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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

O Património é um bem comum... Preservá-lo só depende de cada um de nós...



Terça-feira, 28.10.08

Museus: Mais de 30 mil imagens das colecções com acesso gratuito na internet - IMC


 


Mais de 30.000 imagens das colecções dos museus e palácios nacionais vão ter acesso público gratuito on-line, a partir de hoje, no sítio www.matrizpix.imc-ip.pt, criado pelo Instituto dos Museus e da Conservação (IMC).


Intitulado MatrizPix, o projecto foi hoje apresentado numa sessão pública no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, com a presença do director do Instituto, Manuel Bairrão Oleiro, e a secretária de Estado da Cultura, Maria Paula Fernandes dos Santos, e algumas dezenas de especialistas da área da museologia.


Realizado no âmbito do Programa Operacional da Cultura (POC) e no quadro da utilização das nova tecnologias da informação para acesso à cultura, o MatrizPix ficará disponível para pesquisa e encomenda on-line, como recurso para investigadores, estudantes, museus, editoras e outras entidades.


Fonte: AG. (28 Out 2008). Lusa/Fim: http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/c711015f67dfda63b4fbe6.html


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por noticiasdearqueologia às 22:37

Terça-feira, 28.10.08

Espólio nacional arqueológico aguarda despejo sem ter nova casa

 Obras do novo Museu dos Coches, nas instalações do ex-Instituto Português de Arqueologia, deviam ter arrancado em Setembro  


A construção do novo Museu dos Coches deveria ter arrancado em Setembro. Foi isso que foi avançado na apresentação, a 9 de Julho, do projecto que vai crescer nas antigas Oficinas Gerais de Material do Exército, em Belém (Lisboa), onde actualmente estão guardados os tesouros da arqueologia nacional, o espólio do ex-Instituto Português de Arqueologia (IPA). Mas o Ministério da Economia, responsável pela obra, não diz quando arrancarão os trabalhos. E o Ministério da Cultura ainda não sabe onde vai colocar a arqueologia. A hipótese da Cordoaria Nacional (também em Lisboa) está a ser estudada.

A morada desta autêntica gruta de Ali Babá da arqueologia portuguesa fica no n.º 136 da Avenida da Índia. É para lá de um enorme portão verde, mesmo em frente à estação da CP de Belém, que se concentram, por 12 mil metros quadrados de área, os mais importantes achados realizados em território nacional. Tudo começa e tudo acaba ali na arqueologia. Mas poucos sabem o que lá está guardado.

Visitados quase em exclusivo por investigadores, os armazéns de depósitos arqueológicos, a biblioteca de arqueologia (a mais importante em Portugal), o Centro de Investigação em Paleoecologia Humana e Arqueociências e o espólio do Centro Nacional de Arqueologia Náutica (CNAS) estendem-se por vários edifícios dispersos por corredores de terra batida.




Cinquenta e cinco mil obras


Jacinta Bugalhão, arqueóloga, já não está ao serviço do IPA, onde coordenava a divisão de arqueologia preventiva. Mas foi nessa condição que, à altura desta visita, acompanhou o PÚBLICO. Tinha estado a embalar algumas das peças do depósito onde se contam mais de 600 contentores de peças arqueológicas. "Ainda não temos ordem para empacotar, mas já estou a empacotar porque me preocupa".


Um dos casos que mais têm preocupado a comunidade de investigadores de arqueologia, quando se fala na mudança de casa, é o da biblioteca.  Foi aliás a biblioteca que motivou o lançamento de uma petição on-line, dirigida ao ministro da Cultura, onde os subscritores mostravam preocupação com o futuro do espólio de cerca de 55 mil obras. Este espólio foi aumentado quando, em 1999, encerrou em Lisboa a delegação da biblioteca do Instituto Arqueológico Alemão.  Esta cedência foi feita em regime de comodato, o que significa que continua a ser património do Estado alemão, que a pode reclamar se, por exemplo, não estiver acessível ao público.




Arqueologia náutica


Mergulhando mais nas ruas de terra batida das antigas instalações das oficinas do Exército, Jacinta Bugalhão aponta uma porta metálica que dá acesso a um outro grande armazém. A porta range para dar acesso a um ambiente de filme ao estilo Indiana Jones, acentuado pela arquitectura industrial, com varandins de ferro, que caracterizam o espaço. É a sala da divisão de arqueologia náutica.

