanham a obra.

Arlete Castanheira, responsável da Geoarque Lda., empresa contratada pelo consórcio MRG Lena/Abrantina, que ganhou a empreitada da construção da ponte do Flecheiro e arranjo da zona envolvente, um dos projectos inseridos no programa Polis de Tomar, disse à Lusa que, apesar de saberem, desde o início, que existia uma necrópole no local, ninguém "previa que fosse desta dimensão".



Desde o início dos trabalhos, em Novembro de 2007, foram encontrados cerca de 3.400 enterramentos, sendo que 40 por cento das sepulturas têm ainda ossários associados, afirmou à Lusa Elizabete Pereira, directora da escavação.

Pelo espólio encontrado junto às sepulturas (moedas, cerâmica, alfinetes para atar as mortalhas, pregos, contas, terços e alguns brincos e anéis), pensa estar-se perante uma necrópole moderna, com enterramentos feitos entre os séculos XIII e XVI, disse a arqueóloga, sublinhando que esta é uma escavação "com grande complexidade", uma vez que vários enterramentos aparecem sobrepostos.

"Trata-se da maior necrópole da Europa em número de indivíduos e em área", disse Arlete Castanheira, adiantando que as duas fases da escavação abrangem uma área total de 6.500 metros quadrados.




Todo o espólio osteológico recolhido está a ser encaminhado para a Universidade de Évora, que reúne condições para o manter em reserva, estando o espólio material à guarda do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR), adiantou.

A fase actual da escavação está a atingir um nível de vestígios romanos, tendo sido encontrada cerâmica fina e vidro, bem como algumas estruturas de divisões de pouca dimensão e fornos que poderiam destinar-se à cozedura da cerâmica, disse Elizabete Pereira. "Dá para saber que a área foi usada no período romano e depois como necrópole na Idade Média", disse.

Nas proximidades da igreja foram encontradas várias sepulturas estruturadas, que não foi possível associar a um estatuto social pois não apareceu espólio que sustente essa hipótese, afirmou Sérgio Pereira, também director de escavação.

Além dos relatórios mensais que vão dando conta do desenrolar dos trabalhos, a equipa de arqueólogos no terreno produzirá, quando terminar a intervenção, prevista para o final de Fevereiro, um relatório final, científico, já com o estudo dos materiais encontrados.

O presidente da Câmara Municipal de Tomar, Corvêlo de Sousa, disse à Lusa que a autarquia está a estudar a possibilidade de publicar os resultados finais da escavação no seu boletim municipal, bem como a realização de conferências e de uma exposição temporária com o espólio do material encontrado e as duas sepulturas estruturadas removidas, já com o objectivo de virem a ser expostas noutro local.

Corvêlo de Sousa referiu ainda que a possibilidade da musealização in situ de alguns dos achados, em particular de um conjunto de sepulturas estruturadas, não recebeu parecer favorável do IGESPAR, pelo que, eventualmente, será colocado no local um painel com informação sobre os trabalhos realizados.

Supõe-se que a actual igreja de Santa Maria do Olival remonte a meados do século XIII, tendo sido edificada no local onde teria existido um convento beneditino, mandado construir por São Frutuoso, arcebispo de Braga, no século VII.

O templo serviu de panteão à maior parte dos mestres templários e aos primeiros da Ordem de Cristo, dependendo, no tempo dos Templários, directamente da Santa Sé, não integrando por isso nenhuma diocese. Por bula papal de 1455 foi matriz de todas as igrejas dos territórios descobertos.


Fonte: (3 Fev 2009). LUSA/Público:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1358630&idCanal=14


Fotos: http://diario.iol.pt/sociedade/necropole-tomar-oleiros-medieval-idade-media-templarios/1039270-4071.html

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por noticiasdearqueologia às 01:33

Domingo, 15.02.09

El clima y la biodiversidad de Gibraltar permitieron sobrevivir a los neandertales

El último reducto de neandertales en Europa fue en sureste de la Península Ibérica, donde habitaron hasta hace unos 24.000 años. La existencia en esa zona de una biodiversidad más cálida que en el resto del continente, una flora en la que no faltaban árboles y arbustos, está detrás de su supervivencia, según revela un grupo de investigadores españoles.


El estudio, publicado en 'Quaternary Science Reviews', está dirigido por el investigador José S. Carrión, de la Universidad de Murcia, quien ha utilizado los restos fósiles de plantas encontradas en la Cueva de Gorham, en Gibraltar, para determinar las especies que había en el Peñón del Pleistoceno.

