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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

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Sexta-feira, 26.12.08

Dois túmulos com mais de 4000 descobertos em Saqara, Egipto

As autoridades egípcias anunciaram a descoberta de dois túmulos com mais de 4.000 anos no complexo funerário de Saqara, que no passado foi a necrópole de Mênfis, situada a 30 quilómetros ao sul do Cairo.

 


 

Num comunicado do Conselho Superior de Antiguidades egípcias, o ministro da Cultura, Faruq Hosni, explicou tratar-se de dois túmulos pertencentes a um cantora e a um responsável da Administração do rei Unas (2323-2356 a.C), também conhecido como Onos ou Unis, o último da V dinastia.




Os sepulcros, esculpidos na pedra e com hieróglifos no exterior, estão a cerca de 400 metros a sudoeste da famosa pirâmide em degraus Zoser, e foram descobertos por uma equipa de arqueólogos egípcios.


Um dos túmulos pertence a um homem, identificado como Aia Mat, que ocupou vários cargos de responsabilidade - como, por exenmplo, o de supervisor dos sacerdotes - durante o reinado de Unas.


O outro é de uma cantora chamada Zanja e está decorado com uma pintura da artista, que aparece de pé e com uma flor de lótus.


O comunicado do Conselho não precisa se no interior dos túmulos se encontravam as múmias dos dois.


Fonte: RMM (22 Dez 2008). Lusa/RTP: http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=379030&visual=26&tema=5


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por noticiasdearqueologia às 17:45

Sexta-feira, 26.12.08

Mausoléu do século VI d.C. "único no Ocidente" achado em Mértola

Um mausoléu do século VI d.C. "único no Ocidente", que terá servido para sepultar "pessoas importantes" de origem grega e testemunha a presença de orientais em Mértola antes da islamização, foi encontrado durante obras naquela vila alentejana.

 


 

Trata-se de "um mausoléu fantástico, absolutamente fora de série" e "o único edifício mortuário do género achado em todo o Ocidente do Mediterrâneo, onde, até agora, não há nenhum parecido", garantiu hoje à agência Lusa o director do Campo Arqueológico de Mértola (CAM), Cláudio Torres.



"Só há edifícios paralelos no Oriente do Mediterrâneo, para os lados da Líbia, Jordânia e Síria", frisou o arqueólogo, precisando que o mausoléu foi descoberto no início deste mês, na rua Dr. Afonso Costa, durante as obras de remodelação das ruas do eixo comercial de Mértola.


"Esperávamos que houvesse algo fundamental naquela zona, mas nunca imaginámos que fosse um mausoléu com a monumentalidade e a importância do achado", datado do século VI d.C. e que "serviu para sepultar pessoas importantes de origem grega", segundo as informações inscritas nas lápides descobertas, assinalou Cláudio Torres.


Segundo o arqueólogo, "eram certamente comerciantes gregos ricos e oriundos da actual Líbia".


Uma das lápides, "inscrita em grego, como a maior parte delas, refere-se ao presbítero da então igreja de Mértola", acrescentou.


"O aspecto mais importante desta descoberta é que, pela primeira vez, há um achado que nos dá a grande informação de que havia uma importante comunidade de orientais em Mértola antes da islamização", apontou o director do CAM, lembrando que "outros vestígios descobertos em Mértola constatam a existência de orientais, mas já em época muçulmana".


Actualmente, uma equipa do CAM está a escavar a parte subterrânea (cripta) do mausoléu, situada a dois metros de profundidade e que "terá várias sepulturas, duas das quais já foram encontradas, mas não escavadas", disse Cláudio Torres.


A parte de cima do edifício, que "já desapareceu", indicou, "era monumental e de um certo luxo", conforme sugerem os vestígios encontrados, como restos de mármores, impostas e pilastras.


Salientando tratar-se de um achado "com demasiada importância histórica, científica e cultural", Cláudio Torres defendeu a musealização do mausoléu, apesar de reconhecer "algumas dificuldades", já que o monumento está "numa das principais ruas de Mértola".


"É preciso encontrar uma solução técnica e financiamento para transformar o mausoléu num pequeno museu subterrâneo que possa ser visitado" e, desta forma, "funcionar como mais um importante e benéfico pólo de atracão de turistas a Mértola", uma vila que recebe "cerca de 30 mil visitantes por ano", realçou o arqueólogo.


Para já, vincou, o achado vai ser "registado e devidamente protegido e tapado" para que as obras de remodelação do eixo comercial da vila possam terminar, como previsto, em Fevereiro do próximo ano, disse hoje à Lusa o presidente da Câmara de Mértola, Jorge Rosa.


Posteriormente, e "desde que se confirme a importância da descoberta", admitiu, a câmara "poderá avançar com um plano de acção para a musealização" do mausoléu.


Isto, adiantou o autarca, no caso de conseguir "o financiamento necessário" e desde que seja encontrada "uma solução técnica que permita manter a rua aberta aos peões e ao trânsito".



Fonte: (22 Dez 2008). Lusa/RTP: http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=379095&visual=26&tema=5

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por noticiasdearqueologia às 17:41

Sexta-feira, 26.12.08

Jerusalém: descoberto maior conjunto de moedas de ouro do período Bizantino

Arqueólogos britânicos descobriram 264 moedas de ouro com 1300 anos, 

nas antigas muralhas de Jerusalém, debaixo de um parque de 

estacionamento, revelaram hoje as Autoridades Israelitas.

Segundo os cientistas, a descoberta é do século VII, no final do 

período Bizantino. "Nós descobrimos cerâmica, descobrimos vidro, mas 

nunca tínhamos descoberto nada como isto", disse a arqueóloga 

britânica, Nadine Ross, que encontrou o conjunto de moedas no domingo, 

debaixo de uma grande pedra.

"É muito, muito excitante", disse a especialista, que estava na sua 

última semana da viagem a Israel. As moedas são da altura do reino do 

Imperador bizantino Heráclio, entre os anos 610 e 641 DC.

Do lado da cara, as moedas trazem o imperador com trajes militares, a 

segurar numa cruz com a sua mão direita. No reverso da moeda, está a 

cruz. Os arqueólogos explicam que as moedas foram cunhadas no 

princípio do reino de Heráclio, antes dos persas conquistarem 

Jerusalém no ano de 614.

"Isto é um dos maiores e mais impressionantes conjuntos de moedas que 

alguma vez foram descobertos em Jerusalém - certamente o maior e mais 

importante deste período", disseram em comunicado os directores do 

local de escavação, Doron Ben-Ami e Yana Tchekhanovets.

"Já que nenhum vaso de cerâmica foi descoberto ao lado das moedas, 

pode-se assumir que estavam escondidas num buraco da parede do 

edifício", disseram.

Até agora, só se encontrou em Jerusalém um conjunto de cinco moedas de 

ouro deste período.


Fonte: (23 Dez 2008). Reuters.

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por noticiasdearqueologia às 17:35


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