Pirogas monóxilas (feitas de um único tronco de árvore) encontradas no rio Lima e datadas com 2300 anos, mergulhadas em enormes tanques para preservar o estado de conservação, são as protagonistas de um cenário onde se espalham caixotes com inúmeras peças e peças de artilharia em bronze encontradas ao longo dos anos na costa portuguesa ou apreendidas em feiras quando alguém se preparava para vendê-las sem conhecer o valor do que tinha em mãos.


"Nós temos toda esta linha de costa, o que nos faz um dos países do mundo com maior património náutico e subaquático. As peças aqui preservadas são muito importantes em termos patrimoniais", frisa Bugalhão. "Temos das maiores reservas de arqueologia náutica do mundo. Este sector é um quebra-cabeças. Não se pode parar o tratamento das peças".


Do imensamente grande - as pirogas monóxilas - para o imensamente pequeno, a visita guiada segue para uma outra sala do complexo, onde Cristina Araújo investiga, à maneira do CSI, através da paleobotânica, o que, por exemplo, os pólens das plantas podem dizer sobre a vida e hábitos das espécies animais. "Aqui trabalhamos em contextos antigos, com mais de 70 mil anos". Estamos no CIPA, o Centro de Investigação em Paleoecologia Humana e Arqueociências.


Simon Davis, zoólogo, veio em 1999 do English Heritage, onde trabalhava, para Lisboa. É hoje um dos investigadores do CIPA, onde se ocupou a recolher, desde 2000, milhares de ossinhos que compõem a maior osteoteca do país.  Representam 50 espécies de mamíferos e 300 de aves. São dezenas de pequenas gavetas de madeira onde estão meticulosamente alinhados todos os ossos dessas espécies ali catalogadas. "Deve ser a melhor colecção da Península Ibérica."

"Não podemos mudar isto de um momento para o outro. Talvez sejam necessários dois meses, não sei se estarei a errar", diz Cristina Araújo. "É o nosso trabalho que está em causa."  Muitos artefactos armazenados no edifício de Belém do antigo IPA exigem cuidados de tratamento complexos.


 


Estudos de impacto em risco de parar


 Desligar base de dados do ex-Instituto de Arqueologia pode causar atrasos em obras públicas


 É pelos responsáveis da sala de inventário do ex-Instituto Português de Arqueologia, onde se actualiza a megabase de dados da investigação arqueológica em Portugal, que são recebidos os estudos de impacto das grandes obras públicas. Estão ali referenciados, ao todo, 26 mil sítios arqueológicos de reconhecido interesse registados em todo o território de Portugal continental. Sofia Gomes, uma das responsáveis por esta base de dados, aponta para o ecrã e pousa o dedo precisamente em cima do traçado do futuro TGV, que aparece no ecrã do computador: "Há um sítio de interesse arqueológico a 32 metros do traçado, no Poceirão." Desligar a base de dados implica atraso nas obras ou risco de perda de património arqueológico. A arqueóloga Jacinta Bugalhão explica o que significa desligar, por um dia que seja, toda a base de dados da investigação arqueológica nacional: "Todos os dias surgem sítios novos. Se isto pára, a arqueologia pára. Sem sabermos para onde vamos, estou a ver isto muito mal parado". Mais extenso que esta base de dados, só o arquivo. "Temos um quilómetro e meio de dossiers. O que está no sistema informático em síntese aqui aparece com toda a informação", explica Bugalhão. A informação começou a ser ali arquivada desde os anos 40. "Mas nos últimos 10 anos explodiu", diz João Mendes, especialista em arqueologia preventiva.


Fonte: Ana MAchado (27 Out 2008). Público.

