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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

O Património é um bem comum... Preservá-lo só depende de cada um de nós...



Segunda-feira, 27.10.08

Batalha de Aljubarrota evocada com hologramas



 


 


 


 


 


 



A Fundação Batalha de Aljubarrota inaugura amanhã o Centro de Interpretação da contenda, ao fim de seis anos de trabalhos, e a menos de um ano de ser canonizado pela Igreja Católica o estatego militar que derrotou os castelhanos e pôs termo à disputa pelo trono de Portugal


Ao fim de mais de seis anos de trabalhos, o campo militar da Batalha de Aljubarrota está pronto para ser mostrado ao mundo com recurso a tecnologia multimedia, incluindo a projecção de hologramas, com cenas dos combates, sobre o terreno onde tudo aconteceu em 14 de Agosto de 1385.

Cem mil visitantes por ano é o movimento que a Fundação Batalha de Aljubarrota espera. A instituição é a responsável pela criação e obra do centro de interpretação que vai ser inaugurado, sábado, pelo Presidente da República, Cavaco Silva, desde sempre ligado ao grupo de personalidades que têm estado à frente do projecto destinado à preservação do Campo de S. Jorge. Foi o primeiro campo militar classificado em Portugal, era então ministro da Cultura Pedro Roseta.

Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota (CIBA) abre portas, depois de terem sido acertados os interesses das populações residentes, autarquias , Igespar, no começo antigo Ippar, e os da fundação que foi criada em Março de 2002 com o patrocínio do banqueiro António Champalimaud e reconhecida como entidade de utilidade pública em Agosto de 2003.

A visita ao CIBA começa por um núcleo dedicado às descobertas arqueológicas no campo de batalha e à contextualização histórica do período em que decorre e orienta e integra o visitante em todo o percurso. Logo à entrada está preservado um fosso, a única estrutura do campo de batalha que foi musealizada e se encontra dentro do espaço construído. A intenção, de acordo com a arqueóloga Maria Antónia Amaral, "é colocar o visitante em contacto com o tipo de vestígios arqueológicos que se encontram pelo campo". O fosso integra um conjunto de defesas acessórias, escavadas para travar a batalha, mas das quais apenas se vê aquele pequeno troço. O conjunto está, todavia, identificado pelos trabalhos de escavações realizados e pelos estudos. Constituem um conjunto de fortificações com fossos, covas de lobo [buracos no chão onde se esconderam os militares] e abatizes", explica a mesma técnica.

Ainda no primeiro núcleo, a informação é disponibilizada num mapa do terreno com indicação das fortificações, a identificação do referido fosso e as campanhas arqueológicas, em ecrãs tácteis. Tudo numa grande diversidade de informação sobre o tempo histórico. O friso, com a apresentação dinâmica, assume "a forma de um 'jornal electrónico do século XVI'".

A seguir, o visitante senta-se 30 minutos para ver o filme "colocado no tempo real". Já o núcleo três o desafio é interpretar a história através dos artefactos, armas utilizadas, documentos ou mesmo ossos. Foram estudados na Universidade de Coimbra, por antropólogos como Eugénia Cunha. Os estudos provaram que os ossos expostos são mesmo de combatentes. Como curiosidade, Maria Antónia Amaral refere um crânio de uma pessoa que foi vítima de agressão e mostra uma cura impensável para a época. Lá fora, no campo, onde foram identificadas 830 covas de lobo nos trabalhos de 1958/59 é feita a projecção de hologramas.

Fonte: JACINTA ROMÃO; NUNO BRITES. (10 Out 2008). Diário de Notíciashttp://dn.sapo.pt/2008/10/10/artes/batalha_aljubarrota_evocada_hologram.html


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por noticiasdearqueologia às 22:43

Segunda-feira, 27.10.08

Arqueologia: Escavações em Águeda confirmam ocupação romana no sítio da Mina

As escavações realizadas na estação arqueológica de Cabeço do Vouga, Águeda, levaram à reavaliação dos dados até hoje conhecidos e confirmaram ocupações da Idade do Ferro e do Período Romano no sítio da Mina.

 


 




 

De acordo com fonte autárquica, as últimas prospecções arqueológicas revelaram a existência de duas grandes ocupações no sítio da Mina: a Idade do Ferro e o Período Romano, a par de vestígios da Idade do Bronze e da Idade Média.






Os resultados dos últimos trabalhos, realizados na Estação Arqueológica do Cabeço do Vouga - localizada na freguesia de Lamas do Vouga e decretada imóvel de Interesse Público - podem ser observados numa exposição fotográfica e documental que está patente na galeria municipal até dia 31.


A exposição é constituída por uma amostra do espólio do monumento, assim como documentação fotográfica sobre a sua história, desde as primeiras sondagens no local até à actualidade.