Carrión, especialista en fósiles de flora, y su equipo han logrado determinar que, mientras el resto de Europa estaba prácticamente congelada, en esa región había pinos, encinas, robles y árboles caducifolios, vegetales que indican que el clima era cálido. Se trataba de un área semiboscosa a la que, según explica a elmundo.es, "los neandertales estaban muy bien adaptados".

"Esta especie humana no llevaba muy bien los espacios abiertos, que son más propios de nuestra especie. Precisamente, puede que se extinguieran porque el paisaje dominante durante el último máximo glaciar fue muy estepario, y puede que sobrevivieran allí porque era uno de los últimos reductos de vegetación forestal europea", señala el investigador.

Carrión apunta que hace 24.000 años la temperatura media era 4ºC o 5ºC menor que ahora y que el nivel del mar estaba mucho más bajo. De hecho, las cuevas de los acantilados gibraltareños en las que se refugiaban los neandertales estaban a 10 kilómetros de la costa, y daban a una sabana. Hoy esas cuevas están junto al mar.



LOS COPROLITOS

El trabajo ha sido realizado con la información que aportan los coprolitos, heces fosilizadas de animales, en este caso de las hienas que tenían en el área sus cubiles. Pero ¿cómo llegaba el polen hasta allí? El proceso, según explica Carrión, es el siguiente: la vegetación lo produce y lo dispersa en el aire y cae al suelo; a continuación, un herbívoro ingiere el polen a través de la dieta (ejemplo comiendo hierba), y luego, a su vez, es ingerido por un carnívoro como la hiena.

Miles de años después llega un paleobotánico, coge el coprolito, lo trata en el laboratorio y extrae los granos de polen de aquella época, de manera que puede reconstruir la vegetación que había.

Investigaciones anteriores ya habían demostrado que los neandertales eran omnívoros y se alimentaban de mamíferos terrestres (conejos, palomas, cabras montesas...) y marinos (focas monje, delfines, peces o mejillones). Se sabe, por los restos encontrados, que también se alimentaban de frutos secos y plantas.

Los paleontólogos consideran que su desaparición se debió a un cúmulo de factores, como el endurecimiento del clima y la falta de diversidad genética, dado que esta última población de neandertales estaba muy aislada.

Junto con la Universidad de Murcia, en esta investigación han colaborado expertos del Museo de Gibraltar, del IPHES, del Laboratorio de Arqueobotánica del CSIC y del Instituto Pirenaico de Ecología, entre otros.


Fonte: Rosa M. Tristán (3 Fev 2009). El Mundo Digital:  http://www.madrimasd.org/informacionIDI/noticias/noticia.asp?id=38027&sec=1

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por noticiasdearqueologia às 01:18

Domingo, 15.02.09

Descoberto mosaico romano «único na Península Ibérica» (fotos)


Um mosaico romano, de grandes dimensões e «único» na Península Ibérica, foi descoberto durante os trabalhos de arqueologia que decorrem na cidade romana de Abelterium, em Alter do Chão (Portalegre), revelou este domingo o arqueólogo responsável.


 


Em declarações à agência Lusa, Jorge António, arqueólogo na Câmara Municipal de Alter do Chão, considerou o mosaico «único na Península Ibérica» e garantiu que a descoberta se reveste de «extraordinária importância».


Esta peça arqueológica, que remonta ao século IV, foi encontrada há cerca de um ano, mas só agora foi divulgada, mantendo-se durante todo este tempo no «segredos dos deuses».


O mosaico foi achado na sequência das escavações efectuadas às termas públicas da cidade romana de Abelterium, também denominada de Estação Arqueológica de Ferragial d`El Rei, naquele concelho do Norte Alentejano.


À medida que os trabalhos decorriam nas termas da cidade romana, a equipa de arqueólogos descobriu uma casa de um «aristocrata ou político».


«Nós identificámos o mosaico no triclínio da casa», disse o especialista, garantindo que era nesse espaço, onde está inserida a peça de grandes dimensões, que o proprietário recebia «as suas visitas».


«É um mosaico figurativo, onde surge a figura da Medusa como figura central. O mosaico é uma representação homérica, da Ilíada [poema épico grego atribuído a Homero], mas ainda existe pela frente um grande trabalho de fundo para conhecer melhor esta peça», salientou o arqueólogo.


Jorge António revelou ainda que o mosaico possui «pasta vítrea em tons de azul, verde e bordeaux».