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por noticiasdearqueologia às 22:22

Segunda-feira, 27.10.08

Batalha de Aljubarrota evocada com hologramas



 


 


 


 


 


 



A Fundação Batalha de Aljubarrota inaugura amanhã o Centro de Interpretação da contenda, ao fim de seis anos de trabalhos, e a menos de um ano de ser canonizado pela Igreja Católica o estatego militar que derrotou os castelhanos e pôs termo à disputa pelo trono de Portugal


Ao fim de mais de seis anos de trabalhos, o campo militar da Batalha de Aljubarrota está pronto para ser mostrado ao mundo com recurso a tecnologia multimedia, incluindo a projecção de hologramas, com cenas dos combates, sobre o terreno onde tudo aconteceu em 14 de Agosto de 1385.

Cem mil visitantes por ano é o movimento que a Fundação Batalha de Aljubarrota espera. A instituição é a responsável pela criação e obra do centro de interpretação que vai ser inaugurado, sábado, pelo Presidente da República, Cavaco Silva, desde sempre ligado ao grupo de personalidades que têm estado à frente do projecto destinado à preservação do Campo de S. Jorge. Foi o primeiro campo militar classificado em Portugal, era então ministro da Cultura Pedro Roseta.

Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota (CIBA) abre portas, depois de terem sido acertados os interesses das populações residentes, autarquias , Igespar, no começo antigo Ippar, e os da fundação que foi criada em Março de 2002 com o patrocínio do banqueiro António Champalimaud e reconhecida como entidade de utilidade pública em Agosto de 2003.

A visita ao CIBA começa por um núcleo dedicado às descobertas arqueológicas no campo de batalha e à contextualização histórica do período em que decorre e orienta e integra o visitante em todo o percurso. Logo à entrada está preservado um fosso, a única estrutura do campo de batalha que foi musealizada e se encontra dentro do espaço construído. A intenção, de acordo com a arqueóloga Maria Antónia Amaral, "é colocar o visitante em contacto com o tipo de vestígios arqueológicos que se encontram pelo campo". O fosso integra um conjunto de defesas acessórias, escavadas para travar a batalha, mas das quais apenas se vê aquele pequeno troço. O conjunto está, todavia, identificado pelos trabalhos de escavações realizados e pelos estudos. Constituem um conjunto de fortificações com fossos, covas de lobo [buracos no chão onde se esconderam os militares] e abatizes", explica a mesma técnica.

Ainda no primeiro núcleo, a informação é disponibilizada num mapa do terreno com indicação das fortificações, a identificação do referido fosso e as campanhas arqueológicas, em ecrãs tácteis. Tudo numa grande diversidade de informação sobre o tempo histórico. O friso, com a apresentação dinâmica, assume "a forma de um 'jornal electrónico do século XVI'".

A seguir, o visitante senta-se 30 minutos para ver o filme "colocado no tempo real". Já o núcleo três o desafio é interpretar a história através dos artefactos, armas utilizadas, documentos ou mesmo ossos. Foram estudados na Universidade de Coimbra, por antropólogos como Eugénia Cunha. Os estudos provaram que os ossos expostos são mesmo de combatentes. Como curiosidade, Maria Antónia Amaral refere um crânio de uma pessoa que foi vítima de agressão e mostra uma cura impensável para a época. Lá fora, no campo, onde foram identificadas 830 covas de lobo nos trabalhos de 1958/59 é feita a projecção de hologramas.

Fonte: JACINTA ROMÃO; NUNO BRITES. (10 Out 2008). Diário de Notíciashttp://dn.sapo.pt/2008/10/10/artes/batalha_aljubarrota_evocada_hologram.html


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por noticiasdearqueologia às 22:43

Segunda-feira, 27.10.08

Arqueologia: Escavações em Águeda confirmam ocupação romana no sítio da Mina

As escavações realizadas na estação arqueológica de Cabeço do Vouga, Águeda, levaram à reavaliação dos dados até hoje conhecidos e confirmaram ocupações da Idade do Ferro e do Período Romano no sítio da Mina.

 


 




 

De acordo com fonte autárquica, as últimas prospecções arqueológicas revelaram a existência de duas grandes ocupações no sítio da Mina: a Idade do Ferro e o Período Romano, a par de vestígios da Idade do Bronze e da Idade Média.






Os resultados dos últimos trabalhos, realizados na Estação Arqueológica do Cabeço do Vouga - localizada na freguesia de Lamas do Vouga e decretada imóvel de Interesse Público - podem ser observados numa exposição fotográfica e documental que está patente na galeria municipal até dia 31.


