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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

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Quinta-feira, 22.01.09

Museu Machado de Castro reabre dois anos depois

O Museu Nacional de Machado de Castro, em Coimbra, vai reabrir sexta-feira após dois anos de obras de remodelação e ampliação, e o público vai poder apreciar pela primeira vez toda a monumentalidade do seu criptopórtico.

 


 


A reabertura é apenas parcial. O projecto de requalificação e ampliação daquele espaço museológico e arqueológico, da autoria do arquitecto Gonçalo Byrne, prevê que só em 2010 fique concluído, com a abertura do auditório na Igreja de S. João de Almedina.




Ao longo de 2009 será executado o projecto museológico, com vista à reabertura gradual da totalidade dos espaços expositivos.


A sessão de abertura, na sexta-feira, que contará com a presença da secretária de Estado da Cultura, compreenderá a inauguração da exposição temporária "De forum a museu", que evocará o processo de remodelação do Machado de Castro, e ficará patente até à sua reabertura integral.


Uma exposição de fotografia de crianças que ao longo dos dois anos acompanharam as mutações do museu -- "O Nosso Museu. Olhares Travessos dos Mini-Repórteres" - é outra das atracções, a par da divulgação do novo Website.


Escavações no Museu Nacional de Machado de Castro, sob a coordenação do docente universitário Pedro Carvalho, desvendaram novos dados sobre a Coimbra romana de há 2.000 anos, e pela primeira vez o criptopórtico será exibido em toda a monumentalidade dos dois pisos.


Os visitantes vão poder passear pelas extensas galerias dos dois pisos do criptopórtico romano, que há dois milénios os cidadãos da Aeminium também utilizaram.


Os trabalhos arqueológicos vão permitir também reconstituir virtualmente, e pela primeira vez, o que foi o antigo fórum da época de Cláudio, com dois pisos e uma área de implantação de cerca de 2.800 metros quadrados, edificado para superar o declive da zona onde foi implantado o Fórum de Aeminium, em meados do século I a.C..


"Finalmente o criptopórtico vai ter a projecção que merece, porque é um edifício notável. Esta é sem dúvida uma das mais notáveis obras da arquitectura romana em Portugal que subsistem", declarou à agência Lusa o arqueólogo Pedro Carvalho, coordenador das escavações.


Segundo o especialista, trata-se da obra de um arquitecto, presumivelmente de Caius Sevius Lupus, muito engenhoso na forma de conceber o espaço.


As duas galerias sobrepostas foram implantadas no terreno submetendo-se a um desenho geométrico, com medidas muito certas, articulando formas e volumes, "aliando as principais características da arquitectura romana, de edifícios muito robustos, muito funcionais, e ao mesmo tempo muito belos".


Durante os trabalhos foi ainda descoberta uma fonte monumental que estaria implantada na fachada do Fórum, e seria ladeada por uma praça. Este e outros achados do período claudiano, em resultado do projecto de requalificação do museu, vão estar visíveis a quem circular na rua.


A requalificação do Museu Nacional de Machado de Castro, iniciada em Outubro de 2006, englobou novas edificações em zonas anexas, onde antigamente existiam casas de habitação, que ao longo dos anos foram sendo expropriadas para desenvolver trabalhos arqueológicos e aprofundar o conhecimento do Fórum claudiano e malha urbana envolvente.


O projecto de arquitectura, da autoria de Gonçalo Byrne, além de uma coerência entre o edifício do museu e as novas construções, procurou também articular entre si um conjunto de preexistências arquitectónicas, desde o criptopórtico romano até ao paço episcopal, passando pelos vestígios românicos da igreja de São João de Almedina e do seu claustro.


O novo espaço edificado, que duplicará a área do museu, albergará galerias de exposições, as reservas, uma cafetaria-restaurante panorâmica, com acesso independente, e os serviços administrativos, estes ligados por uma passagem sob uma rua.


Um dos espaços emblemáticos do "novo" museu, além do criptopórtico romano, será a Capela do Tesoureiro, da autoria de João de Ruão (século XVI), que foi trasladada nos anos 60 da antiga igreja de S. Domingos, na Rua da Sofia, onde hoje existe um centro comercial.


Quando reabrir integralmente, o público poderá ainda aceder a um conjunto de recursos baseados em novas tecnologias, para uma compreensão global do espólio do museu e para fomentar a interacção com escolas.


Haverá áudio-guias, para orientar os visitantes nos percursos pelas exposições, a possibilidade de visita virtual e um conjunto de informação em folhetos e publicações para mostrar a dimensão do espólio, que a directora considera ser o segundo a nível nacional.


Para 2011 já está a ser preparada uma programação especial evocativa do centenário da fundação do Museu Nacional de Machado de Castro.