A Estação Arqueológica do Cabeço do Vouga cobre duas cumeadas aplanadas, de área desigual e a diferentes altitudes, implantadas entre o rio Vouga a norte e o rio Marnel a sul.


A posição geográfica privilegiada levou a que, pelo menos, desde a Idade do Bronze aí se tenham estabelecido populações, mantendo-se o local ocupado até à Idade Média.


Na Idade do Ferro e na época romana a ocupação do sítio foi mais expressiva, tanto no cabeço aplanado designado por Cabeço Redondo, como no que lhe fica fronteiro, a sul, designado Cabeço da Mina, de acordo com os trabalhos arqueológicos realizados.


Os sítios foram explorados a partir dos anos 40, embora sejam os dados existentes no da Mina os mais conhecidos, na sequência de escavações realizadas por Rocha Madahil, em 1941.


Nos anos 60 voltaram a ser feitas escavações no sítio da Mina, embora sem continuidade e sem resultados conhecidos.


Só nos finais dos anos 90 foram retomados os estudos arqueológicos, de forma sistemática, com vista ao conhecimento do povoamento do sítio, em particular, e do Cabeço do Vouga em geral, dada a ocupação se estender por ambos os cumes.


As acções iniciaram-se no ano de 1996, no sítio da Mina, devido à existência de vestígios arquitectónicos imponentes, a necessitarem de estudo e da implementação de acções de conservação e restauro.


As últimas escavações foram feitas na plataforma inferior do Cabeço do Vouga, que está à altitude de 63 metros e ocupa uma área de cerca de dois hectares.


Fonte: MSO (10 Out 2008).Lusa/Fim / RTP: http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=367009&visual=26&tema=5


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por noticiasdearqueologia às 22:38

Segunda-feira, 27.10.08

SINTRA: Assembleia Municipal “abandona” vestígios arqueológicos do Telhal

Abstenções permitiram chumbo de projectos do PS e Bloco de Esquerda para a preservação dos vestígios arqueológicos do Telhal. Achados do período tardo-romano e islâmico ficam em exclusivo nas mãos da Aenor e Igespar. Vereador da Cultura preocupado com recuperação de vestígios.


A preservação dos vestígios arqueológicos encontrados no Telhal no decorrer das obras da A16 vai ser da responsabilidade exclusiva da empresa construtora, Aenor e do Instituto de Gestão do Património Arqueológico (Igespar). Os deputados da Assembleia Municipal de Sintra chumbaram ontem dois projectos do PS e Bloco de Esquerda (BE) com propostas para envolver a Câmara Municipal de Sintra no processo.


Valter Januário, deputado municipal do PS, apresentou um projecto que recomendava à Câmara de Sintra a “promoção de uma campanha de escavações arqueológicas” no Telhal e a adopção de “medidas extraordinárias” como o prolongamento do viaduto da auto-estrada, que tem prevista a construção de pilares na zona dos achados. O projecto, que incluía a recomendação ao Igespar para acelerar a classificação do sítio arqueológico, esbarrou na abstenção da CDU, que criticou a moção por “esquecer que a responsabilidade das escavações é do Igespar”. Miguel Carretas, deputado municxipal da coligação considerou que a proposta “vai longe demais”. Com a abstenção da CDU e dos bloquistas, a Coligação “Mais Sintra” chumbou a proposta.


Para a bancada do BE, no entanto, o assunto também revestia interesse. Jorge Silva, deputado municipal, apresentou um projecto que exigia do Governo “condições materiais para que este estudo aprofundada se realize, garantindo um prazo alargado”. A moção recomendava à Câmara de Sintra “esforços no sentido de garantir o estudo dos vestígios arqueológico” e “todo o apoio” aos técnicos do Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas que estão a acompanhar as obras em conjunto com os arqueólogos envolvidos na obra. PS e CDU abstiveram-se, e a maioria “Mais Sintra” derrotou a moção.


Luís Patrício, vereador da cultura garante que a câmara “não se conformou” com o progresso da preservação das obras. O autarca assegurou em assembleia que o Igespar irá intervir “na zona do viaduto que vai ser desviada, junto aos pilares”, tendo os restantes vestígios arqueológicos como destino serem enterrados. Para Luís Patrício, a estratégia garante que os vestígios deixados a descoberto, cerca de dois terços da área, poderão ser “estudados com a calma e o método que a ciência exige”.


Sobre o processo de preservação dos achados no Telhal, Luís Patrício deixou uma preocupação. A Aenor, empresa proprietária da obra, “quase foi mais colaborante que o Igespar”, sublinhou o vereador.


Fonte: (25 Out 2008). Alvor de Sintra:  http://www.alvordesintra.com/noticias/templates/Noticias.asp?articleid=10251&zoneid=1&z=1&sz=&n=

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por noticiasdearqueologia às 22:28


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