A exposição é constituída por uma amostra do espólio do monumento, assim como documentação fotográfica sobre a sua história, desde as primeiras sondagens no local até à actualidade.


A Estação Arqueológica do Cabeço do Vouga cobre duas cumeadas aplanadas, de área desigual e a diferentes altitudes, implantadas entre o rio Vouga a norte e o rio Marnel a sul.


A posição geográfica privilegiada levou a que, pelo menos, desde a Idade do Bronze aí se tenham estabelecido populações, mantendo-se o local ocupado até à Idade Média.


Na Idade do Ferro e na época romana a ocupação do sítio foi mais expressiva, tanto no cabeço aplanado designado por Cabeço Redondo, como no que lhe fica fronteiro, a sul, designado Cabeço da Mina, de acordo com os trabalhos arqueológicos realizados.


Os sítios foram explorados a partir dos anos 40, embora sejam os dados existentes no da Mina os mais conhecidos, na sequência de escavações realizadas por Rocha Madahil, em 1941.


Nos anos 60 voltaram a ser feitas escavações no sítio da Mina, embora sem continuidade e sem resultados conhecidos.


Só nos finais dos anos 90 foram retomados os estudos arqueológicos, de forma sistemática, com vista ao conhecimento do povoamento do sítio, em particular, e do Cabeço do Vouga em geral, dada a ocupação se estender por ambos os cumes.


As acções iniciaram-se no ano de 1996, no sítio da Mina, devido à existência de vestígios arquitectónicos imponentes, a necessitarem de estudo e da implementação de acções de conservação e restauro.


As últimas escavações foram feitas na plataforma inferior do Cabeço do Vouga, que está à altitude de 63 metros e ocupa uma área de cerca de dois hectares.


Fonte: MSO (10 Out 2008).Lusa/Fim / RTP: http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=367009&visual=26&tema=5


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por noticiasdearqueologia às 22:38

Segunda-feira, 27.10.08

SINTRA: Assembleia Municipal “abandona” vestígios arqueológicos do Telhal

Abstenções permitiram chumbo de projectos do PS e Bloco de Esquerda para a preservação dos vestígios arqueológicos do Telhal. Achados do período tardo-romano e islâmico ficam em exclusivo nas mãos da Aenor e Igespar. Vereador da Cultura preocupado com recuperação de vestígios.


A preservação dos vestígios arqueológicos encontrados no Telhal no decorrer das obras da A16 vai ser da responsabilidade exclusiva da empresa construtora, Aenor e do Instituto de Gestão do Património Arqueológico (Igespar). Os deputados da Assembleia Municipal de Sintra chumbaram ontem dois projectos do PS e Bloco de Esquerda (BE) com propostas para envolver a Câmara Municipal de Sintra no processo.


Valter Januário, deputado municipal do PS, apresentou um projecto que recomendava à Câmara de Sintra a “promoção de uma campanha de escavações arqueológicas” no Telhal e a adopção de “medidas extraordinárias” como o prolongamento do viaduto da auto-estrada, que tem prevista a construção de pilares na zona dos achados. O projecto, que incluía a recomendação ao Igespar para acelerar a classificação do sítio arqueológico, esbarrou na abstenção da CDU, que criticou a moção por “esquecer que a responsabilidade das escavações é do Igespar”. Miguel Carretas, deputado municxipal da coligação considerou que a proposta “vai longe demais”. Com a abstenção da CDU e dos bloquistas, a Coligação “Mais Sintra” chumbou a proposta.


Para a bancada do BE, no entanto, o assunto também revestia interesse. Jorge Silva, deputado municipal, apresentou um projecto que exigia do Governo “condições materiais para que este estudo aprofundada se realize, garantindo um prazo alargado”. A moção recomendava à Câmara de Sintra “esforços no sentido de garantir o estudo dos vestígios arqueológico” e “todo o apoio” aos técnicos do Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas que estão a acompanhar as obras em conjunto com os arqueólogos envolvidos na obra. PS e CDU abstiveram-se, e a maioria “Mais Sintra” derrotou a moção.