Fonte: FF (22 Jan 2009). RTP: http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=383968&visual=26&tema=5


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por noticiasdearqueologia às 23:06

Quinta-feira, 22.01.09

Unos trabajos de arada destruyen parte de la necrópolis vaccea de Pintia



Los trabajos de arada realizados durante los últimos días del mes pasado en la parcela 59 del polígono 502 de Padilla de Duero (Valladolid), lugar donde se ubica una parte de la necrópolis vacceo-romana de Pintia, provocaron un «efecto devastador» para el yacimiento.




Según destacó el director del Centro de Estudios Federico Wattenberg de la Universidad de Valladolid y profesor de Arqueología, Carlos Sanz Mínguez, si no se frena esta dinámica de laboreo agrícola un tercio de este «cementerio único» declarado Bien de Interés Cultural «desaparecerá por completo en unos pocos años».


En un comunicado recogido por Europa Press, Sanz señaló que después de unos años de barbecho «sin sobresaltos», la parcela ha sido arrendada a un nuevo aparcero, quien ha procedido a ararla. «Las consecuencias de esta medida en la superficie afectada, en torno a una hectárea, tiene un efecto tan silencioso como devastador sobre el sustrato arqueológico, al reventar los depósitos funerarios de incineración como consecuencia del desplazamiento interno de las numerosas estelas de piedra caliza que subyacen en el lugar», destacó el director del Instituto antes de explicar que precisamente una decena de éstas han sido en esta ocasión arrastradas a la superficie y apartadas a los bordes de la finca.


Por ello, el 2 de enero se cursó una denuncia ante el Seprona de la Comandancia de la Guardia Civil de Valladolid. También han sido informados el director general de Patrimonio de la Junta, Enrique Sáiz, y el alcalde de Peñafiel, Félix Martín. A su vez se ha pedido el auxilio del Procurador del Común de Castilla y León.



 


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por noticiasdearqueologia às 22:47

Quinta-feira, 22.01.09

Guerra química foi usada no tempo dos romanos


Fonte: Luís Naves (22 Jan 2009). Diário de Notícias: http://dn.sapo.pt/2009/01/22/ciencia/guerra_quimica_usada_tempo_romanos.html



 


 


Uma pilha de corpos encontrada nas ruínas de Dura-Europos, uma fortaleza romana nas fronteiras orientais do império, sugere que os atacantes persas usaram cristais de enxofre, cuja queima produziu gases tóxicos. A manobra pode ter decidido o destino trágico da cidade



Local foi descoberto por acaso nos anos 30 do século passado

Soldados romanos que morreram num violento combate no terceiro século da era de Cristo podem ter sido vítimas de gases de enxofre, naquele que será o mais antigo exemplo conhecido do uso de armas químicas. O incidente ocorreu na remota cidade de Dura-Europos, por volta do ano 256, na fronteira oriental do Império Romano. Os soldados foram mortos por persas sassânidas, cujo exército tomou e destruiu a fortaleza na margem do Eufrates.

As ruínas de Dura-Europos, na actual Síria, têm sido objecto de cuidadosas escavações. Os arqueólogos descobriram túneis que foram usados durante o cerco da fortaleza e que embora não tenham destruído a muralha, serviram para decidir a fase final do combate. Num dos túneis havia uma barricada, incluindo esqueletos parcialmente queimados de soldados romanos, o que levou uma primeira equipa a sugerir um colapso do túnel, o que não explicava a presença de enxofre no local.

O arqueólogo Simon James, da Universidade de Leicester, avançou entretanto com uma sensacional teoria, apresentada na reunião anual do Instituto Arqueológico Americano. A posição dos corpos e os cristais de enxofre sugeriam que no combate foram produzidos fumos tóxicos.

Segundo Simon James, que estuda Dura há 30 anos, os romanos mortos (ou gravemente feridos) foram deliberadamente amontoados num local onde se encontravam dois túneis escavados por cada um dos exércitos. A certa altura, talvez perante um contra-ataque romano, os persas incendiaram os corpos e deitaram ao fogo cristais de enxofre, o que produziu gases letais. Um dos guerreiros persas não fugiu a tempo.

Embora não haja registos históricos da batalha, que se presume foi travada no ano 256 d.C. (mais ou menos quatro anos) sabe-se que os persas tiveram de combater a guarnição romana rua a rua. Dura-Europos era uma criação grega, na altura com mais de 500 anos. O local não interessou aos persas e foi abandonado. Os habitantes foram chacinados ou deportados.

As ruínas ocupam um espaço vasto e foram encontradas por acaso nos anos 20 do século passado, quando soldados indianos do exército britânico tomaram a posição estratégica e ali escavaram trincheiras.

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por noticiasdearqueologia às 22:43


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