«Este mosaico vai trazer, no futuro, vários visitantes a Alter do Chão», assegurou o arqueólogo.



«Grande passado romano»


Já o presidente da Câmara Municipal de Alter do Chão, Joviano Vitorino, afiançou à Lusa que pretende ver aquela peça, assim como toda a cidade romana de Abelterium classificada como «Património Nacional».


Alter do Chão tem «um grande passado romano e vamos efectuar todas os esforços necessários para tornar este espaço Património Nacional», defendeu.


De acordo com Joviano Vitorino, a cidade romana «é mais um pólo de atracção» para que os turistas visitem aquela vila alentejana.


As ruínas da antiga cidade romana, onde vão continuar a ser realizadas escavações arqueológicas, porque «muito há ainda por descobrir», segundo o arqueólogo Jorge António, vão ser abertas ao público a partir de 21 de Maio, dia do Município de Alter do Chão.

 


Fonte: (1 Fev 2009) IOL - Diário: http://diario.iol.pt/sociedade/mosaico-romano-alter-do-chao-romanos-arqueologia-patrimonio-mosaico/1038656-4071.html

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por noticiasdearqueologia às 01:11

Domingo, 15.02.09

Rascunho do ADN dos homens de Neandertal está terminado

Estudo ajudará a esclarecer a evolução humana



Svante Pääbo, antropólogo do Instituto Max Planck, sentiu-se sem dúvida muito feliz, hoje, ao subir ao palco no congresso da Associação Americana para o Avanço da Ciência, em Chicago, para proferir a sua palestra. Vinha anunciar oficialmente que tinha conseguido fazer aquilo que ele e os seus colegas andavam há anos a tentar: ler o genoma dos Neandertais, esses homens das cavernas que viveram na Europa e partes da Ásia ao mesmo tempo que os primeiros Homo sapiens sapiens (os nossos avós) – e que se extinguiram, ninguém sabe porquê, há 30 mil anos.

A equipa de Pääbo e a empresa norte-americana 454 Life Sciences, especialista das técnicas de sequenciação genética, realizaram uma proeza: a partir de ossos fósseis de Neandertal vindos de uma gruta na Croácia, sequenciaram milhões de fragmentos de ADN deste humano ancestral. Para tal, desenvolveram métodos específicos para ter a certeza de que estavam realmente a sequenciar o genoma dos Neandertais – e não o dos microorganismos que colonizaram os ossos, nem o dos próprios técnicos que faziam a sequenciação. Afinal de contas, os humanos actuais e os Neandertais têm em comum entre 99,5 e 99,9 por cento do nosso ADN. Nada mais fácil, portanto, do que confundi-los Um outro feito, não menos impressionante, foi terem conseguido extrair a sequência de ADN utilizando menos de meio grama de matéria óssea. Seja como for, o primeiro “rascunho” do genoma dos Neandertais ontem apresentado corresponde a cerca de 60 por cento da totalidade do património genético dos Neandertais. O trabalho não acabou, mas já revelou novidades.

Uma delas, disse Pääbo à BBC News, é que, segundo os resultados preliminares, “não há razão para não terem falado como nós”. Os Neandertais tinham a mesma variante que nós de um gene chamado FOXP2, que está associado à linguagem e à fala – ao passo que os chimpanzés não partilham dessa variante do gene.

Mas a questão principal é a de saber se os Neandertais se terão ou não misturado com os Homo sapiens sapiens. Será que herdámos genes dos Neandertais que ainda hoje persistem nas populações humanas? Pääbo responde que não há indicações, no genoma agora reconstituído, de que tal tenha acontecido. Para isso, analisaram um outro gene, chamado microcefalina-1, implicado no desenvolvimento cerebral. Há quem pense que uma variante deste gene, comum nos europeus, vem dos Neandertais. Mas Pääbo e a sua equipa apenas encontraram uma forma ancestral desse gene no genoma dos Neandertais.

A sequenciação deste genoma fóssil deverá ajudar a identificar as alterações genéticas que permitiram que os humanos saíssem de África, há 100 mil anos, e se espalhassem pelo mundo. Mas há um enigma que Pääbo não acredita que vá ser resolvido pelos genes: o da extinção dos Neandertais. “Não me parece que tenha sido devido ao seu genoma,” disse. “Teve claramente a ver com o ambiente ou com os humanos modernos.”



 


Fonte: Ana Gerschenfeld (12 Fev 2009). Público:  http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1364999

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por noticiasdearqueologia às 00:55

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