Luís Patrício, vereador da cultura garante que a câmara “não se conformou” com o progresso da preservação das obras. O autarca assegurou em assembleia que o Igespar irá intervir “na zona do viaduto que vai ser desviada, junto aos pilares”, tendo os restantes vestígios arqueológicos como destino serem enterrados. Para Luís Patrício, a estratégia garante que os vestígios deixados a descoberto, cerca de dois terços da área, poderão ser “estudados com a calma e o método que a ciência exige”.


Sobre o processo de preservação dos achados no Telhal, Luís Patrício deixou uma preocupação. A Aenor, empresa proprietária da obra, “quase foi mais colaborante que o Igespar”, sublinhou o vereador.


Fonte: (25 Out 2008). Alvor de Sintra:  http://www.alvordesintra.com/noticias/templates/Noticias.asp?articleid=10251&zoneid=1&z=1&sz=&n=

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por noticiasdearqueologia às 22:28

Quarta-feira, 22.10.08

Torres Vedras: encontradas contas de colar da Idade do Ferro

Os arqueólogos que acompanharam a construção de um parque eólico em Torres Vedras encontraram meia centena de contas de colar, da idade do ferro, um espólio considerado valioso porque prova que a zona era bastante povoada naquele período.


«Encontrámos à superfície um valioso espólio em contas de colares, mais de meia centena, o que nos leva a acreditar que ali existia uma grande necrópole porque os indivíduos eram sepultados com um pequeno espólio», afirmou hoje à Lusa Mário Monteiro, arqueólogo que coordenou a campanha.


Os achados foram descobertos em 2006 e 2007 durante o acompanhamento arqueológico da construção do parque eólico da Serra do Socorro e após terem sido estudados foram agora doados ao Museu Municipal Leonel Trindade, de Torres Vedras.


Os arqueólogos já tinham anteriormente descoberto o povoado muralhado da Serra do Socorro, também da Idade do Ferro, e acreditam que estes adornos pertencem a habitantes de um outro povoado que existia na mesma zona (cabeço do moinho da Mariquitas).


«É um achado valioso porque podemos estar a falar de um conjunto de dois povoados (um já era conhecido anteriormente) e de uma necrópole»,


O facto dos achados estarem à superfície é explicado pelo arqueólogo por aquela área já sido sujeita a trabalhos de extracção de inertes. 


Fonte: (6 Out 2008). Diário Digital / Lusa:  http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=4&id_news=352487

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por noticiasdearqueologia às 22:31

Quarta-feira, 22.10.08

Continuam por decifrar as inscrições da lápide com a mais antiga escrita da Península Ibérica

foto noticia


O significado das inscrições na lápide funerária encontrada em Almodôvar ainda não foi decifrado pelos arqueólogos, mas a descoberta é considerada um “grande contributo” para desvendar os mistérios da Escrita do Sudoeste.


Na peça – denominada Estela das Mesas de Castelinho -, encontrada no início de Setembro durante a campanha arqueológica que decorreu na estação com o mesmo nome, em Almodôvar (Beja), reside a maior inscrição daquele tipo de escrita até agora encontrada na Península Ibérica.

Supõe-se que a lápide tumular, característica de algumas regiões do Sul de Portugal e Espanha e encontrada praticamente intacta por uma equipa de arqueólogos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, date de há cerca de 2.500 anos, altura que coincide com a primeira Idade do Ferro.

“Nós conseguimos ler os textos, o problema reside em saber o seu significado concreto”, afirmou o arqueólogo Amílcar Guerra, coordenador das escavações levadas a cabo na estação situada na freguesia de Santa Clara-a-Nova, onde foi localizada a peça.

É que apesar da área gravada ser muito extensa – ao contrário de peças achadas anteriormente, que estavam muito fragmentadas -, uma das dificuldades na descodificação do significado do texto deve-se ao facto deste ser contínuo e de não haver separadores entre as palavras.

Segundo aquele investigador, não é com este achado que se vai encontrar a solução para o problema da interpretação dos textos em si, embora a extensão das inscrições seja considerada um “grande contributo” para se poder ir “mais além”.

Amílcar Guerra falava no Museu da Escrita do Sudoeste, na vila alentejana de Almodôvar, durante a apresentação pública da lápide, cujas inscrições estão gravadas naquela que é considerada a mais antiga escrita da Península Ibérica.

Pensa-se que as estelas funerárias fossem colocadas nos túmulos de pessoas mais abastadas, já que na Idade do Ferro eram escassos aqueles que sabiam ler e escrever, pelo que seria necessária disponibilidade financeira para mandar fazer as inscrições, explicou o investigador.

Segundo Amílcar Guerra, a equipa de arqueólogos que se tem dedicado a desvendar os mistérios da Escrita do Sudoeste já conseguiu identificar nas inscrições gravadas em diferentes peças, cerca de uma dezena de nomes de pessoas.

A utilização deste tipo de escrita abrangeu os povos que habitaram durante a primeira Idade do Ferro as regiões do Baixo Alentejo, Algarve, Andaluzia Ocidental e Sul da Estremadura.

No museu dedicado à Escrita do Sudoeste, inaugurado há um ano em Almodôvar, estão expostas cerca de um quarto (vinte) das estelas encontradas em Portugal e uma boa parte das mais significativas, segundo o arqueólogo que lidera as escavações.

Os investigadores já conseguiram descodificar em vários exemplares uma sequência repetida com frequência, que se pensa ser uma fórmula funerária equivalente a “Aqui Jaz” ou “Aqui está Sepultado”.

Na peça encontrada há um mês estão presentes cerca de noventa caracteres, sendo que apenas dois ou três são difíceis de identificar, acrescenta o arqueólogo, que realça as semelhanças entre esta escrita e a Fenícia.

Fonte: (10 Out 2008). Lusa / Algarve Press:  http://www.algarvepress.net/conteudo.php?menu=-1&cat=Cultura&scat=Evento&id=2769

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por noticiasdearqueologia às 22:15

Domingo, 19.10.08

Arqueólogos alemães encontram esqueletos da Idade do Bronze


Achados indicam uma batalha campal nesta região alemã, que era tida como pacífica na época


 Alguns dos crânios encontrados






Efe: Alguns dos crânios encontrados


 




Arqueólogos alemães encontraram restos de 50 esqueletos humanos datados da Idade do Bronze em escavações arqueológicas realizadas em Mecklenburgo-Antepomerania (leste da Alemanha), que indicam uma primeira batalha campal nesta região, onde lutas não eram freqüentes.

 "Nos tempos de Jesus Cristo já era normal conquistar territórios ou defendê-los com a vida. Porém, não tínhamos testemunho de algo assim 1.300 anos antes", declarou nesta quinta-feira, 9, o diretor do departamento de Arqueologia deste estado alemão, Delet Jantzen, ao apresentar a descoberta.


 Entre os restos humanos há sete crânios, diversos ossos e peças de bronze e, segundo Jentzen, tudo indica que houve uma batalha nesta região e nesta época, apesar de até agora não terem sido encontrados vestígios deste tipo ao norte dos Alpes.


 Os restos correspondem a homens adultos, embora também haja algumas de mulheres e crianças, afirmaram os especialistas, o que permite supor que se tratou de um ataque a alguma aldeia ou assentamento.


 Até agora, na região haviam sido encontrados restos humanos datados de 1.200 ou 1.300 anos antes de Cristo, mas sem rastros de batalha, e se acreditava que os habitantes da região conviviam em harmonia.



Fonte: (9 Out 2008). EFE / estadao.com.br: http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid257059,0.htm

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por noticiasdearqueologia às 10:20

Domingo, 19.10.08

Estudo de moedas poderá dizer qual era a nau portuguesa naufragada na Namíbia

Entre os destroços escavados em Oranjemud foram encontrados ossos

humanos cujo ADN vai ser analisado. Canhões, moedas, espadas, pratos e até chinelos

constam do tesouro.

"Estamos à espera de que as moedas falem." A frase do arqueólogo

Francisco Alves significa que só depois de se saber a datação da mais

nova das moedas encontradas nos destroços da nau quinhentista

portuguesa naufragada próximo de Oranjemud, no Sul da Namíbia, se

poderá ter ideia de que navio se tratava, quem era a sua tripulação e

quais os objectivos da sua viagem.

Após um mês "sem ver o mar", apesar de estar separado dele apenas por

uma parede de areia com seis metros de altura, Francisco Alves,

arqueólogo do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e

Arqueológico (Igespar), deu ontem a conhecer em Lisboa alguns dos

passos que conduziram a um dos maiores achados arqueológicos

subaquáticos.

Com a certeza de que se trata de uma embarcação portuguesa (os

posteriores estudos dirão se é uma nau ou um galeão), este é apenas o

segundo navio português escavado por portugueses à escala mundial (o

primeiro caso foi o da nau Nossa Senhora dos Mártires, há uma década,

em S. Julião da Barra, no Tejo).

O valor do espólio rondará os 70 milhões de euros. Mas essa é apenas

uma estimativa pecuniária, que para os intervenientes portugueses na

escavação de Oranjemud e também para os secretários de Estado da

Cooperação e da Cultura não é a mais relevante. "Mais importante do

que poder reclamar parte do achado ou saber quem fica com ele é salvar

o património", disse a secretária de Estado da Cultura, Paula

Fernandes dos Santos.

Esta posição foi assumida pelo Governo português mesmo depois de saber

que a Namíbia, por não ter ratificado uma convenção internacional, não

será obrigada a devolver qualquer percentagem do espólio ao país a que

pertencia a embarcação.

A questão de uma eventual partilha dos bens escavados não é, no

entanto, um assunto encerrado. É que entre os destroços também foram

encontrados ossos humanos. Após testes para identificação do ADN e de

consultados os livros marítimos da época, é bem possível que se

identifiquem alguns dos tripulantes de então e os seus actuais

familiares. Estes poderão então tentar ficar com algo.

Esta é apenas uma suposição da comunidade científica, que, conforme

disse ao PÚBLICO fonte conhecedora do processo, se viu recentemente

confrontada com um pedido do género (parte da descendência que reside

no Brasil), quando se especulou que os destroços da embarcação até

poderiam de uma nau comandada por Bartolomeu Dias.

Francisco Alves descartou por completo essa hipótese. É que no local

das escavações foram já encontradas moedas que só terão sido cunhadas

anos depois do naufrágio de Bartolomeu Dias, em Maio de 1500.

O que o arqueólogo português garante é que o navio agora

intervencionado fazia a Rota das Índias, para onde supostamente se

deslocava quando naufragou. Essa certeza é fundamentada com a carga

que entretanto tem sido recuperada. Lingotes de cobre (20 toneladas)

recuperados mostram a marca de um conhecido comerciante alemão da

época, a quem o reino português comprara o metal para depois levar

para a Índia. Também a consulta da literatura de cordel publicada em

Portugal no século XVII, rica sobre naufrágios, poderá ajudar a

perceber de que embarcação se trata.

O espólio da por enquanto misteriosa embarcação é ainda composto por

diversas peças pesadas de artilharia, por lingotes de estanho, peças e

moedas de prata e por cerca de 2300 moedas de ouro. Um terço destas

são cruzados portugueses, as restantes são espanholas.

As moedas portuguesas, explicou Francisco Alves, são bem mais

valiosas, uma vez que o ouro que as compõe tem um grau de pureza de

999,2 por mil. Estas moedas terão começado a circular em 1499, e a sua

cunhagem findou 49 anos depois.


Fonte: José Bento Amaro (18 Out 2008). Público.

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por noticiasdearqueologia às 10:09

Domingo, 19.10.08

España indemnizó a los dueños privados del tesoro capturado por Odyssey

Odyssey Marine Exploration no tiene derecho ni a una sóla de las

monedas rescatadas del naufragio de «La Mercedes», puesto que es un

buque de Estado. Pero es que ni siquiera puede reivindicar ya las

fortunas privadas que se hundieron con la fragata, puesto que España

indemnizó antes de 1870 a todas las víctimas que pudieron probar que

sus propiedades estaban a bordo del barco hundido a traición por el

inglés el 5 octubre de 1804 (hace justo ahora 204 años). Esto es lo

que se desprende de la investigación histórica y jurídica realizada

por el abogado José María Lancho.

Según el citado jurista, que ha rebuscado en archivos y libros de la

época, el proceso se alargó durante décadas y fue penoso para un

erario exhausto por las guerras. Pero lo cierto es que, en diciembre

de 1869, se emitía una Instrucción que regulaba las caducidades de las

reclamaciones de aquellas víctimas que debían ser indemnizadas por el

apresamiento de buques de la Real Armada a manos de Inglaterra. Al

unirse con Gran Bretaña contra Napoleón, España se comprometió a

resarcir a las víctimas y lo hizo.

En 1824 se abrió el plazo para reclamar por las presas realizadas por

Inglaterra antes de 1808, es decir, veinte años más tarde de la

catástrofe de «La Mercedes». Era la España del Vuelva usted mañana de

aquel Mariano José de Larra transmutado en Fígaro, donde la burocracia

podía agotar la paciencia y la energía de aquellas desesperadas

familias durante varias generaciones.

Es posible, según afirma Lancho, imaginar «la situación en que se

encontraban estas familias y comprender la precariedad de un Estado,

el español, que apenas sobrevivía tras las guerras napoleónicas,

mientras América iniciaba su proceso revolucionario y estallaban los

primeros conflictos civiles» en el reinado de Fernando VII.

El caso es que el artículo 9 de esa Instrucción de 1869 explica que

los demandantes de indemnizaciones debían presentar «en el plazo de un

año a contar desde el 21 de julio último (de aquel 1869), en las

oficinas de la deuda, bajo pena de caducidad (...) los documentos que

acreditan el apresamiento del buque, el hecho del embarque del

metálico, géneros y efectos apresados, el valor de estos y el del

buque». Es decir, que tenían que probar su demanda.

«La Mercedes», exento

Pero el caso de «La Mercedes», y el resto de los buques apresados en

la traicionera batalla del Cabo de Santa María, fue tan doloroso

-provocaría la guerra con Inglaterra- que quedaban exentos de toda

prueba los demandantes de «las fragatas de guerra Mercedes, Fama,

Medea y Santa Clara por la notoriedad de sus apresamientos», destaca

Lancho.

El motivo de que España se comprometiera a indemnizar a las víctimas

no fue otro que el cambio de alianzas, tras las guerras napoleónicas

que volvieron a unir como aliados a Madrid y Londres, que se habían

declarado la guerra tras el hundimiento de «La Mercedes», una guerra

que en el mar terminaría con la tragedia de Trafalgar.

El caso es que el resto de las víctimas de los apresamientos corsarios

de los ingleses necesitaba un testimonio del Almirantazgo inglés o del

Tribunal que declaró buena la presa en cada caso. Asimismo debían

«aportar el protesto del capitán del buque y el testimonio expedido

por la comandancia de marina en que hubiera estado matriculado el

buque».

Para el hecho del embarque de bienes, un testimonio sacado del

registro de la Aduana del puerto de salida o expedido por el

Almirantazgo inglés o el Tribunal que declaró buena la presa. Servían

también los conocimientos de los capitanes, maestres o patrones de los

barcos, las pólizas de seguros. etc.

Los demandantes podían sumar otras pruebas como los testimonios de los

libros de comercio. Además, aquellos que quisieran justificar la

propiedad y el valor del buque, debía aportar la escritura de

adquisición o certificación expedida por el Almirantazgo inglés o el

Tribunal que dispuso de la presa «siempre que constara la propiedad

del buque y el precio de la venta del mismo», añade Lancho. Y, por

último, también se aceptaba la certificación emitida por la

Comandancia de Marina a la que «hubiesen correspondido los buques

apresados, donde constara la matrícula y los arqueos de verificados».

El tiempo pasaba y no todas las víctimas tuvieron la suerte de reunir

la documentación necesaria. Por ello, en diciembre de 1870 aún se

publicaban varias cuantiosas reclamaciones caducadas de algunos

herederos. Es el caso de Faustino del Campo, que reclamaba 100.000

reales de vellón de «La Mercedes» y 2.000 de la «Santa Clara». Él y

tantos otros vieron caducar sus derechos por no presentar las pruebas

exigidas en el citado artículo 9.

Fonte: JESÚS GARCÍA CALERO (13 Out 2008). ABC / MADRID.

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